Love Faberry
51 Capítulo 51
Notas iniciais
*Flashback*
Dani engoliu em seco enquanto sentia-se enojada pelo que via, Quinn havia realmente tirado toda a paciência de Russel. O homem estava transtornado, tinha a expressão de um louco estampada no rosto. Atingia Quinn onde conseguia, cada vez que os nós de seus dedos se chocavam com a pele alva, Rachel se encolhia e Dani pressionava as mãos em punhos cerrados. Distraída com as sensações que a cena à sua frente lhe transmitiam, não reparou quando Rachel sorrateiramente se ergueu e tentou sufocar Russel com suas mãos amarradas, o homem se debatia, fez força contra a pequena que acabou com as costas contra a parede, Dani despertou de seu torpor ao ouvir passos ao longe, viu o que acontecia e reparou que se Russel batesse Rachel novamente contra a parede a mesma iria ceder o que não seria nada bom, o lugar estava caindo aos pedaços, adentrou a sala em disparada no momento em que o homem sacava a arma de sua cintura com dificuldade e apontava-a para Quinn, tentou se aproximar da loira, mas três disparos foram ouvidos, Rachel gritou... Os olhos arregalados, o maxilar solto e a dor que sentiu a fez soltar o homem, a Berry havia se ferido, um corte no antebraço que aparentava estar bem fundo, sangrava muito, mas ela gritará e chorará por outro motivo, ver o sangue contra o peito de Quinn.
Dani estava a poucos metros de distância boquiaberta com olhos arregalados em direção a Fabray. Russel que recuperará o ar ergueu-se em direção à intrusa.
O homem chutou uma barra de metal enquanto se dirigia a Dani, o que a fez olhá-lo, mas o homem já se encontrava próximo demais.
Avançou de forma feroz, com o impulso pego anteriormente agarrou a garota e empurrou-a contra a parede...
– Sua desgraçada! – rosnou, com as mãos no pescoço dela, cada vez que a pressão da mão de Russel aumentava envolta de seu pescoço Dani sentia seus sentidos se esvaindo, não conseguia respirar, tudo estava começando a ficar dormente.
Russel empurrou-a contra a outra parede próxima a Rachel, com o impacto do corpo parte da parede se desfez derrubando a morena do lado de fora da sala, em uma pequena varanda, pedaços de metal e gesso haviam caído envolta do corpo estirado ao chão... Ao mesmo tempo o estrondo da porta sendo chutada foi ouvido, a polícia havia chegado, Russel que estava caído próximo aos escombros tentou reagir, dispararam duas vezes contra ele e o levaram.
Rachel estava abraçada a suas pernas com os olhos sem brilho fixos em Quinn, as lágrimas rolavam por seu rosto livremente, estava em estado de choque e bem machucada.
– Precisamos de três ambulâncias agora mesmo. – gritou um dos policiais no rádio, mas a morena nada ouvia, nem mesmo quando um deles veio até ela.
Quinn, ainda sentada na cadeira, parcialmente em um ângulo desordenado, como se seu corpo houvesse relaxado ali, tinha a cabeça tombada para o lado aparentando estar dormindo de uma forma desajeitada, os cabelos bagunçados, o lindo rosto angelical agora marcado e com manchas arroxeadas, o sangue escorria manchando e encharcando suas roupas em um rastro vermelho.
Um dos policiais tiraram-na da cadeira e a puseram deitada no chão, pressionou os ferimentos enquanto pedia ajuda a outro e ajudava da forma que podia. Verificaram a pulsação, era fraca, precisavam correr. Logo as ambulâncias chegaram.
Dani estava desacordada, havia parte dos escombros para todo lado, uma barra de ferro atravessará superficialmente sua costela, uma poça de sangue a seu redor, os bombeiros tiveram trabalho para tirarem os destroços de cima dela e socorrê-la a tempo.
*Flashback Off*
***
As coisas estavam se caminhando, Rachel já tinha o bebê em seus braços um lindo garotinho dos olhos verdes amendoados e cabelos castanhos claros, era tão pequenino. Havia pouco mais de duas semanas em que a morena já podia amamentá-lo e como a doutora previu o afeto e o calor do corpo da mãe estavam fazendo a recuperação do bebê ser mais rápida e eficaz.
Rachel sorria bobamente olhando aquela pequena criança em seus braços, observando cada traço do rosto, as mãos, os pezinhos, os cabelos. Seu sorriso vacilou ao lembrar-se de Quinn, não tinha tido notícias da noiva e sentia que estavam escondendo algo dela, queria tanto que sua noiva estive ao seu lado agora... Uma lágrima escorrerá por sua face e ela fechou os olhos, um toque seguido de um suave aperto, reconfortante diria, chamou-lhe atenção e seus olhos abriram, o sorriso retornou a seus lábios e fora impossível controlar suas lágrimas, seu filho segurava seu indicador com força e tinha os olhos, aqueles olhos, os olhos de Quinn, diretamente fixos nos seus e lhe brindava com um pequeno sorriso como se disse que tudo ficaria bem. Sorriu de volta e aconchegou o bebê mais perto de si.
***
– Eu tive tanto medo, pensei que a perderia novamente. Eu não sei se poderia lidar com isso mais uma vez, da primeira vez por mais que não tivéssemos uma relação pelo menos eu sabia que estava viva, mas se... Se o que eu vi tivesse sido real e permanente, eu não suportaria. – Judy chorava, estava no quarto de Quinn com os Berrys ao seu lado.
– Nós lhe compreendemos, Judy. Se fora doloroso ouvir que nossa pequena estava internada, imagina presenciar o que você presenciou. – disse Hiram abraçando a mulher a seu lado.
– Agora tudo está se encaminhando, Quinn está aqui e já não corre perigo. Nós temos um netinho lindo. – Leroy completou amolecido com todo o acontecido.
– Ele é tão lindo! Tem os olhos e o nariz da Quinnie. – a Fabray falou com um sorriso.
– Mãe!... É você? – um breve silêncio foi ouvido e os três que estavam dentro do quarto tentavam recuperar o ar em seus pulmões, era a voz de Quinn.
– Filha! Você, você acordou! Oh meu Deus! – os olhos de Judy estavam nublados pelas lágrimas que corriam livremente em seu rosto enquanto abraçava sua filha. – Eu estou aqui querida e prometo não sair mais do seu lado. – a mulher dizia tudo rapidamente acariciando os cabelos da filha que abria os olhos lentamente.
– Eu te amo mamãe! – os olhos da Fabray se arregalaram com o que ouvirá, não ouvia aquelas palavras há tanto tempo, a voz de Quinn era rouca e baixa devido o estado em que esteve, mas Judy ouviu as palavras perfeitamente bem, olhou a filha nos olhos e chorando ainda mais lhe disse.
– Eu te amo tanto Quinnie, tanto. Perdoe-me minha filha! – Judy dizia abraçando a filha como podia.
Os Berrys sorriram cúmplices e saíram sorrateiramente do quarto.
***
– Como ela está? – Alex perguntou ao adentrar o quarto onde Dani estava.
– Ela teve mais uma crise, praticamente abre os olhos já chorando. – Harmony respondeu, suspirando audivelmente. Os olhos de Alex pousaram sobre a figura acamada.
Dani tinha algumas contusões, o pescoço tinha uma marca arroxeada em ambos os lados, o braço esquerdo estava imobilizado e no abdômen que se encontrava coberto havia um curativo dá base do abdômen até a costela, abaixo do seio esquerdo. Alex tomou a mão de Dani na sua e passou a acariciar o dorso.
– Isso é tão doloroso. Não suporto vê-la assim... Dói em mim. – disse Alex, a voz entre cortada, dolorida.
***
Rachel já havia recebido alta e fora informada de que Quinn acordará, a alegria da morena era visível já não se aguentava mais de saudades de sua noiva.
O médico responsável havia chamado a todos para comparecerem no quarto de Quinn. Todos já se encontravam lá, menos Harmony e Alex que permaneceram junto a Dani. Santana e Brittany estavam sentadas no sofá ao lado da cama da Fabray junto a elas Hiram também se acomodava ali, do outro lado do quarto estavam Judy e Leroy de pé trocando algumas palavras e Rachel que se encontrava grudada a cama e não largava por nada a mão de Quinn, ao adentrar o quarto havia beijado tanto a Fabray que seus pais tiveram de lhe chamar atenção, sentia-se feliz por ver a loira bem, a imagem de sua noiva amarrada e quase morta ainda rondava sua mente.
O médico adentrou o local cumprimentando a todos.
– Bom, quero agradecer por comparecerem. Gostaria de informar que Rachel está liberada e daqui a alguns dias o bebê também estará, tem respondido muito bem as medicações e o convívio com a mãe fez com que o processo acelerasse. – todos olharam a morena com um sorriso genuíno. – Sobre a senhorita Fabray, ainda precisamos de mais alguns exames e então poderei dizer quando terá alta. – completou e então tomou uma respiração. Quinn sabia que algo estava errado, apertou a mão de Rachel um pouco mais forte, a morena direcionou seu olhar a Fabray e acariciou sua mão.
– Quanto à senhorita Daniele... – fez uma pausa olhando para o Ipad em mãos.
– Fale logo doutor! – Quinn se exaltou e acabou por fazer uma careta de dor ao se mexer.
– Desculpe-me! – pediu um tanto desconfortável. – A senhorita Daniele ainda não conseguiu ficar completamente sem a sedação, tem sentindo muitas dores e teremos de operá-la mais uma vez para reparar os danos causados, mas em breve ela terá alta.
– Ela vai ficar bem? – Judy perguntou tocando o ombro da filha que manteve-se em silêncio observando o médico com a mandíbula cerrada.
– Sim, a cirurgia é apenas para reparação...
– E o nosso filho? – Quinn soltou tão rápido quanto pensou. Em nenhum momento ele havia citado o bebê. Já estava aflita internamente. A Fabray sentiu a mão de Rachel afrouxar o aperto na sua no momento em que as palavras saíram de sua boca. Sabia que Rachel sentiu-se incomodada com o que falará, mas no momento estava nervosa demais para fazer algo a respeito.
– Eu gostaria de pedir licença para que possa conversar em particular com a família – o médico pediu as pessoas que não eram da família, Leroy decidiu por bem sair junto, deixando Hiram, Judy, Rachel e Quinn no quarto. Quinn sentiu-se gelada com a frase do médico, algo havia acontecido. – No dia do incidente quando vocês chegaram ao hospital, duas de vocês quase não resistiram, chegaram muito mal aqui, uma delas era você Quinn e a outra foi Daniele, durante a cirurgia nós fizemos de tudo, realmente tentamos de todas as formas, mas a extensão do ferimento no abdômen da Daniele era maior do que pensávamos. Fizemos uma cesariana de emergência, no entanto não conseguimos salvar ambas, não conseguimos salvar a bebê.
– Não! – Quinn sussurrou, seus olhos arregalados e a expressão de pavor, estava sentindo uma dor tão grande que nunca poderia explicar. Seus olhos se encheram e transbordaram em lágrimas, agarrou forte a mão de sua mãe. Sentiu Rachel acariciar seu cabelo um tanto hesitante de inicio.
– Você di... Era... uma menina? – questionou com dor, a voz entre cortada demonstrava o que sentia naquele momento.
– Sim, era uma linda menina e ela lutou muito. Meus sentimentos. – o doutor acrescentou de forma sentida e se afastou para dar espaço à família. O silêncio seguiu-se no lugar, apenas o choro de Quinn era audível, até Rachel pronunciar-se.
– Ela... Ela me salvou! Salvou o nosso bebê. Era para ter sido eu. – Rachel falou, estava paralisada, suas mãos suavam e tremiam contra a mão de Quinn. Hiram se aproximou e abraçou sua filha, tentando de alguma forma consolá-la. Quinn estava pasma, lembrava-se do ocorrido, mas até Dani adentrar o local, depois dos tiros ela não havia visto mais nada.
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