Love Drunk
55 Segunda Temporada - Capitulo 8
Notas iniciais
Me desculpem a demora, eu realmente estive ocupada com o final do bimestre na escola, aí não tive tempo pra escrever. Mas aqui estou eu, aproveitando essa semana de folga pra colocar minhas fics em ordem *-*
Aos que leem How to love, essa semana ainda tem atualização! -*
Obrigada mesmo pelas reviews, fico muito feliz a cada capitulo pelo carinho de vocês! *------*
Ah, me desculpem mais uma vez por não estar respondendo os comentários, eu realmente não estou tendo tempo =/
AMO VOCÊS ♥
Espero que gostem.
Boa leitura!
- Até mais colegas, até mais colegas. – Ino resmungou irritada. – Esse cara merece um soco.
- Com um soco inglês pra deixar umas marquinhas. – bufei com os lábios irritada, estávamos indo para o jardim e praguejávamos contra o Akasuna, como boas amigas. – Sasuke vai surtar quando souber... – passei a mão pelo meu rosto quando chegamos ao jardim, que no momento tinha grande parte dos alunos que estavam com aula vaga, assim como nós.
- Isso se ele não quiser vir aqui tirar algumas satisfações. – a loira ergueu os braços e se espreguiçou. – Eu ainda não to acreditando nisso. – pendeu o corpo pra frente, apoiando as mãos nos joelhos e sentando-se no gramado logo em seguida.
- Eu perdi até a fome por causa dele. – me sentei em frente a ela e desliguei meu Ipod que ainda continuava tocando músicas aleatórias. – Depois de quatro...
“Alunos que cursam o ultimo ano de artes cênicas, por favor, se dirijam ao auditório principal. Alunos do ultimo ano, se dirijam ao auditório principal.”.
- Quer apostar quanto que isso tem haver com o Sasori? – perguntei mordendo o canto da minha boca.
- Isso tem haver com a maldita junção das faculdades. – Ino respondeu suspirando. – Gaara vai surtar.
- Eu já estou surtando. – falei seriamente
Esperamos mais alguns minutos e nos levantamos para irmos até o auditório... Isso não poderia ser bom.
Narradora Pov’s:
Arrumou o cabelo assim que as portas do elevador se abriram. A blusinha preta, possuía um decote exagerado e deixava sua barriga um pouco amostra, mas somente uma parte pois vestia uma saia laranja que ia até um pouco abaixo do meio das coxas. Usava um salto alto que contrastava com a saia e que possuía spikes dourados. (http://www.polyvore.com/kyoko_love_drunk_segunda_temporada/set?id=99657905).
- Bom dia, no que eu posso ajudar? – uma secretária, que lhe pareceu ser sonsa disse educadamente.
- Eu quero falar com os Uchihas. – falou rapidamente, apoiando um dos braços no balcão. – Diga que a Srta. Johnson está aqui e que não tem muito tempo.
- A senhora tem...
- Não tenho hora marcada, e nem tenho tempo. – cortou tamborilando as unhas na madeira. – Rápido, anda garota! – exigiu.
Fim do Narradora Pov’s.
Sasuke Pov’s:
- Johnson? – cocei minha cabeça confuso. – Uma mulher? – perguntei novamente e Yumi, minha assistente confirmou. – Itachi e eu? – olhei para o meu irmão que estava sentado na cadeira em frente a minha mesa e que tinha alguns papeis em suas mãos.
- Mande-a entrar. – me encarou seriamente. – Mas quem diabos é Johnson?
- Se eu soubesse te diria. – ajeitei minha postura e fechei os olhos. – Sakura não me ligou... – murmurei pra mim mesmo.
- Você fala como ela fosse cheia de frescura e ficasse te ligando a todo momento. – Itachi rebateu. – Sasuke sua sala é melhor que a minha, como isso?
- Porque eu sou melhor que você. – falei sem pensar e depois abri os olhos rapidamente, vendo meu irmão segurar a caneta firmemente entre os dedos. – Toma cuidado com essa caneta, cara. – engoli em seco.
- Claro, Claro. – Itachi deu um sorriso maldoso e me jogou algumas folhas. – Começa a assinar logo. – mandou.
- Acho melhor deixar isso pra depois. – Ah, não. – Olá queridos. – fechei a mão em um punho quando vi Kyoko atravessar a porta e fecha-la com um sorriso falsamente simpático no rosto.
- Você saí, ou eu devo chamar os seguranças? – rebati me estressando.
- Você não vai conseguir me expulsar e nem fugir de mim como fez há quatro meses, Sasuke. – Kyoko sorriu de canto e colocou a bolsa num sofá que havia no canto da minha sala. – Não se esqueça, que até mês que vem, eu é quem representa o meu marido nas transações entre as empresas.
- Você só o extorque. – Itachi alfinetou concentrado nos papeis. – Acho um milagre que esteja “trabalhando”. – ele riu e eu o acompanhei.
- Haha. – Kyoko ironizou. – Eu odeio ver vocês, odeio vir aqui. – cruzou os braços.
- Odiamos que você venha aqui, odiamos ver você, principalmente. – rebati apoiando os cotovelos na mesa e entrelaçando os dedos. – Então faça o que tem que fazer e vá embora. – falei de forma falsamente gentil.
- Você vai precisar de mim, Sasuke, vai ver. – Kyoko me encarou dando um sorriso de canto. – Agora me entreguem logo esses malditos papéis, porque eu tenho umas comprinhas a fazer. – bateu as mãos animada.
- Sinto informar, mas você deu uma viagem perdida. – falei tentando parecer o mais profissional o possível, claro que eu queria tirar uma com a cara dela... Faria isso depois.
- Como assim viagem perdida? – Kyoko perguntou alterando o tom de voz. – Eu vim buscar os malditos orçamentos, como vim aqui em vão? – rodeou a minha mesa e parou ao meu lado.
Virei-me para ele de forma bem cínica, como naqueles filmes e a encarei. A mulher realmente parecia estar puta da vida.
- Enviei tudo para Philip, hoje de manhã por um empregado. – respondi simplesmente e ela trincou o maxilar. – Então, você não devia estar aqui. – ah, o doce sabor da vingança.
- Escuta aqui, Uchiha – Kyoko se inclinou ameaçadoramente em minha direção. Admito que ela não havia mudado tanto durante os anos, o gênio continuava o mesmo, porém mais maduro. – Se estiver de palhaçada com a minha cara... – aproximou seu rosto do meu e eu não desviei, pois não queria parecer fraco. – Eu...
- Se quiser, pode comprovar com Shikamaru. – Respondi mantendo a face séria. – Agora saia de cima de mim, seu perfume me enjoa. – acrescentei virando-me para frente novamente.
- Shikamaru é o contador, vá até o quinto andar e o encontrará. – Itachi falou como se nada estivesse acontecendo. – Agora se retire, pois estamos ocupados. – a encarou brevemente.
Ela gritou e tudo o que foi ouvido foi o barulho de seus saltos batendo contra o piso, enquanto ela saia em passos rápidos da sala, levando sua bolsa consigo.
- Ela foi expulsa com estilo. – meu irmão comentou dando risada. – Você realmente mandou os orçamentos para o Philip? – perguntou curioso, enquanto eu pegava o telefone.
- Quanto tempo será que ela demora pra chegar até o andar do Shikamaru? – perguntei enquanto discava os números do telefone da sala do Nara. – Shikamaru? Kyoko está indo aí, confirme que eu mandei os orçamentos para o marido dela hoje, pela manhã. – falei rapidamente.
- Fazer o que? – Shikamaru perguntou assustado. – Sasuke...
- E peça que alguém mande uma cópia imediatamente para ele. – acrescentei ignorando o que ele havia dito. – Depois eu te explico isso.
- Eu vou... – ele começou a falar, mas a porta do escritório foi aberta e um “Shikamaru, preciso falar com você!” foi ouvido. – Temari, amor, eu falo com você depois.
MAS... OI?
- ECA! – fiz uma expressão de nojo e afastei o telefone do ouvido.
- Amor, eu vou te ajudar, não reclame. – Shikamaru reclamou cinicamente. – Até mais.
- Você não mandou nada. – Itachi afirmou rindo. – Qual é, que cara é essa?
- Fui bulinado. – murmurei desligado o telefone. – ARGH!
- Tadinho. – meu irmão debochou dando risada. – Quer dizer, seja homem. – mudou o tom de voz tentando parecer sério.
- Eu quero a minha mulher – suspirei. – Vou adiantar tudo aqui e vou busca-la para almoçarmos. – acrescentei determinado.
Itachi me encarou e balançou a cabeça negativamente. Entreabriu os lábios e os fechou novamente, balançando a cabeça mais uma vez.
- Você definitivamente, está no modo veadinho hoje. – começou a rir e se levantou. – Sério, em vez de café você bebeu purpurina?
- Tá tirando uma com a minha cara? – arqueei a sobrancelha e bati a mão na mesa. – Você está na minha sala, senhoria, exijo respeito. – apontei pra ele.
- Sou seu irmão, vou tirar uma com a sua cara sempre que quiser. – Itachi deu ombros e se dirigiu para a porta. – Aliás, sou o presidente substituto dessa empresa, tudo é meu. – sorriu maldosamente. – Eu é quem manda nessa porra. – e então saiu da sala, me deixando sozinho. – Assine logo esses papeis, não temos tempo. – dessa vez colocou apenas a cabeça para dentro da sala, antes de ir definitivamente embora.
Eu poderia protestar, mas ele tinha razão. Nós não tínhamos tempo para perder com essas briguinhas infantis.
Encarei meu relógio e vi que tinha mais algumas horas, antes que desse o horário em que Sakura iria sair para almoçar antes de retornar a faculdade.
Fim do Sasuke Pov’s.
Apoiei meu rosto na minha mão, enquanto o professor Might Guy – que devia ter algum parentesco com o Lee, que estudou comigo no colegial – pois eles possuíam o mesmo estilo, as mesmas sobrancelhas grossas e o mesmo cabelo em formato de tigela. Ele explicava como devíamos nos expressar para desempenharmos algumas encenações improvisadas.
- Será tudo a base de um sorteio. – explicou ele gesticulando exageradamente com a mão esquerda. – Os nomes de todos os alunos estão dentro daquela caixinha ali, que a linda da Kurenai está segurando. – indicou a professora que usava lentes de contato vermelhas, por achar legal. Kurenai era com toda a certeza, a educadora mais descolada que eu havia tido em toda a minha vida. Ela conversava conosco como se fossemos amigos e dizia que nós devíamos incorporar o personagem, estuda-lo e passar a ver o mundo com os olhos dele, para que a encenação ficasse perfeita.
- Então serão feitas duplas e vocês terão que improvisar. – ela explicou. – Nós iremos designar os papéis de cada um.
- As duas faculdades irão participar? – um cara que estava sentado numa fileira próxima ao palco perguntou. – Porque eles estão aqui e...
- Irão sim. – Kurenai respondeu entediada. – Tira logo o nome desses alunos e vamos começar isso logo. – acrescentou impaciente.
- A pressa é a inimiga da perfeição. – Guy apontou pra ela, que revirou os olhos.
- Claro que é. – Kurenai respondeu. – Anda logo.
Então os sorteios começaram e pouco a pouco cada dupla ia se apresentando improvisadamente, como antes eles haviam dito, tendo recebendo apenas um tema ou uma canção, às vezes os dois. Não procurei por Sasori, sabia que aquela cabeleira ruiva estava escondida em alguma parte e eu não queria, de forma alguma, vê-lo.
- Isso é muito engraçado. – Ino comentou sentando-se ao meu lado novamente. Ela havia sido chamada para fazer parte da improvisação e por alguns instantes tinha virado uma balconista de uma lanchonete. – Cara, aqui nós não temos um centavo pra te devolver. – ela repetiu o que havia dito enquanto ria. – Então me devolva cinco. – engrossou a voz e começou a rir novamente.
- Só se você puder me devolver quatro centavos. – comecei a rir. – Será que eu vou ir? – perguntei voltando meu olhar para o palco, onde mais uma cena se desenvolvia.
- Claro que vai. – Ino deu ombros. – Mas tem que ser logo, daqui a pouco vamos almoçar. – acrescentou pensativa. – O Akasuna também não foi. – murmurou mais para si mesma, mas eu pude escuta-la.
- Nem me fale. – resmunguei aplaudindo inconscientemente.
- Agora vamos ver um brilho diferente. – Kurenai falou animada, enquanto pegava dois papelzinhos. – Sakura Haruno e...
- Não... – mordi o lábio inferior, não podia ir com ele.
- Sasori Akasuna. – NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!
- Força, Saky. – Ino falou quando me viu levantar lentamente. – Lembre-se que é um improviso, você pode falar qualquer coisa. – assenti e tomei cuidado ao descer os inúmeros degraus que me levariam ao palco.
Fighting! (Palavra de apoio usado com incentivo, encorajamento; é como dizer "Força". Love Drunk, também é cultura hehehe).
Sasori já estava lá. Droga, ele foi rápido.
- Na primeira cena, vocês vão simular um casal de amigos que acabam ficando em uma situação constrangedora, pois o garoto admite gostar da garota e ela não sabe o que dizer. – Guy falou animado. – Mostrem o fogo da juventude e vocês terão que usar alguma música. One, two, three... ACTION! – olhei pra ele de um jeito confuso, antes de prestar atenção no ruivo a minha frente, que me encarava ironicamente.
- Saky. – ele se aproximou de mim e seu olhar irônico se tornou dócil. – Eu sempre gostei de você, sempre nutri algo aqui. – colocou uma mão sobre o peito. – É algo quente, algo como... Amor, eu te amo. – Sasori falava diretamente para mim, como se não existissem outras pessoas ao redor.
- Sasori. – mordi o lábio inferior. – Eu... Não sei o que te dizer. – desviei o olhar para o chão. – Nós sempre fomos melhores amigos, como eu... Como eu poderia nutrir algo por você? – perguntei voltando a encara-lo.
- Da mesma forma que eu, por você. – Sasori segurou minha mão e eu vacilei por um momento. – Não pode me dizer que... Que está apaixonada por outro, você nunca comentou nada! – protestou e eu pensei automaticamente em Sasuke.
- Eu estou apaixonada por outro! – falei rapidamente e teatralmente coloquei a mão sobre a boca.
- OUTRO? – Sasori falou indignado e se afastou de mim, passando a mão pelos cabelos. – Como pode fazer isso comigo?- falou virando-se de costas.
Se eu ganhasse um premio por maldade, eu teria muitos prêmios.
Aproximei-me dele e coloquei a mão em seu ombro, abaixei o olhar e contive o riso.
- Acontece que... – tirei a mão de seu ombro lentamente. – Eu sempre achei que você fosse gay, você tem um jeitinho tão... “Assim”, que eu nunca me interessei em te considerar como um homem... Pegavel. – o publico começou a rir e eu me contive para não fazer o mesmo.
- CORTA! – Kurenai falou rindo quando Sasori se virou para retrucar. – Saky, você podia ter aceitado. – ralhou de brincadeira e eu me afastei do Akasuna.
- Eu sou casada. – mostrei minha aliança e ela deu mais risada.
- Agora você é casada com o Sasori. – Kurenai piscou. – Tudo bem se vocês fizerem mais uma cena? – perguntou pra ele.
- Não vejo problema algum. – ele respondeu dando ombros. – Agora eu posso provar minha masculinidade. – me encarou e eu desviei o olhar. – Sakura, minha esposa querida, pode escolher a música.
- Claro. – estreitei os olhos e fui até o Guy, que iria colocar a música que eu escolhesse.
- Briga de casal. – Kurenai falou. – Já!
Tentei recordar de alguma briga com Sasuke, ou com alguém, mas não consegui.
- Eu te traí mesmo. – Sasori começou do nada. – E o que você tem pra poder me julgar? Você simplesmente é... Fria! – apontou pra mim, agora suas orbes acinzentadas eram rancorosas.
- Eu sou fria? – de repente, meu eu havia ficado tão rancoroso quanto ele. – Me de motivos para ser quente com você, seu idiota! Chega tarde, fedendo a cerveja barata. Eu não sou obrigada a aguentar isso e te recompensar.
- Por isso eu procuro o que você não me dá, na rua. – Sasori se aproximou de mim e segurou o meu braço. – Já sabe disso, não é? – Pera aí, eu sou chifruda?
- Claro que sei. – respondi confiante e olhei por um breve momento para o Guy, que deixou a música começar a tocar. – Acontece, que eu não te nego sexo só por isso. – sorri. – Acontece que você não é bom o suficiente.
There's just one thing that's getting in the way
When we go up to bed you're just no good
Its such a shame
Só tem uma coisa que está atrapalhando
Quando vamos pra cama, você simplesmente não é bom
É uma pena
- COMO É? – Sasori perguntou indignado. – Não sou bom o suficiente?
- Sabe como é fingir um orgasmo? – o pessoal fez uma espécie de “OOh”. – Não é fácil, eu cansei disso. – o cutuquei. – Isso não é justo e por isso, eu fui atrás do Uchiha. Ele sim é bom, tem pegada. – eu merecia uns “boxes”, eu sei.
It's not fair
And I think you're really mean
I think you're really mean
Oh you're supposed to care
But you never make me scream
You never make me scream
Oh it's not fair
And it's really not ok
It's really not ok
Oh you're supposed to care
But all you do is take
Yeah all you do is take
Não é justo
E eu acho que você é muito ruim
Acho que você é muito ruim
Oh, você deveria se importar
Mas nunca me faz gritar
Nunca me faz gritar
Oh, não é justo
E não está tudo bem
Não está tudo bem
Oh, era pra você se importar
Mas você só se aproveita
Mas você só se aproveita
- Ele tem pegada? – Sasori me puxou e eu continuei a lhe encarar fixamente. – Quero ver o que vai dizer depois disso. – e então me beijou, um beijo técnico, ele me segurou e fez com que eu o correspondesse (tecnicamente, claro).
- IDIOTA! – gritei realmente nervosa e o empurrei.
- CORTA! – Kurenai falou animada. – Vocês foram perfeitos! – elogiou.
- Obrigado. – Sasori agradeceu sorrindo de canto. – Minha parceira é muito boa. – piscou.
Não respondi e me virei para voltar ao meu lugar, sentindo raiva de mim mesma por não ter conseguido evitar aquilo. Ah, não.
- Sasuke... – murmurei ao ver o moreno de braços cruzados e expressão fechada, escorado na porta do auditório. – Ah não... – comecei a subir as escadas correndo, quando ele balançou a cabeça lentamente e foi embora.
Quando saí do auditório o encontrei na parede em frente, ainda de braços cruzados e com uma expressão magoada.
- Eu não queria... – comecei, mas ele me interrompeu.
- Quando ele apareceu? – o tom de voz dele foi seco, frio. – Quando o Akasuna veio pra cá? – ele estava se controlando pra não gritar.
- Hoje! – respondi prontamente e me aproximei dele. – Hoje, ele apareceu hoje. Eu ia te contar, quando chegasse em casa, não tinha ideia de que você viria aqui ou então eu...
- Aí você não iria contracenar com ele. – Sasuke me interrompeu. – Por que não recusou?
- Porque eu não posso recusar. – Coloquei a mão sobre seus braços, que ainda eram mantidos cruzados. – Foi um beijo técnico e Sasuke, eu o empurrei, você viu.
— Será que vi mesmo? – os traços de seu rosto começavam a se suavizar. — Você o chamou de broxa. – comentou dando um mínimo sorriso de canto.
- E disse que você era melhor. – devolvi o sorriso, sentindo um alivio em meu peito. – Porque você é melhor. – mordi o lábio inferior, quando os braços dele enlaçaram a minha cintura.
- Sou é? – Sasuke arqueou a sobrancelha e eu assenti. – Sou gostoso. – comentou convencidamente.
- Não, você não é gostoso. – resmunguei quando ele roçou o nariz em minha bochecha.
- Meu amor, eu não estou te perguntando. – ele deu risada e eu o acompanhei. – Eu estou afirmando. – fez uma voz afetada. – Eu sou gostoso. – beijou o canto da minha boca delicadamente.
- Não sei se posso concordar com isso. – murmurei e ele me beijou, puxando meu corpo contra o dele com uma das mãos, enquanto a outra acariciava minhas costas lentamente. – Você é gostoso... – Sasuke mordeu meu lábio inferior.
- Eu ia te chamar pra almoçar. – murmurou com seus lábios sobre os meus. – Mas acho que posso te roubar da faculdade por um dia, não é? – sorriu maliciosamente.
- Será que pode? – devolvi o sorriso.
- Claro que posso. – ele beijou minha bochecha e me soltou, entrelaçando seus dedos nos meus. – O meu trabalho também pode esperar. – piscou e eu sorri.
- Ótimo. – lhe dei um selinho. – Hoje você é meu. – tentei fazer uma voz sexy, mas não deu muito certo, porque comecei a rir.
- Sempre. – Sasuke concordou também rindo.
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