Love RB
2 Que história é essa?
Eram oito horas da manhã quando o despertador de Quinn tocou e a acordou. Ela levanta-se, abre a porta do roupeiro e senta-se no banco em frente ao mesmo no quarto de vestir. O apartamento de Quinn tinha uma vista privilegiada para o Central Park, mas aquela manhã estava coberta de nevoeiro. Era um apartamento enorme, e sem dúvida espaçoso. Tinha uma sala grande com uma decoração moderna e tecnologia avançada, ou seja, notava-se que ela vivia bem. A cozinha era independente e tinha muito espaço para que ela se dedicasse a exprimir criatividade e inspiração culinária, esse era um dos dotes que Quinn descobrira após a sua independência. Tinha três quartos, dois deles com casa de banho privativa e o outro com uma casa de banho mais pequena e independente que servia para as visitas; o primeiro quarto era o mais rebuscado a nível de decoração, era obviamente o quarto principal: o seu, e tinha além de uma grande casa de banho um quarto de vestir; o segundo quarto, que era o mais pequeno dos três, tinha também uma casa de banho privativa mas dispensava o quarto de vestir, estava decorado com muito bom gosto mas servia essencialmente como quarto de hóspedes; e por fim o terceiro quarto foi transformado num mini estúdio de fotografia com uma parede de pladur no meio do quarto e uma entrada sem porta para uma segunda parte que tinha um pequeno escritório, este era sem dúvida o quarto com maiores dimensões embora não tivesse nenhuma divisão privativa. Quinn transformou-se numa pessoa responsável e resolvida, não há dúvida que ela teve o factor sorte do seu lado, no entanto tinha amadurecido de uma forma extremamente notável. Faltava-lhe uma única coisa para ser totalmente feliz, mas ela pretendia consegui-la pois essa "coisa" era a mais importante de todas. Tirou do seu roupeiro uma roupa prática para vestir e fechou-se na casa de banho até sair de lá completamente pronta, foi até à sala, pegou nas chaves de casa e saiu a porta do apartamento. Não demorou dois minutos e estava à porta da sua mais recente aquisição: o seu novo restaurante. "Love RB" que para o cidadão comum não significava nada de especial, mas para Quinn era a maneira mais concreta que ela tinha para expressar a sua inspiração e o seu amor por aquele que era o seu maior objectivo. Era um restaurante Vegan e tinha inclusive um prato com o mesmo nome que tinha sido inventado por Quinn, o restaurante situava-se exactamente por baixo do seu apartamento e era muito moderno e bem frequentado. A loira entrou e deu os bons dias a Jonh, um dos empregados de mesa, e foi directa para a cozinha. Massimo, o chefe a tempo inteiro do restaurante, já tinha o seu pequeno-almoço preparado e Quinn sentou-se numa das bancadas de inox da cozinha ao lado do homem italiano. Ele tinha os seus cinquenta e alguns anos e Quinn podia afirmar que desde o dia que o conheceu até ao momento em que se encontrava ela nunca tinha visto o homem sem um sorriso na cara. Massimo sabia de toda a história de vida de Quinn, ele era o seu confidente e conselheiro, o homem tinha uma adoração por Quinn como se ela fosse sua filha e Quinn por sua vez viu nele aquilo que Russell nunca lhe dera: uma figura paterna.
- Já existem muitas reservas para hoje?
- Pelo que o Jonh me disse ao almoço já estamos cheios e ao jantar está um monte de gente em espera. Voltas cedo hoje?
- Não sei Mass, eu hoje tenho de arquivar algumas sessões que estão terminadas e vendidas, mas depois tenho mais duas. Não sei se tenho tempo.
- Vais fotografar mais modelos? Eu achei que não estivesses muito a fim de voltar a ser cortejada por meninas com o olfacto apurado.
- Olfacto apurado? Não se nota assim tanto. Eu não percebo que raio de lógica é essa de que eu…
- Ei stop! Eu estava a referir-me a heróis e heroínas!
- Ah! – Quinn riu – sim, olfacto apurado nesse caso é ser simpático. Mas não, hoje não são modelos, hoje vou fotografar uma nova marca de fast-food. São fotografias promocionais, de vez enquanto gosto de fugir à rotina. Mas precisas de ajuda para o jantar? É que a minha segunda sessão fotográfica de hoje é só às sete da tarde, se precisares de ajuda eu destaco um fotógrafo para a fazer e venho.
- Oh bambina, nunca te disseram que trabalhar muito faz rugas? Esses teus horários são surreais.
- Mass, tem de ser. Eu preciso de manter a minha mente ocupada. Além disso hoje estás com sorte!
- Estou? Eu estou sempre com sorte! Eu sou um sortudo!
- Sim, mas hoje é segunda-feira. – Quinn esboçou um sorriso gigante, embora ele não significasse felicidade e sim intimidade.
- Hoje não há RB. – disse Massimo referindo-se ao facto de que às segundas-feiras a peça de Rachel não se realizava. – Olha, essa é outra, quando é que te chegas à frente?
- Ainda não sei, por enquanto estou a apalpar terreno. Porquê?
- Porque com essa agenda toda, mesmo que ela queira ficar contigo tu não tens tempo para ela. – gargalhou Massimo contente, ele sabia que era impensável para Quinn a barbaridade que ele estava a dizer e foi exactamente por isso que disse: para a provocar.
- Não tens graça! Sabes que no dia que ela quiser ficar comigo eu meto-vos a trabalhar e vivo dos rendimentos. – e agora foi Quinn que gargalhou com a cara de tédio de Massimo.
- Vá, acaba de comer ou então nem amanhã chegas aqui. Vens ajudar-me então?
- Sim, claro. Eu destaco um fotógrafo.
A loira terminou o seu pequeno-almoço e saiu em direcção à garagem ao lado do restaurante. Entrou no seu BMW X6 e conduziu até ao estúdio de fotografia que possuía na 5º Avenida.
Agora vamos a explicações. Passaram-se 5 anos desde que Rachel abandonou Lima, Quinn não entrou na faculdade no mesmo ano dos seus colegas, arranjou um emprego nesse ano e juntou dinheiro para concorrer no ano seguinte a UCLA, onde acabou por tirar o curso de fotografia. Manteve sempre contacto com a sua mãe, no entanto, ela só a ajudava no que podia e neste caso era a pagar-lhe a renda do apartamento que alugou em Los Angeles. Mas enquanto Quinn frequentava o seu segundo ano de faculdade recebeu a notícia trágica da morte do seu pai Russell, o homem tinha morrido num acidente de viação enquanto conduzia bêbado, embora Russell estivesse separado de Judy, Quinn era uma das duas herdeiras do homem, e foi quando ele morreu que todas descobriram que Russell tinha uma quantidade enorme de negócios no estrangeiro e a sua fortuna, que agora pertencia a Quinn e a Charllote (sua irmã mais velha), era imensa. Foi então que Quinn acabou o seu curso um ano depois e se mudou para Nova Iorque em busca do seu principal objectivo. Foi enquanto trabalhava naquele ano em que todos se foram embora de Lima que a loira mais amadureceu e se aceitou a si mesma. Com o curso de fotografia concluído e o dinheiro de Russell, Quinn abriu inicialmente o seu estúdio de fotografia em Nova Iorque. A escolha do sítio foi o que ditou o seu sucesso, não era qualquer um que conseguia abrir um estúdio fotográfico em plena 5º Avenida, e esse foi o primeiro empurrão para o sucesso profissional de Quinn. Não tinha passado mais de um ano e ela já era uma fotógrafa requisitada, no entanto tinha uma enorme equipa a trabalhar com ela. Meio ano depois de abrir o estúdio, o supermercado que existia por baixo do seu apartamento decidiu fechar e meter o espaço à venda, e foi então que Quinn em cinco meses conseguiu montar um dos mais requintados restaurantes Vegan de Nova Iorque. Estavam abertos à apenas um mês e tinham todos os dias clientes novos, além dos que já lhes eram minimamente fiéis.
Por seu lado Rachel Berry vivia muito perto da Broadway. O seu apartamento era metade do de Quinn, mas não porque ela não tivesse posses, e sim porque aquele espaço para ela chegava-lhe. Rachel não gostava nada de fazer limpezas em casa, e embora contratasse alguém que o fizesse por ela uma vez por semana, quando escolheu o seu apartamento teve em conta a sua dimensão. Às segundas-feiras era dia de descanso, ela tinha apresentações durante a semana toda à excepção da segunda-feira que gastava a ler e a ver filmes. Durante a semana, embora a peça fosse todos os outros dias às nove da noite, ela tinha os dias preenchidos com aulas de canto e de dança, porque como ela bem gostava de referir "a voz é um músculo, como tal, precisa de ser exercitado". A vida de Rachel não era tão entusiasmante quanto ela teria imaginado, é certo que conseguiu tornar-se numa das principais actrizes da Broadway da actualidade mas continuava a ser a mesma pessoa solitária que era no ensino secundário. Os seus amigos eram principalmente o seu elenco e ainda que estivesse com eles todos os dias e partilhassem experiencias a cada dia que passava, ela recordava-se muitas vezes dos membros do ND, e sentia que esses tinham sido o mais perto de amizades verdadeiras que ela tinha conhecido. Há cerca de um ano ponderou a possibilidade de que o problema fosse dela, que o facto de ela gostar muito de comunicar e ser demasiado auto-centrada a fazia perder pontos com as amizades que podiam surgir, mas rapidamente percebeu que Nova Iorque é uma cidade grande, é a maior metrópole do mundo e onde existe mais variedade de raças, e percebeu que as pessoas mal tinham tempo para pensar quanto mais para fazer amizades puras e verdadeiras. Rachel amava o que fazia, mas nela vivia esse amor de mãos dadas com a pena que Rachel tinha do mundo.
O telefone tocou e Rachel atendeu com voz entediada.
- Então superstar? Já nem se liga aos pais? Gostávamos de saber se continuas viva mas ultimamente só pelas revistas, não é verdade? – disse Hiram na brincadeira.
- Oh pai, desculpa. Como estão vocês?
- Bem, cá vamos andando. E essa vozinha?
- Nada de especial, estou na molenguice aqui em casa. E o pai?
- Está sentado no sofá a ver um documentário qualquer acerca de babuínos. Enfim, macacadas! – Rachel solta uma estridente gargalhada e fica na conversa com Hiram por cerca de duas horas. Após "pôr a escrita em dia" com o seu pai, eles despedem-se e desligam. A morena decide então sair para fazer algumas compras.
Segunda-feira passou rapidamente para ambas, Quinn esteve o dia todo a trabalhar entre o estúdio e o restaurante, e Rachel aproveitou para pôr os sonos em dia.
São oito da noite de terça-feira e a bilheteira do teatro está cheia de gente, Quinn é a segunda da fila e espera para ser atendida, o céu está limpo e a noite embora fria está suportável, chega a estar agradável em comparação às noites Nova Iorquinas. O senhor que estava à sua frente acaba a sua compra e é a vez da loira.
- Olá Selena. – disse Quinn com um sorriso.
- Quinn! Olá! Mais uma rodada, não é?
- Sim por favor. – A senhora dos seus quarenta anos imprime seis bilhetes para Quinn e a loira paga. – Muito obrigada! Até para a semana.
- Adeus Quinn, bom espectáculo.
Desde o dia em que a peça estreou até àquele, Quinn comprava todas as terças-feiras os bilhetes para a semana inteira de espectáculo. Não houve um dia desde então que ela tenha faltado. Não comprava bilhetes nas primeiras filas, ela tinha algum receio de ser vista pela morena, mas do sítio onde ela assistia à peça dava para ver todos os pormenores do que acontecia no palco.
Quinn deliciou-se mais uma vez com a actuação de Rachel, mas quando estava a abandonar a sala teve uma surpresa que a deixou intrigada. Kurt Hummel e Dave Karovsky estavam parados em frente à porta dos bastidores. Quinn conseguiu sair sem ser vista por nenhum dos dois, mas levou com ela a curiosidade acerca da presença dos dois naquela noite no teatro. Passou-lhe pela cabeça mil e uma hipóteses mas a que mais a deixou desconcertada foi a hipótese de Rachel saber que elas estavam casadas e nunca a ter procurado. Fez o seu caminho até casa e tentou descansar.
Por seu lado, Rachel estava no seu camarim a trocar de roupa quando ouve três toques na porta. A morena abre a porta e está Selena do outro lado com um sorriso simpático.
- Oh Selena. Olá!
- Olá Rachel, desculpa incomodar-te mas tens visitas.
- Visitas? – a curiosidade começou a apoderar-se também de Rachel.
- Sim, dizem que são dois amigos teus. Hummel, parece-me!
- Hummel? Kurt Hummel?
- Isso, exactamente, Kurt é o primeiro nome dele. Eu acho que eles são… — a mulher retraiu-se.
- São meus amigos! Podes mandar entrar por favor. – Rachel preferiu ignorar o desconforto da mulher e esperou que ambos entrassem. Na sua mente passava a hipótese de ser Blaine quem vinha com Kurt, e essa hipótese fê-la sorrir, mas rapidamente a descartou ao avistar Dave Karovsky. A sobrancelha de Rachel subiu ligeiramente.
-Rachel Berry! – disse Kurt enquanto abria os braços para a diva. Ela aceitou o movimento e abraçou Kurt com um sorriso na cara.
- Kurt! Que surpresa tão… inesperada?
- Eu sei darling! Hum, tu lembras-te do Dave…
- Karovsky! Sim. Digamos que não é fácil esquecer-me… mas enfim. Olá! – sorriu a morena em direcção a Dave. Dave por sua vez sorriu de volta e esticou-lhe a mão em acto de cumprimento, acto esse que Rachel aceitou.
- Eu sei que as tuas recordações a meu respeito não são das melhores, na realidade são péssimas, mas eu espero poder mudar isso. – disse Dave simpático. Rachel embora surpreendida devolveu-lhe o sorriso.
- Kurt. Bom, eu nem sei bem o que te diga, tu desapareceste e nunca mais me respondeste a nenhum e-mail. – o tom triste na voz da diva não passou despercebido a Kurt.
- Podemos ir jantar os três e eu conto-te tudo? – disse Kurt com rapidez.
- Claro, desde que exista menus Vegan.
- Tu não mudas Rachel Berry!
- Os meus princípios é que não mudam! Eu honestamente acredito que já mudei algumas coisas em mim, mas também é normal, quando nos tornamos independentes temos de nos habituar às circunstâncias e temos de saber lidar com os percalços. Se bem que às vezes é mais difícil nos habituarmos a nós próprias do que às circunstâncias…
- Podes respirar! Vês? Tu não mudas! – mas em vez de Rachel olhar para uma expressão de tédio, Rachel notou em Kurt uma expressão de saudade.
O restaurante foi escolhido por Rachel, era relativamente perto da Broadway, ela conhecia-o desde que os seus colegas tinham feito um aniversário ao qual ela tinha comparecido. Não era habitual em Rachel sair após a peça, ao contrário dos seus companheiros, embora ela fosse convidada muitas vezes, mais ao inicio quando eles não sabiam que ela ia recusar, mas a morena preferia ir para casa.
Estavam os três sentados numa mesa redonda e a conversar, e foi então que Kurt explicou o que se tinha passado com ele nos últimos cinco anos.
- Depois da graduação quando fui para Milão, aquilo subiu-me um bocado à cabeça, tanto que se tu te recordas eu respondi-te a dois ou três emails e nem sequer perguntei por ti, só te contava as minhas aventuras. Eu tornei-me uma pessoa egocêntrica e egoísta. Eu tinha um professor que era um estilista muito conceituado em Itália, e ele adorava-me, na realidade eu acho que ele adorava o meu bom gosto mais do que a mim e dava-lhe algum jeito nesse aspecto, então quando acabei o curso ele convidou-me para ir trabalhar para o seu atelier. Ao inicio era tudo perfeito, cheguei a lançar algumas criações minhas em alguns desfiles que ele participava, inclusive cheguei a vender algumas peças nas suas lojas, mas rapidamente comecei a pensar duas vezes se era realmente aquilo que eu queria. A moda é a minha paixão, mais do que qualquer outra profissão no mundo, eu tenho jeito e talento, mas não naquelas condições. Então comecei a trabalhar mais no intuito de juntar dinheiro para começar alguma coisa nova. É lógico que nunca dei a entender que ia sair das asas dele senão ele faria tudo para eu ficar. Até que um dia, nós tínhamos um desfile em Paris, e eu estava super entusiasmado, foi um desfile grandioso e quando terminou eu pensei em ir comemorar. É lógico que me refiro à comemoração após a festa oficial de comemoração, decidi simplesmente não voltar para o hotel e ir passear pela noite de Paris. E eis que encontro, nada mais nada menos que: Dave Karovsky.
- Isso foi há quanto tempo? – perguntou Rachel curiosa.
- Um ano atrás. Nós conversamos muito, eu acho que nunca te cheguei a contar que o Dave me beijou ainda na escola, que foi por isso que ele me ameaçou. Ele estava a lidar com muitos sentimentos na altura.
- Eu não tenho qualquer desculpa ainda assim. – disse Dave com seriedade.
- Pois não. – respondeu Rachel.
- Bom, mas como eu estava a dizer, então nessa noite eu percebi que não podia deixar a minha felicidade ir embora e convidei-o para ir comigo para Milão. Ele aceitou e depois de um ano voltamos à América!
- Para ficar. – disse Dave.
- Sim! Para ficar! Tenho uns planos em mente, mas conto-te tudo depois. Agora quero saber de ti, quero saber se me perdoas que te tenha abandonado? – Kurt sorriu.
- Todos nós temos fases da nossa vida pelas quais temos de passar, e se eu não entendesse isso era porque não sou tua amiga de verdade. E isso é mentira! Eu sou! E eu tinha saudades tuas, ainda que agora tenhas voltado com um guarda-costas! – a morena permaneceu séria por alguns segundos e ao notar o receio na cara dos dois rapazes soltou uma sonora gargalhada que os contagiou.
- Pelo menos ganhaste sentido de humor com o tempo. – disse Kurt na brincadeira.
- É… o que me vale é o meu sentido de humor.
- E tu? Conta-me coisas, quero saber tudo, quero saber como conseguiste o papel na Broadway, quero saber com quem manténs contacto, quero saber como ficou a história com a Quinn, quero saber tudo.
- Qual história?
- Oh Rachel, então? Las Vegas. Escusas de disfarçar que ainda que bêbados nós estávamos todos lá!
- Oh, isso não foi nada, foi só uma noite inconsciente. Eu conversei com ela no dia antes de vir para Nova Iorque e ficou tudo esclarecido.
- O quê? Espera, espera… tu e a Quinn? A líder das Cheerios? A Rainha do gelo? – perguntou Dave com os olhos abertos de espanto.
- Não foi nada. Foi só uma noite de bebedeira, eu não estava em mim e ela também não. – respondeu Rachel.
- Espera Dave, eu depois conto-te essa parte, há aqui alguma coisa que me está a escapar. E o casamento? Anularam? – perguntou Kurt confuso.
- O quê? – e esta foi Rachel antes de todo o chão lhe fugir dos pés quando interiorizou a pergunta de Kurt.
- O casamento. Vocês casaram-se em Las Vegas naquela noite. – Rachel estava imóvel a olhar para Kurt, parecia apática. O desconcerto dela era tão grande que Dave pôs-lhe cuidadosamente a mão nas costas para ela reagir. – Rachel?
- Que história é essa? – perguntou ela com a boca seca.
Notas finais
Não tenho grande coisa a dizer, gostava de saber a vossa opinião e a ideia que formaram da história.
Obrigada! Beijinho
Twitter: R_Che
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