Love Me For Me
3 Heartbreak Or Death
Notas iniciais
Capitulo 3 – Heartbreak or Death
A noite daquele primeiro dia de aula brilhava a luz das estrelas e da lua cheia. A noite pareceria linda para a maioria que a visse, mas Annabeth não fazia parte dessa maioria. Parte por ela estar não estar olhando para o céu, parte por ela estar muito ocupada planejando um jeito de conquistar a sua nova presa.
Esta era morena, tinha olhos verdes e atendia pelo nome de Perseu Jackson. Mesmo não o conhecendo, ela sabia, ela sentia, que ele era diferente dos outros, portanto teria que tentar novas táticas. Então ela começou a constatar coisas que ela havia notado sobre ele naquele dia e percebeu que só sabia poucas coisas sobre o rapaz, como por exemplo que ele era nerd, que entendia um pouco de mecânica, que era tímido e que, bem, era bonito. Mas era só.
Isso dificultava as coisas um pouco. Um pouco não, muito. Mas ela daria o seu jeito. Afinal, para ela, nenhum homem resistia a atração física. Então, apostaria nesse meio.
A loira suspirou, olhando para ultima vez seu reflexo no espelho antes de sair de casa. A roupa era um pouco mais curta e bem mais ousada do que a do dia anterior. Ela quase nunca a usava, afinal geralmente não precisava, suas roupas normais geralmente bastavam. Mas esse era um caso a parte.
O mini short jeans pinicava e exprimia sua coxa, a blusa vermelha muito decotada a deixava sem ar e a bota de couro machucava seus pés, mas ela não desistiria. Nunca havia deixado de conquistar uma presa. Por mais incomodo fosse o processo de conquista, ela não desistiria.
Dirigir até o colégio com aquela roupa foi o pior. Mal conseguia nem andar, muito menos dirigir. Conseguir mover seus braços e suas pernas sem rasgar a roupa foi praticamente impossível, mas bem lentamente, ela conseguiu. Então finalmente a garota chegou no colégio.
Os olhares masculinos, como sempre, voltaram-se para ela. A maioria deles envolvia luxuria e desejo. Muitos garotos a olhavam assim, mas Percy não era um desses. O rapaz mexia em seu armário, provavelmente arrumando suas coisas usando fones de ouvido, sem se importar com o que acontecia a sua volta.
A loira bufou irritada. Por que ele não era igual aos outros? Bem, talvez fosse por isso que ele havia chamado sua atenção. Mas mesmo assim, ela não se conformava com o fato dele não lhe dar atenção, por isso ela havia decido o que fazer. Iria conquistá-lo custe o que custasse.
O sinal tocou e os alunos foram para suas salas. Annabeth sorriu vitorioso quando chegou na sua sala de francês e viu Perseu sentado em umas das primeiras carteiras ao lado de uma carteira vaga. Aproximou-se e curvando-se, para mostrar mais seu enorme decote, e disse:
— Posso sentar-me do seu lado? – perguntou piscando os olhos inocentemente.
Ele a olhou e assentiu, virando a cara logo depois. Ignorando completamente as vestimentas da garota, voltou a ouvir musica. Ele sentia nojo de meninas como ela, meninas que vestiam roupas daquele gênero só para chamar a atenção de garotos. Para Percy isso era degradante e humilhante, por issa não entendia como meninas bonitas como ela, podiam se rebaixar a esse nível. Graças a Deus a professora entrou e a aula começou logo, se não o rapaz iria vomitar na garota ao seu lado.
A aula arrastou-se para o moreno que queria distancia da loira ao seu lado. Ele sentia o cheiro do seu perfume o estava deixando enjoado. Era aquele tipo de perfume forte caracterizado por ser apenas usado por meninas do tipo de Annabeth. Bufou irritado ao perceber que ela lhe lançara outro olhar. Aqueles olhares já estavam lhe deixando nos nervos, então quando ela o fez novamente, ele disse:
— Perdeu alguma coisa?
Essa pergunta fez a loira encabular-se, afinal nenhum rapaz nunca a havia tratado assim. Mas Perseu era diferente. Se fosse qualquer garoto, ela poderia responder qualquer coisa, que seria aceita; porém por ser ele, ela não sabia o que dizer. Annabeth já sentia a tensão e o irritamento dele sem precisar olhar para o mesmo.
Então limitou-se a negar com a cabeça e virar novamente par o professor. Por que ele tinha que ser tão diferente dos outros? Por que ele a desprezava? Por que ele não caia em seus encantos? Por quê? Ela se perguntava. Por fim decidiu perguntá-lo depois, talvez logo que a aula acabasse.
Mas o objetivo de Annabeth foi frustrado por que assim que o sinal tocou ele zarpou para fora da sala, deixando-a frustrada e triste. Já Percy suspirou aliviado quando pode distanciar-se dela e respirar normalmente. Parecia uma dádiva que isso tivesse acontecido. Finalmente aquele cheiro enjoativo de perfume vulgar não lhe importunava mais, nem as olhadas constantes.
Caiu na cadeira da sua sala de história, agradecendo por ter pelo menos uma hora longe daquela menina.
Semanas se passaram e a situação entre Percy e Annabeth era a mesma. Ela investia, ele fugia. Enquanto isso, por mais estranho que parecesse, a loira não havia investido em nenhum outro garoto. E o resto do colégio estranhava isso, afinal estes tmbém achavam que a jovem nem vitima tinha, porem estavam enganados. Tudo parecia estranho, e estava prestes a piorar.
Tudo começou na área de trás do colégio, em um dia qualquer de setembro. Perseu estava andando com um rapaz ruivo, extremamente branco e desengonçado e manco. Ele chamava-se Grover Underwood e fora o primeiro amigo que Percy fizera no colégio. Eles conversavam sobre qualquer assunto, até Grover puxar um assunto especial.
— Hey cara, você viu como a Annabeth estava te encarando hoje? – o ruivo perguntou.
— Hm, sim, e daí? – disse o moreno sem preocupação.
— E daí? E daí?! Come assim ‘’e daí?’’! Ela é Annabeth Chase! Como você pode dizer ‘’e daí’’?! Você sabe como ela é?! – perguntou indignado.
Não muito longe de lá, Annabeth caminhava com chupando um pirulito de morango e de tempos em tempos sorria enquanto planejava outro modo de conquistar Perseu Jackson. Por alguma coincidência, ela ouviu um murmúrio parecido com a voz do rapaz vindo de não muito longe dali. Sorrateiramente, a loira se aproximou e parou para ouvir a conversa.
— Saber, bem, isso eu sei pouco, mas imagino como ela seja! – Perseu disse.
— Como? – perguntou Grover confuso.
— Mais uma garota bonita, porem vulgar e oferecida, que ‘’dá’’ para qualquer um sem ligar para os sentimentos deste. Ou vai me dizer que ela não é assim? – o moreno disse com voz amargurada e repleta de nojo.
— Bem, sim. – respondeu o outro pensando – Mas por que você fala desse modo?
— Eu já conheci várias garotas como ela, sei como elas são e não as suporto! Elas não tem dignidade, vergonha na cara ou um pouco de decência! Elas se acham demais, mas todos as desprezam! Eu sinto pena e nojo delas!
E com essa fala o assunto acabou.
Lágrimas involuntárias escorriam do rosto de Annabeth enquanto ela corria após ter escutado a conversa. Ela entendia o motivo de tanta tristeza. Ela já ouvira milhões de pessoas dizendo praticamente o mesmo, porém quando Percy o dissera, fora come se facadas atravessassem o seu coração.
Por já ser o final da aula, a garota pode sair do colégio sem ser impedida. Ela entrara em sue carro e rapidamente já estava em casa. Assim que possível, já havia se jogado na cama e começado a chorar. Não se importando nada com o barulho que fazia, afinal a casa estava vazia. Sempre estava. A empregada só trabalhava de manhã, seus maio-irmãos estavam viajando, junto com seu pai e sua madrasta e como sempre haviam esquecido dela. Sempre esqueciam.
Depois da morte de sua mãe, ela e o pai haviam ficado mais unidos, porém quando ele conhecera Lucy, tudo havia mudado. Agora eles nem se quer se falavam direito. No fundo ele sabia que um dos motivos que haviam a tornado o que ela era fora a falta de amor e atenção que o seu pai lhe dava. Ao pensar nisso, mais lagrimas escorreram por seu rosto. Por que ela tinha que lembrar disso? Já não bastavam as palavras de Perseu?
Agora ela questionava o porque de tanto impacto que essas palavras lhe causavam. Tudo bem que ela sentia uma queda por Percy, mas não imaginava que fosse tão grande. Afinal, ele era só mais um garoto, não era?
Aos poucos o quebra-cabeça foi se juntando e Annabeth entendeu. Ela estava com o coração partido porque havia se apaixonado. Se apaixonado por Perseu Jackson.
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