Love Faberry
53 Capítulo 53
Notas iniciais
Dani ficava meio aérea algumas vezes, porém já havia melhorado bastante desde que voltara do hospital, a única coisa que deixava a morena um tanto desnorteada era o choro do pequeno Elliot, ela parecia entrar em um universo paralelo, um mundo só dela.
Havia algo rondando sua mente há um certo tempo e agora havia se decidido, conversara sobre sua decisão com Quinn que não ficou feliz, mas já estava decidida e não voltaria atrás.
— Dani você sabe que não sou a favor disso. – disse Quinn mais uma vez, movimentando a cabeça negativamente, olhando a morena sentada em seu sofá.
— Eu sei Q, mas você precisa entender que tenho de fazer algo por mim, eu estou fazendo justamente o que você me pediu, não estou me entregando, estou lutando e sendo forte. Eu preciso disso! – explicou Dani passando as mãos por seus cabelos agora curtos e com algumas mexas azuis. – Sei que você me entende Quinn, você sabe como me sinto. – a loira sentou-se ao seu lado e lhe olhou nos olhos, segurou firma em suas mãos.
— Você sabe que eu vou sempre estar ao seu lado, não é? – Questionou e recebeu um aceno. – Eu sei do que está me falando, eu te entendo e é por isso que não vou te impedir, assim como achei que foi bom você mudar o visual, inclusive acho que combinou com você. – acrescentou sorrindo.
— Boba. Obrigada Quinn! – disse a abraçando.
— Já sei que você vai levar a Alex e a Harmony junto. – Quinn retrucou ainda abraçada com Dani que riu.
— Alex sim. – sorriu tímida. Havia se aproximado ainda mais de Alex, aproximar... Não era bem isso, estavam em um relacionamento, ainda não oficializado. – A Harmony vai voltar pra Nova York, mas não parece ser por muito tempo, parece que deixou uma parte do coração com alguém aqui. – sorriu cúmplice.
— Pelo visto Lima pegou nossos corações de uma forma inexplicável. – brincou Quinn. – Quando vocês vão?
— Verdade! — concordou. – Alex e eu iremos depois de amanhã
— Mas já? Tão rápido. – perguntou.
— Sim, vamos ter umas "férias" na Espanha, colocar as coisas no lugar. Vai ser bom! – explicou Dani.
— Tudo bem, então. Boa sorte pra vocês! – Quinn desejou e deu mais um abraço em Dani. – Desejo tudo de bom à vocês, espero que sejam felizes. – sorriu e lhe lançou uma piscadela.
***
Os móveis em mogno escuro dava um tom sério ao local, o piso tinha a luminosidade exata e as paredes clareavam o local em um tom suave. Havia uma prateleira próxima a mesa onde havia uma foto recente, Quinn, Rachel e o pequeno Elliot ao contrário da loira. À frente da mesa haviam duas poltronas bem acolchoadas e combinado com toda a decoração. Ouviu-se uma batida na porta.
— Olá! Posso entrar? – questionou timidamente.
— Claro, sente-se. – A loira concordou, enviou o email e fechou a pasta de arquivos sobre a mesa.
Passara a usar o escritório de sua casa para trabalhar e gerenciar as empresas, o estúdio estava indo bem, estava acertando tudo para que pudesse trazer uma filial à Lima, o que acontecerá em breve.
— Ouvi dizer que Danielle e a Alex vai viajar amanhã. – comentou, já acomodada.
— Sim, é verdade! Não gostei muito dessa ideia da Dani, mas vejo que será bom para ela. – respondeu sincera.
— Você tem razão! Será bom pra Danielle, ela irá respirar novos ares, conhecer pessoas novas. Ela merece isso depois de tudo que passou. Do que vocês passaram. – terminou cabisbaixa.
— É... Mas passou. Ainda bem que passou. – Quinn sussurrou.
— Eu ainda lhe devo desculpas, a todos vocês na verdade. Tudo o que aconteceu, tem foi culpa minha. – falou tristemente.
— Não, não mãe, a culpa não é sua. E ele já está pagando pelo que fez. – encerrou entre dentes.
— Tudo bem! Me desculpe. Eu fico feliz em te ver bem, em ver você trabalhando e cuidando da sua família. Estou tão feliz, minha filha. – Judy disse emocionada, acariciando a mão de Quinn sobre a mesa.
— Obrigada por tudo que tem feito mãe, por ter estado aqui. Estou feliz por ter a senhora de volta. – Quinn mostrou gratidão e logo levantou-se e abraçou sua mãe.
Ambas haviam se resolvido, deixaram o passado de lado e estavam juntas, recomeçando o relacionamento entre mãe e filha, apesar de Judy ainda se culpar pelo que havia acontecido.
***
Quinn vestia um top preto e shorts do Golden States. Seus cabelos estavam grudados em sua testa pelo suor, a loira treinava passadas e arremessos na parte posterior da casa, havia uma cesta de basquete fixada na lateral externa da garagem.
A loira estava tão concentrada que não havia percebido certa morena sentada nas escadas que dava de sua cozinha para o quintal.
Rachel se aproximou lentamente agora que a loira estava apenas treinando uns arremessos, ao chegar por trás da loira abraçou-a.
— Por mais suada que você esteja e eu ache um tanto nojento, você não tem noção do quão quente fica. – a morena ficou na ponta dos pés e sussurrou.
— Ora. Não sabia que tinha expectadores. E porque está me agarrando se não gosta. – a loira brincou levando a mão esquerda para trás apalpando em seguida a bunda de Rachel.
— Q, não faz isso! Falo sério quando digo que é quente te ver jogando. – resmungou maliciosa. Quinn se virou puxando Rachel para si e pegando-a no colo, a morena logo enrolou as pernas em sua cintura.
— Tem alguém excitada aqui, hm. – provocou sussurrando ao ouvido de Rachel, mordendo o lóbulo da orelha logo após, ouviu a morena gemer.
Sentia tanta falta de tê-la assim, fazia tempo que ambas não compartilhavam nada além de beijos, muito quentes, mas apenas beijos, Quinn por sua recuperação pós cirurgia e Rachel pela gravidez e ambas por todo o acontecido.
— Fabray, não me provoque. Não se não for terminar o que começou. – falou entre dentes.
— E quem disse que não vou terminar? Você não faz ideia do quanto eu quero você, Rach. – respondeu sensualmente e beijou-a, deixou sua língua deslizar pelos lábios carnudos, seus dentes rasparem o inferior e então sua língua explorar a boca da morena, aquele gosto tão dela, o sabor de sua língua quando sugada, a textura dos lábios contra os seus.
Quinn levantou o vestido que Rachel usava e acariciou o abdômen moreno, subindo as mãos até os seios, apertou o direito, provocando um gemido audível de Rachel, claro, se sua boca não o tivesse impedido de sair.
— Quinn... Todo mundo está em casa. – falou a morena entre os beijos, a loira direcionou seus lábios ao pescoço, Rachel sentiu seu corpo tremer quando sua noiva sugou o ponto de pulso de forma forte e lambeu em seguida. – Oh meu Deus! Su... Sua mãe está aí Quinn.
— Quem é que está fugindo agora hein? – debochou Quinn descendo os beijos e mordidas para o vale dos seios morenos. – Não me importo com quem esteja aqui, não vou parar agora. – e com isso voltou a beijar sua noiva seguindo cegamente para a porta lateral da garagem.
Estava escuro lá dentro, o pouco que se via era pela luz que adentrava das pequenas janelas e a porta entre aberta.
Rachel gemeu ao sentir suas costas baterem contra a parede e sua bunda ser pressionada contra a bancada, ouviu o som de alguma coisa caindo ao chão, mas não deu importância, Quinn tinha os lábios em todos os lugares. A morena mordeu os lábios fortemente quando viu a sombra de Quinn erguer seu vestido e beijar seu abdômen, os dedos habilidosos desabotoando o sutiã que deslizou pela pele dos braços morenos, Quinn passou as mãos pelo corpo de Rachel e seguiu até os seios firmes massageando-os calmamente, sentia os bicos entumescidos sob a palma de suas mãos, deslizou a língua pelo abdômen e sentiu Rachel se arrepiar, desceu até as pernas torneadas e deu um suave beijo na parte interna de cada uma, sentiu a textura da pele macia se arrepiando sob seu nariz e lábios quando beijou a intimidade de Rachel ainda coberta.
— Quinn... – chamou trêmula. – Não tortura!
A loira riu e rasgou a calcinha de Rachel que estava muito extasiada para comentar sobre isso agora.
Distribuiu pequenos beijos no sexo molhado e logo a penetrou com sua língua.
Rachel segurou firme na beirada da bancada, as sensações invadindo seu corpo, o arrepio que subiu desde suas pernas até anestesiar seu cérebro, gemeu um pouco alto demais e prendeu o lábio inferior tentando de forma falha se controlar. Sentiu que seu êxtase estava próximo, seu corpo passou a se mover por si mesmo, a morena rebolava sob a língua de Quinn que não poderia estar menos extasiada e excitada.
Quando sentiu sua noiva atingir seu ápice Quinn a beijou faminta, abaixou os shorts e a boxer junto, desceu as mãos à bunda de Rachel e puxou-a para frente colando seus corpos.
— Você é louca Fabray! Mas eu te amo. – a moreno sussurrou e riu suavemente ao ouvido de Q assaltando seus lábios em seguida.
A loira riu e adentrou a intimidade morena, sentiu a pressão do sexo de Rachel contra o seu e gemeu. Distribuiu beijos na pele cor de oliva, nos ombros, abocanhou os seios e sugou o mamilo ereto. Rachel se firmou pelo pescoço de Quinn, sua mão esquerda firmemente emaranhada nos cabelos loiros enquanto a loira se movimentava lhe dando prazer.
— Rach, não faz isso... Oh merda! – gemeu Quinn sofregamente. Algo havia caído e com o susto Rachel contraíra os músculos levando Quinn a agarrar firme na bancada. A morena sorriu, mordeu o lábio de Quinn e pressionou seus corpos ainda amais juntos prendendo mais suas pernas envolta do corpo alvo, a loira então aumentou a intensidade de seus movimentos até se desfazerem em seu ápice juntas.
— Você é louca! – Rachel resmungou para Quinn.
— Nós somos loucas, e eu sou ainda mais por você. – a loira retrucou e roubou um selinho da morena.
Rachel havia voltado para casa e aproveitou para tomar um banho, Quinn adentrou a cozinha um tempo depois pegou uma garrafa de água e pegou impulso se sentando sobre a bancada.
— Sabe, vocês deveriam ser mais cuidados e menos escandalosas. – Alex debochou e a Fabray se engasgou com a água, provocando gargalhadas à morena dos olhos verdes.
— Co... Como? – questionou ainda engasgada.
— Sua mãe estava atrás de vocês, pois o Elliot estava chorando. Ela disse que iria te procurar, quando olhei pela janela e não vi a Rachel ou você, sabia que deveria intervir antes que Judy resolvesse procurar a casa inteira ou na garagem... – encerrou com uma piscadela maliciosa.
— Oh, obrigada. – Q agradeceu, logo saindo da cozinha.
— Essas duas...
***
— O que vocês tanto sussurram? – A Fabray mais nova questionou ao se jogar no chão recostando a cabeça na perna de sua noiva e direcionar seu olhar ao lado esquerdo do sofá onde sua mãe e Harmony conversavam em baixo tom de voz, porém de forma animada. Harmony com um notebook e Judy com um Ipad em mãos.
— Estamos planejando a cerimônia e a festa de casamento de vocês. – respondeu Judy apontando para Rachel e Quinn. Rachel tinha Elliot em seus braços, este ressonava tranquilo com a mãozinha fechada envolta do dedo indicador da morena.
— Por essa eu não esperava. – Rachel apenas lhe acenou sorrindo e alcançou por sua mão fazendo uma leve carícia sobre o dorso.
— É bom, pelo menos teremos um descanso e mais tempo para nós. – acrescentou a morena. Um sorriso de lado ia se formando nos lábios de Quinn, quando sua mãe lhe interrompeu.
— Quinn Fabray, não vá se animando tanto, sei bem o que está passando por sua mente, vocês terão alguns dias de folga e nada de aprontar, o Elliot ainda é um bebê. – Judy acrescentou de forma autoritária. Quinn bufou audivelmente fazendo Harmony e Rachel rirem de sua expressão emburrada.
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