Love Drunk

57 Segunda Temporada - Capitulo 10


Notas iniciais
GENTE! EU CHEGUEI, DOIS DIAS DEPOIS, MAS AINDA EXISTE O ESPIRITO NATALINO, CIERTO? Espero que vocês tenham boas festas que tenham tudo de bom, muitas realizações, muito amor, muito dinheiro, muita saúde e muito din din! usahushsauhs DebbySweet, esse capitulo é dedicado à você, obrigada pela linda recomendação *-* Espero que goste! Boa leitura e até ano que vem :3

O encarei estática.

Sasori estava me levando... Com ele? Que tipo de situação é essa?

Um sequestro! Ah, minha paçoca, ele vai me sequestrar! DE VERDADE!

– Você tá me sequestrando? – perguntei alarmada. – Para esse carro AGORA, Sasori! – acrescentei enquanto tentava abrir a porta. Droga de trancas automáticas.

– E você quer pular do carro com ele em pleno movimento? – Rebateu ele sem se importar.

– Você não respondeu a minha pergunta. – estreitei os olhos. – Me deixa sair desse carro agora, Akasuna.

– Que hostil. – Sasori revirou os olhos e virou-se para me encarar. – Estou te sequestrando, mas não pra minha casa e sim para a sua.

– Quê?

– Estou te dando uma carona, idiota. – irritado Sasori buzinou algumas vezes. – Acha mesmo que eu te sequestraria?

Fiquei um tempo processando o que ele havia dito. Tinha certeza de que a palavra ‘loading’ estava sobre a minha cabeça, em letras grandes e verdes, porque verde é uma cor legal.

Tudo não passava de uma...

– Carona? – fiz uma expressão confusa. – Você nem sabe a onde eu moro, Dude! Que loucura é essa? – indignei-me – De você pode se esperar tudo, como vou saber que não está me seguindo diariamente? É uma espécie de stalker?

– Você não vale tanto, já disse isso. – retrucou ele. – E não, eu não sei o seu endereço. Então pode me dizer onde mora, para que eu possa te deixar e ir pra minha casa?

– Não vou te dizer a onde eu moro. – resmunguei. – Não mesmo.

O silencio se instalou no carro e tudo o que eu ouvia era o barulho dos outros carros na avenida. Embora Sasori não soubesse onde era minha casa, ele continuava dirigindo como se aquilo não pudesse impedi-lo.

– A onde esta indo? – perguntei e depois me repreendi mentalmente por ter feito isso. Meu plano inicial, ou intermediário, não sei, era ficar calada até que ele se cansasse e me deixasse sair do carro.

Não me respondeu e eu suspirei pesadamente olhando pela janela. Será que Sasuke havia tido algum problema? Ou ele havia simplesmente me esquecido? Acho que a segunda opção era a mais plausível porque... Bem, posso dizer que meu marido andava meio distraído desde quinta feira.

Será que ele estava me traindo?

– Estamos andando em círculos? – praticamente gritei quando vi a mesma mercearia pela terceira vez. – EM CIRCULOS?!

– Acho que sim – respondeu desinteressado. – Eu não sei a onde é a sua casa, ponto pra você. – sorri vitoriosa – Mas eu não vou deixar você sair, então acho que isso é um empate. – acrescentou ironicamente. – A não ser que... – e então acelerou, me fazendo arregalar os olhos.

– EMPATE? QUE DROGA DE EMPATE! ME DEIXA SAIR DAQUI, SEU CABEÇA DE TOCHA! – apontei pra ele. Admito que já estava meio, um tantinho, um tiquinho de nada, histérica. – ANDA LOGO SEU TOMATE SOBRE-HUMANO, EU QUERO A MINHA CASA! – dei um tapa em seu ombro e ele se encolheu.

– Eu estou te levando pra casa, sua anta. – Ofensas? É isso mesmo produção?

– Anta é a sua vó. – retruquei. – Que casa seu idiota, se nem ao menos sabe a onde eu moro?

– Estou levando você para a casa dos seus pais. – Sasori deu ombros e eu fiquei em silencio. – Sou um gênio ou não sou? – o sarcasmo era presente em sua voz.

Não respondi, se ele me deixasse na casa de meus pais, me custaria ter de explicar tudo á eles e isso me daria uma baita de uma dor de cabeça, que me faria ter mais raiva ainda de toda essa situação e que me faria trucidar o Sasuke quando o encontrasse novamente, o que não vai demorar muito de acontecer. Já eram 20:55 da noite, quase meia hora nessa brincadeirinha de “preto”/ Não sejam racistas, por favor, foi um modo de dizer.

– Vire a esquerda. – resmunguei formando um bico.

– O que? — Sasori se assustou e me encarou confuso.

– ES-QUER-DA! – falei pausadamente. Estava irritada, ok? – Depois segue reto e vira na terceira direita.

– Pra onde estamos indo? – perguntou confuso.

– Eu estou indo pra minha casa.

– Mas...

– Cala a boca e dirige.

E ele não disse mais nada, enquanto eu dava as instruções para que pudesse finalmente sair da presença desagradável dele. Okay, admito que não estava tão desagradável quanto pensei que seria, mas... Mesmo assim, eu preferia continuar a uma distancia considerável dele.

Quando ele estacionou o carro em frente a minha casa, eu tirei o cinto e tentei abrir a porta, mas Sasori não havia destrancado ainda.

– Tá esperando o que? – perguntei quebrando o silencio.

– Por que escolheu artes-cênicas? – ele perguntou fitando o volante do carro.

– Porque você não abre a porta e me deixa cair fora daqui? – falei calmamente.

Ele riu, mas foi um riso cansado, como se estivesse desistido de sustentar uma conversa.

– Sasori, a porta. – lembrei entediada.

– Ah, me desculpe. – ele riu mais uma vez e eu acabei rindo de sua desatenção. – Você riu pela primeira vez, desde quando entrou aqui. – comentou orgulhoso.

– Tchau, Sasori. – revirei os olhos e abri a porta, saindo do carro em seguida. – E... – pausei a fala e mordi o canto da minha boca. – Obrigada. – falei tão rápido que eu mal entendi.

– O que? – os olhos acinzentados demonstravam confusão.

– Não me obrigue a repetir, Akasuna. – resmunguei seriamente.

– Droga. – dessa vez foi ele que resmungou. – Bem er... Tchau.

– Tchau. – sorri forçadamente. – E não volte mais aqui. – acrescentei batendo a porta do carro e me encaminhando para o portão da minha casa.

Sasori esperou até que eu entrasse e fechasse o portão, para ir embora. Arrastei minhas coisas para dentro de casa, e joguei minha bolsa em cima do sofá, acendendo as luzes e jogando meus sapatos pela sala. Sasuke não havia chegado e aquilo já havia começado a me irritar e com esse pensamento peguei o telefone sem fio e disquei o numero dele.

Este numero está fora de área ou desligado.

Olhei para o telefone e re-disquei os números, e a mesma voz repetiu a mesma frase, por diversas vezes. Liguei para Itachi e ele havia dito que o irmão havia saído antes das 19h00min da empresa.

Isso tudo só tinha uma resposta.

Sasuke estava me traindo, era isso.

Só podia ser isso, ou...

Ele estava em um bar, com strippers. Era isso, de novo.

Ou ele podia estar com Kyoko... Não confio na relação profissional deles, não mesmo. Principalmente por causa das roupas que ela usa, nada profissionais(sei disso, porque fiz uma amizadezinha ‘ com a secretária de Sasuke, sacumé né).

Disquei o número do meu amigo tomate, quer dizer, tocha, não, palito de fósforo, não ainda não é esse... Ah, do Gaara e ele atendeu depois de um tempo.

– Que é cabeça de algodão doce? – educado como o papagaio da vizinha.

– Vou começar a te chamar de loro José ruivo. – revirei os olhos. – Kedê’ o Sasuke?

– Pera que vou olhar aqui no meu bolso e já te digo. – ele fez uma pausa. – Não, não tá aqui. – deu risada. – O que aconteceu?

– Ele não apareceu... – comecei encarando meus pés.

– Ah, deve estar por aí. – Gaara disse descontraidamente. – Sacumé né? Fazendo coisa de homem...

– O que você sabe? – arqueei as sobrancelhas. – Pode abrindo o bico.

– Não sei de nada que você não deva saber. – atropelou algumas palavras. – Não, não sei. De nada, nadinha de nada.

– Gaara... – meu tom de voz foi ameaçador. – DIZ TUDO O QUE SABE, SEU MALANDRO DE UMA PINOIA!

– O quê? Ino? Ah amor, to indo, TO INDO! – Gaara falou elétrico. – Tchau Saky, o dever me chama. – acrescentou cinicamente.

– Para de mentir! – protestei, mas ele já havia desligado. – EU VOU DEGOLAR ESSE CARA! – fiquei um tempo andando de um lado para o outro, até que decidi que não iria mais esperar ninguém. Uma hora ele iria aparecer e quando aparecesse, teria vontade de sumir novamente, porque eu passaria com o meu carro por cima dele diversas vezes até enjoar.

Tomei banho, coloquei um camisetão velho e um shorts e preparei um cupnoodles, um não, dois. Antes que pensem que eu só como besteira, eu não janto, só almoço, okay?

Me deixem ser gorda em paz.

Assisti TV, caminhei de um lado para o outro, liguei para o Sasuke e comi mais um pouco, até que eu me cansei e dormi, apaguei como uma casa quando falta energia elétrica. Comparação tosca, mas enfim.

Enquanto eu estava ‘descansando os olhos’, meu telefone tocou e eu o atendi ainda lerda, tá mais lerda que o normal.

– Alô? – murmurei esfregando os olhos. Sorte a minha que tinha ido pra minha cama, então eu estava deitada toda torta, o que era uma maravilha.

– Saky? – demorei em reconhecer a voz da Hinata. – Cê tá bem? – perguntou confusa.

– To com sono, Hinata, com sono. – respondi rolando na cama. – E já são quase 10h00min e nada do Uchiha.

– Ah, ele deve ter tido os motivos dele. – Hinata falou pensativa. – Ainda estou em expediente aqui na clinica, mas tá sem movimento, então te liguei pra passar o tempo.

– Bonito hein dona Hyuga, protelando no serviço. – ralhei de brincadeira. – Hoje aconteceram coisas estranhas Hina, muito estranhas. Começando pelo bolo que levei do Sasuke, por uma carona inusitada e pelo tédio mortal que eu estou... Fora a preocupação com a Tenten... Ela não deu mais noticia?

– Não, não deu. – suspirou. – Ela realmente cumpriu a palavra de que só falaria com a gente amanhã, onde já se viu! – indignou-se.- E o Neji não deu sinal de vida, também, quer dizer, ele apareceu, conversou e tudo o mais. Só que quando eu toquei no nome da Tenten ele fingiu que não a conhecia, ou que não escutou e trocava de assunto. Te juro que quase joguei meu celular na cara dele.

– Não faça isso com o pobre do celular. – brinquei. – Passe por cima dele com o carro, da mesma forma que eu pretendo fazer. – e então nós duas demos risada.

– Pobre do carro. – Hinata dramatizou. – Oh! Saky, tenho que desligar... Chegou um cliente meio que... Inusitado, melhor, aguardado, só pra terminar de fazer umas coisinhas que eu havia começado mais cedo. Bem, até amanhã, beijos. – e então desligou.

– Segunda pessoa que desliga o telefone na minha cara... Só hoje. – assenti não acreditando naquilo. – Falar comigo antes já teve mais respeito, que país é esse. – me sentei para colocar o telefone na cabeceira da cama e me joguei novamente na cama, encarando o teto.

Poderia ter acontecido alguma coisa com o Uchiha?

Eu deveria ligar para a policia?

“Boletins para desaparecidos só podem ser feitos a partir de 24 horas”, lembrei-me do que minha mãe sempre dizia quando alguém sumia, ou simplesmente se perdia por ai. Uma vez, de alguma forma, ela havia conseguido que umas três viaturas policiais rondassem o bairro atrás de mim... Eh, tio Joe, era policial e tinha suas influencias.

Em meio a esses pensamentos, uma meia hora depois, escutei a porta da frente se abrindo. Okay, admito que estava aliviada por Sasuke ter aparecido, mas isso não significava que a raiva havia sumido. Por que diabos ele demorou tanto para fechar a porta?

Não me movi, continuei encarando o teto e pensando em forma mirabolantes de mata-lo... Ou de fazê-lo ficar com um grande peso na consciência. Qualé! Eu tinha ficado esperando ele na frente da faculdade, fui semi-sequestrada pelo Akasuna, fui maltratada pelo meu melhor amigo e tive o telefone desligado na minha cara DUAS vezes, embora isso não tivesse nada haver com ele.

Quando a porta do meu quarto foi aberta, eu não me dei o trabalho de encara-lo. Quis dar uma de ‘poderosa patroa’, se é que me entende.

– Mas o que? – me sentei ao senti ao lambendo meu rosto. – Que droga é... UM CACHORRO! – gritei me animando ao ver a bolinha de pelos dourada em cima da minha cama. – Ai que lindo! – agarrei o cachorro, que não devia ter mais de quatro meses de vida.

Sasuke havia acendido as luzes e tinha um sorriso satisfeito.

– Gostou dele? – perguntou curioso.

– Amei. – coloquei o cachorro na cama e comecei a brincar com ele. – A onde o encontrou? – perguntei adiando um pouco a matança.

– Hinata me disse que havia uma casa, um pouco longe daqui, que estava doando filhotes de Golden Retriever que haviam nascido de uma ninhada inesperada. – contou ele. – E como eu já estava pensando em termos um cachorro e que a casa estava ainda muito vazia, decidi buscar um.

– Mas quando...

– Naquele dia em que ela ligou, foi para me avisar sobre o cachorro. – Sasuke deu ombros. – Fui busca-lo hoje, e aproveitei para deixar tudo em dia, as vacinas e exames, fora que comprei tudo o que ele vai precisar também... Coisas para cachorros custam caro, mulher.

– Eu sei. – olhei para ele e notei o quão cansado ele aparentava estar. – Vai fazer o que agora? – voltei minha atenção para o cachorrinho, que havia começado a explorar a minha cama. – Ele vai ficar enorme. – comentei com admiração.

– Ah, isso é o de menos. – Sasuke riu e sentou-se na cama. – Vou comer alguma coisa, tomar um banho e dormir. – piscou e me deu um selinho demorado.

– É um bom plano. – concordei dando um sorriso. – Então pegue suas coisas e vá dormir no quarto de hospedes ou na sala. – acrescentei desfazendo o sorriso.

– O QUE?

– Isso mesmo. – peguei o travesseiro dele e joguei em sua cabeça. – Você me esqueceu na faculdade, seu imbecil! – e então bati nele com o meu próprio travesseiro. – Só não te bato mais, porque tenho um cachorro lindo e fofo pra me fazer companhia hoje. – e então abracei o cachorro que latiu animado. – Ah, e me dê esse travesseiro. – puxei o travesseiro dele de volta. – Hein? – a expressão de incredulidade dele me fazia ter vontade de rir. – Depois de todo o trabalho que eu tive, eu mereço isso?

– Sorte sua que meu carro está no concerto, porque eu iria passar com ele por cima de você várias e várias vezes. – respondi ameaçadoramente. – Agora voa daqui, mariposa. – sacudi as mãos displicentemente.

– Não mereço nenhum beijo? – ele fez um bico e uma expressão de cachorrinho que caiu da mudança.

– Batman, não me deixe cair em tentação. – falei para o cachorrinho que me encarou, piscando algumas vezes.

– Por favor. – Sasuke pediu novamente e eu não pude resistir.

– Tá, talvez só um. – cedi revirando os olhos.

– Me deixa dormir aqui? – pediu com a mesma carinha.

– De jeito nenhum. – sorri maldosa e ele resmungou algumas coisas parecidas como ‘Sakura ingrata trocou o meu amor por um cachorro’. – Agora venha cá me beijar, antes que eu te chute pra fora daqui... Com muito amor, claro. — dei uma risadinha amarela, antes que ele me beijasse...

E não é que o Sasuke conseguiu dormir dentro do quarto?

Notas finais
Continua... Mereço reviews? Espero que vocês tenham gostado, essa vai ser a ultima atualização de 2013, nass passei tanta coisa com vocês esse ano... Mas ano que vem estaremos juntos novamente, se Deus quiser! Feliz ano novo, meus Drunkers, Priy ama vocês