Love To Death

12 Chapter Twelve


Notas iniciais
Essa viagem deles está demorada, hein? kkkk
Espero que estejam gostando da fic, depois da missão deles, ela vai acabar. Vão querer segunda temporada?
Enjoy ♥

Me escondi embaixo de uma mesa e fiquei apertando minha mão contra o ombro, tentando amenizar a dor, mas ela só aumentava. Logo, eu vi tudo escuro.

Acho que devo ter desmaiado depois disso, pois acordei em uma cama com um pano úmido e quente na testa.

- Ah! Nico! – Annabeth gritou. – Ela acordou!

- O-onde estamos? – Gaguejei.

- Em um quarto em cima da cafeteria. Nós derrotamos a dracaena e te encontramos desmaiada embaixo da mesa. Acho que aquela coisa de estourar as luzes te deixou bastante fraca.

- Audrey! – Nico veio correndo para onde eu estava deitada. – Deuses, que bom que você está bem.

- Hã... o Percy está na sala, Nico? Eu vou lá falar com ele. – Annabeth disse, se levantou e saiu.

- Oi, Nico... – Tentei sentar, mas ele me impediu.

- Fique deitada, ok? – Mas eu me sentei mesmo assim.

- Eu não sou tão fraca, sabe? – Eu disse.

- Eu sei que não, Audrey... – Ele hesitou. – você me deixou muito preocupado.

Então ele me abraçou.

- Eu estou melhor agora, ok? – Eu disse. – Não precisa mais ficar preocupado.

- Eu quase tive um surto, sabia? – Ele falou.

- Nico, eu estou bem. É sério, tá? – Falei. – Meu ombro nem dói mais. Nós já podemos seguir com a viagem.

- Você tem certeza? – Pediu.

- Sim, eu tenho. Aliás, não vai ser um simples corte no ombro que vai atrapalhar a viagem.

- Ok, vamos pra sala então. – Ele disse e me ajudou a levantar.

Quando chegamos na sala, Percy e Annabeth estavam guardando algumas coisas nas mochilas.

- Eu e o Percy tomamos uma decisão. – Annabeth disse.

- Que decisão? – Pedi.

- Mesmo que nós dois não queiramos, vamos ter que aceitar a sugestão de embarcar na caçamba de um caminhão. – Então Annabeth foi até a janela e apontou para um caminhão pequeno com uma caçamba de madeira com uma lona em cima, para proteger da chuva.

- A gente vai até Michigan com isso? – Indaguei.

- Sim, vamos. – Ela suspirou. — Eu conversei com o homem do caminhão e ele disse que tudo bem. E dá tempo para tomar banho antes.

- Certo. – Assentimos. – Quem vai tomar banho primeiro?

- Por mim tanto faz. – Eu disse.

- Ok. Então eu vou. – Annabeth disse e entrou no banheiro.

Dessa vez eu fui a última a tomar banho. Coloquei a mesma roupa e nós saímos do quarto e entramos na caçamba. O motorista já estava esperando e o caminhão estava quase dando a partida, quando eu pedi:

- Ei...nós não tínhamos que pagar o quarto?

- Ih! É mesmo! – Percy falou e o motorista deu a partida quando uma velinha apareceu na janela e gritou:

- Voltem aqui, seus caloteiros!

Nós começamos a rir, pois estávamos longe demais para ela nos alcançar.

- Isso foi engraçado... – Percy disse, entre risadas.

- É, mas agora vamos ser procurados pela polícia! – Annabeth disse, severa. Mas logo caiu na risada. – Vocês viram a cara dela?

E nós começamos a rir novamente.

O resto da viagem foi assim. Nós ficamos rindo, brincando, conversando...estava bem divertido para uma viagem de 2 horas. Mas...

Já notaram que sempre tem um “Mas”?

Mas o caminhão parou quando nós ainda nem tínhamos saído de Indiana. O homem do caminhão saiu e se debruçou na caçamba:

- Vocês tem que descer agora. Eu paro aqui neste posto de gasolina.

Nós pegamos nossas coisas e descemos. Annabeth agradeceu a carona e nós fomos para a loja de conveniência do posto.

- E agora? – Eu pedi, já sentada a mesa.

- Nós perto da divisa de Indiana com Michigan. – Annabeth falou. – Dá para ir a pé até Michigan, mas não até Detroit.

- Certo, vamos a pé. – Percy falou.

- Mas eu estou com fome. – Nico reclamou.

- Nós não temos dinheiro, Nico. – Annabeth alegou. – E já está tarde, seria melhor nós arranjarmos um lugar para dormir.

- E sair sem pagar de novo? Nem pensar! – Eu disse.

- E vamos dormir aonde? No mato? – Percy pediu.

- Claro que não, Percy! – Annabeth disse. – Nós precisamos de um plano.

- É, isso nós sabemos. – Percy revirou os olhos.

Annabeth se levantou.

- Bem, nós não podemos ficar parados. Nós temos que conseguir dinheiro, um modo de ir até Detroit e comida. Quantos dias você disse que nós tínhamos ainda, Audrey?

- 8 eu acho. – Respondi.

- É bastante tempo, Annabeth. – Percy disse.

- Eu sei, mas quanto antes terminarmos, melhor. – Annabeth falou. – Vamos andando, então?

Nos levantamos e seguimos caminho até onde pudemos antes de ficar completamente escuro. Paramos em um beco escuro e imundo sem iluminação.

- Nós vamos passar a noite aqui? – Pedi.

-Se não tivermos lugar melhor. – Annabeth respondeu. – E não temos. Além do mais, esse beco está vazio, não tem ninguém aqui. O que significa...

- O que significa? – Percy pediu.

- Sem monstros, cabeça de alga!

- Ah, é! – Percy pareceu se tocar.

Annabeth ajeitou alguns papelões no chão e eu tirei as bandagens do meu ombro.

- Argh! – Gani.

- O que houve? – Nico pediu, preocupado.

- Meu ombro está horrível! – Eu disse, olhando para o ferimento aberto que começara a doer. – E está doendo.

- Annie, me passa o cantil de néctar. – Nico pediu e Annabeth o entregou um cantil pela metade.

- Não gaste tudo, nós vamos precisar depois. – Annabeth falou.

Nico derramou um pouco de néctar em um paninho enquanto eu fazia caretas de dor. Ele esfregou o pano no meu ombro e amarrou as bandagens nele novamente.

- Obrigada. – Eu disse.

- De nada. – Ele respondeu, corando e olhando para baixo.

Coloquei minha mochila no chão, para usar como travesseiro e me deitei. Logo vi que Percy estava esfregando um gravetinho no chão.

- Percy, o que você está fazendo? – Nico pediu.

- Estou fazendo fogo, dã! – Percy falou, como se fosse óbvio.

- E isso vai dar certo?

- Tem que dar. Ou vocês querem passar a noite no escuro? – Percy pediu.

- Mas vocês não vão ficar no escuro. – Uma voz feminina falou.

Notas finais
Só um aviso: Vocês vão gostar MUITO do próximo.
XoXo ♥