Love In One Day
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Oi meus leitores fofos *besha* meu dia hj está uma loucura, mas arrumei uma brecha pra postar o cap /o/ a fic ta terminando ç____ç Eu ainda tenho o projeto de fzr o tal encontro q aconteceu com o Uruha e o Aoi, mas sabe dels quando sairá da minha cabeça e irá pro word e-e /apanha Entao, faltam 2 caps, mas creio q sao lindos, açucarados e apaixonantes -SSS Aproveitem os ultimos caps, minna! Kissuuuuuuuuuus S2~
Cap8
Telefone é um aparelho que só serve para tocar quando não devia.
Um, dois, três toques que já havia ignorado e nada da pessoa do outro lado da linha desistir.
Por que as pessoas tinham que ser tão insistentes?
- Reita... — Ruki murmurou com sono, movendo-se em meus braços.
- Hum...?
- O telefone... — Falou, se afastando de mim e sentando na cama.
Soltei um suspiro frustrado por ele ter se afastado e sentei na cama, desistindo de ignorar os toques chatos do aparelho.
Quem poderia atrapalhar o descanso de um homem, num domingo de manhã?
E a resposta era: Uruha.
- Uruha, o que você quer? — Praticamente rosnei no telefone.
- Nossa, bom dia para você também, Rei-chan! — Rolei os olhos com seu tom irônico. — Eu só liguei para saber como você e o Ruki-kun estão. — Falou alegre.
E se ele estivesse na minha frente naquele minuto, receberia um soco.
— "Estávamos muito bem até você ligar" — Pensei irritado, massageando as têmporas para não falar besteira. — Estamos bem Uruha, era só isso? — Perguntei, querendo desligar logo o telefone.
- Não, o que vão fazer hoje? — Estranhei a pergunta.
- Ficar em casa, oras!
- Ora Reita! Leve ele para passear! O dia está lindo e uma criança precisa de ar puro, não pode ficar trancada nesse apartamento o dia todo!
Sabia que ele estava começando um de seus sermões de professor, mas ele estava certo.
Ruki só saía do apartamento para a escola, um passeio lhe faria bem.
- Certo Uruha, você venceu. — Suspirei cansado, olhando de esguelha para o pequeno, que me observava, ainda sentado na cama.
- Muito bem! — E eu podia imaginar o sorriso vitorioso que estava em seus lábios. — Bom passeio para vocês então! Até amanhã!
Despedi-me dele e desliguei o telefone, sentando ao lado de Ruki.
Ele me olhava, esperando que eu falasse alguma coisa da conversa.
- Ruki-chan, você gostaria de dar um passeio?
O pequeno ergueu uma sobrancelha, estranhando a pergunta.
Ficou mais um tempo em silêncio, antes de assentir timidamente com a cabeça.
- Certo, então vamos nos arrumar, tomar café e te levo para dar uma volta, ok? — Perguntei sorrindo e ele afirmou um pouco mais animado.
RxR
Não era o lugar mais especial do mundo, mas tinha um parque, onde toda criança adora brincar. E uma barraquinha de doces, coisa que toda praça tem.
Andamos até a caixa de areia, onde ficavam os brinquedos e olhei para Ruki, que observava as crianças brincando.
Na verdade eu estava com um pouco de receio de deixar ele brincar com outras crianças.
Afinal, crianças fazem perguntas, muitas vezes indiscretas, que poderiam constranger Ruki.
Sem contar nas mães, que também poderiam fazer perguntas constrangedoras, e isso seria um sério problema.
- Por que não vai brincar também? — Perguntei, meio inseguro se devia ou não ter falado alguma coisa.
- Não quero. — Falou normalmente e o olhei confuso. — Você vai ficar sozinho se eu for brincar.
E eu podia chorar com aquela simples frase.
Ele estava preocupado comigo.
E para não me deixar sozinho, ele deixaria até a brincadeira de lado.
- Eu vou ficar bem, Ruki. — Sorri, ajoelhando-me na sua frente. — Você pode ir lá brincar.
E mais uma vez ele negou.
- Não quero...Quero ficar com você... — Disse, desviando os olhos, envergonhado.
E eu desmanchei com suas palavras.
Minha vontade era de abraçá-lo e apertá-lo, dando-lhe vários beijos por todo seu lindo rostinho.
Mas não era lugar para aquilo. E nem hora para pensar naquelas coisas.
- Você quer uma raspadinha, Ruki? — Perguntei, afagando seus cabelos e ele confirmou animado.
Levantei-me ficando ao seu lado e começando a andar em direção a barraquinha.
Mas Ruki me impediu.
Ele correu até mim, juntando nossas mãos, parando ao meu lado.
Olhei-o, surpreso com o gesto tão inesperado.
Não que eu não estivesse feliz.
Pelo contrário.
Havia fogos de artifício explodindo dentro de mim.
- V-vamos? — Perguntou, tímido.
Assenti, voltando a andar, de mãos dadas com Ruki.
E devo dizer que nunca vi alguém devorar uma raspadinha tão rápido.
De acordo com meu relógio, ele havia comido a raspadinha em menos de um minuto.
- Ruki, você quer outra? — Perguntei sorrindo, quando o vi beber o restinho que estava no copo.
- Er...não...obrigado. — Respondeu constrangido, colocando o copo sobre a mesa onde estávamos sentados.
Já estava quase na hora do almoço, algumas mães já haviam ido embora com seus filhos.
Ainda mais por causa do tempo, pois o céu já estava escuro, o que significava chuva. E das fortes.
E realmente era melhor irmos, antes que o céu desabasse sobre nós.
Terminei de comer minha raspadinha e nós fomos embora do parque.
RxR
Mas como estávamos a pé, a chuva foi mais rápida e nos pegou no meio do caminho.
Chegamos no apartamento completamente ensopados e sem fôlego, afinal tivemos que correr.
A primeira coisa que fiz, foi mandar Ruki direto para o banho e trocar aquelas roupas molhadas.
Separei algumas roupas, deixando no banheiro e preparando um banho quente para ele.
Com Ruki no banho, fui me secar um pouco e separar algumas roupas para mim.
Porque eu estava tão molhado quanto ele e também precisava de um banho urgente.
Ruki saiu do banheiro, já vestido, mas com o rosto meio vermelho.
Mandei-o descansar na sala, enquanto tomava meu banho.
Quando voltei à sala, Ruki estava sentado no sofá, meio abatido, com um copo de leite nas mãos.
- Está tudo bem, pequeno? — Perguntei, sentando-me ao lado dele.
Ele assentiu, mas eu sabia que tinha algo errado.
Coloquei a mão sobre sua testa, arregalando os olhos com o calor que emanava da pele dele.
Deus, ele estava com febre. E alta.
- Ruki, você não está bem! — Falei aflito, levantando-me e indo até a cozinha.
Abri os armários, a procura do quite de primeiros socorros, rezando para haver alguma antitérmico nele.
E eu devia ligar para minha mãe, agradecendo por ela nunca deixar me faltar remédio algum.
Peguei o comprimido, voltando à sala, sentando-me ao lado do pequeno.
- Tome Ruki, vai abaixar um pouco sua febre. — Entreguei o comprimido em suas mãos e ele engoliu junto com o leite.
Tirei o copo de suas mãos, trazendo-o para o meu colo, abraçando-o com carinho.
E seu rostinho ficou ainda mais vermelho, e eu não sabia se era a febre, ou vergonha.
Talvez fossem os dois.
Fiz carinho em seus cabelos, murmurando para ele descansar.
Mas ele continuava em constante negação.
Mais alguns minutos se passaram e o remédio fez efeito, fazendo-o pegar no sono.
Peguei-o gentilmente no colo, levando-o para o quarto, deitando-o na cama.
Cobri seu corpo, aquecendo-o e sentei-me ao lado da cama, zelando pelo sono dele.
E era tão bom ficar só ali, acariciando seus fios loiros e macios, vendo-o dormir tranqüilamente.
Para meu alívio, sua febre já havia diminuído, mas não, sumido totalmente.
O pequeno ainda estava quentinho o bastante para avermelhar suas bochechas.
Inconscientemente, aquele silêncio e a calma que reinavam no quarto me fizeram adormecer.
RxR
Acordei dolorido pela posição que havia cochilado.
Olhei para o relógio da cômoda e vi que não foi um simples cochilo. Já passavam das cinco da tarde.
Espreguicei-me demoradamente, olhando para cama e notando a falta de alguém ali.
Ruki não estava na cama.
Levantei-me de pressa, saindo correndo do quarto, a procura do loiro.
E para meu alívio, ele estava na cozinha, mexendo em várias panelas.
Cheguei por trás dele, tocando sua testa com a mão, checando sua temperatura.
Suspirei aliviado, a febre havia sumido de vez.
- Você me deu um susto, chibi. — Murmurei perto do seu ouvido, dando-lhe um beijo de leve na bochecha. — Você tem que parar de sumir desse jeito.
Ele me olhou, corado, sem entender minhas palavras.
Neguei com a cabeça, tocando seus cabelos, pedindo para ele deixar pra lá esse assunto.
Olhei para dentro das panelas, sentindo um aroma gosto subir das panelas.
O pequeno cozinhava como gente grande. Não uma gente grande como eu, que mal sabe fazer torradas.
E quem o visse cozinhando daquele jeito, não diria que era o mesmo menino que corava toda vez que lhe perguntava alguma coisa.
- Eu vim...preparar algo para você comer... — Desviei o olhar das panelas para ele. — Porque você não comeu nada desde que chegamos... — Falou tímido, mexendo nas panelas.
- Não precisava ter se preocupado comigo, pequeno. — Falei gentilmente. — Você podia ter ficado descansando e...
- Você dormiu desconfortável mais uma vez por minha causa, Reita... — Seu tom era triste, quase como um lamento. — Eu queria fazer...alguma coisa para me desculpar...
- Não há porquê se desculpar, Ruki-chan... — Falei, mas ele continuou a falar.
- E agradecer...por você ter cuidado de mim... — Murmurou sem graça, me encarando nos olhos.
E mais uma vez a intensidade do olhar dele me arrepiou.
- Ruki... — Foi tudo o que consegui dizer, antes de puxá-lo para um abraço.
E me senti imensamente feliz, ao sentir seus braços circulando minhas costas, retribuindo o abraço.
Peguei seu rosto entre minhas mãos, afastando-o do meu corpo.
E num movimento rápido, juntei nossos lábios, afundando meus dedos em seus cabelos, sentindo as mãozinhas dele se movendo gentilmente em minhas costas.
Quando minhas mãos desceram de seus cabelos para seu pescoço, ele entreabriu os lábios, emitindo um gemido baixinho entre o beijo.
E só bastou aquele som chegar aos meus ouvidos para mandar minha racionalidade para o espaço.
Invadi sua boca com minha língua, movendo meus lábios de leve sobre os seus, aproveitando o sabor e a maciez deles.
Não percebendo nenhuma reação contrária do pequeno, comecei a explorar sua boca, ainda com cuidado para não assustá-lo.
As mãos de Ruki alcançaram meu pescoço, tocando gentilmente minha nuca, me causando arrepios.
Afastei minha boca da sua, minimamente, ouvindo um suspiro escapar de seus lábios, como um lamento.
E ele estava tão adorável com as bochechas coradas e a respiração ofegante, que não resisti.
Tomei seus lábios mais uma vez, mordendo de leve seu lábio inferior, ouvindo o suspirar.
Mas junto com seu suspiro, outra coisa me chamou a atenção.
Um forte cheiro de coisa queimando.
Afastei-me novamente, com Ruki me encarando, quase que aborrecido e olhei para o fogão.
Onde praticamente todas as panelas soltavam uma grande nuvem de fumaça.
Olhamos assustados, apagando o fogo das panelas rapidamente.
Ruki tristemente para a comida queimada nas panelas e eu fiquei com pena do pequeno.
- Podemos pedir alguma coisa pra comer... — Sugeri, vendo-o assentir magoado. — Não fique assim, chibi, não foi sua culpa. "Foi minha por não conseguir me controlar" — Pensei, relembrando o beijo.
Não tocamos mais no assunto.
Ele ainda estava constrangido com o beijo, então resolvi não mexer no assunto, para não deixá-lo desconfortável.
Mas ele me provou o contrário, abraçando-me carinhosamente quando deitamos para dormir.
E Ruki estava me surpreendendo a cada dia, a cada gesto e a cada toque novo.
Continua...
Notas finais
*suspira* Reviewzis? #inlove
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