Love In One Day
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Essa sexta foi mto estressante, mano, mas eu nao deixaria de postar o penultimo capitulo pq tive um dia dificil u-u
Espero q gostem, só falta o epilogo agora!
Fico triste em ver q ta terminando u-u
Aproveitem até o final, minna b
Kissuuuuuuuuuuuus~
Cap 9
Já havia amanhecido, mas o céu continuava escuro e ainda chovia muito.
Com essa chuva toda, eu não era louco de deixar Ruki ir para escola.
E muito menos eu sairia para a faculdade, deixando-o sozinho.
De acordo com o relógio, já passavam das oito, sendo que eu estava acordado fazia duas horas.
Observando o anjinho dormindo, abraçado ao meu corpo.
E refletindo sobre o que estava acontecendo entre nós.
Pois era óbvio até para uma criança de cinco anos que eu estava perdidamente apaixonado por Ruki.
Agora restava saber o que ele realmente sentia por mim.
Aos poucos Ruki foi despertando, abrindo os olhos com calma e se afastando o suficiente para poder se mexer livremente.
- Bom dia, chibi. — Sussurrei em seu ouvido, depositando um beijo carinhoso em sua orelha.
- Bom dia... — Murmurou, sentando-se na cama, apoiando as costas na cabeceira.
- Dormiu bem? — Ele apenas assentiu, tapando boquinha, tentando conter um bocejo.
Seus olhos passaram pela cômoda, parando sobre o relógio, arregalando-os.
- Reita, a hora... — Falou assustado, olhando-me. — Estamos atrasados!
- Não se preocupe. — Disse simplesmente, colocando a mão em seu ombro. — Está chovendo demais para irmos a qualquer lugar.
Ele olhou pela janela, vendo a chuva forte batendo contra a janela e concordou de leve com a cabeça.
- Ruki... — Chamei cauteloso e ele se virou para mim. — Precisamos conversar, pequeno.
Eu não queria adiar mais aquela conversa.
Passei as últimas duas horas reunindo coragem para conversar sério com ele e não poderia recuar.
Ruki permaneceu em silêncio, esperando calmamente o que eu tinha para falar.
- Ruki...você sabe...bom, você já deve ter percebido, o quanto eu gosto de você...que o carinho que tenho por você é muito grande... — Ele assentiu, corando. — E esse carinho foi se transformando ao longo do tempo que você passou comigo...junto de mim...e virou amor, Ruki. — Falei de uma vez, sentindo meu rosto esquentar.
Ainda não acreditava que estava falando aquilo para um menino de dez anos.
Ele não arregalou os olhos, ou abriu a boca em sinal de surpresa.
Apenas continuou a me encarar, esperando que eu prosseguisse.
- Pequeno...eu quero saber, não, eu preciso saber... — Mordi o lábio, perdendo a coragem para terminar a frase.
- Se eu também amo você? — Perguntou simplesmente, com o rostinho meio escondido pela franja.
Senti toda minha vergonha subir até minhas bochechas e uma súbita vontade de esconder minha cara entre os travesseiros.
Como ele conseguia ser tão direto?
- Eu não sei bem o que é isso que estou sentindo...- Começou a falar, brincando com as pontas dos dedos. — Isso tudo é muito novo para mim...
- Você não precisa responder se não tiver certeza, Ruki... — Ponderei, tentando não pressioná-lo.
Afinal, ele só tinha dez anos!
Crianças da idade dele não ficavam preocupadas com relacionamentos.
Acho que mal sabiam sobre isso e muito menos entendiam seus sentimentos.
- Nunca senti isso antes, Reita... — Falou retirando a franja dos olhos, me encarando. — Mas é bom... — E vi um pequeno sorriso se desenhar em seus lábios. — Eu gosto de sentir meu coração acelerar quando estou com você...é uma sensação boa... — Com calma, ele pegou uma de minhas mãos, levando até seu peito, onde seu coração batia rapidamente. — Isso...digo, essa sensação...é o que chamam de amor, Reita? — Perguntou, seus olhos escuros me encarando sem piscar, suas bochechas muito rosadas.
E aquela pergunta tão inocente dita naquele tom doce me fez desmanchar.
- É chibi...é amor. — Respondi, tocando seu rosto, dando-lhe um sorriso sincero.
Ruki sorriu, deitando a cabeça sobre minha mão, segurando-a com as suas.
Puxei-o até mim, beijando primeiro sua testa, deslizando meus lábios por suas bochechas, até parar sobre seus lábios.
E para minha surpresa, Ruki entreabriu a boca e logo senti sua língua pedindo passagem, timidamente.
Aquele simples gesto me fez sorrir por dentro, imaginando a coragem que ele reunira para fazer aquilo.
Aceitei seu beijo de bom grado, enquanto o pequeno movia seus lábios contra os meus de modo tímido e sua língua explorava minha boca.
Eu senti que ele estava tenso, afinal aquilo era novo para ele.
Uma de minhas mãos deslizou até sua nuca, massageando gentilmente, fazendo-o suspirar entre meus lábios.
Aos pouquinhos Ruki foi se acalmando, suas mãos envolvendo meu pescoço, seus dedos afundados em meus cabelos.
E aquilo era bom demais.
Era tão bom tê-lo tão pertinho de mim e poder apenas beijá-lo e o encher de carinhos e mimos.
O pequeno apartou o beijo em busca de ar. Suas bochechas estavam coradas e quentes e seus lábios levemente inchados pela intensidade do beijo.
Ele respirava ofegante. Sua respiração acelerada se mesclando com a minha e meus dedos ainda fazendo carinho em sua nuca.
- Gomen... — Sussurrou e eu levantei uma sobrancelha, confuso.
Por que ele estava se desculpando?
- Eu...não tenho experiência nisso...gomen...se não fiz certo... — Murmurou sem graça, abaixando o rosto.
Minha primeira reação foi apertá-lo em meus braços, distribuindo beijos por todo seu rosto.
Tão pequeno, tão adorável, tão...meu.
Ruki me olhou não entendo nada e sorri, depositando um último beijo em seus lábios.
- Você foi perfeito pequeno. — Apertei sua bochecha de leve. — Não há porque se desculpar. — Sorri e ele fez o mesmo. — Eu não vou exigir mais de você, seus beijos são perfeitos.
Ele sorriu envergonhado, negando com a cabeça.
Mas era verdade. Seus beijos inocentes e tímidos eram perfeitos.
E não me importava nem um pouco que não tivessem desejo ou malícia.
Para mim os beijos carinhosos de Ruki eram melhores do que qualquer outro.
- Vamos passar o dia todo aqui...? — Perguntou sem graça, brincando com os fios da minha franja.
- Você quer sair? Ir a algum lugar? — Negou rapidamente, fazendo-me rir.
- Então podemos ficar aqui... — Disse, abraçando-o, deitando a cabeça em seu ombro. — Vendo televisão e comendo o resto do sorvete de morango, o que acha?
Na mesma hora ele concordou, com um sorriso iluminado nos lábios.
E foi um dia perfeito.
Ruki, eu, um belo pote de sorvete e muitos beijos lambuzados de sorvete e abraços carinhosos.
- Reita... — Chamou-me, ficando de frente para o meu rosto.
- Hum?
- Aishiteru.
Sorri abertamente, colando seus lábios, beijando-o de um modo que ele sentisse todo o amor que sentia por ele.
- Aishiteru, chibi.
Continua...
Notas finais
/cry só falta um T_T
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