Love, Simply Love.
6 A conversa e A carta.
Notas iniciais
Os dias foram passando e eu não conseguia parar de pensar nela. A garota misteriosa tomava conta de meus pensamentos completamente. Eu não conseguia parar de pensar nela um minuto sequer e o desejo de revê-la estava quase insuportável. Agora eu não tinha cabeça para mais nada, nem para a possível rebelião dos narnianos com seus reis que a essa altura já deviam ter chego, isso se viriam mesmo. Não conseguia me concentrar em mais nada a não ser ela. Será que é assim que é estar apaixonado...?
— O que o senhor acha majestade? – questionou um lorde arrancando-me de meus devaneios e trazendo-me de volta a reunião do Conselho. Tentei lembrar o que ele falara, mas fora inútil, aliás, não há como se lembrar de uma coisa que não se ouviu.
— Desculpe, o que o senhor disse? – questionei. Ele suspirou cansado. Todos estavam cansados com esse meu estado aéreo.
— Acha que eles farão contato primeiro, ou devemos procura-los? – repetiu o lorde.
— Os narnianos ainda não deram nenhum sinal de que seus reis chegaram deram? – do que eu estava falando?
— Ainda não.
— Então eu acho que eles irão fazer contato primeiro, afinal são eles que querem o reino de volta. – concluí. – E a reunião está encerrada. – pus-me de pé.
— Mas, milorde, ainda há um assunto a ser tratado. – um dos lordes me impediu. Joguei-me em meu trono de novo completamente entediado.
— E qual seria? – perguntei sem vontade massageando as têmporas, já imaginando a resposta.
— Bem... – levantou-se outro lorde – meu rei está no poder há mais de um ano. Achamos que já estava na hora do meu senhor encontrar uma rainha...
— Lorde Revillian, já disse aos senhores que não quero tratar disse por enquanto. – tentei manter a calma.
— Com a licença do meu rei. – pediu. Autorizei. – Em minha opinião, acho que está mais do que na hora de Telmar ganhar uma rainha e, futuramente, um herdeiro. Então, sugiro que dê um baile, convidando os reis, rainhas, príncipes e princesas vizinhos.
Suspirei.
— Em minha opinião, vocês estão se metendo demais na minha vida pessoal. – pus-me de pé. – Reunião encerrada.
Saí logo dali. Quando foi que dei liberdade a eles para se intrometerem tanto?
Isso já está passando dos limites.
Tranquei a porta do meu quarto. Era o único lugar em toda Telmar onde eu podia ficar a sós com meus pensamentos, ou seja, com a dona de um belo par de olhos azuis que os dominava. Eu não aguentaria isso sozinho por muito tempo, eu precisava falar com alguém e a pessoa mais indicada para isso era a única figura feminina presente naquele palácio (além das empregadas). Saí a sua procura e encontrei-a no jardim.
— Preciso falar com você. – disse a ela.
— Comigo? – olhou-me confusa.
— Sim.
— Não sei que bicho lhe mordeu, mas sou toda ouvidos. – sorriu. Começamos a caminhar pelo jardim.
— Lembra a moça que lhe falei?
— Lembro sim. – sorriu orgulhosa. – Você a viu de novo?
— É exatamente esse o problema, eu não a vi.
— E você queria vê-la...
— Sim, muito. – confessei.
— Oh, Caspian, você está apaixonado!
— Não estou não!
— Ok, ok... Não está. Mas me diga, por que você quer tanto vê-la novamente?
— Ah, por que... Por que... Por que... – por que quero vê-la de novo? Pensa numa desculpa, Caspian! – Bom, quero só saber se ela está bem...
— Ou você quer vê-la simplesmente por que quer estar com ela?
— Também.
— Ah! Então é por isso que você está tão distante ultimamente... Está pensando nela, não é?
Suspirei derrotado.
— Sim.
— Você está apaixonado, Caspian, só você que não percebe.
— Não estou não!
— Claro, claro... – Prunaprismia fingiu acreditar.
Rolei os olhos.
— Majestade! – um soldado chegou correndo até onde estávamos.
— O que houve? – questionei.
— Os reis narnianos... Recebemos uma carta do Grande Rei Pedro... – contou ele.
Notas finais
Beijokas!!
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