Love Drunk
54 Segunda Temporada - Capitulo 7
Notas iniciais
Cara, eu to MUITO feliz mesmo, sério. Vocês são como uma família pra mim e eu não sei mais viver sem vocês ♥ KKKKKKKKK
É uma emoção muito grande, toda vez que posto um capitulo porque sei que todo mundo fica NAQUELA curiosidade e tenho medo de decepciona-los, mas eu fiz o meu melhor *-*
Eu amo receber recomendações, ainda mais quando elas vem aos montes como agora *-* TRÊS DE UMA VEZ! Nass, assim vocês matam a Taisho aqui suahsuahsuhsuahs
Jade, Konekomaru e driy, MUITO OBRIGADA MESMO pelas recomendações lindas, amei meeeeeeeeeeeesmo! O capitulo é dedicado à vocês, espero que gostem.
Entrem no grupo, minha gente e muito obrigada pelos pudins ushaushauh *-* KKKK A palavra de hoje é.... CHOCOLATE O/ ~MDS como sou gorda. u-u
Boa Leitura ♥
Remexi-me um pouco sentindo um corpo abaixo do meu, que logo reconheci ser o de Sasuke. Estávamos com um cobertor, que eu havia pegado enquanto nós víamos Sr. e Sra. Smith fala sério, sou apaixonada por esse filme – e por consequência acabamos dormindo no sofá.
Olhei o relógio digital que havia na sala e vi que eram cinco e meia da manhã. Voltei meu olhar para o Sasuke e vi que ele dormia serenamente, com uma mecha de seu cabelo negro caindo sobre seus olhos.
- Vai ficar me vendo dormir até quando? – ele perguntou de olhos fechados e eu fiz uma expressão de indignamente. – Responde muié, é difícil manter a expressão serena, sabia?
- Você é um ogro. – dei risada e tirei a mecha que caia em seu rosto, e ele abriu os olhos. – Vamos pro quarto? – murmurei mordendo o lábio inferior e ele se sentou e eu encostei a testa em seu peito.
- Fazer o que? – Sasuke perguntou num tom meio rouco, enquanto encostava seus lábios no meu ombro e subia em direção ao meu pescoço.
- Você não sabe? – falei e o empurrei levemente, fazendo com que ele me encarasse confuso. – Sério mesmo?
- Hum... Granola. – ele arqueou uma sobrancelha e piscou da forma mais sexy que conseguiu. – O que você tem em mente? – perguntou sugestivamente.
- Sabe môr, nós... – fiz uma pausa e levantei as sobrancelhas duas vezes. – Vamos dormir. – mostrei a língua e ele abriu um pouco a boca indignado. – Que é? Sou inocente.
- Ah muchacha, nós não vamos dormir. – ele se levantou em um pulo e me pegou no colo.
- Que se passa papi? – perguntei dando risada, enlaçando meus braços em seu pescoço para não cair. – Tem que desligar a TV... – comecei e ele se dirigiu até onde ficava a TV e a desligou puxando a tomada. – O que nós vamos aprontar agora cérebro? – brinquei enquanto íamos (eu ainda sendo carregada like a princesa), para as escadas.
- Vamos dominar o mundo! – Sasuke tentou imitar o cérebro.
- ARRIBA MIS AMIGOS! – fiz um falso sotaque quando Sasuke chutou a porta do nosso quarto.
- ARRIBA! – ele me imitou animado.
*
*
*
- Soca essa merda logo. – reclamei. Sasuke era lerdo demais. — Assim, isso...
- Sabia que fica apertado? – ele revirou os olhos e empurrou ainda mais. – Não dá mais, é melhor esperar relaxar...
- Você não tem pressa porque não é você. – rebati inclinando um pouco o meu corpo. – Por favor...
- Você quer que eu soque a onde? – Sasuke perguntou sarcasticamente. – Porque aqui não tá dando mais. – acrescentou ironicamente.
- Que tal pela sua boca? – arfei. – Seja mais delicado, tá achando que eu sou o que?
- Se fosse uma boneca, seria mais fácil. – ele mordeu o lábio inferior.
- HEIN? – abri a boca em indignação. – Se desculpe, seu idiota cabeçudo. A culpa é sua, por não fazer o que eu to pedindo rápido. É só fazer pressão e ir deslizando suavemente...
- Tem que ter jeito pra fazer isso. – apertou-me um pouco. – Amor, não seria melhor se você pegasse outro?
- Outro sapato? – puxei minha perna indignada e meu marido se apoiou em mim para se levantar do chão. – Sasuke, eu quero ir com esse. – olhei para os meus novos all stars pretos, que não estavam entrando no meu pé de jeito nenhum.
(PENSARAM SACANAGEM, NÉ SEUS OUSADOS? RÇRÇRÇ).
- Eu juro que tentei colocar esses sapatos em você, mas não estão entrando. – ele suspirou e assentiu. – Coloque-os em uma sacola e vamos trocar por um numero maior.
- Mas... – Sasuke arqueou uma sobrancelha e eu abaixei a cabeça em sinal de desistência. – Seu chato. – peguei os sapatos e os coloquei dentro de uma sacola. Eu havia escolhido uma blusinha branca com detalhes azuis – ou será que ela é azul com detalhes brancos (?) – com os dizeres “Wild Free” e que deixava parte da minha barriga a mostra, já que ela era mais cumprida atrás e consequentemente mais curta na frente, meu short jeans era, como sempre, com os bolsos desfiados ao extremo. Tinha colocado um colar em formato de caveira e um bracelete com spikes prateados, meus olhos estavam delineados e eu deixei meu cabelo solto. (http://www.polyvore.com/sakura_capitulo_segunda_temporada/set?id=96845380).
Sasuke apenas revirou os olhos e avisou que iria me esperar na sala, enquanto eu colocava meu tênis cinza. Nós iriamos ao shopping, para depois irmos para a casa da Ino e vagabundearmos, junto com os outros.
Peguei minhas coisas e saí do meu quarto, descendo as escadas rapidamente e encontrando o Sasuke vindo da cozinha com um pão na boca, enquanto rodava as chaves do carro desinteressadamente.
- Pra que você tá com as suas chaves? – perguntei estranhando. – Eu é quem vai dirigir hoje. – dei ombros e me dirigi até a porta, pegando as chaves do meu carro que estavam penduradas em um suporte.
- HEIN?
- Não fala de boca cheia. – abri a porta e saí de casa. – Tranca tudo. – joguei as chaves da casa pra ele, sem me importar se Sasuke iria segura-las a tempo ou não.
Nossa relação de casal, era parecida com a de dois amigos que dividiam uma casa por não terem condições de pagarem o aluguel sozinhos. Sério, é tudo bem dividido até as tarefas domésticas. Aqui todo mundo é Isaura – lema legal, né?- .
Fui até a garagem e entrei no meu carro, meu lindo neném que sempre foi tão bem cuidado por mim. Liguei o som e 1985, do Bowling For Soup estava tocando.
- Ela ia ser uma atriz, Ela ia ser uma estrela, Ela ia rebolar no capô do carro do White Snake. – comecei a cantar, enquanto aumentava o som e ligava o carro para ir para a frente de casa. — E ainda havia música na MTV. Seus dois filhos no colegial, eles lhe dizem que ela não é legal porque ela ainda está preocupada com 19, 19, 1985. – acabei batendo a mão na buzina e o som estridente da mesma fez com que eu tomasse um susto. – Uou. – dei risada e me ajeitei no banco, desligando o carro quando parei – poucos metros depois – em frente a saída da minha casa.
- Sakura? Sakura? – ouvi leves batidas no vidro e parei de tocar minha guitarra imaginária, para ver a Megan, uma vizinha não muito legal, com uma expressão indignada. – Sra. Uchiha, pode me ouvir? – bateu mais algumas vezes. Diminuí o som e baixei o vidro dando um sorriso amarelo.
- Me chame apenas de Sakura, Megan. – tentei brincar.
- Eu sei, mas você não estava me ouvindo. – ela deu uma risadinha sem graça. Megan tem os cabelos castanhos escuros, que foram cortados recentemente num Chanel despojado. Os olhos eram num verde musgo e ela se vestia mais formalmente que eu, embora tivéssemos a mesma idade. – Bem, eu recebi um envelope do seu marido ontem, pois não tinha ninguém em casa. – avisou me entregando uma caixa lacrada.
- Ah, obrigada. – peguei o envelope e coloquei no porta-luvas. – Desculpe o incomodo. – acrescentei.
- Não foi nenhum. – ela deu ombros. – Bem, agora tenho que ir. – acenou para mim e começou a caminhar na direção oposta a qual eu estava.
- Interessante isso, sir. – Sasuke me assustou ao bater a porta do carro. – Vamos?
- Por que demorou? – perguntei o encarando, enquanto girava a chave na ignição do carro novamente. – E não bata a porta do carro, ou eu vou bater a sua cabeça nela. – o encarei pelo canto dos olhos.
- Eu decidi comer mais um pão. – ele comentou distraído, enquanto abria o envelope. – Ah que legal, um convite. – ironizou ao abrir o envelope.
- Convite? – arqueei uma sobrancelha diminuindo um pouco a velocidade ao ver um cachorro passar correndo na frente do carro.
- É. – Sasuke deu ombros e recolocou o envelope dentro do porta-luvas novamente. – Depois eu vejo isso. – então colocou os óculos escuros e aumentou o som. — I know you heard that bass bumpin’ in my trunk, bum-bumpin’ in my trunk. – começou a mexer as mãos como se cantasse algum rap.
- Babaca. – balancei a cabeça negativamente.
Algumas horas depois...
- Ai pera, pera. – coloquei a mão sobre a minha barriga e curvei meu corpo. – Eu vou explodir... – me escorei na parede e respirei fundo tentando não vomitar.
- Você ainda tem um sorvete pela metade pra terminar. – Sasuke comentou se referindo ao meu sorvete que eu havia deixado pela metade. – Eu disse que tinha comido demais, não quis me ouvir por quê?
- Eu não comi muito! – protestei enquanto ele tocava a campainha.
- Além dos lanches, da pipoca e dos dois refrigerantes que cada um de nós tomou, você insistiu nos sorvetes. – ele deu ombros. – Aguentou um ovo maltine e pediu um grande de BIS... Bem, boa sorte.
- Vai me fazer comer isso mesmo? – murmurei fazendo cara de cachorro pidão. Sempre funciona... Ok, nem sempre, mas não custa nada tentar.
Ele me encarou pensativo, com os lábios meio entreabertos e com o rosto meio que inclinado para a direita. Coçou a nuca e bocejou, mas hein?
- Fala seus pretos! – Ino abriu a porta animadamente.
- Pra você. – Sasuke estendeu o meu sorvete pra ela. – Chamar a gente de preto é racismo, sabia? – acrescentou fazendo uma careta. – Você é amarela e nem por isso eu chego na sua casa te chamando de mandioca.
- Mas mandioca é branca. – falei franzindo o cenho. – E marrom com a casca...
- Frita ela é de que cor? – Sasuke cruzou os braços. – Vai pegar o sorvete ou não? Tem Bis ne... – Ino pegou o sorvete da mão dele, antes que ele pudesse terminar de falar.
- Frita ela é amarela. – Ino respondeu interessada no sorvete.
- Então eu estou certo. – O moreno deu ombros e entrou na casa da minha amiga. – Gaara sua bicha amestrada, espero que tenha comprado os jogos novos.
- Vadia! – ouvi a voz de Gaara. – Comprei Metal Slug, de novo. – a animação do meu amigo era notável. – Vê se não quebra com essa sua lancha de novo. – alfinetou.
- Ta ligado que foi a Sakura, né? – bufei com a boca em indignação. Ele tava colocando a culpa de ter quebrado o CD em mim? – Os outros vão vir? – ouvi ele perguntar, mas eu ainda estava lá, é eu continuo curvada escorada na parede sentindo que minha barriga vai explodir porque comi demais.
- É lógico! – dessa vez foi a Ino, que ainda estava na porta comendo o sorvete. – Sakura vai continuar aí, ou eu posso entrar? – perguntou entrando para dentro da casa e nem esperando a minha resposta.
- Já entrou. – respondi me endireitando e entrando pra dentro da casa dela. A sala de Ino tinha parte das paredes pintadas de azul marinho e apenas uma delas, de branco que tinha alguns versos de músicas que lembravam alguém, ou que eles gostavam mesmo. Era espaçosa com um enorme sofá branco e com uma mesinha de centro, juntamente com uma televisão de 52 polegadas e outros aparelhinhos eletrônicos. Sabe, a sala dela é parecida com a minha, mudando algumas coisas, como as cores dos móveis, das paredes e etc, já que ela havia me ajudado na decoração da minha casa e vice-versa. – Nass eu to morrendo. – empurrei o Gaara, que ia se sentar no sofá e me deitei no mesmo.
-Minha casa. – ele retrucou.
- Meu sofá. – folgada? Eu? Claro que não. – Seu tapete. – apontei para o tapete e ele pegou uma das almofadas atrás de mim e tacou no meu rosto.
- Tá me achando com cara de quê? – o ruivo arqueou uma sobrancelha.
- Poodle? – Sasuke sugeriu dando risada.
- Pastor alemão? – Ino perguntou tentando conter o riso. – Um chow -chow? – colocou a mão sobre a boca e seus ombros começaram a tremer cada vez mais. – Tá, parei, parei. Oh stop. –formou um X com os braços abaixo do pescoço ao ver os olhos de Gaara se estreitarem.
- Naaaah, tá mais pra chihuahua mesmo. – discordei balançando a mão displicentemente e ele se jogou em cima de mim.
- Cala a boca, você parece um Mugly cor de rosa. – Gaara deu um sorriso de canto ao me ver arregalar os olhos. – E xiu.
- Ou vai levar palmadas. – Ino debochou da minha careta.
- E foi assim, que eu fui dormir com o couro quente. – afinei a voz e coloquei uma mão na testa dramatizando.
- Tá, tá. – Sasuke se jogou por cima de nós.
- Ain, só você mesmo Sasuke. – Gaara fez uma voz afetada. – Está amassando a minha roupitcha nova, sabia? – mexeu a cabeça e gesticulou as mãos de um lado para o outro.
- Parem de ser Gays. – Ino revirou os olhos e se dirigiu ao vídeo game. – Eu começo.
- E as gordices? – perguntei e Sasuke me encarou, mesmo que ainda estivesse em cima de Gaara e consequentemente de mim.
- Você não tava passando mal agora? – perguntou arqueando uma sobrancelha.
- Hum, é mesmo? – Sim, eu imitei o Calvin do “Eu, a Patroa e as crianças”.
- blink du blink du tu e eu ,eu e tu, blink du blink du é maneiro pra xuxu! – Gaara aproveitou a deixa pra zoar mais um pouquinho. – Fora de hora? – perguntou parando de se mexer, quando viu que nenhum de nós havia dado risada.
Sasuke o encarou seriamente e meu amigo se encolheu, me esmagando mais ainda. Gaara prendeu a respiração, quando o meu marido estreitou os olhos e trincou o maxilar, para depois fechar o punho e estralar os dedos da mão.
- Sabe... – começou maldosamente e Gaara arfou de forma bem gay, pra falar a verdade. — Não foi fora de hora não, foi até legal. – ele deu risada e Ino lhe deu um tapa na cabeça. – HEY!
- Você sabe o que eu quase fiz? – meu amigo perguntou indignado. – SABE QUANTO CUSTOU ESSE SOFÁ?
- Quanto? – desafiei e ele me encarou com uma cara de “Cumé?”. – Responda, se for capaz. – Nossa, que dilema hein?
- Foi... Ah, não sei. – amoleceu o corpo em cima do meu. – Sasuke você tá gordo, saí daqui. – e então chutou meu marido pro chão, e ele (Sasuke), puxou a perna do ruivo o arrastando para o chão também.
- Ah, finalmente só pra mim. – Fechei os olhos e me espreguicei no sofá.
Sabe quando seus músculos começam a relaxar e você entra num mundinho tão confortável, que de repente seus braços e pernas ficam moles demais e você não consegue se mexer? Quer dizer, se acabar se mexendo vai fazer um esforço tremendo pra isso?
Ah, pra que to fazendo toda essa confusão pra explicar se eu posso dizer assim:
Sabe quando você come muito, mas a comida é tão boa que faz você ficar parecendo o Garfield?
- É SOM DE PRETO, DE FAVELADO! – Naruto abriu a porta da casa de Ino estrondosamente e isso me fez dar um pulo do sofá e consequentemente com que eu caísse. – MAIS QUANDO TOCA, NINGUÉM FICA PARADO! – cantou animadamente.
- O nosso som não tem idade, não tem raça, e nem vê cor. – Sasuke cantou levantando-se e começando a pular que nem o loiro maluco. — Mas a sociedade pra gente não dá valor. – balançou os braços.
- Mc nego amarelo e novinha do funk. – Ino falou dando risada. — Só querem nos criticar pensam que somos animais. – começou a se remexer feito doida.
- Se existia o lado ruim HOJE NÃO EXISTE MAIS! – Gaara começou a pular junto com os garotos.
- É SOM DE PRETO, DE FAVELADO, MAS QUANDO TOCA NINGUÉM FICA PARADO! – E de repente, eu me vi no meio dessa zoera, é. – Mas per aí, porque nós estamos pulando? – perguntei parando e olhando os outros.
- Porque tinha que existir uma distração para que a diva, mais divonica entrasse. – olhei para o sofá e vi a Lily a onde eu estava.
- Quando é que você chegou? – Ino perguntou.
- Cheguei junto com o Naruto, colada com o Itachi, falando com a Hinatinha, dando uns toques de mão com a Temari, sambando com a Tenten, discutindo com o Neji e tendo aulas de matemática com o Shikamaru. – ela ergueu o polegar.
- Oi? – todos nós perguntamos juntos.
- Ah, eles estão na cozinha. – Lily revirou os olhos. – Seus lerdos.
- Nós? – Gaara falou confuso. – Ou é você?
- Ela disse maria-mole, não foi? – Sasuke apontou para si mesmo e depois para o Sabaku que fez uma expressão lesada.
- Foi Lámen, cara. – Naruto os interrompeu. – Com cebolinha...
- Estou cercada por idiotas. – levantei os braços e passei entre eles, que bagunçaram meu cabelo.
- Agora você está cercada por idiotas e com o cabelo do leãozinho. – Sasuke falou dando risada.
- Fracamente homem, você tem quantos anos? – É, eu realmente tinha essa dúvida.
- Mentalmente, ou fisicamente, meu amor? – Sasuke sorriu, piscou e me mandou um beijo. – Hey, não me despreze com o olhar.
- Estou apenas divando, meu bem. – dei ombros.
- Depois nós somos os idiotas. – Ino comentou para Lily, que muxoxou algo em resposta.
- Quem não é idiota aqui? – Itachi perguntou vindo da cozinha. – Ino, seus pães acabaram. – anunciou dando uma risadinha sem graça.
- ANIMAIS! – a loira protestou indignada. – Animais.
- Assim você os ofende. – retruquei. – Os bichinhos, claro.
- Como se alguem conseguisse nos ofender. — Temari falou aparecendo segundos depois.
- Eu consigo.- Gaara falou num tom orgulhoso, enquanto cruzava os braços.
A loira, o encarou de forma pensativa por alguns segundos, antes que o canto dos seus labios se repuxassem num sorrisinho tão conhecido pela minha pessoa.
Temari ergueu o dedo indicador e o balançou negativamente, fazendo uma expressão desgostosa.
- Acho que não, arara vermelha.
- ARARA VERMELHA? — Gaara perdeu a pose de durão e adiquiriu uma de protesto. — Já fui chamado de Curupira, Caipora, Pica-Pau, galo de briga, foguete, ranger vermelho, pirulito, Lindsay Lohan, de Gina, de dinossauro rei, de VILMA, Pedrita, RONY WEASLEY, ta desse eu gostei... Gaara é o nosso rei, Gaara é o nosso rei. – ele começou a cantarolar animado.
- Amô, não esqueça do cabeça de fósforo, cabelo de fogo, duende vermelho, camarão, florzinha, cabelo de salsicha... — Ino comentou inocentemente.
- Vou virar moreno. — Ele anunciou revoltado.
- Ta, ta depois da crise revoltante e sem noção nenhuma do nosso amigo, Sabaku — Falei encarando meu melhor amigo de forma sarcástica.- Vamos ao que interessa! — ergui os braços em expectativa.
- E o que interessa? — Sasuke perguntou.
- Não sei, mas tirem aqueles 4 da minha cozinha. — Ino disse revirando os olhos e depois não conseguiu reprimir o riso.
Depois que todos se reuniram na sala, começamos a jogar conversa fora, enquanto esperávamos a nossa vez de jogar. Haviam salgadinhos em algumas vasilhas e outras tinham o pão de queijo que Ino havia feito — minha gente, até que a receita é fácil — e todos pareciam se divertir bastante, com exceção da Tenten.
Ela estava rindo, brincando e fazendo caretas, mas não estava cem por cento ali. Seus olhos as vezes perdiam o brilho, enquanto ela olhava de relances para Neji que as vezes correspondia o olhar e parecia perguntar a ela o que estava acontecendo, enquanto a morena apenas sorria para ele.
Temari parecia estar lendo a minha mente, pois fez algo que eu iria fazer.
- Meninas reunião no quarto da Ino. – disse animada, enquanto se levantava. – A-G-O-RA. – acrescentou quando viu que somente eu e ela havíamos nos levantado.
- Estão nos excluindo? – Neji perguntou estreitando os olhos. – Sacanagem isso, sabiam?
- Sabíamos, agora todo mundo pra cima. – apontei para as escadas e troquei um olhar rápido com a Temari, que me seguiu. – Que quê tá rolando, Tenten? – perguntei quando todas nós, garotas lindas e sexys – só que nunca – estamos reunidas no quarto do casal (Ino e Gaara), jogadas sobre a cama dos mesmos.
- Rolando o que? – ela fez-se de desentendida. – Tá, eu tenho um problema. – suspirou e se deitou novamente. Sabe quando as 6 melhores amigas ficam deitadas meio que em um circulo numa cama? Então, é isso.
- Abra seu coração, minha amiga. – Lily disse encarando o teto, pelo menos eu acho que ela fez isso, porque é o que eu to fazendo.
- Lembram-se daquela vaga de emprego, que eu havia me inscrevido quando terminei a faculdade de design? – ela começou e nos concordamos. – Eu realmente havia esquecido dele, tipo pensei que não teria chance nenhuma. – fez uma voz desgostosa.
- Você terminou a faculdade há quatro meses. – Hinata comentou pensativa. – Levaram tanto tempo assim?
- Pois é. – concordei. – E aí?
- Eles me chamaram para trabalhar, eu recebi o e-mail ontem. – apesar da noticia ser boa o tom de voz dela era triste.
- E isso não é bom? – Ino perguntou confusa. – Esse emprego é ótimo, pelo que você tinha comentado.
- Você devia estar feliz. – Temari acrescentou. – É algo ótimo pra você.
- Nem tanto. – Tenten discordou.
- Por quê? – Hinata perguntou novamente confusa. – Pucca, você devia estar pulando de felicidade. – ralhou desgostosa.
- O problema, é o Neji. – a morena murmurou. – O Neji é o problema.
- Como assim o Neji é o problema? – perguntei sentindo meus neurônios rodarem. – Tenten...
- O estágio é em Nova York, Sakura, em Nova York. – ela me interrompeu.
- NOVA YORK? – todas nós nos levantamos e a encaramos, pois é, Tenten ainda continuava deitada.
- É. – Tenten fechou os olhos. – Neji nunca vai aceitar isso. – suspirou.
- Ele não sabe que você se inscreveu? – Hinata perguntou passando a mão pelos cabelos. – Achei que soubesse...
- Nós havíamos terminado no dia em que eu me inscrevi, e depois de uns dias voltamos e eu realmente achei que não iriam me chamar, porque é quase impossível que uma iniciante consiga uma vaga lá. – ela se explicou. – Eu não quero ter que deixa-lo, mas também não quero desistir dessa oportunidade.
- Vocês podem namorar à distância! – Ino falou cruzando os braços. – Quanto tempo vai ter que ficar fora?
- Um ano e meio. – Tenten se sentou. – Ele não aceita namoros à distancia, sempre me disse que não dá certo. – os olhos castanhos se encheram de lágrimas. – Eu acho que... Que vou deixar isso quieto e fingir que não recebi o e-mail de solicitação... – acrescentou em um murmúrio.
- Não pode desistir! – Lily e eu falamos juntas. – Tenten você sempre quis ter esse emprego desde quando começou a faculdade, não pode deixar de mão agora. – acrescentei.
- Eu amo o Neji, não suportaria perde-lo.
- E vai abrir mão de um sonho? – Hinata disse colocando sua mão sobre a dela. – Tenten, meu irmão te ama e vai ter que entender isso. É apenas um ano de estágio, vai ser muito bom pra você... Não pode desistir.
- Se ele te ama, vai te apoiar. – Temari falou convictamente. – Você não estudou tanto pra deixar uma oportunidade de ouro ir embora assim.
- E se ele não quiser? – ela murmurou. – E se me fazer escolher entre ele e o emprego?
- Se fosse comigo, eu escolheria o emprego. – falei e todas me encararam. – Se Sasuke me colocasse num dilema, como se nosso amor fosse algo que pudesse ser descartado, eu acharia que ele não é verdadeiro e seguiria o meu sonho.
- Se Itachi fizesse isso comigo, eu não pensaria duas vezes. – Lily assentiu. – Se temos sonhos, eles devem ser incentivados a serem seguidos pelas pessoas que nós amamos, caso o contrário, nós mesmos devemos nos incentivar e não desistir.
- Obrigada meninas. – apesar de ter derrubado pequenas lagrimas, Tenten agora dava um sorriso verdadeiro. – Mas... Eu ainda tenho que pensar sobre isso, nós temos a academia. – olhou para Temari. – Não posso deixar tudo assim.
- Nossa academia é um mero Passa-Tempo. – Temari deu risada. – Temos pessoas que nos ajudam e muito a mantê-la em ordem.
- E amigas que podem usa-la de graça. – cantarolei e Ino me deu um tapa na cabeça, enquanto dava risada. – Claro, que pra manter em ordem também. – acrescentei tentando me manter séria.
- Ain, como vocês são veadas. – Tenten não conseguiu segurar o riso. – Obrigada, agora me huguem.
- APENAX HUGANDO! – Ino gritou antes que nós déssemos um abraço em grupo. – Agora limpe essas lágrimas, nós estamos no meu ninho de amor. – brincou.
- Ergh, que nojo. – Lily franziu o nariz. – Agora vamos voltar pra sala, antes que os meninos decidam vir aqui ver o que nós estamos fazendo.
Sexta-Feira, 09h56min da manhã, Faculdade.
Eu caminhava pelos corredores da faculdade ao lado da Ino. Apesar da minha amiga tagarelar alguma coisa do meu lado, eu estava com um livro em mãos e uma playlist do MBLAQ tocava em meus fones, pra acrescentar minha falta de atenção ao que ela dizia.
- Sakura, tá me ouvindo? – Ino parou e puxou meus fones.
- Oi? – tirei os olhos do meu livro e a encarei meio alienada.
- Eu perguntei o que você achava dessa tal inteiração. – revirou os olhos. – Cara, vamos ter que contracenar com alunos de outra faculdade e se eles forem chatos? – sacudiu as mãos exasperada.
- Você pode estar sendo precipitada. – adverti voltando a caminhar. – O destino não é tão crue... INO! – protestei quando ela me puxou bruscamente, assim que estávamos no meio de um corredor.
É. Eu estava errada, de novo.
Sabe o que é o destino?
Um grande filho da puta, que joga na tua cara que a felicidade não dura pra sempre e que nem tudo o que você quer esquecer, vai se esquecer de você. É, esse é o destino.
– Saky, não olhe agora, mas eu acho que aquele ruivo ali é o... – Ino começou e eu me virei para ver o que ela tanto observava.
– Sasori. – completei sem acreditar. – Mas que merda é essa? – olhei para cima procurando alguma explicação. Claro, que essa não veio.
– Vamos sair daqui. – Ino segurou meu braço e iria me puxar para longe, quando o ruivo nos viu e arregalou os olhos surpreso. – Cacete! – praguejou enquanto nós saíamos o mais rápido que podíamos do corredor que ele estava.
– SAKURA! – Sasori gritou e eu parei, mesmo que não quisesse. Ino me puxou pelo braço e me disse algo que não consegui entender, pois agora, eu estava encarando os olhos cinzentos da pessoa que antes era um dos meus melhores amigos. – Eu não acredito que você... – ele começou, mas eu o interrompi.
– O que você tá fazendo aqui? – perguntei rudemente. – Que saco, Sasori, será que você não vai me deixar em paz?
- Te deixar em paz? – ele perguntou arqueando uma sobrancelha. – Sinceramente...
- Você devia sumir, sabia? – Ino o interrompeu. – Cara, já se passaram quatro anos. O que você tá fazendo aqui?
- Eu que devia perguntar. – Sasori fez uma expressão indignada. – Não vai me dizer que vocês estão estudando nessa faculdade?
- Não me diz que você vai entrar pra ela. – rebati irritada. – Que merda Sasori, porque você não some?
- Entrar pra ela não, mas o imbecil do diretor da minha faculdade decidiu fazer uma parceria com essa aqui. – ele parecia tão, ou mais irritado que eu. – Pra informação de vocês, eu estou muito bem e não Sakura, se eu soubesse que te encontraria aqui não teria feito nada, porque estou aqui CONTRA a minha vontade.
- Fica longe de mim. – apontei pra ele. – Tá ouvindo seu babaca? Fica a milhões de metros de mim.
- Se eu puder, claro que vou fazer isso. Ou acha que eu esqueci que você me jogou pra fora da sua casa? – Sasori arqueou uma sobrancelha. – Eu tinha uma pequena obsessão por você, Sakura. Já era, acabou e se eu pudesse faria uma faixa e entregaria na sua casa dizendo o quão idiota fui por achar que gostava de você.
- Se fuder você não quer, não é? – cruzei os braços.
- Se você for comigo, quem sabe eu penso no caso. – rebateu ele fazendo o mesmo que eu. – Mas infelizmente, eu vou acabar trombando com vocês de novo, porque preciso desses últimos trabalhos pra finalmente poder me formar. Olha que inconveniente.
- Inconveniente é ter sua presença aqui, Akasuna. – Ino estreitou os olhos. – Por que você não foi pro exterior?
- Dá minha vida, cuido eu, Yamanaka. – cortou Sasori e Ino continuou a encara-lo. – A questão é que eu quero que vocês esqueçam que me conheceram, que eu já fui amigo de vocês, me fariam um favor, acreditem.
- Eu tacaria fogo em você, mas não te faria nenhum favor. – dei um sorriso sarcástico. – Vê se não atravessa meu caminho, Akasuna.
- Agora vamos ser formais, Uchiha? – chamou pelo meu novo sobrenome com um tom maldoso. – Ou prefere que eu te chame pelo seu nome de solteira? E você Ino, se casou com Gaara ou já deu pra outro qualquer nesses últimos quatro anos?
- Vai se foder. – Ino mandou ainda mantendo o tom de voz. – E você? Achou alguma outra trouxa pra enganar?
- Como vocês? – ele pareceu pensar um momento. – Não, na verdade eu parei com isso. Sou uma pessoa de bem. – sorriu. – Se vocês quiserem, talvez nós consigamos ao menos fingir que nós damos bem.
- Nunca. – aproximei-me dele, encarando-o dentro dos olhos cinzentos. – Se você pensar em armar alguma coisa pra cima de mim, ou qualquer um dos meus amigos, você sabe que eu vou me vingar. Se lembra dos nossos tempos de colégio, não é?
- Claro. – ele fez o mesmo que eu havia feito novamente, encarando-me profundamente. – Então acho que seremos inimigos, não?
- Acho que já devia saber disso, seu babaca. – esbarrei propositalmente em seu ombro e saí juntamente com Ino, que sorriu e lhe mandou o dedo do meio.
- Sabe o que é legal? – ele perguntou fazendo com que nós parássemos. – Esse espirito de companheirismo.
- Sabe o que seria legal? – Ino se virou para ele e eu fiz o mesmo, vendo que ele não havia saído do lugar. – Arrastar a sua cara no asfalto e depois pisar nas suas partes baixas com um salto numero 15. – sorriu maldosamente e então se virou novamente de uma forma divosa, para que saíssemos dali.
- ATÉ MAIS COLEGAS! – ouvi Sasori gritar, enquanto dava uma gargalhada. – Ah e não se esqueçam, apesar de ser sexta 13 o verdadeiro terror começa no sábado 14. – respirei fundo, para não voltar lá e estrangula-lo.
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