Love To Death
11 Chapter Eleven
Notas iniciais
Enjoy ♥
Eu nem percebi que havia dormido, só acordei com a cabeça no ombro de Nico. O que foi bastante estranho.
Logo, notei que a van estava parada e Percy e Annabeth não estavam dentro dela.
- Nico? – Chamei.
- Que?
- Cadê o Percy e a Annie?
- Foram comprar café, donuts, essas coisas. – Ele respondeu.
- Ah, tá.
Depois disso, os dois entraram. Percy estava segurando um chocolate quente com chantilly e um cappuccino. Annabeth estava segurando um cappuccino e um frappuccino.
Percy me entregou o chocolate quente e Annabeth entregou o frappuccino para Nico.
- Como você sabe que eu gosto de chocolate quente com chantilly? – Eu pedi.
- Nico disse que é o que você sempre toma no café da manhã. – Percy disse.
- É? Eu nunca reparei.
- Reparou no quê? – Nico pediu.
- Que eu sempre tomo isso. Eu gosto. – Eu falei.
- Argos, nós podemos ir para o aeroporto agora. – Annabeth disse e Argos assentiu com a cabeça.
Em pouco tempo, nós já estávamos no aeroporto, indo comprar as passagens.
- Alguém aí tem dinheiro? – Eu pedi.
- Hm...hoje de manhã, apareceu uma carteira na minha mesa de cabeceira. – Nico disse e tirou uma carteira rosa de dentro do bolso. – Mas é rosa.
- Ops! Chalé errado! – Uma voz feminina disse na minha mente.
- Hã...vocês ouviram isso? – Percy pediu e nós assentimos.
- Então, deixem comigo e com Annabeth. Esperem nas mesinhas, nós voltamos logo.
Eu e Annabeth seguimos para o local onde se compra passagens e pedimos 4 para Indianápolis, a capital de Indiana, um dos estados que faz fronteira com o Michigan. De certo nós não tínhamos dinheiro para ir até Detroit, teríamos que nos virar no resto do caminho.
- Pronto. – Eu disse, assim que voltamos para a mesa aonde os meninos estavam sentados. – Aqui está a sua passagem, Nico.
- E a sua, Percy. – Annabeth disse, entregando uma passagem para o Percy. – Vamos para a sala de embarque.
Eu nunca havia estado no aeroporto de Nova York, mas Annabeth já. Ela sabia perfeitamente para onde deveríamos ir. Alguns minutos depois, nós já estávamos dentro do avião.
- Nico? Está tudo bem? – Eu pedi, ao ver que ele estava suando muito.
- Aham, está. Por que não estaria? Tipo, o seu pai só me odeia, não é? O que ele poderia fazer além de me jogar para fora desse avião? – Ele disse, agarrado ao braço da poltrona.
- Relaxa, tá? – Eu disse, tentando tirar o braço dele do braço da poltrona. – Não vai acontecer nada.
- Espero que você esteja certa. – Ele disse.
Então o piloto avisou que o avião iria decolar. Nico quase teve um surto nervoso. E Percy também.
- É sério, vocês dois! Meu pai não vai atirar vocês para fora do avião.
- Mas seu pai... – Percy começou.
- “Nos odeia!”, é eu sei. Mas eu não vou deixar ele fazer isso, ok?
O resto da viagem ocorreu muito tranquilamente. De avião, nós levamos 1 hora e 10 minutos para chegar. Acho que eu passei 1 hora dormindo. Eu estava realmente muito cansada.
Em Indianápolis, nós entramos em uma cafeteria para decidirmos como iriamos para Detroit.
- Então, gente...- Annabeth tirou um mapa da bolsa. – Nós estamos aqui!
Annabeth pegou uma caneta vermelha e riscou um ponto no mapa.
- E precisamos chegar... – Correu o dedo pelo mapa e parou em um ponto. – Aqui! Como vamos fazer isso?
- De carro? – Percy pediu.
- Você trouxe a carteira de motorista? – Annabeth arqueou uma sobrancelha.
- Não... – Percy olhou para baixo.
- Então de carro não dá. – Annabeth disse.
- De ônibus? – Nico sugeriu.
- O dinheiro acabou com as passagens de avião. – Eu disse.
- A pé? – Percy pediu.
- Você ficou louco?! Só de carro são umas 5 horas! – Annabeth falou (lê-se gritou).
- Vamos pegar carona na carroceria de um caminhão? – Eu sugeri.
- Não! – Percy e Annabeth disseram juntos. – Nós já fizemos isso, não é legal.
-Mas...nós não podemos ir de avião, nem de carro, nem de trem, nem de ônibus, nem a pé... como vamos, então?
- Pégaso? – Percy pediu.
- Nem pensar! Os pégasos não gostam de mim! – Nico falou.
- Já sei! – Exclamei.
- O quê?
- Nós poderíamos ir de barco! – Eu disse. – Tem um rio aqui perto.
- Como vamos conseguir um barco? – Percy pediu.
- Você que é o filho de Poseidon aqui. Faça suas macumbas. – Falei.
- Ei! – Percy disse, ofendido.
- Nós poderíamos roubar um barco. – Nico sugeriu.
- Nenhum de nós é filho de Hermes. – Annabeth replicou.
- Eu realmente não faço ideia. – Eu disse, desanimada.
Ficamos dando mais algumas ideias até que uma garçonete se aproximou da nossa mesa.
- Olá! – Sua voz me parecia meio reptiliana. – O que vocêss dessejam?
- Hã... – Percy disse e nós nos entreolhamos. – Nada. Nós já estávamos de saída.
- Imposssível! Ninguém jamaiss ssai daqui ssem comer nada! – Ela disse e fez um gesto em direção a porta, que se fechou imediatamente. – Ou ssem sser comido por mim!
O corpo da garçonete começou a se transformar. Sua pele ficou verde e escamosa e ela criou duas caudas ao invés de pés.
- Dracaena! – Annabeth gritou. A Dracaena, não sei de que jeito, pulou em cima da nossa mesa e nós saltamos para fora dos bancos.
- Rendam-sse ssemideusses! – Ela sibilou. – Não tem essscapatória.
Do nada, apareceram dois machados de bronze celestial nas mãos dela.
- Ah! – Dei um grito esganiçado.
Percy e Nico começaram a atacar enquanto Annabeth subia nas costas da dracaena. Foi aí que eu me lembrei do anel. Tirei o coração alado e uma adaga de ouro imperial apareceu nas minhas mãos.
Tentei investir contra ela, mas a dracaena defendia muito bem. E atacava também. Não tinha jeito, se eu queria vencê-la, teria que apelar para os meus poderes. Pensei em tudo o que já havia me dado raiva na vida. Ergui a mão em direção a dracaena, como fiz com Clarisse, mas não saiu uma descarga elétrica das minhas mãos, o que aconteceu foi o seguinte: Houve um som de explosão e todas as luzes da cafeteria explodiram e se apagaram.
- Hã...isso não era para ter acontecido! – Eu disse. Só se ouviam o som das espadas e adagas colidindo umas com as outras. Estava muito escuro, eu não conseguia ver nada, só senti uma dor horrível no ombro.
- Acho que acertei uma! – Sibilou a dracaena.
- Audrey! – Nico gritou.
- M-meu ombro... – murmurei, caída no chão. – Ele está doendo muito.
- Se esconda em baixo de uma mesa! – Annabeth gritou. – Assim que acabarmos com ela, cuidaremos de você.
Me escondi embaixo de uma mesa e fiquei apertando minha mão contra o ombro, tentando amenizar a dor, mas ela só aumentava. Logo, eu vi tudo escuro.
Notas finais
XoXo ♥
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