Love RB

10 Isaac Newton


Notas iniciais
Bom minha gente, só porque hoje foi um dia cheio de emoções #Faberry #Achele, eu deixo-vos o miminho.
Como o capitulo anterior foi o maior de todos, este não é tão grande, mas também não é pequeno! LOL
Importante perceber que esta não é uma história para todas as idades, um romance (literalmente) para promover o amor que tem andado em queda ultimamente com estas crises económicas que existem no mundo.
Encontramo-nos lá em baixo

O almoço estava quase pronto quando Quinn se aproximou da porta do quarto. Encostou-se à ombreira da porta e ficou a observar Rachel enquanto ela olhava para as suas próprias mãos. Quinn não conseguia ver-lhe a cara, mas imaginou que a expressão da morena fosse de confusão, no entanto, se tivesse oportunidade de ver a sua expressão, diria que estava enganada. Rachel estava com um sorriso tonto no rosto, e estava absolutamente dispersa em pensamentos.

- Então? Já conseguiste descobrir uma ruga que não tivesses reparado que existia? – disse Quinn. Rachel levantou a cabeça, sorriu e virou-se para trás para olhar para a loira.

- Eu não tenho rugas.

- Eu sei que não. – Rachel sorriu.

- Já podemos almoçar?

- Podemos, está a sair do forno em dois minutos. – Quinn sorriu e fez um gesto com a cabeça para que Rachel a seguisse. A morena levantou-se e foi para a cozinha com Quinn. Quinn queria pôr a mesa na sala, mas Rachel preferiu comer na mesa da cozinha.

- Está tão bom Quinn. Tenho de admitir que tu tens realmente jeito para isto.

- Não sei se já te disse, mas cozinhar é uma maneira de exprimir criatividade, e eu gosto.

- Eu também gosto, mas é de comer. – gargalhou Rachel.

- Mas eu fico feliz que gostes. – Quinn sorriu e ficou a olhar para a morena enquanto ela comia. Rachel notou.

- Sinto-me observada. – disse a morena enquanto mastigava.

- Eu ainda não consigo acreditar que estás aqui. – respondeu a loira quase em transe.

- Posso fazer-te uma pergunta?

- Claro.

- Tanto amor não te fará mal? É que, eu sei que esta pergunta parece brincadeira, mas eu estou a falar a sério.

- Eu percebo o que tu queres dizer. Normalmente as pessoas limitam-se a sentir e não demonstrar, e eu quando tu vieste embora jurei que nunca mais ia ter vergonha de demonstrar o que sinto. Eu percebo que seja estranho veres os pormenores desta casa, mas isto tudo foi construído gradualmente. Nunca te aconteceu passares numa loja e veres qualquer coisa que te faça lembrar alguém? A única diferença é que tu só compras se for alguém importante e talvez uma vez como mimo, eu não. Eu tenho outra maneira de ver as coisas.

- E qual é ela? – disse Rachel pousando os talheres e entrelaçando os dedos das suas próprias mãos enquanto ouvia atentamente Quinn.

- Abstrai-te da nossa situação e imagina um casal. Um casal normal, que vive junto, que tem uma relação sólida, que está casado. Sabes porque é que os casamentos hoje em dia não duram? Porque as pessoas não têm detalhes umas com as outras. Mas voltando ao casal… imagina um dos dois passar numa loja e ver qualquer coisa que o faz lembrar o outro… numa situação em específico essa pessoa compra aquilo que vê, mas numa situação geral simplesmente se lembra e ignora. Hoje em dia o consumismo é muito grande, mas é também o consumismo que nos permite ter alguns gestos mais modernos de preocupação. Preocupa-me ter um puxador de porta em forma de estrela? Sim, preocupa. Preocupa-me manter o espaço que eu tinha idealizado para ti livre para que um dia possa vir… ou não, não interessa…a ser ocupado por ti? Sim, é uma maneira de eu própria me sentir mais confortável quanto à minha maneira de ver a vida. Então, se eu vejo uma coisa na rua que me lembre de ti, que admito que não é difícil, eu compro? Compro, porque o faria de qualquer modo.

- E o quadro?

- Honestamente?

- Por favor. – respondeu Rachel com um sorriso doce.

- Fotografia é a minha paixão, e a modelo é a minha inspiração e o meu amor. Queres melhor combinação?! – Quinn disse aquela frase num só fôlego mas manteve a postura séria e nunca retirou os olhos de Rachel. A morena sorriu envergonhada, mas Quinn viu os olhos dela brilhar e foi aí que o aperto no estômago se fez sentir novamente.

- Eu não sei o que dizer… obrigada, eu acho?

- Eu não sou.

- Não és? – perguntou Rachel confusa.

- Sim. Eu não sou obrigada a nada, é tudo de boa vontade. – sorriu Quinn para quebrar o gelo.

O almoço decorreu, as duas arranjaram outros temas de conversa. Quando terminaram de almoçar Rachel queria muito ficar, mas decidiu que era de mau tom impor a sua presença tendo em conta que Quinn não tinha dormido aquela noite.

- Eu se calhar vou andando. – disse a morena com um sorriso sincero.

- Tem mesmo de ser? – perguntou Quinn com o mesmo sorriso.

- Não estás cansada?

- Eu nunca estou cansada quando estás por perto.

- Oh, não digas isso. Podes ser mal interpretada! – Rachel respondeu na brincadeira. Quinn riu-se.

- Fica, por favor. – a loira pediu com jeitinho na tentativa de convencer Rachel. Mas a morena estava ansiosa para ficar e aceitou rapidamente.

- Sendo assim… — disse Rachel concordando em ficar.

- Óptimo. Tens alguma coisa que queiras fazer em especial?

- Quero ver os álbuns. Não todos, claro, que aquilo deve demorar três meses a ver, mas gostava de ver aqueles que tu aches que são melhores. – Quinn sorriu.

- Tendo em conta que tu gostas de fotografias tuas, então vou buscar alguns de alguns dias em particular.

Quinn trouxe alguns álbuns de fotos com ela e pousou-os na mesinha de centro de sala. O sofá estava relativamente perto e dava para desfolhar o álbum em cima da mesa sem o ter no colo. Nenhuma das duas se precatou da proximidade em que estavam sentadas a desfolhar os álbuns, algumas gargalhadas e queixas de Rachel de fotografias que Quinn lhe tirara foram as protagonistas daquela tarde, e assim passaram cerca de duas horas a conversar e a ver fotografias. Recordaram alguns momentos de datas especiais da peça e Rachel surpreendeu-se ao ver numa das fotos uma colega de elenco aparecer por trás dela com um olhar muito perto de se confundir com um psicopata.

- Que horror! Eu estava em perigo de vida naquele momento.

- Bom, pelo menos tínhamos provas da assassina. – disse Quinn em tom brincalhão.

- Cala-te! – Rachel deu-lhe um simples empurrão com o seu ombro no dela. – Tu estavas em cima dela antes dela me tocar, admite lá?! – Rachel esboçou um sorriso gigante e apontou com o dedo indicador para o nariz de Quinn, e aquele foi o momento em que ambas tiveram a certeza absoluta que Isaac Newton quando deixou cair a maçã estava errado. Olharam nos olhos uma da outra com uma intensidade tão grande que se sentiram levitar. Não havia força de gravidade entre elas, e estavam a flutuar numa sensação plástica do que podia ser simplesmente intenso. Afinal aquele não era um momento intenso. Aquele era o momento. O momento em que Rachel perdeu toda a sua vergonha e misturou o ar que respirava com o que Quinn tinha direito a respirar e roubou-lhe todo o fôlego que a loira pudesse precisar no momento. O beijo entre as duas foi inicialmente desesperado, mas quando Quinn pousou as suas mãos na cintura de Rachel, a morena relaxou e percebeu que a partir daquele momento tinha todo o tempo do mundo à sua frente.

Na manhã seguinte, ou talvez madrugada tendo em conta os horários trocados que ambas tinham, Quinn acordou primeiro do que Rachel, ainda o sol não tinha nascido e já a loira estava com a cabeça apoiada no seu braço esquerdo a contemplar o corpo de Rachel que estava tapado com um lençol e um cobertor moderno em formato de edredão. O ar sereno da morena foi o que valeu a Quinn aguentar as lágrimas de felicidade que lhe caiam pelo rosto ao perceber que nada daquilo que se tinha passado no fim da tarde e noite anterior tinha sido um sonho. Rachel Berry, o amor da sua vida, a sua mulher, estava deitada na mesma cama que ela após horas mágicas e que nem em sonhos Quinn imaginava tão perfeitas. O sol nasceu e a loira continuou a contemplar a imagem de Rachel, até que a morena deu sinais de que ia abrir os olhos, mas antes de o fazer sorriu.

- Deve ser uma visão linda, eu toda despenteada e com cara de manhã. – disse Rachel envergonhada enquanto escondia a cara na almofada. Quinn depositou um beijo no ombro nu da morena e esta arrepiou-se.

- Não é uma visão linda, é a visão mais linda. – disse Quinn perto do ouvido de Rachel. A morena tirou a cara da almofada e olhou para Quinn com aquele olhar castanho penetrante que Quinn tinha gravado na sua mente, e sem tirar os olhos dos olhos da loira um só segundo, beijou-a com carinho. Quinn correspondeu ao beijo e intensificou-o, fazendo com que Rachel fechasse os olhos e desfrutasse daquela sensação de felicidade que nunca na vida tinha sentido. Após se separarem, Quinn voltou à sua posição, mas desta vez posou a mão no rosto da morena enquanto olhava para ela.

- Eu não quero estragar este momento mas… o que é que isto significa? – perguntou Quinn com medo.

- Eu gostava de ter uma resposta para ti, mas nem eu sei bem. – disse a morena com calma. No entanto, o olhar de Quinn deixou de brilhar da mesma maneira com a resposta de Rachel, e ela notou isso e rapidamente tentou remediar. – O que é que tu gostavas que significasse? – perguntou a morena com um olhar apaixonado.

- Honestamente?

- Sempre.

- Eu gostava que isto significasse que tu estás disposta a tentar viver este casamento de verdade. – Rachel sorri ao ouvir a sinceridade de Quinn, e por muito que tentasse ser racional naquela altura, a sua racionalidade tinha sido deixada a um canto no dia anterior.

- Eu nunca pensei dizer isto, mas esta Quinn fascina-me. O que é que tu fizeste comigo?! – aquela pergunta era retórica e Quinn percebeu.

- Não te incomoda que eu seja uma mulher? Ou seja, não é isso que te faz ter um pé atrás em relação a mim?

- Eu não tenho nenhum pé atrás contigo, estão os dois à frente demais na realidade. E quanto à pergunta de se me incomoda que sejas mulher? O que é que isso quer dizer? Isso não seria um bocado hipócrita da minha parte?

- Não.

- Não?

- Não! Ninguém manda no que sente, se te incomodasse tinhas esse direito, fosse qual fosse a educação que tiveste.

- Tens razão. Mas não me incomoda nada que sejas mulher, na realidade até me sinto lisonjeada, afinal não és só uma mulher, és a mulher mais bonita que eu alguma vez vi… e esta não é uma novidade para ti. – Quinn não conteve as lágrimas ao ouvir o que Rachel dissera. – Porque é que tu choras tanto? – ao contrário do que seria normal nela, Rachel fez aquela pergunta com um ar curioso e intrigado.

- Eu amei-te a minha vida inteira, e só quando tu saíste da minha vida é que eu dei valor a isso. O medo da tua reacção consumiu cinco anos da minha vida, e eu nunca os vou recuperar.

- Cinco anos precisos, já viste o que fizeste em cinco anos?

- Eu sei, mas eu faria na mesma. Eu só me sinto imensamente feliz neste momento e não tenho como descrever esse sentimento. Eu gostava, mas não sei como.

- Imensamente não é totalmente.

- Não, mas é quase. – respondeu Quinn com um sorriso molhado pelas lágrimas. Rachel passou os dedos na face de Quinn e limpou-lhe as lágrimas.

- O que é que te faria completamente feliz? Honestamente. – disse Rachel enquanto deitava a língua de fora na brincadeira com Quinn.

- Tu sabes, é escusado eu passar o tempo todo a dizer o mesmo.

- Então renova, mas eu quero ouvir outra vez.

- Passar o resto da minha vida contigo e formar uma família é o único sonho que eu tenho na minha vida. – Rachel sentiu um aperto no estômago ao ouvir aquelas palavras tão directamente. Ela tinha puxado por Quinn, só não sabia que a loira ainda tinha a capacidade de a surpreender, mais que não fosse no modo como era honesta com ela. A morena sorriu e beijou Quinn mais uma vez.

- Quinn, eu não posso prometer-te que isto funcione, seria inconsciente da minha parte, mas eu posso prometer uma coisa… — Quinn conteve a respiração e olhou com toda a atenção para os olhos de Rachel. — … tentar. – completou a morena com o maior sorriso que Quinn tinha visto nela. Quinn sentiu-se a surfar num tsunami de emoções, e não sabia se eram as lágrimas a cair-lhe pela cara, ou as gargalhadas e os soluços que soltou enquanto agarrava Rachel e lhe agradecia baixinho a felicidade que estava a sentir naquele momento.

Notas finais
Espero que tenham gostado, ou pelo menos um bocadinho.
Espero que comentem, porque o vosso feedback é importante. E espero que não se esqueçam do meu historial até aqui, ou seja, esta história não acaba aqui, podia, mas não acaba e algumas surpresas (talvez mais dois capítulos) podem surgir daqui.
Quanto ao facto de alguns acharem o amor da Quinn pela Rachel um bocado exagerado, eu espero que percebam que a personagem da Quinn é a única que é explorada até ao fundo. Mas ela explicou-vos isso neste capitulo.
Beijinho a todos digam coisas!
P.S: Até eu fiquei feliz pela Quinn!
Twitter: @R_Che