Notas iniciais
Voltei, espero não ter demorado ;D

Quanto mais nos aproximávamos do nosso destino, mais meu coração se apertava. Eu não queria deixa-la. Alcançamos as proximidades do Espelho ao pôr-do-sol, e eu procurava uma desculpa para passar mais tempo com minha bela e misteriosa acompanhante.

— Estamos quase chegando. – ela comemorou.

— Você não quer parar para descansar? É melhor acendermos logo a fogueira antes de esfriar mais... Alcançamos o litoral pela manhã. – achei a desculpa. Ela parou e sorriu.

— Eu não mereço tudo isso. – ela me olhou, sorri. – Tudo bem.

— Vou buscar lenha. – disse satisfeito e logo saí lutando para conter minha euforia.

Pela manhã prosseguimos viagem. Mais ou menos uma hora depois alcançamos o topo da colina, batia um vento forte, de lá podíamos ver o Espelho d’água e boa parte do litoral, além do infinito mar azul-esverdeado que se estendia até a linha do horizonte a nossa frente. Ouvi-a suspirar.

— Chegamos. – virou-se de frente para mim com o vento jogando seus cabelos para trás. – Nem sei como lhe agradecer.

— Eu é que agradeço. Precisava fazer uma viagem assim e não poderia ter encontrado companhia melhor.

Ela corou sorrindo.

Sorri com isso.

— Obrigada. – disse ela. – Agora eu tenho que ir.

— Espero vê-la novamente. – falei sincero. Ela corou mais.

— Vamos nos ver, afinal eu tenho que devolver suas roupas... – nós rimos. O riso foi passando e as palavras faltaram, apenas ficamos nos fitando por longos minutos.

— Até logo. – falei finalmente. Inclinei-me para frente e depositei um beijo em seu rosto. – Se cuida. – disse encantado vendo-a corar novamente.

— Até... Mais uma vez obrigada.

Ela recuou alguns passos e deu-me as costas descendo a colina, virando-se novamente para mim no meio do caminho para acenar. Acenei de volta e ela prosseguiu.

A vi se afastar cada vez mais até que montei em Destro e iniciei a viagem de volta. A cavalo refiz o caminho na metade do tempo, desmontei a tenda e no mesmo dia retornei ao castelo.

À medida que me aproximava das cores acinzentadas do castelo de Telmar o mau-humor e a irritação voltavam a mim. Levei Destro para os estábulos e entreguei-o aos cuidados de um empregado.

— Caspian, querido, já estava ficando preocupada com você! – minha tia veio e me abraçou. – Então, como foi sua viagem? Conheceu alguém especial?

— Claro, tinha muitas arvores lá, eu fiz amizade com uma delas. Ela se chama Carvalho. Até convidei-a para vir me fazer uma visita, mas acho que ela não vai poder vir...

— Engraçadinho. – ela me encarou. – que bom que não há ninguém especial, por que eu estava pensando em convidar a princesa Monique para nos visitar...

— Não, não e não. – falei firme. Havia sim alguém especial, mas ela não podia saber senão não pararia de falar nisso e arquitetar um possível casamento.

— Ora, Caspian, não seja tão antissocial! – ela me seguia pelos corredores.

— Eu sou o rei, não há ninguém mais social do que eu neste reino! Se a princesa Monique quiser nos fazer uma visita, não poderei proibi-la, mas eu não vou convidar ela nem nenhuma outra princesa para vir aqui me atormentar a paciência.

— Certo, então. – disse minha tia. Ela parou de falar o que me fez parar e olha-la, precisava me certificar que ela ainda estava viva atrás de mim. Ao virar deparei-me com ela fitando-me com um brilho nos olhos e um sorriso gentil nos lábios. – Teve alguém especial, não teve?

Revirei os olhos bufando.

— Está tão obvio assim?

— Eu sabia que esse brilho em seus olhos queria dizer alguma coisa! – seu sorriso alargou-se. – pode ir me contando tudinho! – enfiou seu braço no meu e acompanhou-me andando ao meu lado.

— Não se anime tanto.

— Como ela é? Onde vocês se conheceram? Você falou com ela? O que ela disse? O que vocês fizeram? Rolou algum clima? Você vai vê-la de novo? Ela sabe que você é rei? De onde ela é? É bonita? E educada? O que você sabe sobre ela? Qual seu nome? O que...

— Tia, você precisa respirar! – lembrei-a preocupado. Minha querida tia puxou ar profundamente. – Ela tem olhos azuis, pele alva, cabelos escuros e lábios rosados. No bosque em um riacho. Perguntei o que uma dama fazia sozinha na floresta. Ela disse que estava perdida. Levei-a até o Espelho d’água. Não sei se rolou nada. Não sei, mas gostaria muito. Não, não sabe. Não sei, ela não me falou nada. É linda. Gentil e educada. Nada e não sei.

— Nossa – ela avaliou. – você a conhece bem. – Ela parou e segui em frente. – Como é que você não sabe o nome dela? – voltou a me seguir.

Notas finais
O Caspian está tão fofo, né? Eu ja escrevi a parte em que ele descobre quem é a moça misteriosa, estou judiando muito dele, tadinho...kkkkkkkkk
Espero comentarios ein?
Não sei se vou postar durante esse periodo de festas, então desde já desejo um marry christmas e um happy new year as minhas leitoras lindas!!!
Beijokas!!
P.S.: vocês já viram, VAI PASSAR PRICIPE CASPIAN DIA 19 EM TELA QUENTE AAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH EU VOU CANTAR THE CALL COM A TV!!!!! (frasedaBabi) kkk