Notas iniciais
Namoral, eu amo esse capitulo Algumas das minhas cenas favoritas esta nele n.n~ Espero q gostem tbm 33 Obrigado a tds que estao lendo minha fic e mandando reviews! Minna, arigatou gozaimasu Divirtam-se x3

Cap5

Se eu continuasse a dar voltar na sala, iria acabar fazendo um buraco para o apartamento debaixo.

Mas eu não conseguia ficar quieto, sabendo que Uruha estava vindo me contar se havia, ou não, conseguido a vaga para Ruki.

O próprio Ruki estava tranqüilo, sentado no sofá, tomando leite com biscoitos.

Então porque eu estava tão nervoso?

Nem eu sabia.

Sentei-me ao lado de Ruki, meus joelhos tremendo de ansiedade.

Já havia perdido as contas de quantas vezes baguncei meus cabelos e chequei o relógio da sala.

Uruha marcara às 15h, e já eram 15:03!

Ele estava três minutos atrasado.

E a três minutos me torturando com aquela espera.

Virei-me para o pequeno, que comia um biscoito, enquanto me observava curioso.

Sorri, tentando parecer calmo, mas ele não acreditou nem um pouco.

Ele pegou sua caneca e, gentilmente, me ofereceu um pouco do leite.

Sério...Ele precisava parar de fazer aquelas coisas tão adoráveis.

Agradeci sorrindo, pegando a caneca de suas mão.

Mas a droga do nervosismo me fez derramar um pouco de leite em mim.

- Droga! — Praguejei irritado, colocando a caneca de volta na mesa, vendo o estrago causado à minha camisa. — Vou me trocar, Ruki.

Ele assentiu e fui ao quarto pegar outra camisa.

E bem na hora que apanhei outra camisa para vestir, ouvi batidas na porta.

Saí apressado, sem mesmo vestir a camisa, em direção à sala.

Mas Ruki surgiu na minha frente e acabei trombando com ele.

Fomos os dois ao chão.

Ruki com as costas no chão e eu por cima dele, apoiando meus joelhos e minhas mãos ao lado de seu corpo.

E ter o rosto de Ruki, corado, com os lábios rosados entreabertos, tão próximos ao meu, estava me causando vários solavancos no estômago e meu coração falhava várias batidas, à medida que aumentava o ritmo.

Inconscientemente, fui aproximando meu rosto do dele, vendo o pequeno já de olhos fechados, como se esperasse pelo meu toque.

E meus lábios estavam a milímetros dos seus, quando...

- Rei-chan!!! — A porta se abriu bruscamente, que só tive tempo de erguer meu rosto para o recém-chegado. — O que está fazendo?? — Perguntou, chateado, com as mãos na cintura e o pé batendo no chão.

O que me fez lembrar as poses que minha mãe fazia quando me dava bronca.

- Uruha...nada, eu só... — Saí rapidamente de cima de Ruki, ajudando-o a se levantar.

- Você só?? — Insistiu, fechando a porta atrás de si, se aproximando de nós. — Eu não falei pra você ir com calma!? Ele tem 10 anos!

- Não é nada disso, Uruha! — Respondi envergonhado, desejando que Ruki não tivesse ouvido isso. — Nós caímos, foi só isso!

Ruki confirmou, diversas vezes com a cabeça, enquanto Uruha analisava a mim e a Ruki.

- Então por que você está sem camisa? — Perguntou, apontando para mim.

- Uruha, isso não importa agora! — Falei impaciente, vestindo a camisa que havia pegado. — Você conseguiu a vaga?

- Hum...Eu me arrisquei bastante, não foi fácil convencer a diretora de que ele era meu primo de Okinawa que perdeu tudo num terremoto, mas... — Parou de falar, para tirar um papel de dentro da bolsa. — Eu consegui sim! — Respondeu sorrindo, entregando a ficha escolar.

- Ahhh que maravilha! — Passei os olhos rapidamente pelo papel. — Muito obrigado mesmo Uruha! — Estava tão feliz, que dei até um abraço em Uruha.

- Nossa, posso fazer mais favores pra você se ganhar esses agradecimentos! — Falou brincalhão.

- Não é ótimo, Ruki!? Você vai poder estudar! — Abaixei-me até ele, sorrindo.

- Sim...vai ser bom. — Falou com um sorriso sincero. — Arigatou, Uruha-san. — Disse baixinho, aproximando-se de Uruha.

- Ora pequeno, não há de que. — Respondeu sorridente, afagando os cabelos do baixinho. — Eu preciso ir agora, Rei-chan! Vou encontrar com o Aoi-kun! — Falou todo alegre.

- Aoi? Aquele cliente de piercing que sempre vai ao restaurante? — Perguntei e ele afirmou, empolgado.

- Ele me chamou pra tomar um café. — Suas bochechas coraram levemente. — Então, o Ruki começa depois de amanhã, ok? Precisa preencher a ficha para entregar na secretaria!

- Pode deixar! E mais uma vez ,obrigado Uruha!

- Que isso, Rei-chan! Não precisa agradecer! Bom, então até logo. — Deu um último aceno e saiu do apartamento.

Deixando Ruki e eu sozinhos.

Na mesma hora as cenas da queda me vieram à mente, fazendo um calor estranho subir de meu pescoço até as bochechas.

Afastei aqueles pensamentos da cabeça e voltei minha atenção para a ficha em minhas mãos.

Havia coisas lá que eu não fazia idéia de como responder.

Teria de perguntar para Ruki.

Só esperava que ele não tivesse a mesma reação de quando perguntei sobre sua família.

RxR

Depois que voltei do trabalho, estava disposto a fazer as perguntar a Ruki.

Tomei meu banho, troquei de roupa, ajudei Ruki a fazer o jantar — isso é tão humilhante de se dizer — e fomos para sala, comer e ver Tv.

Enquanto Ruki comia, peguei a ficha e coloquei na mesinha onde estávamos comendo.

Peguei uma caneta, respirei fundo e me virei para falar com Ruki.

- Ruki-kun...preciso fazer umas perguntar para a ficha do colégio, tudo bem? — Perguntei incerto.

Ele me olhou, terminando de engolir a comida.

Ruki ficou em silêncio por alguns instantes, pensando no que eu havia dito e por fim assentiu fracamente com a cabeça.

- Então vamos lá... — Peguei a ficha, começando a lê-la. — Seu nome completo? Ruki de que?

- Meu...nome verdadeiro não é Ruki... — Murmurou cabisbaixo e eu arregalei de leve os olhos. — É um apelido...meu nome é Matsumoto Takanori. — Falou sem graça.

- Tudo bem, Ruki, não precisa ficar assim. — Acariciei seu rosto. — Vamos continuar. Data de nascimento?

- 01/02/1997

- Tipo sanguíneo?

- Hum... — Ele ficou quieto, apoiando o dedo no queixo, pensativo. — Gomen...não sei...

- Tudo bem, pulamos essa parte então...Comida favorita?

- Hã? — Piscou confuso. — Eles perguntam isso na ficha da escola?

- Não, mas fiquei curioso. — Sorri, quando ele soltou uma leve risada. — E então?

- Hum...Sorvete, vale? — Perguntou envergonhado.

- Bom, acho que vale. — Sorri. — Que tipo?

- Hum...morango. — Respondeu um pouco mais animado.

E eu não podia negar que Ruki era mesmo uma criança.

Mesmo sabendo cozinhar melhor que eu e saber lavar a louça, ele ainda era uma criança adorável que tinha sorvete como comida favorita.

- Cor favorita? — Perguntei, já esquecendo as perguntas da ficha da escola.

- Roxo, vermelho, preto e prateado! — E ele já respondia mais alegre, não ligando se era ou não para a ficha.

Passamos mais algum tempo naquele jogo.

E fiquei feliz por poder descobrir coisas dele que eu nem imaginava.

Como, ele gostar tanto de cães, quanto de gatos e que ele adorava cantar.

Quando fomos ver a hora, já passavam das 21h, e precisávamos dormir, já que ambos tínhamos de acordar cedo, afinal, eu iria tentar ver com Uruha se ele conseguia nos ajudar com os materiais e o uniforme de Ruki.

Depois de Ruki tomar banho, levei-o até a cama, onde ele se deitou confortavelmente, se cobrindo.

- Então, durma bem e até amanhã, Ruki-kun. — Falei sorrindo, virando-me para sair do quarto.

Mas a voz de Ruki chamando meu nome atraiu minha atenção.

- Reita... — Murmurou, seu rosto estava muito corado. — Fica...

- C-como? — Gaguejei, não tendo certeza de ter ouvido bem.

- Fica...fica comigo essa noite...por favor... — Sua voz saiu tão pedinte, quase suplicando que senti um arrepio percorrer todo meu corpo.

- V-você tem certeza? — Já estava me amaldiçoando por gaguejar tanto.

- Hai...eu quero... — O rostinho vermelho, escondido levemente pela franja e pela escuridão do quarto.

Permaneci mais um pouco em silêncio, processando o pedido tão irreal.

Aquela criança adorável estava ali, envergonhada e me pedindo para ficar com ele, com aquela voz tão doce.

- Eu fico, pequeno... — Respondi, aproximando-me da cama.

Ele esboçou um pequeno sorriso, chegando para o lado, me dando espaço para deitar.

Deitei ao lado dele, e timidamente ele se aproximou de mim, aconchegando-se no meu peito.

E um calor gostoso invadiu meu coração.

Meio hesitante abracei de leve sua cintura, atento a qualquer reação contrária da parte dele.

Mas ele apenas suspirou, chegando mais perto de mim.

Abaixei meu rosto para fitá-lo, e ele ergueu o dele.

E novamente, milímetros separavam nossos lábios.

Sem pensar muito nas conseqüências, juntei nossos lábios, tomando os dele para mim.

Seus lábios se moviam timidamente sob os meus e sorri. Meu coração batendo acelerado.

Seus dedos segurando fortemente minha blusa, como se tivesse medo que eu sumisse.

Abracei-o com um pouco mais de força, mostrando-o que eu estava ali e não o deixaria.

Nos separamos, para respirar e pude ver os olhinhos dele ainda fechados, os lábios levemente avermelhados e as bochechas rosadas.

Dei-lhe mais um selinho, movendo uma das mãos até seus cabelos, afagando-os, enquanto a outra acariciava suas costas.

- Sonhe com os anjos, chibi.

Continua...

Notas finais
*leu td de novo* /suspira Reviews? ^w^