Love Faberry
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Conversamos pouco, mas eu estava disposta a descobrir o que aconteceu com Rachel pra que ela tivesse tanto medo de estarmos juntas. Não vou mentir eu também tinha medo, ela é com certeza boa demais para mim, sei que não mereço Rachel, mas eu não posso negar que sinto algo por ela e eu quero descobrir isso junto com ela.
Entramos na casa novamente e tinham poucas pessoas dentro da casa a maioria estava bêbada e dançando do lado de fora da casa, Puck estava sentado no chão em uma roda com os outros jogando o jogo da garrafa, assim que nos viu nos chamou.
– Hey Char e princesa judia vêm jogar – chamou. Olhei para Rach e ela concordou, sentamos com eles.
Sam rodou a garrafa e parou em Tina ele se inclinou e deu um selinho e assim em diante até que chegou a vez de Rachel que rodou a garrafa que parou em Brittany.
– Anã olha, olha ein. Se você se aproveitar da minha garota... – Santana falava quando Britt sussurrou algo em seu ouvido fazendo a se calar.
Rachel deu um sorriso malicioso que eu nunca tinha visto em seu rosto, mas eu sabia que ela ia provocar Santana. A pequena se aproximou de Britt e falou algo em seu ouvido mordendo em seguida o lóbulo da orelha da loira e descendo pelo maxilar até chegar em seus lábios e beijá-los com vontade, todos ficaram boquiabertos inclusive Santana, que tinha um olhar de desejo isso até Rachel passar a mão na coxa de Brittany.
– Ei, ei, ei, sai hobbit desgraçado, passando a mão na coxa da minha garota – resmungou Santy puxando Brittany, todos riram.
Continuamos o jogo, Puck beijou Mercedes, Kurt beijou Blaine que é praticamente seu namorado foi muita coincidência, Marley beijou Kitty, Finn beijou Sam e agora a vez era de Santana e depois eu.
– Ora, ora... revanche – Santana disse assim que a garrafa parou em mim. Ninguém entendeu o que ela falou, mas eu percebi que ela disse isso olhando para Rachel, mas fingi não ter visto.
Santana falou algo com Brittany se levantou aproximou-se de mim e para a surpresa de todos sentou no meu colo, pelo canto de olho vi Rachel ficar vermelha. Na posição em estávamos todos conseguiam ver o que ela fazia, ela passou os lábios pelo meu pescoço e passou a língua, depois lambeu meus lábios sensualmente e me deu um beijão apertando seu corpo contra o meu de tal forma, que quando ela se levantasse eu provavelmente teria problemas com a reação a mim causada.
– Isso é realmente quente – Finn disse e Marley deu uma cotovelada nele.
Ouvimos um pigarro bem alto, abri os olhos e era Rachel, Santana meu deu mais um beijo.
– Ok, ok, Santana já ta bom, vamos voltar ao jogo? – disse a morena vermelha e irritada, puxando Santana de cima de mim. Santana sorriu vitoriosa e falou baixo para que só eu e Rachel ouvíssemos.
– Revanche hobbit, você beijou minha garota daquele jeito e agora eu beijo a sua – disse Santana e saiu rindo, Rachel ficou roxa e se engasgou com a própria saliva e eu fiquei meio sem reação.
– Ok, é a vez da Char – falou Puck. Eu rodei a garrafa e qual não foi a minha surpresa ao ver em quem parou.
Puck, Santana e Britt começaram a rir histericamente. Olhei para morena me aproximei dela e falei em seu ouvido.
– Rach você que mesmo fazer isso? – perguntei, não queria deixá-la desconfortável.
– É só um beijo Charlie, o que poderia acontecer demais? – ela respondeu e muitas coisas que poderiam acontecer se passaram na minha mente. Aproximei-me passei minha mão por seus cabelos, segurei em sua nuca e sussurrei.
– Muitas coisas podem acontecer – disse e aproveitei para continuar o que começamos lá fora. Todos estavam em silêncio, parecia que estávamos sozinhas. Beijei seu maxilar, mordi levemente seu queixo e nossos lábios se encontraram beijei-a com vontade enquanto a ouvia suspirar, era uma sensação diferente do que beijar as outras garotas, com ela parecia certo e mais gostoso, aprofundei o beijo, apesar de já termos sentimentos demais para lhe dar, eu precisava sentir o gosto e a textura de seus lábios e boca, a beijava com ânsia, sempre quis isso desde a primeira vez que a encontrei na universidade e olhei para aqueles olhos penetrantes. Acho que ficamos ali por um bom tempo até o ar nos faltar e encostarmos nossas testas tentando normalizar nossas respirações.
– Uau, isso foi... – disse Puck boquiaberto.
– Não tenho palavras – falou Mercedes.
E logo começaram todos os outros também falando sobre o que viram.
– Rach, você esta bem? – perguntei suavemente percebendo ela igual uma estátua, após distanciar-me um pouco.
– Sim eu só, esquece, isso foi muito bom – confessou.
– Eu também gostei – disse e dei um sorriso em sua direção ela também riu – Acho que precisamos conversar e acertar as coisas. – falei sorrindo.
– Posso falar com você Charlie? – disse Puck.
– Sim é claro, com licença Rach – disse e segui Puck até a cozinha.
– O que foi aquilo loira? – perguntou.
– Foi um beijo?! – retruquei com humor
– Não! Eu sei o que é um beijo no jogo da garrafa, aquilo foi... Intenso, vocês pareciam um casal e não pense que eu não os olhares uma pra outra, a forma como dançaram ou os ciúmes excessivo de Rachel – disse Puck com braços cruzados.
– Eu.. eu gosto dela Puck, mas tenho medo de machucá-la Rachel é importante pra mim, importante demais e ela também tem medo e isso faz com que nos afastemos mesmo sem perceber e sem querer – confessei com a voz entrecortada eu gosto da Rach e dói pensar que posso feri-la. A postura de Puck se transformou.
– Hey Char, não fica assim, nós vamos te ajudar – Puck disse animado e com um sorriso de quem estava aprontando algo.
– Nós quem Puck? – perguntei com a sobrancelha arqueada.
– Isso aí assusta sabia? Eu e a Santana – disse apontando para minha sobrancelha arqueada.
– Porque será que eu imaginava que seria Santana? – perguntei irônica.
– Para de show, vai querer a nossa ajuda ou vai ficar de ironia? – perguntou.
– Ok, obrigada. – falei o abraçando.
– Não tem que agradecer Char, eu vi o jeito que você olha pra minha princesa judia – disse Puck.
– Puck pra começar a ajudar você poderia parar de chamar a Rach de sua, tudo bem o princesa judia, mas “sua” ela não é e não vai ser. – falei séria.
– Ok Fabray, SUA princesa judia. – disse e nós rimos logo Santana entra na cozinha.
– Eu vou direto ao assunto sem rodeios – disse ela arqueei a sobrancelha em confusão assim como Puck – sou sua amiga também Char, mas se você machucar a Rach eu te arrebentou com toda Lima Heigths, ouviu bem? O hobbit já sofreu demais. – tenho que confessar que Santana foi bem persuasiva em seu discurso eu somente assenti.
– Aliás o que aconteceu com a Rachel que você disse que ela já sofreu demais? – perguntei eu realmente queria descobrir isso.
– Oh “projeto de pegador”, isso ela resolve se vai te contar ou não, mas foi um ex-namorado idiota que quebrou o coração dela – disse.
– Obrigada Santana e Puck, vocês são demais. – disse abraçando os dois.
– Ok, ok, já pode me largar, isso já está muito gay – disse Santy me empurrando. – e sua garota está te esperando para levá-la em casa.
– Bom, obrigada mesmo pessoal, vou levar a Rach pra casa então, você e a Britt não vão San? – perguntei.
– Não vamos depois, eu tenho uma cópia da chave da casa do hobbit, afinal nós somos amigas desde sempre – completou após ver a careta que fiz.
– Certo, tchau – acenei.
Caminhei até a sala de Puck e a pequena linda morena estava conversando com Brittany animadamente e isso quer dizer muito, muito animadamente, que quer dizer que ela havia burlado minha regra e havia bebido mais, ela se segurava em Britt para não cair, na verdade nem sei qual das duas estavam pior.
– Rach você bebeu mais não foi? – perguntei chegando a tempo e segurando em sua cintura antes que ela tropeçasse e caísse.
– Eu não, ok, só um pouquinho – disse rindo agarrada no meu pescoço.
– Ok Rach, vamos vou te levar pra casa – falei segurando-a de lado, o que estava bem difícil porque ela se desequilibrava. – Rach vou te pegar no colo. – a avisei provavelmente ela não me ouviu porque quando a peguei ela soltou um gritinho e depois escondeu o rosto na curva do meu pescoço. Despedi-me do pessoal que encontrava no caminho até a saída. Ao chegar no carro coloquei Rachel no banco da frente coloquei o cinto e fui pro meu lado e dei partida.
– Char eu te amo sabia? – Rachel falava tudo embolado, eu me segurava para não rir alto.
– Uhum, eu também te amo Rach – disse rindo da forma como ela falava enrolado.
Chegamos à casa de Rachel a tirei do carro guiando-a até sua porta, Rachel não conseguia abrir a porta de jeito nenhum, peguei a chave de sua mão e abri a porta Rachel cambaleava, levei-a até seu quarto e falei para se sentar na cama.
– Rachel você toma um banho enquanto eu faço um café forte pra você – falei.
–- Char, toma banho comigo? – pediu, meu coração veio na boca e voltou, cenas inapropriadas de Rachel nua debaixo do chuveiro tomaram minha mente, sacudi a cabeça.
– Você só pode estar muito bêbada pra me pedir isso. – falei, mais pra mim do que pra ela.
– Eu não consigo tomar banho sozinha Char e preciso de ajuda para tirar minhas roupas. — “Oh meu Deus ela só pode estar brincando comigo, cadê Santana nessas horas?”.
– Ra... Rachel eu acho que não posso te ajudar nisso – falei de costas para Rachel.
– Charlie me ajuda a ir pro banheiro, não precisa ficar lá só me ajuda – pediu.
– Oh meu... – quando eu me virei Rachel estava apenas em um conjunto branco rendado de calcinha e sutiã, quase morri e bom estava ficando meio animadinha.
– O que foi Char está gostando do que vê? – perguntou se aproximando.
– Aham. O que? Hã? Espera, não eu... Não, argh. – tentei falar, respirei fundo e levantei a cabeça para dar de cara com Rachel muito próxima a mim. Por acaso essa garota fica sóbria de repente ou é tarada quando está bêbada? Ela se aproximou mais e colou nossos corpos enquanto passava a mão entre meus seios, desceu a outra e apertou minha bunda. Eu vou morrer...
– Não sabia que eu te deixava sem palavras Charlie – falou no meu ouvido logo depois me puxando para um beijo, eu estava recostada contra sua mesa de estudos e Rachel entre minhas pernas se pressionando contra mim e merda isso é tão bom.
Virei Rachel e a coloquei sentada na mesa jogando algumas coisas que estavam na mesma no chão, puxei Rachel contra meu corpo, ela soltava pequenos suspiros, beijava seu pescoço e mordia seus lábios, apertava sua coxa, aquele amasso estava ficando quente demais e precisávamos ir com calma, até mesmo porque eu não iria transar com ela bêbada.
– Rach, nós... precisamos... Parar – falei após o beijo, levando de todo meu autocontrole para isso segurando seus ombros – vamos pro banheiro, você vai tomar seu banho e eu vou fazer... “O que eu vou fazer mesmo? Ah” , vou fazer seu café. – a coloquei no banheiro e fechei a porta sem deixar que ela falasse nada, descendo rapidamente para a cozinha.
– Meu Deus tomara que ela saia de lá melhor, pois não sei o que vou fazer – resmunguei comigo – essa noite vai ser longa, até Santana e Britt chegar. – suspirei.
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