Love Faberry

50 Capítulo 50


Notas iniciais
Oi pessoas linda do meu coração, senti tanto a falta de vocês. Mas aqui estou, me desculpem a demora. Então, o hiatus foi bom para que eu conseguisse centrar o enredo da história e tomar decisões sobre o andamento, ou seja, teremos um capítulo intenso e revelador. Vocês vão perceber uma diferença temporal nesse capítulo, mas não é muito tempo. Temos flashback nesse e provavelmente no próximo capítulo. Os flashbacks estão em itálico. Eu escrevi o capítulo ouvindo Hello (Adele) e Writing's On the Wall (Sam Smith), em especial a segunda na parte em que Judy se encaminha ao quarto de Rachel, então se quiserem ler ouvindo a música... Bom, preparem os corações e boa leitura. Espero que ainda estejam por aqui. ♥

– Eu pensei ser capaz de impedi-lo — dizia Judy andando na sala de estar da mansão Fabray. Se fosse em outro momento repararia que a casa da filha era decorada de forma espetacular e elegante. Mas naquele momento tudo em seu interior doía, seus braços envoltos em seu próprio corpo a consolavam em um abraço confortador. Sua filha... Sua menininha.

As lágrimas escorreram por sua face traçando as curvas de suas bochechas até serem arrebatadas sob o porta retrato onde havia a foto de sua filha e noiva junto a Harmony e Dani. A foto era recente, ambas, Dani e Rachel com as barrigas salientes e lindas. Um sorriso surgiu breve nos lábios contorcidos de dor, tão sucinto quanto veio se foi. Dani estava internada em estado agora estável, porém sedada e Rachel igualmente, mas por motivos diferentes. Rachel, ainda faltando aproximadamente 16 semanas para dar a luz com todo o estresse que houve não conseguiu suportar e passou mal, tiveram de fazer o parto com urgência, o bebê estava na incubadora ainda não estava tão forte e os órgãos estavam terminando sua formação, os cuidados eram minuciosos para que a mãe pudesse ter o bebê nos braços dentro do mais curto período. Até mesmo de amamentar ela havia sido proibida, aquele serzinho estava lutando com todas as forças para manter-se vivo.

Dani por outro lado havia se machucado consideravelmente e apesar de seu estado estável permanecia sempre sedada para que sua recuperação fosse mais rápida e devido ao descontrole e estresse pelos últimos acontecimentos. Tivera ferimentos sérios, os riscos de ter vindo a óbito logo após sua chegada ao hospital haviam sido grandes, mas ela estava ali.

E então temos Quinn...

A loira não estava muito melhor, Quinn precisou passar por uma cirurgia, uma das balas havia passado a milímetros de seu coração, durante a operação havia sofrido duas paradas cardíacas em pequenos intervalos de tempo e hemorragia no ferimento do abdômen. Os médicos decidiram por bem mantê-la em coma induzido, a extensão de seus ferimentos havia sido desastrosa, reconstruíram boa parte do tecido afetado pelos ferimentos das balas, socos e chutes, enquanto seu estado não fora adequado para uma próxima cirurgia mantiveram-na isolada tendo extremo cuidado para com ela.

***

Todos estavam no hospital e esperavam para ver Rachel que havia finalmente permanecido sem sedação a alguns dias e estaria recebendo alta em breve. Tudo corria bem dentro do possível, até um grupo de médicos passarem correndo para uma emergência e um dos internos dizer em voz alta o sobrenome da paciente em emergência. Judy que estava encaminhando-se ao quarto de Rachel voltou no instante em que ouviu o sobrenome Fabray ser mencionado, seguiu em desespero atrás dos médicos e se viu de frente a um vidro que dava para o quarto de Quinn, sua filha... Não a havia visto anteriormente, as visitas eram proibidas naquela área. Quinn estava cheia de aparelhos e se debatia contra a cama como se estivesse sofrendo um choque, até que seu corpo parou, o bip do monitor cardíaco tornou-se constante, os olhos de Judy arregalaram-se, suas mãos espalmaram-se contra o vidro e as lágrimas correram por seu rosto como gotas de chuva em dia de tempestade, a pancada que ela sentiu em seu peito foi como se tivesse sido atropelada por um caminhão.

Os médicos tentavam ressuscitar Quinn, cada carga elétrica que entrava no corpo da Fabray a trazia flashbacks do que acontecerá era como se estivesse se afogando e tentasse a todo custo chegar a superfície para tomar ar, mas algo lhe segurasse, ela estava perto da superfície, faltava só mais um pouco... Então, os flashs saltaram em seus olhos.

*Flashback*

– Ora, ora... Quem diria que eu ganharia de brinde mais uma pessoa para minha lista das que deveriam não existir. — dizia de forma desprezível — Ah não, acho que devo reformular minha frase, ganhei mais alguém para que eu faça sumir. — completou segurando o queixo da Berry.

Rachel tinha o olhar frio para o homem e uma expressão de nojo.

Quinn estava amarrada em uma cadeira um pouco mais a frente e suplicava internamente para que aquele sujeito, que não considerará seu pai de forma alguma, não batesse em Rachel, seus punhos atados estavam cerrados.

A loira viu Russel fechar a mão e descê-la ao rosto de sua noiva...

– Deixe-a! — gritou suas veias saltando e seu coração pulsando com o estalo da mão do homem contra o rosto da morena.

– Ou vai fazer o quê? Vai me impedir como, coisinha desprezível? — questionou rindo e deu um soco em Rachel que jazia no chão.

Quinn se apavorou com a possibilidade dele chutar a Berry. E tentou chamá-lo para desviar sua atenção.

– Quinn, vamos Quinn! Eu preciso de você. — a voz de Rachel soava por detrás das imagens, entre cortada e dolorida. Mas não fazia parte dos flashs. Ela precisava ver Rachel...

– Você é um covarde, Russel, além de bater em mulheres ainda precisa as amarrar, tem medo de que possam conseguir lhe enfrentar, é? — o efeito foi o esperado, mas não a violência do soco que lhe atingiu, sentiu seu nariz arder e o sangue escorrer. Mas em nenhum momento fraquejou, permaneceu firme sustentando o olhar dele...

– Rachel! — Quinn gritou ao sobressaltar-se sentada na maca. Os médicos deitaram-na novamente e pediram que se acalmasse, mas ela fazia carretas de dor e repetia o nome de Rachel a cada segundo e dizia que não poderia deixar que ele fizesse mal a Rachel. Então os médicos a sedaram, apenas o essencial para que ela dormisse, a última coisa que saiu da boca de Quinn antes de apagar foi um “eu te amo” e já sonolenta o nome de sua amada.

Mesmo sendo sedada Quinn continuou a ter flashs horríveis, como em um pesadelo.

– Tenho de admitir que pelo menos bom gosto você têm, são duas mulheres muito bonitas, apesar de depravadas e serem um grande nada como você.

– São muito melhores que você, Russel! — Quinn rosnou tão baixo que soava perigoso se aproximar.

– Ah, querida como se engana!

– Eu não sou sua querida, seu velho sem escrúpulos! Você é nojento, Russel. Eu tenho nojo de você! — ela gritou novamente. O sorriso sádico nos lábios do homem se fechou.

***

Judy após sair de frente ao quarto de Quinn vagou pelo hospital com olhos vermelhos alguns enfermeiros a chamaram e tentaram segurá-la, mas ela os afastou e saiu rápido dali, só foi parada quando Puck e Mark a seguraram e mesmo assim ela relutou com ambos até recostar a cabeça no ombro de Mark e chorar ainda mais dizendo que havia perdido sua menina. Os dois rapazes se entre olharam de forma espantada.

– O que houve com a senhora Fabray? — Santana perguntou a Harmony. Acabara de ver Judy passar por ela como um furacão.

– Alguém... disse o nome de Quinn... Ela entrou correndo atrás dos médicos e voltou assim. — Harmony disse cabisbaixa, as palavras soaram devagar e entrecortadas. Todos ficaram boquiabertos e pensaram na pior hipótese.

A mente de Santana voou. Pensou nas piores coisas e assustou-se ao constatar como Rachel não estaria se o que ela havia pensado ocorresse, espantou os maus pensamentos e rumou ao quarto da amiga, não falaria nada, mas lhe faria companhia.

Mark se encontrava próximo ao balcão da recepção e conversava com um dos médicos que cuidavam de sua amiga.

– Peço desculpas pelo ocorrido, iremos retratar o caso a direção do hospital, ele não deveria ter gritado o nome de um paciente no meio da recepção. — explicou o médico.

– Espero que isso realmente aconteça. Não quero nem pensar no que aconteceria se a mãe da paciente saísse daqui no estado em que estava. — retratou o homem passando a mãos pelos cabelos. Sua expressão se suavizou e em tom preocupado questionou. — E a Quinn, doutor? Como ela está?

– Ela teve mais uma parada cardíaca, que infelizmente a mãe assistiu. Novamente me desculpo por isso. Mas ela está bem, no entanto acredito que ela esteja tendo flashs do que ocorreu, ela murmura coisas sem sentido e não para por nenhum instante de chamar pelo nome de Rachel, enquanto tem os flashs...

– É a noiva dela que também estava presente no que aconteceu. — explicou.

– Compreendo. No todo, ela está bem melhor e assim que estiver mais calma e mais forte iremos retirar a sedação e se ela reagir bem começaremos com sessões de fisioterapia e acompanhamento psicológico.

– Tudo bem. Muito obrigado, doutor! — agradeceu com um aperto de mão e retornou ao grupo de amigos e repassou as informações necessárias.

– Está tudo bem com o bebê também e será liberado para que Rachel o amamente amanhã. — Santana acrescentou com um pequeno sorriso.

– E a Dani? — Alex perguntou preocupada.

– Tudo que eu soube é que tentaram retirar a sedação, mas ela ainda sente muita dor então voltaram a sedá-la. — respondeu Harmony tristemente. Sentou-se ao lado de Alex e abraçou-a...

Notas finais
Está bem tenso, não é? Espero que tenham gostado. Mereço reviews? @BCharlie8