Love & Feeling
5 Capítulo 5
Notas iniciais
No salão comunal da Grifinória, os Weasley estavam todos reunidos. Hugo, Lilly, Rose, Thiago, Fred II, Roxanne, Molly II, Lucy, Dominique e Louis, eram a maior reunião de ruivos em um salão comunal, todos brincando e rindo uns com os outros, como uma família.
— Então, shh, eu tenho uma coisa pra contar – Rose falou, e todos prestavam atenção nela. – Hm... Eu to namorando.
Olhos arregalados tomaram conta da sala.
— O tio Rony já sabe?
— Duvido, sério? Você, namorando?
— Quem?
— A tia Hermione deve ter pirado.
— Silencio, vocês. – Rose tomou a atenção, novamente. – Agora, sem comentários maldosos, por favor. É Scorpius. Malfoy.
Todos seus primos ficaram de queixo caído. Thiago começou a rir sem parar.
— Eu não acredito. Você, namorando um Malfoy? Seus pais devem ter pirado com certeza.
Dominique deu de ombros. – Ele é gato. – Roxanne concordou. Hugo estava bravo, pois Rose era sua irmã mais velha, e Lilly ria do primo.
— Não é grande coisa, tá. E sim, minha mãe já sabe. Meu pai, não sei, ela disse que ia contar.
— Você vai levar ele no casamento? – Louis perguntou.
— Eu não pensei sobre isso, acho que não, não sei. Enfim, obrigada, Thiago, mas eu não preciso mais disso. – Ela devolveu o Mapa do Maroto para o primo mais velho.
— Ah não, eu não acredito que você pediu o Mapa para encontrar com seu namorado. Isso vai contra todas as regras de, você sabe, fazer alguma coisa interessante com ele. Estou extremamente decepcionado, priminha.
Rose revirou os olhos. – Enfim, é isso, eu vou estudar para meus NOMs agora, tchau.
Thiago deu de ombros. – Eu tenho treino de quadribol mesmo. Tem um grande jogo contra a Sonserina daqui algumas semanas e eu quero quebrar a cara do seu namoradinho.
Na biblioteca, vários alunos do quinto ano, como Rose, estavam com a cara nos livros. Para a surpresa da menina, Scorpius estava lá também, estudando como os outros.
— Oi – ela disse, sussurrando. Ele sorriu para ela, surpreso.
— Oi. O que você tá fazendo aqui?
— A mesma coisa que você. – Ela apontou para os livros.
A bibliotecária olhou para os dois com uma cara feia que os fez calar. Rose sentou-se do lado de Malfoy e escreveu em um papel :
Contei para os meus primos
Ele leu e sorriu, escrevendo em seguida:
É, eu posso ter comentado com Alvo também
Ela acenou com a cabeça
Vocês são amigos agora?
Ele deu de ombros
Quer estudar perto do lago? Onde a gente pode falar?
A ruiva concordou e eles foram para fora. Sentados sob uma arvore, ambos liam livros para seus NOMs
— Então, eu ainda não contei para meus pais... – Scorpius começou. – Mas tem um jogo de quadribol contra a Grifinória daqui algumas semanas, e meu pai provavelmente vem, quer conhecer ele?
— Ah... É, Thiago comentou sobre o jogo. Tem certeza que Draco não vai me odiar?
— Rose, ninguém consegue te odiar. – Ela riu e revirou os olhos.
— Tudo bem então, pode ser. – Ele a beijou.
— Desse jeito vai ser difícil estudar para os exames.
— Quem precisa estudar, né?
No dia do jogo, a escola inteira estava animada. Cachecóis verdes e pratas se misturavam aos vermelhos, cada um simbolizando uma casa diferente. De todas as tradições de Hogwarts, os campeonatos de quadribol eram uma das melhores. Rose encontrou Scorpius antes do jogo, para desejar-lhe boa sorte.
— Hey, boa sorte. – Ela o beijou.
— Muito legal minha namorada vir me desejar sorte com um cachecol da equipe inimiga.
— Ué, eu sou fiel a minha casa. – Ela deu de ombros. – Seu pai veio?
— Acho que sim, não vi ele ainda. Você tá pronta?
— Nem um pouco.
Scorpius sorriu. – Vai dar tudo certo. Eu tenho que ir agora, te vejo depois.
— Ok, boa sorte. – Ela o beijou mais uma vez, e ele foi embora. Rose se encontrou com seus amigos e observou a partida que, por incrível que pareça, terminou com a Sonserina vencendo. Enquanto os companheiros da sua casa saiam desanimados, Rose estava nervosa. Apesar de acreditar quando Scorpius dizia que Draco não era nada como tinha sido, pelas histórias de seus pais, ela ainda sentia medo de desaprovação. Deixou o cachecol da Grifinória com sua prima e foi encontrar Scorpius, que celebrava com os amigos. Nem mesmo a presença de alguém da Grifinória poderia estragar o momento de celebração que eles estavam tendo. Quando o jovem Malfoy a viu, pegou-a no ar e a girou. A felicidade era clara no rosto dele, e maximizada pela presença da jovem na sala.
— Parabéns! Eu to muito feliz por você, Scorp. – Ele sorriu, puxando-a pra perto.
— Obrigada, Rosie. Desculpa por, você sabe, a sua casa e tal. – Eles se abraçaram até ouvir um pigarreio ao seu lado. Draco estava parado perto do filho e da jovem, com uma expressão curiosa. A menina ficou instantaneamente séria, com sua posição impenetrável que demonstrava que ela não era facilmente afetada. Scorpius endireitou-se e sorriu para o pai, que lhe deu um aperto de mão.
— Parabéns, Scorpius. – Ele estava sério, porém não amedrontador como fora seu pai.
— Obrigado, pai. Essa aqui é Rose... Weasley. – A cara de Draco mudou para surpresa, apesar dele já desconfiar. – Ela é minha namorada, e eu estava esperando o jogo para apresentá-la pra você.
— Olá, Rose. – Draco usou seu tom mais cordial possível, mas o choque ainda estava presente em sua voz. Ele esticou a mão para a menina, que a apertou firmemente.
— Olá, senhor.
— Posso perguntar... Seus pais sabem sobre isso? – Ele agora parecia desfrutar de uma piada interna com apenas ele mesmo.
— Sim, senhor, eles sabem. – Ela afirmou, demonstrando que a relação deles não seria ameaçada por um preconceito entre famílias. Esperando pelo menos um comentário que tendesse a ser maldoso, ela também ficou surpresa quando ouviu do novo sogro.
— Ah, muito bem então. – e ele mudou de assunto, como se não fosse grande coisa, tornando completamente desnecessário o desespero da ruiva. – Você vai almoçar comigo, Scorpius?
— Sim, vou. – o menino parecia tão despreocupado quanto o pai.
— Você vai se juntar a nós, senhorita Weasley? – Draco virou-se novamente para a jovem.
— Não, eu tenho um... Compromisso de família. – Os Potter vieram assistir o jogo do filho mais velho, Thiago, e iriam almoçar junto. – Mas obrigada pelo convite.
— Muito bem, então, disponha. Estarei esperando lá fora, Scorpius, não demore.
— Ok, já vou.
Draco saiu da sala, e Rose sentiu como se tivessem tirado um peso de suas costas. Scorpius sorriu e a abraçou novamente.
— Viu, eu disse que ele não era ruim.
A menina concordou com a cabeça. – É, nada como eu esperava.
— Meu pai não é nenhum monstro, sabe. Você não pode mesmo almoçar com a gente?
— Não, tio Harry e tia Gina estão aqui hoje, então eu vou almoçar com eles. Desculpa. Mas, bom almoço. Se seu pai disser alguma coisa sobre mim, você tem que me contar.
O menino riu. – Tudo bem, eu prometo. – Os jovens deram mais um beijo de despedida, Scorpius foi encontrar seu pai e Rose sua família.
— Oi tio, oi tia. – Rose cumprimentou os parentes que não estavam nada animados. – Que merda, a partida, né?
— Eu não acredito que a Sonserina ganhou da gente. – Thiago estava indignado, e seu irmão, Alvo, revirava os olhos para ele.
— Nós somos tão competentes quanto vocês, sabia? Aparentemente, até mais. – O único sonserino da família estava orgulhoso, afinal de contas, isso não acontecia muito frequentemente.
— Parem de brigar por quadribol, meu deus. É só uma partida. – Rose disse com desdém, tendo que enfrentar o olhar enfurecido da família depois. Os Potter levavam quadribol muito a sério, assim como o resto dos Weasley.
— Os Malfoy continuam bancando o time da Sonserina? – Harry perguntou ao filho, e Rose se encolheu ao nome da família de seu namorado. Não achou que os tios soubessem ainda, mas a menção à família levaria alguém a fazer um comentário, com certeza.
— Sim, continuam. Mas, ei, acho que isso não vai mais ser um problema né, Rose? Agora que você namora Scorpius, podia pedir pro pai dele bancar o nosso time também, nós precisamos de um patrocínio.
Os tios viraram instantaneamente para a menina, esperando que ela negasse o comentário de Thiago, e pareceram chocados quando ela não o fez.
— Cala a boca, Thiago.
— Espera, é verdade? Você tá namorando um Malfoy? – tia Gina perguntou surpresa.
— Seus pais sabem disso? – Harry estava mais ainda.
— Meu deus, Rony vai surtar.
— Sim, é verdade... Scorpius é legal, ok? O preconceito de vocês com os Malfoy já tá chato. Eu sei que eles podem ter feito coisas ruins no passado, mas eles mudaram. E a Narcissa salvou a sua vida aquela vez, na batalha não salvou? Além do mais, eu acabei de conhecer Draco e ele não é tão ruim assim. Minha mãe já sabe, não sei quanto ao meu pai. Gente, não é grande coisa...
— Ei, não nos entenda mal, nós não estamos te julgando, só estamos...
— Surpresos. Mas, se você está feliz, tudo bem, querida. – Gina terminou a frase de Harry antes que ele dissesse algo estúpido. – Mas Rony vai mesmo pirar.
O marido concordou.
— Meu pai é exagerado, mas eu não to preocupada com ele.
— Muito bem, então, depois de todas essas novidades, eu fiquei com fome. Podemos comer?
De repente, toda a família Weasley-Potter estava almoçando e conversando normalmente, como antes.
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