Notas iniciais
Para quem estava preocupado com o Ruki nao ir a escola, Reita vai resolver o problema E como diz a Pon, o personagem que irá aparecer, em tds as minhas fics de ReixRuki, aparece mais gay do q geralmente éDDDDDDDD Mas nao consigo evitar Adoro mto S2~ Divirtam-se ~ Boa leitura!

Cap 4

O movimento no restaurante estava bem calmo. Poucos clientes, ou seja, menos reclamações do chefe.

Momento perfeito para colocar meus pensamentos em ordem.

Meus pensamentos em relação aquele chibi na minha casa.

E não só meus pensamentos precisavam entrar nos eixos, como meus sentimentos também.

Eu tinha total consciência de que o que eu estava nutrindo por ele, era errado.

Era até um crime o que eu estava sentindo.

Mas como diz aquele estúpido clichê: No coração não se manda.

Mas e ele?

O que será que Ruki estava pensando daquilo tudo?

Será que ele sentia o mesmo que eu? Ou...estava me achando um aproveitador tarado de crianças?

Provavelmente a segunda opção...

E eu ainda teria de pensar como ficaríamos daqui pra frente.

Como cuidaria dele. Afinal, ele precisava estudar.

O que eu iria fazer?

- Reeeeei-kuuuun! — Algo, pulou nas minhas costas, abraçando meu pescoço com força, quase tirando meu ar.

Ou melhor, era alguém.

- Uruha... — Suspirei cansado.

Todo dia era a mesma coisa.

Uruha trabalhava comigo no restaurante.

Ele era um bom rapaz, alto — até mais que eu — cabelos castanhos claros e olhos bastante expressivos.

Todo dia ele vinha com sua saudação alegre — até demais, na minha opinião — me cumprimentar.

Ou tentar dar em cima de mim, como sempre acabava acontecendo.

Sim, Uruha era gay. E eu ainda não sabia como ele conseguia se manter no emprego de professor de primário, sendo gay, tendo piercings e fumando.

Espera...Uruha era professor de primário!

Isso podia ser bastante útil!

- Como tem passado, Rei-chan!? — Perguntou todo sorridente. — Você tem estado aéreo esses últimos dias. — Comentou, sentando-se no balcão onde eu estava apoiado.

- Uruha, preciso de sua ajuda! — Falei de pressa, ignorando o que ele tinha dito.

Ele piscou confuso, afinal era a primeira vez que pedia algo a ele com tanta necessidade na voz.

- Tudo que precisar, Rei-chan!!! — Respondeu sorrindo, todo contente.

- Etto...você pode ir no meu apartamento hoje, depois do trabalho? Eu te explico melhor....

Ele mal esperou eu terminar de falar e já foi me abraçando de novo, afirmando diversas vezes, empolgado.

Suspirei, sabendo exatamente o que se passava na mente de Uruha, mas não falei nada.

Ele entenderia mais tarde.

Ou não...

RxR

Uruha estava saltitante e cantante ao meu lado, enquanto eu abria a porta.

Na verdade, eu estava é nervoso, pois se Uruha fizesse um escândalo, e resolvesse contar para alguém sobre Ruki eu estaria perdido.

Abri a porta e dei passagem para ele entrar.

Ele passou por mim, ainda saltitando, olhando tudo em volta.

Ruki não estava no sofá.

- Espere aqui Uruha, eu já volto. — Pedi, oferecendo o sofá para ele se sentar.

Enquanto ele se acomodava, fui procurar pelo pequeno.

Ele estava na cozinha, sobre um banquinho, fazendo macarrão.

Sorri com a cena, me aproximando devagar para não assustá-lo.

Toquei seu ombro de leve, e ele virou-se meio assustado para mim, mas logo se acalmou quando me reconheceu.

- Gomen pequeno, te assustei? — Falei brincando, enquanto ele, corado, assentia com a cabeça. — Você pode vir na sala um momento, Ruki? — Ele piscou confuso. — Tem uma pessoa que quero te apresentar.

Ainda sem entender nada, ele assentiu uma última vez, desligando o fogo e me seguindo até a sala.

- Que demora Rei-chan! Você é um péssimo anfitrião! — Reclamou, se pendurando em mim, de novo.

E quando seus olhos abaixaram, até a figura de Ruki, ao meu lado, ele me soltou na mesma hora.

Ele olhava de Ruki para mim, e de mim para Ruki para depois começar a exigir explicações.

- Rei-chan, que é esse menino?? E por quê ele está na sua casa?? — Perguntava nervoso. — Rei-chan, o que você está fazendo com esse menino na sua casa??

Ruki nos observava totalmente perdido, enquanto eu tentava acalmar Uruha, para explicar.

- Uruha, se você não ficar quieto, eu não posso explicar! — Suspirei, passando a mão pelos cabelos.

Assim que ele sentou-se, comecei a explicar o que havia acontecido.

Como o achara, que estava cuidando dele e o que os pais dele haviam feito.

Ruki estava cabisbaixo, quietinho no sofá, ao meu lado, enquanto Uruha ouvia tudo atentamente.

- Então Uruha, você entendeu a situação? — Perguntei inseguro, temendo q ele recomeçasse com as perguntas.

- Entendi Rei-chan, mas...onde eu entro nisso? — Indagou confuso.

- Bem...Ruki tem apenas 10 anos, então ele precisa estudar, estar na escola, entende? — Nessa hora, Ruki ergueu o rosto, ouvindo o que eu falava. — E como você é professor eu pensei...

- Que eu podia ajudá-lo a colocá-lo na escola, certo?- Assenti. — Não sei Reita...Para colocar uma criança na escola precisa de vários documentos dela...e você nem sabe se esse é o verdadeiro nome dele! — Murmurou perto de mim, para Ruki não ouvir.

- Você não pode dar um jeito nisso? — Arrisquei.

- Não sei Reita... — Ele olhou de mim para o pequeno, que tentava prestar atenção na conversa.

- Por favor, Uruha! Preciso da sua ajuda! — Estava praticamente implorando.

Ele ficou calado alguns segundos, pensando no assunto antes de responder.

- Okay Reita...vou ver o que posso fazer. — Respondeu sorrindo de leve. — Mas se eu perder o emprego, vou vir morar com você. — Disse sorrindo e piscando para mim.

- Muito obrigado, Uruha! — Suspirei aliviado, sorrindo para Ruki.

Ele retribuiu o sorriso, timidamente, com as bochechas coradas.

Uruha me olhou e logo depois olhou para Ruki, erguendo uma sobrancelha.

- O q-que foi?? — Perguntei meio nervoso.

- Podemos conversar um minutinho...em particular? — Ele levantou-se, puxando-me para a cozinha.

Ele me fez sentar-se à mesa, sentando-se na minha frente, me encarando seriamente.

- Então...? — Comecei, mas ele me interrompeu.

- O que você sente por ele, Rei-chan!? — Foi direto, sem rodeios.

- o q-que...? — Fiz-me de desentendido, mas ele não acreditou.

- Não me venha com essa, Reita! — Falou alterado, batendo de leve na mesa. — Perguntei se você o ama!

Pisquei meio aturdido com quão direto Uruha estava sendo.

Então estava tão na cara assim?

- Uruha...eu...- Não sabia como explicar algo tão...inexplicável.

Afinal, além de ser errado, aconteceu tão rápido que quando abri os olhos para tudo aquilo, o pequeno já havia se tornado alguém muito especial na minha vida.

Era tudo uma grande loucura, afinal eu só o conhecia a alguns dias.

Mas já estava tão apegado a ele.

- Ai...eu sabia! — Bufou chateado, cruzando os braços. — Você gosta dele! — Suspirou cansado.

Eu o olhei confuso, esperando ele me chamar de tarado, pervertido.

Mas ele apenas cruzou os braços, fez bico e suspirou irritado.

- E sabe o que me frustra mais? — Neguei com a cabeça. — Perder você para um menino de dez anos!!

Desabei da cadeira, sentindo uma enorme gota descendo pela minha testa.

- Mas tudo bem...- Sentei-me, olhando para Uruha, que sorria. — Ele é uma gracinha mesmo.

Concordei, sorrindo também, coçando a nuca, meio sem jeito.

- Mas vá com calma, Rei-chan! — Fitei-o, intrigado. — Ele só tem dez anos, então não se empolgue, ok!? — Disse, com um sorriso descaradamente inocente nos lábios.

Senti meu rosto pegar fogo e uma grande vontade de socar Uruha.

- Cale a boca, Uruha! — Respirei fundo, tentando me acalmar, enquanto ele gargalhava da minha cara.

Quando voltamos para sala, Ruki ainda estava sentado no sofá, mexendo as mãos nervosamente.

Ele se assustou ao nos ver de volta, colocando-se de pé, fazendo perguntas só com o olhar.

Uruha abaixou-se diante dele, segurando seus ombros e sorrindo para o menino.

- Você tem muita sorte de ter alguém tão legal como o Reita cuidando de você. — Ruki corou, assentindo de leve. — Cuide dele também, ok? Ele é atrapalhado e mal sabe dobrar uma camisa. — Corei na hora, virando o rosto de lado. — Mas ele é uma boa pessoa.

O baixinho confirmou com a cabeça, me fazendo sorrir.

- E ele é muito sortudo de ter alguém tão adorável como você! — Falou, apertando a bochecha dele de leve, deixando Ruki ainda mais sem graça. — O coração dele é seu, chibi, cuide muito bem dele, certo?

Arregalei os olhos para Uruha, não acreditando no que ele havia dito.

Ruki pendeu a cabeça para o lado, não entendo as palavras de Uruha.

Suspirei meio aliviado.

Ainda era cedo demais para ele entender essas coisas.

Uruha sorriu, afagando os cabelos do menor e depositando um beijo na bochecha dele.

Realmente Uruha tinha muito jeito com crianças. Devia ser um ótimo professor.

- Vou indo então, Rei-chan! — Anunciou, colocando-se de pé novamente. — Quando eu conseguir a vaga do Ruki, eu te aviso, ok?

- Certo. — Falei, acompanhando-o até a porta. — Muito obrigado novamente, Uruha! Isso vai ajudar muito!

- Que isso, Rei-chan! Disponha. — Abriu um sorriso bonito. — Eu não posso deixar você na mão, nem deixar aquele menino sem escola! Obrigação e ética de professor. -

Respondeu todo orgulho de si.

Despedi-me de Uruha e voltei a sala, procurando Ruki no sofá.

Mas ele não estava lá.

Segui para a cozinha, e lá estava o pequeno de volta ao fogão, terminando de ver o macarrão.

- Ruki-kun. — Chamei-o e ele virou-se para mim. — Você quer ajuda?

- Não... — Negou veemente com a cabeça e eu sorri sem graça. — Já estou terminando.

Vai ver ele estava com medo que eu conseguisse queimar o macarrão também.

- Então eu vou tomar banho. — Ele apenas assentiu, voltando a atenção para panela. — Qualquer coisa me chame e cuidado para não se machucar.

Após a confirmação dele, saí da cozinha e fui tomar meu banho.

Às vezes tudo que preciso é um banho para acalmar os nervos e colocar os pensamentos no lugar.

Desliguei o chuveiro, enrolei a toalha na cintura e saí mais relaxado do banho.

E enquanto secava meus cabelos, ouvi um barulho alto, como se algo tivesse caído no chão.

E a primeira coisa que me veio a cabeça foi: Ruki.

Sem pensar duas vezes, abri a porta do banheiro e saí em disparada para ver o que havia acontecido.

Cheguei à cozinha, e encontrei Ruki abaixado no chão, catando alguns cacos de vidro do copo que caíra.

- Ruki, você está bem? — Perguntei aflito, indo até ele, tendo cuidado para não pisar nos cacos.

- Gomen, o copo escorregou da minha mão e... — Ele tirou sua atenção dos cacos e voltou-a para mim.

Ele parou de falar do nada, seus olhinhos arregalaram-se de leve e suas bochechas ficaram vermelhas.

- O que houve, Ruki? — Perguntei, tocando-lhe o ombro. — Você está machucado?

- Não...é que... — Abaixou o rosto, escondendo-o com a franja.

- O que, Ruki? — Insisti. — Diga-me!

- Você...está... — Ele gaguejou e foi aí que lembrei.

Ainda estava de toalha.

Afastei-me, constrangido, meu rosto em chamas.

Corri até o quarto, vesti-me rapidamente e voltei à cozinha.

- Gomen, Ruki-kun... — Desculpei-me, sem graça. — É que...eu fiquei assustado, pensei que você tinha se machucado e acabei saindo correndo e esqueci que estava de toalha.

- T-tudo bem... — Terminou de juntar os cacos maiores e os jogou no lixo. — Desculpe pelo copo...

- Está tudo bem. — Sorri, tranqüilizando. — O importante é que você não se machucou, né?

Ele assentiu envergonhado, pegou outro copo e colocou na mesa, junto com o jantar.

Que, aliás, estava com uma cara ótima e um cheirinho maravilhoso.

Humilhado na cozinha pela segunda vez.

Depois de repetir duas vezes o melhor macarrão que já comi, depois de sair da casa de minha mãe e ajudar o pequeno a lavar a louça, fui colocá-lo para dormir.

Eu precisava comprar outra cama, ou pelo menos um sofá-cama, porque minha coluna não agüentaria muito tempo se eu continuasse dormindo no sofá. E eu nunca deixaria Ruki dormir no sofá. Por mais que ele vivesse dizendo que não se importava e que estava incomodando por me tirar do meu quarto.

Eu era mais velho, dava pra agüentar — por mais algum tempo.

- Mas...Reita...você dorme mal no sofá... — E mais uma vez ele tentava me convencer de deixá-lo dormir no sofá.

- Ruki... — Falei, terminando de secar seus cabelos. — Já conversamos sobre isso. Você dorme aqui e eu no sofá. — Disse pacientemente, enquanto o cobria com o lençol.

- mas...não é justo... — Murmurou baixinho.

- Ei, não se preocupe, tá? — Falei, apertando sua bochecha levemente. — Eu não me importo. — Sorri, tentando parecer convincente.

- Não acredito... — E meu sorriso se tornou sem graça. — Mas se você diz...

- Bom, então vá dormir que já passou da hora! — Ele arrumou-se confortavelmente na cama, deitando e se cobrindo até o pescoço.

- Boa noite, Reita... — Murmurou, já de olhos fechados.

Segundos depois, o pequeno já estava dormindo profundamente.

- Boa noite...chibi. — Aproximei meus lábios de sua testa, depositando um beijo de leve, para não acordá-lo.

Apaguei a luz e saí do quarto, em direção a sala.

E não precisava ser adivinho para saber que assim que fechasse meus olhos, eu passaria a noite com aquele pequeno em meus pensamentos.

Continua...

Notas finais
Fala sério, ele ahaza, né? Reviews, onegaaaaai~