Love Faberry
54 Capítulo 54
Notas iniciais
Quinn tinha o pequeno Elliot em seus braços, ele gargalhava com as caretas que sua mãe fazia. O pequeno Fabray ganhara peso, segundo Rachel ele havia herdado o lado comilão de Quinn que comia como um leão, obviamente a loira retrucara com sua noiva sobre isso, mas Rachel apenas ria da expressão emburrada de sua amada.
Aquela tarde estava fresca, a temperatura amena, equilibrada, havia uma grande toalha forrada sobre o gramado do amplo quintal abaixo de uma árvore mediana que ficava do lado oposto onde Quinn costumava praticar suas cestas e lançamentos, Rachel estava recostada em Quinn que por sua vez estava recostada na árvore, o pequeno Elliot se encontrava no colo de Rachel, olhava entretido para as duas e sugava o bico do seio de sua mãe de forma desesperada e com a mãozinha direita se dividia em mexer no queixo e colar de Rachel.
— Esse menino é muito guloso, não faz muito tempo que ele mamou. – Quinn comentou, suas mãos estavam envolta de Rachel, abraçando-a, direcionou a mão direita até os cabelos bagunçados do filho e se pôs a acariciá-lo.
— Parece bastante com alguém que eu conheço... – a morena falou baixinho com um sorriso travesso nos lábios, olhando seu filho que estava observando-a.
— Lá vem você de novo, com isso. Eu não como tanto assim. – resmungou emburrada.
— Sei Q... Sua mãe concorda comigo e no fundo você sabe que é verdade. Você é tão gulosa quanto ou mais que o Elliot, meu amor. – a morena respondeu virando o rosto depositando um beijo nos lábios da loira que logo desfez o bico.
— Olha! E parece que é bem observador também. – a loira brincou, rindo. O filho havia parado de mamar e observava a interação das duas com grande interesse.
— Acho que ele gosta quando ficamos assim. – acrescentou a morena sorridente, acarinhando a bochecha do bebê. As duas se perderam naquele momento, como se estivessem em um mundo só delas, se deliciando com o momento tranquilo.
***
Era uma cena frequente, Quinn, Rachel e Elliot rindo e brincando entre si, Judy amava isso, adorava ver como sua filha estava feliz... A família que sua Quinn estava formando, ela merecia depois de tudo que passou.
Nunca aceitou de bom grado os antigos relacionamentos de Quinn, se é que podia chamá-los de tal forma, a única namorada a qual aprovara de fato fora Dani, gostava de como Quinn se comportava e o quanto havia amadurecido enquanto ambas estavam juntas e então Russel as destruiu assim como destruiu sua própria família, a família deles... Envergonhava-se por ter feito parte disso de certa forma, por mais que não tenha sido diretamente. Passaria todos os seus dias tentando recompensar suas filhas por sua covardia outrora, elas não mereciam ter vivido naquele inferno.
Quando conheceu Rachel, ao ver onde Quinn se encontrava, ao ver seu neto, percebera que sempre haveria um recomeço, que Rachel, Elliot, essa cidade eram o recomeço de Quinn. E ver sua filha feliz, conquistando tudo o que estava conquistando era o seu próprio recomeço, como se o peso do que não fizera antes saísse de seus ombros.
— Porque o sorriso Judy? – questionou Hiram.
— Por aquilo! – indicou com a cabeça as meninas no quintal com Elliot. – Passamos tanto tempo reclusas, sem nos sentir realmente felizes e realizadas que não pensei que um dia fosse possível. Russel destruiu nossa família, tive minha parcela de culpa nisto e não imaginava que conseguiria refazer os laços com minhas filhas novamente. Mas mesmo que não houvesse acontecido e que Quinn não houvesse me perdoado, só por vê-la assim, eu estaria feliz, assim como estou agora. Ela merece toda a felicidade possível, merece ser feliz com quem ama, sem ter ninguém para impedi-la de aproveitar todo esse sentimento, essa alegria. Sou grata por Rachel e Quinn terem se encontrado. – finalizou com um sorriso largo ainda observando as garotas pela janela.
— Compreendo isso, me sinto da mesma forma por Rachel ter encontrado Quinn. Elas são perfeitas e estão formando uma família linda. – o homem acrescentou sorridente. – As coisas acontecem e nem sempre sabemos imediatamente o porquê, mas tudo tem uma explicação, podemos não entender de início, porém quando a hora chega nós vemos que mesmo tendo sido difícil, árduo ou triste, aquele momento nos fez quem somos hoje, nos fez amadurecer e ver as coisas por outra perspectiva, com outros olhos. E geralmente vale a pena cada momento difícil.
— Sim, você tem razão em suas palavras Hiram. – concordou olhando uma vez mais em direção as meninas e logo se voltando para Hiram. – Bom, vamos voltar a essa organização, precisamos agilizar essa cerimônia. – Apontou Judy, voltando a se concentrar no que fazia ainda sorrindo.
***
Era fim de tarde, uma brisa suave soprava e Frannie empolgada acabara de chegar à Lima se encontrava agora sentada no banco da estação esperando sua irmã. Trajava um sobretudo vermelho escuro e uma calça preta justa. Estava tão entretida com o celular em uma das mãos olhando uma vez mais uma foto de seu sobrinho que não percebeu a aproximação.
— Frannie? É você? – questionou Quinn. Fazia tanto tempo que não via sua irmã que a mulher a sua frente com traços fortes, postura firme e um sorriso encantado nos lábios lhe surpreendeu. Sua irmã estava tão mudada.
— Quinnie! Oh meu Deus, como você cresceu. – respondeu Frannie tomando-a em um abraço apertado. – Esta até mais bonita, acho que a Berry e o Elliot lhe fizeram bem.
— Fran, você está me esmagando. Nunca deixa de ser engraçadinha. – reclamou Q em uma careta, no entanto retribuíra o abraço em igual intensidade.
— Desculpe irmãzinha, senti tanto a sua falta. – disse abraçando a mais nova de novo. – Me perdoe por não vir antes, eu soube de tudo que aconteceu, espero que esteja tudo bem. – pediu realmente preocupada.
— Você se desculpou umas trinta vezes por telefone e email Fran, está tudo bem. Agora as coisas estão melhorando e eu também senti a sua falta. Mas vamos você tem uma cunhada e um sobrinho para conhecer, pessoalmente. Você está tão diferente que quase não lhe reconheci. – Quinn disse e ajudou a irmã com as malas.
— Nem estou tão diferente assim, Quinn. Não vejo a hora de ver minha cunhada e meu sobrinho. – Frannie disse empolgada.
***
Ao chegaram à casa, Frannie foi confortavelmente estabelecida e recebeu vários abraços de sua mãe.
— Nem posso acreditar que você está mesmo aqui. Que saudades de você minha filha! – Judy confessou apertando ainda mais o abraço.
— Mãe, você está me sufocando. – Frannie resmungou.
— Desculpe, estou empolgada com sua visita e com o casamento de sua irmã. – explicou com um grande sorriso.
— Eu sei mãe. Estou feliz, elas formam um belo casal e a Rachel é incrível! Também estou feliz por nós, por tudo estar bem. – completou a jovem com um sorriso sincero.
Depois de mais algum tempo de conversas com sua mãe Frannie conseguiu sentar-se ao sofá com Rachel, Quinn e Elliot que estava em seu colo.
— Quinnie, ele é lindo! Obviamente que isso foi tudo herdado da Rachel, ele tem sorte de não ser parecido com você. – Frannie falou provocando a irmã e brincando com o sobrinho que sorria.
— Ha, ha, ha, Frannie, você é tão engraçada... – a mais nova retrucou e Rachel sorriu.
— Pelo menos o nariz ele herdou da Quinn, Frannie e agradeço por isso, o meu não é tão lindo assim. – disse Rachel rindo.
— Não diga isso amor. Você é linda e eu amo seu nariz! – Quinn respondeu séria, olhando para Rachel.
— É muito amor, Elliot, vamos dar uma volta. – Frannie brincou com o sobrinho e saiu da sala levando-o consigo. Rachel e Quinn sorriram cúmplices.
— Gostei da sua irmã, ela é bem parecida com você, educada, inteligente, embora aparente ser mais séria. – Rachel comentou.
— Ela é ótima quando não está pegando no meu pé. E quem disse que eu não sou séria? – a loira questionou fazendo uma expressão séria que mais parecia uma careta e endireitando a postura.
— Isso não funciona contigo, Q. E você entendeu bem o sentido em que eu disse. – a morena respondeu rindo.
— Aff! Agora até você está me zoando. – a loira resmungou um pouco emburrada, mas cedeu ao receber um beijo no canto de seus lábios.
Fale com o autor