Love Drunk
56 Segunda Temporada - Capitulo 9
Notas iniciais
Eu estava deitada, com a cabeça apoiada no peito do meu marido. A TV estava ligada, em um canal de desenhos animados e nós estávamos vendo ilhas dos desafios, porque é um desenho totalmente maduro... Nem tanto, mas tudo bem.
– Ou, ou mexer no pescoço não. – murmurei sem me mexer, enquanto Sasuke acariciava meu pescoço com a ponta dos dedos. Ele me ignorou e deu um beijo no meu maxilar, fazendo com que meu corpo se arrepiasse.- Ai que sacanagem... – murmurei mordendo o lábio inferior.
– Quatro anos e você ainda continua com as mesmas reações... – ele deu risada.
– Três anos e... É, quatro. – assenti e o cutuquei. – Como você não enjoou de mim?
– É que tudo o que você fala, tem uma espécie de tradução errada. – Sasuke respondeu pensativo.
– Tá me chamando de burra? – apoiei o peso do meu corpo nos meus braços pra poder encara-lo, mas ele encarou meus seios.
– Hey. – resmungou quando eu os cobri com o lençol. – Qual é, mulher? – arqueei a sobrancelha. – Só to dizendo que você é tipo o tradutor do bing.
– COMO É QUE É?
– Controle os hormônios, molier’. – Sasuke disse entediado. – Só estou dizendo, que é como se você falasse “hai” e isso se transformasse em “tubarão você, você”.
– Tá me zoando, porque eu não sou poliglota? – franzi o cenho. – É isso mesmo produção? Isso está no script da minha vida? Acho que não, hein.
– Cala a boca e vem cá. – ele disse puxando meu braço e me fazendo ficar por cima dele. – Agora me dá um cheiro.
– Não quero. – virei o rosto e formei um bico. – Sai daqui, seu ogro. – brinquei tentando ficar séria, mas comecei a rir e lhe dei um selinho. – O que você quer de mim?
– Seu corpo nu, na panela de feijão.
– Isso é uma frase que faz as novinhas pirarem, por favor. – ironizei. – É a nov... – Sasuke mordeu meu lábio inferior e o puxou. – Virou cachorro agora? – perguntei sentindo um gosto metálico na minha boca.
– Au, au. – ele inverteu as posições e ficou por cima pressionando seu corpo contra o meu, me beijando em seguida, enquanto uma de suas mãos acariciava minha cintura e subia vagarosamente, causando alguns arrepios. Enlacei minhas pernas ao redor do corpo dele e comecei a acariciar suas costas lentamente, dando alguns arranhões que fazia seu corpo se retesar. – Nem inventa. – resmungou parando bruscamente quando o telefone começou a tocar.
– Eu tenho que atender. – estiquei o braço, mas Sasuke o segurou. – Pode ser importante.
– Mas isso é importante. – Sasuke reclamou soltando o meu braço e depositando todo o peso de seu corpo sobre o meu e encaixando seu rosto na curva do meu pescoço.
– Alô? – falei com um pouco de dificuldade assim que atendi o telefone. Sasuke estava gordo, precisava de uma dieta já!
– Sakura-Chan?
– Naruto? – perguntei confusa.
– EMPATA FODA! – Sasuke gritou de repente e eu lhe dei um tapa. – EMPATA FODA! – gritou de novo e dessa vez eu lhe dei um beliscão.
– Sakura-Chan? – dessa vez a voz era feminina. – Estou atrapalhando? – ela com certeza estava envergonhada, ao fundo se ouvia a risada do Naruto.
– Hinata?
– HINATA? – Sasuke praticamente gritou. – DOBE FILHA DA PUTA! AI SAKURA, AI, AI, AI! – gritou quando lhe empurrei de cama. – Quebrei minha coluna.
– É melhor você sair daqui, antes que eu quebre outra coisa. – avisei ameaçadoramente. – Pode falar, Hina.
– Sofro bullen. – ele resmungou se levantando, passando por cima de mim e se enrolando novamente no cobertor.
– Acho melhor eu ligar em outra hora. – Hinata falou. – CALA A BOCA, NARUTO! – gritou de repente fazendo com que eu me assustasse.
– Pode falar, Hina. – repeti revirando os olhos. – Sasuke já parou com as crises do carrossel.
– Ainda bem que ele parou. – ela comentou distraidamente. – Agora, você pode passar o telefone pra ele?
Imaginem um vidro sendo acertado por um martelo e ficando totalmente despedaçado. Bem, foi assim que eu me senti, ou pelo menos seria assim se estivéssemos numa série de TV.
“Everybody hates Sakura”, é seria uma boa.
– Como é que é? – perguntei sem acreditar. – Tá me trocando?
– Mais ou menos, mais ou menos. – ela deu risada. – Ande Sakura-Chan, é importante.
– Não te amo mais. – passei o telefone para o Sasuke. – É pra você, seu verme.
– Tão carinhosa. – ironizou ele. – Fala Hina, aham, ok, sei, sei, é! Não, mas...
– Tomara que esse telefone exploda. – murmurei e Sasuke jogou um travesseiro na minha cara.- Cretino!
– Meu p... – me encarou e balançou a cabeça negativamente.
– Seu o quê? – arqueei as sobrancelhas.
– Pai.
– Avá. – peguei o controle e comecei a zapear os canais em busca de algo que me interessasse. – CHRIS E MARTIN FORAM A FLORESTA E ACHARAM UM BICHO ESTRANHO A BEÇA, UM PEQUENO LEMURE A SALTITAR... EU VOCÊ E O ZOOBOMAFOO VAMOS JUNTOS DESCOBRIR, UM MUNDO INTEIRO VAMOS CURTIR! – comecei a pular como o Zoobomafoo, Zoo, pros íntimos, claro.
Eu me sentei na cama, cruzei as pernas e fiquei parecendo uma criança prestando atenção no programa. Não sei quanto tempo passou, mas eu saí do transe quando Sasuke se sentou atrás de mim me puxando para que eu me recostasse em seu peito.
Ele começou a massagear os meus ombros e eu comecei a entrar numa espécie de sono, admito que eu poderia dormir, se Sasuke não houvesse recomeçado o que estava fazendo antes que a Hinata ligasse.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
“Você não pode fugir de mais um jantar, Sakura” – foi o que mamãe me dizia há quase três semanas. “Vai ser como antes, os pais e os filhos reunidos, numa mesa cheia de comida e bebida, ouvindo música boa e tendo uma conversa legal.
– O QUE VOCÊ ME DISSE, NÃO INCLUIA A MINHA PERNA QUEIMADA! – gritei tampando a panela e começando a esfregar a mão na perna. – Isso dói...
– Só respingou. – minha mãe revirou os olhos. – Pare de drama. – deu ombros.
– Você disse que teria comida boa. – Ino falou fungando, enquanto cortava cebola.
– E vai ter. – a Sra. Yamanaka apoiou o braço nos ombros da minha mãe. – Mas são vocês que vão cozinhar. – piscou e ergueu o polegar. – Vai meninas! Confiamos em vocês!
– Ou tudo vai acabar em pizza. – Temari resmungou. – Isso é trabalho escravo, sabiam?
– Duas de vocês são casadas, do que estão reclamando? – protestaram.
– Sasuke é quem cozinha na maioria das vezes. – assenti. – Fiquei mal acostumada. – sorri amarelo.
– Mas ele não era péssimo cozinhando? – Mikoto surgiu do nada, junto com Lily, que trazia algumas sacolas da compra que tinha ido fazer. – Sasuke não sabia nem ferver água!
– Sou uma ótima professora, eu sei, sogrinha. – pisquei pra ela. – Chame o meu marido pra me substituir nesse barco... – acrescentei balançando a cabeça negativamente.
– Para de preguiça, menina. – minha mãe reclamou. – Tive que te nove meses na barriga, e pelo resto da minha vida. Agora vai, cozinhe, rosada. – bateu palmas e deu risada.
– E cadê a Hinata e a Tenten? – Lily perguntou tirando as compras de dentro da sacola. – Somos as Isauras daqui, enquanto elas são as sinhazinhas?
– Não querida, as sinhazinhas somos nós. – Kushina entrou na cozinha, jogando os cabelos por cima do ombro. – Mulheres, deixem as meninas trabalharem. – acrescentou balançando as mãos displicentemente.
– Se aparecer cabelo ruivo na comida, já sabemos de quem é! – Ino acusou estreitando os olhos.
– Da Tia Kushina.
– Cala a boca. – ela mandou. – E cozinhem, porque estou com fome.
– Achei que a escravidão havia acabado – Temari estreitou os olhos e depois foi até a geladeira. – Mas ela continua aqui.
Continuamos resmungando por um tempo, até que resolvemos tomar vergonha na cara e começamos ou será que... Ah, enfim, colocamos a mão na massa... literalmente.
– Massa hoje, massa amanhã, massa pra sempre. – Lily falou erguendo os braços, enquanto montava a lasanha.
– Gordas hoje, gordas amanhã, gordas pra sempre. – Ino fez o mesmo que ela, só que suas mãos estavam cheias de sabão. – Vocês acreditam que o Deidei disse que tá gostando de alguém? – perguntou indignada.
– COMO É? – praticamente gritei batendo as mãos na mesa.
– Não grita! – jogou a água em mim. – Ele não quis me contar quem é, mas comentou que é uma espécie de amor proibido, seilá.
– Por que? – Temari perguntou franzindo o cenho. – Vai dizer que ele tá apaixonado por você, Porca? – seu tom de voz foi assustado.
– TÁ LOUCA?
– NÃO GRITA!
– CALA A BOCA!
– NÃO GRITA!
– ISSO É LOUCURA!
– ABSURDO!
– ISSO É MAIS LOUCO QUE A BOATE QUE A KARIN E O SAI VÃO ABRIR JUNTOS!
– É MAIS FÁCIL ELE GOSTAR DA SAKURA! – Ino apontou pra mim. – Não se esqueçam que ele tinha uma quedinha por ela, antes de se mudar.
– TINHA? – Lily e eu gritamos juntas.
– E PELA TENTEN TAMBÉM! – Temari acrescentou rindo. – Mas acho que o amor dele por ela era maior...
– TINHA? – gritei mais uma vez, sem conseguir digerir aquilo.
– É passado abiga’, supera. – Ino balançou a mão displicentemente.
– O que é passado? – Sasuke perguntou entrando na cozinha despreocupadamente. – E aí, como tá o rango?
– Passado é a sua entrada nessa cozinha, rala peito! – apontei para a saída e ele me encarou como se estivesse ofendido. – fora.
– Isso é amor? – arqueou uma sobrancelha.
– Claro que é. – pisquei e ele riu. – Agora é sério, tá rolando papo de mulher.
– Que tipo de papo? – perguntou curioso.
– Do tipo, calcinha e sutiã. – Lily revirou os olhos. – Xô Uchiha.
– Eu comprei um sutiã de rendas lindo. – Sasuke colocou a mão sobre o peito. – Sakura fica linda nele.
– VOA DAQUI! – senti minhas bochechas esquentarem e eu joguei um guardanapo nele, porque sou perigosa. – ANTES QUE EU PEGUE A MINHA TAMANCA.
– Amor, tu tá manca? – ele sorriu cinicamente. – Tá, tá to indo embora. – saiu correndo quando eu ameacei me levantar. – YOU BETTER WORK BITCH!
– vadia. – revirei os olhos. – Quando é que a boate do Sai e da Karin vai ser inaugurada? – perguntei curiosa.
– Eles ainda não deram data. – Temari respondeu cobrindo a lasanha com o papel alumínio e a colocando no forno, que já estava pré aquecido. – Mas está bem perto, sabe? Fui lá antes de ontem, e o ambiente é sensacional, por favor.
– Vamos ser vips. – Ino falou animada. – V-I-P-S!
– Brilhante. – coloquei as mãos no rosto e fiz uma expressão sonhadora. – E...
– Opa, mensagem! – a Porca falou animada, secando as mãos e pegando o celular em cima da bancada. – Mas o quê? – murmurou confusa.
– O que foi?
– Mensagem da Pucca. – ela nos encarou séria. – Ela falou com o Neji.
– E o que aconteceu? – uma onda de preocupação tomou a sala. – Diz logo, Ino. – Lily acrescentou impaciente.
– Ela não deu detalhes. – Ino suspirou enquanto discava um numero, que supus ser de Tenten. – Disse que é para nós nos encontrarmos na terça, num bar...
– Bar? – perguntei impressionada. – Tá, beleza, mas... Eu vou capar o Hyuga! – soquei a mesa.
– Calma, a gente ainda não sabe o que ele fez. – Temari falou pensativa. – Não vamos falar nada aos garotos.
– Se ele tivesse feito algo de bom, estariam ambos aqui. – Lily resmungou preocupada. – Por hora, temos que disfarçar.
– Concordo. – eu e Ino falamos baixo.
O que havia acontecido com a Tenten?
.
.
.
.
Tenten Pov’s:
Eu havia sentado na calçada, cruzado as pernas e ficava encarando o chão como se de lá, fosse surgir uma resposta milagrosa.
Na verdade, eu já sabia a resposta de tudo. Tudo estava sempre tão claro, sempre tão nítido, sempre tão mais visível.
Acho que eu ainda não havia conseguido digerir que ele havia aceitado tudo de forma tão... Tão... Inesperada.
Fim do Tenten pov’s.
.
.
.
.
Segunda-Feira, 20h30min, Faculdade de Artes Cênicas:
Cruzei os braços e suspirei irritada, encostando-me no muro da entrada. Já estava escuro, meu celular estava descarregado e eu devia ter aceitado a carona da Ino, quando ela foi embora junto com o irmão.
– Vou te buscar hoje, amor, porque você está andando muito estressada, ai a gente passa numa lanchonete, toma um sorvete, distraí um pouco a cabeça... – comecei a resmungar indignada. – E cadê o Sasuke? Sumiu, foi abduzido. – fui deslizando pela parede, até sentar no chão. – Eu to aqui há mais de meia hora, por que senhor?
Um carro ia passando em frente a onde eu estava e parou, baixando um dos vidros.
– Perdeu alguma coisa aqui? – perguntei de forma ignorante. – Vaza daqui, cara.
– Já faz tantos anos e você ainda fala sozinha? – Sasori perguntou descendo do carro. – Tá fazendo o que parada aí?
– Brincando de estátua humana. – dei um sorrisinho rápido. – Você não tem que ir embora?
– E você também não? – Sasori se escorou no carro. – Pretende ficar aí até quando? Seja quem for que vai vir te buscar, creio que seja seu marido, não vai chegar tão cedo.
– E isso te interessa?
– Quando uma colega fica vagando sozinha, me interessa. – sorriu de canto e os olhos acinzentados faiscaram. – Vamos, te dou um carona.
– Não estou te pedindo favores, Akasuna.
– Mas eu estou me oferecendo...
– Não quero.
Ele ficou em silencio por um tempo.
– Então vou ter que te levar comigo à força. – arregalei os olhos quando ele se aproximou e eu me levantei, para tentar correr, mas ele me puxou pelo braço e me colocou em cima dos ombros, como se eu fosse um saco de batatas.
– ME SOLTA! – comecei a me debater enquanto ele me levava em direção ao carro. – SOCORRO! – gritei quando ele me jogou dentro do banco do passageiro e me prendeu com o cinto de segurança. – Seu imbecil, o que acha que está fazendo?
– Estou levando você comigo. – respondeu simplesmente, dando a volta no carro e entrando pelo lado do motorista.
Fale com o autor