Notas iniciais
Então Galera!Essa é uma fic FrozenSwan/HookedBeauty. Eu escrevi de forma para que quem só gosta de um dos dois ships consiga ler somente a parte que lhe interessa sem prejuízo na história, mas ambas as partes são interligadas visto que acontecem quase que concomitantemente. Então a primeira parte é FrozenSwan, a segunda HookedBeauty, a terceira FrozenSwan, a Quarta HookedBeauty e assim por diante. Mesmo para quem não conhece ou não tem tanta simpatia por algum dos dois ships, ou por nenhum dos dois, eu recomendo que experimente ler, eu escrevi tudo de forma lenta e creio que a história esteja bem construída para que a trama não se diste do enredo, então acho que pode agradar a gregos e troianos.;)Ia ser One, mas me empolguei então teremos no minimo 3 caps, mas posso acabar prolongando =PEspero que gostem! Grande beijo a todas vocês e um viva aos ships desconhecidos que quase não tem fanfic, mas que são lindos!

Gold lhe disse que aquilo resolveria o problema. Emma estava com certo receio de entrar por aquela porta. Seus poderes eram algo precioso, mesmo sem nunca ter tido total domínio deles ela sabia daquilo, mas não havia outras opções. Precisava se livrar deles, para poder voltar para as pessoas que amava sem riscos de feri-los. Henry, seus pais, Elsa... Ela sorriu ao lembrar da loira, era estranho que uma amizade tão recente já tivesse aquela importância toda para ela, mas parecia inevitável não pensar nela com carinho.

A forma com a qual conversavam e a forma que se entendiam... Era como se tivessem se conhecido durante toda a vida. Ela sentiria falta de treinar magia com ela. Era como se aquilo criasse um vínculo entre as duas, maiordo que o laço que tinha estabelecido com Hook. E não era só por ser algo relacionado à magia, já que também era maior até mesmodo que o vínculo criado entre ela e a prefeita. Claro que já havia treinado antes com Regina, mas era como se a morena tentasse delimitar, a cada instante, uma barreira entre elas, já Elsa não, ela se entregava. Mesmo elas tendo feito coisas bem maiores juntas como quando pararam o diamante, o simples treino para dominar uma chama com a outra parecia criar um laço tão forte, que Emma já não conseguia pensar em magia sem pensar em sua nova amiga.

Aquela sensação boa que tinha quando faziam magia juntas acabaria assim que ela entrasse por aquela porta, mas ela poderia pelo menos abraça-la novamente. Abriu um meio sorriso abobalhado ao se lembrar do abraço que Elsa havia lhe dado de surpresa. A xerife não era muito de abraçar, mas lembrava daquele episódio com carinho, foi tão espontâneo, tão sincero... Ela queria ter aquela sensação de novo e foi nisso que pensou ao dar mais um passo em direção à porta.

─Emma pare! (Uma voz mais que conhecida soou atrás de si.)
─Elsa! O que está fazendo aqui?

Emma ficou surpresa ao ouvir a voz e virou-se confusa e recolhendo sua mão receosa de fazer involuntariamente algum mal à outra. Desde que Ingrid a fizera se descontrolar, ela machucou muitas pessoas queridas sem querer.

─Você tem de ir embora agora! (A xerife falou começando a entrar em desespero ao pensar que poderia ferir sua amiga.)
─Me desculpe, mas eu não vou te deixar fazer isso. (Ela respondeu convicta.)
─Meu poderes estão fora do controle. Não tem outro jeito. (Ela disse cada vez mais tomada pelo medo.) Por favor, vá agora!
─Não. (Elsa disse se mantendo firme.) Você não desistiu de mim mesmo quando quase congelou naquela caverna de gelo. Então não me peça para ir embora, porque eu não vou desistir de você!

Ela lhe lançava um olhar terno enquanto falava tudo aquilo, fazendo Emma sentir seu coração vibrar mais forte, mas seus poderes pareciam cada vez mais fora de controle.

─Sei o quanto é assustador saber que pode machucar quem você ama. Eu vivi esse medo a vida toda.

A salvadora franziu o cenho ao ouvir aquela frase. Elsa estava dizendo que sabia que ela a amava? Espera, ela a amava?A xerife estava confusa e com os conflitos de seu pensamento ela tinha menos concentração para manter seus poderes minimamente controlados.

─Desistir de sua magia não é a resposta. Existe outro jeito.

A rainha de Arendelle disse convicta, mas Emma estava muito preocupada com o lustre que seu poder desgovernado fazia balançar freneticamente naquela sala. Na tentativa de manter seus pensamentos em ordem ela se convenceu que o que a outra disse era referente à quando ela machucou Hook ou Henry e respondeu:

─Já me contou que o amor de Anna salvou você, isso é ótimo, mas advinha: minha versão com Henry não funcionou. Essa é minha ultima tacada.

Dito isso ela se virou novamente para a porta aonde estava o que Gold tinha dito ser a solução para seu problema em controlar a magia e começou a estender sua mão para a porta. Já era doloroso para ela fazer aquilo sozinha, agora com Elsa tão próxima e tentando lhe convencer a recuar, a tarefa era mais difícil ainda, mas ela teria que ser forte.

Emma estava quase tocando na porta e selando seu destino quando a voz de Elsa lhe interrompeu novamente:

─Eu estava errada.

Emma sentiu seu coração vibrar ao ouvir aquela frase recolheu de imediato o seu braço o trazendo junto ao corpo. Foi quando ela ouviu:

─Não foi só o amor de Anna que me salvou.

Ela se virou surpresa então encarando os olhos azuis da outra. Se não foi só o amor de Anna o que mais seria? Será que seria a tal conexão que ela sentia que tinham? Será que Elsa sentia o mesmo que ela? Nem ela mesma entendia bem os seus sentimentos, como a outra poderia entender?

─Do que exatamente você está falando? (Ela perguntou tentando decifrar o olhar enigmático que recebia.)
─Quando cheguei nessa cidade esquisita, tinha certeza de que sem Anna eu estaria condenada, mas eu controlei meus poderes sem ela.
─Como?

Emma perguntou quase sem voz. Seu coração vibrava. Ela era a única com Elsa naquela caverna. Ela estranhamente torcia para que a outra lhe dissesse que ela era quem tinha a feito conseguir controlar a magia.

─Eu... (Ela começou a responder, mas se interrompeu escolhendo melhor as palavras para responder.) Não sabia até hoje, até o mesmo acontecer com você e então eu finalmente percebi.

A xerife sentia-se cada vez mais fora de controle ansiando cada palavra da outra que se aproximava a lentos passos e continuava:

─Não é só o amor de Anna ou Henry que pode nos salvar. Eles nos aceitam como somos, isso é importante, mas não é o suficiente. Nós também temos que nos aceitar.

Elas já estavam próximas. Os olhos azuis não desgrudavam dos verdes. A salvadora sentia sua respiração ofegante. Do que ela estava falando? Era só de magia mesmo ou de algo a mais? Suas duvidas foram sanadas quando ela prosseguiu:

─Naquele dia Emma, você não só me aceitou como eu sou, você me fez amar todos os meus lados também. Porque se eu não fosse quem eu sou, se eu não fosse a estúpida que se trancafia com uma desconhecida, sem querer, numa caverna de neve por estar completamente fora de controle... Talvez eu nunca pudesse ter te conhecido de verdade. A verdade é que aquele foi o primeiro dia na minha vida que eu agradeci pelos meus poderes.

Algumas lágrimas se formavam nos olhos da xerife que encaravam a outra entre a surpresa e a emoção. Ela estava entendo bem? Elsa estava mesmo lhe dizendo o que achava que estava? A verdade é que Emma entendia sim o que sentia, mas estava negando. São queria sentir, não queria deixar que soubessem, tentava encobrir de si mesma o que seu coração insistia em dizer.

─O único jeito de controlar seus poderes é se aceitando como você é Emma, não só aceitar os seus poderes, mas também quem você realmente é, o que seus sentimentos realmente dizem. Você tem que parar de conter os seus sentimentos.

A rainha de Arendelle se aproximou um pouco mais lhe sorrindo e concluiu:

─Porque isso... (Ela mostrou o seu redor todo dominado pela magia fora de controle.) isso é o que você é, isso é o que você sente.

A mão de Elsa se estendeu enquanto ela lhe olhava com um sorriso confiante se aproximando.

─O que está fazendo? (Emma perguntou ainda confusa.)
─É hora de parar de ter medo. (Ela respondeu num sussurro com um olhar doce.)
─Isso pode te matar. (A xerife respondeu relutante com medo de ter entendido tudo errado.)
─Arriscarei se você também arriscar. (Disse com um olhar... Apaixonado?)

A salvadora encarou novamente a mão estendida. Dessa vez ela estava praticamente certa do que elas estavam sentindo a mesma coisa. Tinha uma chance de estar totalmente errada, mas dessa vez decidiu largar a razão e seguir seu coração. Ainda com receio começou a abrir sua mão vagarosamente e quando se aproximou da mão da outra elas rapidamente se encontraram fazendo uma energia imensa se dissipar a partir do toque.

Ela já tinha visto algo parecido acontecer duas vezes, ambas as vezes um beijo de True Love em Henry, uma vez com ela e outra com Regina. Uma lágrima escorreu de seu olho ao constatar o óbvio. Aquela energia se dissipando daquela forma só podia ter um significado: Amor verdadeiro.

Elas se encararam a principio assustadas enlaçando as mãos que já estavam conectadas e unindo também as outras duas. Elsa também sabia o que aquilo significava. Elas se aproximaram como se um imã atraísse seus corpos e sorriram de forma cumplice. Outra lágrima escapou daqueles belos olhos verdes, mas agora Emma sorria com um jeito levemente tímido. Sentiu a mão fria da outra lhe acariciar levemente os cabelos e fechou os olhos aproveitando aquele toque. Sentiu seus rostos se aproximarem pela respiração da outra e quando abriu seus olhos, viu que seus lábios estavam a centímetros um do outro.

─Elsa eu... (A salvadora disse tentando raciocinar.)
─Só sinta.

Ela a respondeu selando por fim a distancia entre seus lábios. Emma sentiu um arrepio bom percorrer sua espinha ao sentir a língua de Elsa encontrar a sua devagar. As mãos da xerife enlaçaram o pescoço de Elsa enquanto o beijo seguia calmo e lento. Parecia que aquele contato jamais chegaria ao fim, mas em algum momento ambas precisaram recuperar o fôlego. Elas se olharam sem jeito e baixaram a cabeça com um sorriso tímido.

Quando ambas abriram a boca para pronunciar algo,Hook entrou pelo saguão abraçando Emma de forma desesperada perguntando se ela estava bem. A xerife se deixou ser abraçada meio sem saber o que fazer, já Elsa suspirou e desviou o olhar dizendo:

─Ela não o fez, ela não tirou a magia.
─Acharemos outro jeito de derrotar a Snow Queen, juntos. (Ele disse capturando os lábios de Emma antes que ela pudesse esboçar alguma reação.)

Elsa viu a cena um tanto incomodada, mas se conteve a virar o rosto.

─Calma aiHook, estamos com companhia. (Foi tudo o que a salvadora conseguiu dizer para se desvencilhar do contato tentando não deixar a situação mais estranha do que já era.)
─Aconteceu algo? (Ele perguntou estranhando a nítida recusa do beijo.)
─Nada... Só não sabia que era tão fã de magia. (Ela disse tentando sair dos braços do pirata.)
─Sou seu fã em todas as partes. (Ele disse a encarando com paixão pronto para beijá-la novamente.)
─Se me olhar mais fundo fará um buraco em minha cabeça. (Ela disse de um jeito meio grosseiro, mas conseguindo por fim fazê-lo recuar.)

Emma começou a andar para fora do recinto e Elsa a seguiu, ambas queriam tanto se afastar do pirata para poderem conversar que nem repararam que ele havia ficado para trás. Ele não havia reparado a interação das duas, quanto mais se incomodado, mas estava sendo comandado pelo Crocodilo e foi pegar o chapéu de volta assim como havia sido ordenado.

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Ele estava em busca de seu coração, sabia que, aquela tarde, Gold estaria ocupado com as coisas da viajem. Então entrou na loja em busca de seu órgão ou da adaga. Não a adaga falsa que ele havia dado a sua esposa, mas a verdadeira. Vasculhava em uma estante cheia de frascos estranhos, foi quando sentiu uma espada bem apontada para o seu pescoço. Ele arqueou a sobrancelha e ao encarar a doce Belle, num golpe tomou a espada dela e desembainhou a sua própria, se aproximando. O corpo dele prensou-a contra a parede e o seu olhar forte lhe atingiu. Ela abriu a boca, mas não parecia conseguir pronunciar nenhuma palavra.

O olhar pervertido do capitão se perdeu por segundos em seus seios.Ele vacilou, encarando-os de forma indecorosa, por tempo o suficiente para ela lhe tomar devolta a espada e ele ser rendido. Não que ele não pudesse ter tentado sair daquela enrascada, ele podia ver que os azuis de seus olhos jamais seria capazes de atentar contra uma vida, mas até mesmo os piratas têm o seu código. Nunca se tenta sair de uma luta perdida como um covarde, ainda mais quando se perde para uma mulher, seria humilhante de mais usar um truque para ganhar de uma dama. Fora isso aquele sorriso vitorioso que brotou nos lábios dela fizeram com que ele perdesse a razão por alguns segundos abaixando de imediato sua própria espada.

Ela o deixou partir, dizendo para ele nunca mais se atrever a entrar naquela loja. Ele revirou os olhos e partiu com um meio sorriso. Mulheres que o desafiavam faziam-no se irritar, mas por outro lado aquilo o excitava. Belle era uma mulher forte apesar de todo o lado meigo que ela demonstrava, ela só precisava saber disso. Estava decidido, ele a instigaria a revelar seu lado aventureiro, ia libertar a bela moça daquela fera que a aprisionava sem que ela se desse conta. Gold não a merecia, ele nunca lutou para conquistá-la, ele não merecia a ter. Quando mostrasse à jovem quem o Crocodilo realmente era, teria o caminho livre para conseguir o que queria.

Kiliam sabia onde encontrá-la. Se esgueirou por entre os livros da biblioteca e a observou por entre as prateleiras. Ela lia compenetrada na história, hora ou outra franzia o cenho ou esboçava um sorriso conforme iam passando as páginas. Ele estava sereno enquanto a observava, mas sentia aquele frio no umbigo ao pensar em como seria recebido por ela. Como se ela pudesse sentir seu receio, olhou exatamente em sua direção. Ele engoliu em seco ao perceber que ela tinha o notado.

­─O que você quer? (Ela perguntou o encarando de forma dura.)

Ele saiu detrás da prateleira erguendo as mãos em sinal de rendição, respondendo enquanto se aproximava:

─Eu vim em paz.

Ela analisou cada gesto do pirata, desde sua arqueada de sobrancelhas até o tamborilar que ele fazia com os dedos enquanto falava nervoso:

─Eu vim para te pedir desculpas pelo nosso ultimo “encontro”, minha briga nunca foi contra você.
─Exceto quando você me sequestrou. (Ela cuspiu as palavras se levantando da cadeira.)
─Não foi bem ideia minha e eu nunca te machuquei. (Ele disse entre o cinismo e a sinceridade.)
─Você atirou em mim se esqueceu? (Ela perguntou incrédula.)

Ele balançou a cabeça e apoiou as mãos na mesa fazendo uma cara abobalhada e meio patética de desculpas.

─Eu sou péssimo com armas de fogo, era pra ter acertado o Crocodilo. Sinto muito por isso também.

Ela bufou em resposta, mas o encarou estranhada. Por fim perguntou impaciente:

─O que você quer de mim?

Ele sorriu com o olhar e respondeu com outra pergunta

─Porque supõe que eu queira ganhar alguma coisa?
─Você quer informações. (Ela chutou) É a adaga não é?
─Eu sei que você tem a adaga, mas eu não a quero. (Ele disse com simplicidade.) O que eu faria com uma adaga falsa afinal?

Foi a vez dela arquear a sobrancelha. Ele vendo sua confusão explicou:

─Eu sei que ele te deu uma adaga, assim como sei que ela é falsa.
─Você está blefando. (Ela disse convicta.)
─Porque eu blefaria? Teste você mesma, use-a quando ele não estiver esperando, verá que eu te digo a verdade.
─Ele me ama, não mentiria pra mim. Você é quem está atrás de alguma coisa! (Ela o acusou.) não pense que eu sou idiota, sei que não está aqui atoa.
─Não acho que seja idiota. E está certa, eu quero uma coisa sim. Meu coração, que seu querido marido tem posse nesse momento. Hoje ele esta muito ocupado para me controlar, mas tem feito isso por todos esses dias.

Ela analisava as palavras dele com cuidado. Estaria dizendo a verdade? Para ela era difícil confiar naquele homem, mas ela não podia deixar de ficar receosa de que aquilo tudo fosse a verdade. Ainda assim não ia transparecer seu temor.

─É só isso que tem a me dizer? (Ela perguntou como não se importasse.)
─Não.

Ele disse se aproximando dela até que seus rostos estivessem próximos o suficiente para os olhares não se desviarem.

─Eu vim te pedir duas coisas. Primeiro desculpas pelo passado. Eu era um homem movido pela vingança, só queria destruir o que eu achava ser o causador da minha dor. Hoje eu só quero curar as dores e buscar a minha felicidade.

As palavras do homem a surpreenderam, a proximidade dele também, seus narizes quase podiam se tocar e a voz suave dele era quase um sussurro. Ela continuou ouvindo-o sem ter como recuar, pois já estava apoiada com as costas na bancada da biblioteca.

─E em segundo peço que me veja pela pessoa que eu sou e não pela pessoa que eu fui. E se por acaso em algum momento você ver algo que a faça acreditar em mim, me ajude a recuperar meu coração.

Ela não conseguia dizer nada em resposta, mas seu olhar já dizia tudo para Killiam, ele sabia que se ela visse que ele falava a verdade, ela o ajudaria. Ele então deu-lhe um ultimo sorriso e saiu do local. A verdade sempre acabava vindoà tona, ele agora torcia para que a mentira de Rumple, não tardasse a ser revelada.

No dia seguinte Rumple voltou a usar o pirata da pior forma possível, ele o ordenava através de seu coração. Por mais que quisesse Hook não conseguia negar nenhuma das ordens, aquilo era pior do que ser um animal doméstico ou um escravo, era torturante fazer algo contra a própria vontade, querer parar, mas não conseguir mover um músculo. Ele não tinha domínio sobre seu próprio corpo, quem dirá sobre o chapéu que agora sugava as fadas de Storybrooke.

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Emma e Elsa caminharam para fora da mansão, ambas tinham muitas coisas a dizer uma para a outra, mas ambas estavam tímidas de mais para se pronunciarem, pareciam duas adolescentes. Chegando ao lado de fora a xerife finalmente tomou coragem e, após olhar ao redor e se certificar que estavam a sós, disse:

─Sinto muito pelo beijo... Quero dizer, não pelo nosso beijo, digo... Me desculpe pelo Hook.

Elsa riu da forma atrapalhada e nitidamente nervosa da outra lhe falar, então colocou sua mão no ombro dela lhe passando conforto e de forma compreensiva disse:

─Tudo bem Emma, eu sempre soube que ele é seu namorado e eu sei bem que um beijo não muda magicamente tudo.
─Sim, é exatamente o que eu estava tentando dizer, um beijo não muda nada... Quero dizer, muda, mas não automaticamente... Digo... O que diabos eu to falando?

Ela levou a mão à cabeça nitidamente atordoada. Elsa sorriu novamente e levantou o seu queixo a fazendo encara-la:

─Calma, está tudo bem. Eu entendi o que você quis dizer e entendo a situação.

Emma concordou com a cabeça e suspirou. Ambas trocaram um olhar cumplice, mas antes que pudessem dizer mais alguma coisa o nome de Emma foi chamado por outras três vozes. Mary, David e Henry chegaram ao local preocupados com a xerife.

─Tirou sua magia? (Mary perguntou com o coração na mão.)
─Não, graças a Elsa. (Ela disse abraçando a mãe.)
─Eu estou tão feliz, por favor não mude.

Elsa olhava admirada e um tanto surpresa com a mãe da outra, antes um pouco tinha ouvido ela e David falarem que talvez fosse bom Emma perder a magia, mas no fundo ela sabia que cedo ou tarde eles entenderiam que aquilo era parte da filha deles. David e Henry também cumprimentaram-na, felizes e a rainha de Arendelle só soube sorrir diante daquela cena, ainda mais quando a loira de olhos verdes lhe deu uma breve piscadela junto com um sorriso fofo.

─Você agora controla sua magia? (Mary perguntou ainda em tom preocupado.)
─Absolutamente.

Ela respondeu ainda encarando aqueles olhos azuis. Resolveu fazer então uma demonstração e arregaçou as mangas da jaqueta e com suas mãos fez brotar no seu fogos de artifício. Todos olhavam admirados a beleza dos fogos mágicos enquanto Elsa e Emma trocaram mais um olhar. A xerife sibilou um “É pra você” e o sorriso da outra se alargou ainda mais. A salvadora balançou a cabeça um pouco envergonhada, mas continuou com sua demonstração deixando todos contentes, mas quando Henry perguntou à sua mãe o que era aquela estranha fita em seu pulso e Elsa percebeu que tinha uma também os sorrisos se murcharam. Os nós não desatavam e ambas tiveram certeza de que aquilo ali era obra de Ingrid e elas precisariam detê-la

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Depois de um dia inteiro de serviço sujo ele foi tomar uma bebida na Grann’ys para tentar espairecer. Estava na segunda dose de rum quando Emma entrou no local e o ignorou completamente. Ele não reclamou dessa vez, queria mais que ela ficasse longe mesmo. Ele já estava irritado de tanto insistir naquela mulher e ela nunca dar a mínima, ela não era obrigada a correspondê-lo e ele sabia disso. Na verdade agora via isso mais claro do que nunca. Perder seu coração ajudou em alguma coisa pelo menos: Ver que sua relação com Emma Swan era totalmente unilateral. Se ele não a procurasse ela era totalmente capaz de passar por ele no balcão dizendo apenas um boa noite. E era isso o que ela tinha acabado de fazer.

Ele riu de si próprio se sentindo meio tolo por ter acreditado que eles poderiam ter algo sério. Ele era um consolo, um amigo talvez, mas ela jamais o veria como alguém especial. Para falar a verdade ele já não se incomodava com isso, ele conseguia enxergar claramente agora que depois de tanto tempo se apegando a vingança ele havia se apegado à vontade de ter um amor. O que sentia pela loira era irreal, projeção de alguém com um vazio enorme no peito. Já estava na terceira dose quando ouviu uma voz familiar ao seu lado lhe tirar de seus devaneios:

─Ainda vivo e sem coração? (A bibliotecária perguntou arqueando a sobrancelha.) Me explique como poderia me dizer tudo o que me disse se estivesse sendo realmente controlado.
─Ele foi bem específico ao dizer que eu não podia tentar avisar nem Emma nem ninguém da família de Emma. Mas tecnicamente você não faz parte da família dela, no máximo da do Henry, mas como ele foi bem específico me deixou essa brecha.

Ela o olhou com o ar mais leve, mas prosseguiu:

─Me diga Hook, porque Rumple teria seu coração e ainda não teria o matado?
─Acreditou no que eu disse? (Ele perguntou esperançoso)
─Na verdade não. Sua história não faz sentido para mim, estou lhe dando uma segunda chance para me convencer.
─Ele precisa de mim. Ele está tentando fazer um feitiço para se livrar da adaga e para isso precisará do coração de alguém que o conheceu antes de ser o DarkOne, mas antes precisa de poder, ele esta me usando para pegar esse poder sem levantar suas suspeitas. Ele te levou para um restaurante legal hoje, mas não sem antes me comandar a sugar todas as fadas para dentro do chapéu.
─Chapéu? (Belle perguntou como quem não estivesse acreditando.)

Hook olhou por cima do ombro para ver se não havia ninguém por perto e tirou do bolso a caixinha. Os olhos da mulher se arregalaram ao ver o objeto.

─Isso vira um chapéu mágico quando ele usa a magia, um chapéu que suga não só a energia da pessoa, mas a pessoa em si para dentro do chapéu. Ele tentou colocar Emma aí dentro, se não fosse por Elsa ela já estaria aqui dentro e eu provavelmente já estaria morto.

A mulher não disse mais nada, saiu atordoada do local deixando-o confuso. Ele não conseguia decifrar se aquilo significava que ela tinha acreditado ou refutado a sua história. Já Belle estava mais decidida do que nunca a descobrir o que realmente estava acontecendo. Reconheceu a caixa, era a mesma que estava na casa em que passaram sua lua de mel. Pegou a adaga que Rumple lhe deu pronta para testa-la, mas a chegada do homem a inibiu.

─Belle... (Ele disse com um largo sorriso.) Eu lhe trouxe um presente para a nossa viajem.

Ela o recebeu com um beijo, mas sem animo, abriu o presente que ele lhe trouxe, era um colar de pérolas. Sorriu tentando mostrar satisfação e o agradeceu. O homem parecia estar tão compenetrado nos planos da viajem que não percebia a inquietação dela. Aquilo não podia ser uma simples viajem, Rumpledevia ter mais coisas na mente para não perceber queela estava dispersa.

Ela foi se deitar antes dele, para poder dormir sem ter que dar desculpas para não fazerem amor, como era de costume. Ela o amava, mas estava muito magoada depois de ver que provavelmente Hook lhe falara a verdade. Se sentia enganada apesar de ainda não estar totalmente certa. Ela no fundo sabia que seu marido estava escondendo algo, mas não queria o acusar em vão. De qualquer forma, no dia seguinte teria a certeza.

Notas finais
E ai gostando? Semana que vem posto o segundo ;)