Love Drunk

51 Segunda Temporada - Capitulo 4


Notas iniciais
ôe, ôe o/
Com esse clima frio de São Paulo, meus dedos estão doendo tanto que mal consigo digitar sem errar um monte de vezes KKKKKKKKK Sério, isso não é mentira.
Me desculpem a demora, esse capitulo era pra ter saído ontem, mas eu acabei tendo que mudar tudo e reescrever tudo porque achei forçado,e ainda to meio "assim" com esse capitulo, porque seilá rçrçrçr
LunaHaruno e sakkyuchiha, obrigada mesmo pelas recomendações lindas *--* Capitulo dedicado à vocês, espero que gostem.
Entrem no grupo de Love Drunk no facebook, ok ? u.u kkkkk
E sobre os reviews que faltam resposta... Calme, que eu já vou responder :3
Boa Leitura

Três dias depois...

- Tá, por que tanta proteção? – perguntei franzindo o cenho e estreitando os olhos tentando enxergar algo que valesse a pena toda aquela segurança. – Acham que alguém vai roubar o quadro em plena luz do dia e sair correndo? – encarei Sasuke, que tinha a mesma expressão que a minha.

- É a Mona... – ele murmurou indo um pouco mais pra frente, quase encostando na faixa vermelha. – Esse quadro vale mais de cem bilhões de dólares. – me encarou fazendo uma expressão intelectual.

- HEIN? – gritei recebendo um olhar feio de um dos guardas. – CEM? – coloquei a mão na boca quando algumas pessoas fizeram “xiu”. Bah, não deixam ninguém ser felizes. – Vou roubar esse quadro. – brinquei fazendo com que ele desse risada.

- Sabia que alguns dos guardas sabem falar português? – sussurrou olhando por cima do ombro. – Já pensou se te pegam falando isso?

- E daí? – dei ombros e voltei a encarar o quadro. – É como se ela observasse a nossa alma, não é algo legal. – assenti feito idiota.

- Ela é feia. – Sasuke franziu o nariz. – Como algo pode custar tão caro?

- E você tem que achar alguma coisa bonita? – balancei a cabeça, e isso me deu a sensação de que eu pareci um daqueles bonecos que ficam assentindo a todo o momento. Sabe aqueles cabeçudos. – Eu sou bonita, me ame.

- Não mesmo. – ele começou andar para outra parte do museu, me deixando com cara de banana.

- Tá vendo Mona? – me voltei para o quadro, como se fosse alguma conhecida minha. – Você fica aí, encarando todo mundo, custa milhões e os homens da sua época eram gentis... Esse ogro que eu tenho que chamar de marido me deixou aqui, falando com você e... Sim?

- Senhorita, seus diálogos solitários estão atrapalhando os outros visitantes. – um dos guardas falou. – Peço que se retire do museu e... – Ué, ele falava português?

- Eu to sendo expulsa? — perguntei surpresa. – Sério mesmo? – ele assentiu.

- Ótimo. – joguei os cabelos por cima do ombro, fingindo que meu orgulho não havia sido ferido e comecei a praticamente marchar atrás do Sasuke, no meio daquele bando de gente que estava vendo alguma escultura Renascentista. – Com licença. – falei pra um casal que estava em minha frente. A mulher me encarou confusa, assim como o homem. – Mim querer passar. – bati a mão no peito e tentei passar, mas parece que eles pensaram que eu estava tentando furar fila (?). FILA? – Mim brasileira, e mim ser índia. –tentei novamente. Cara, mim não conjuga. – Eu não to falando com índios... – revirei os olhos e então tentei passar entre eles, que tentaram me segurar o que resultou num tropicão da minha parte que infalivelmente, ninjamente tentou se segurar na pessoa da frente que também se desequilibrou e foi derrubando todo mundo que estava na fila, numa sequencia assustadora.

- Bravo Sakura, criou um dominó humano.

- SASUKE? – gritei tentando me levantar, mas tinha alguém em cima da minha perna. – Gente minha perna, ai como dói... Senõr, socorro! – Sério, minha perna já estava começando a ficar dormente, quando alguém maravilhoso e trouxa me puxou. – Vamos sair daqui antes que eles levantem. – peguei na mão dele começando a correr para fora do museu.

Não é preciso ser nenhum gênio pra entender o bando de xingamento que estava sendo proferido contra a garota de cabelo rosa. Ué, quem tem cabelo rosa aqui?

Eu que não.

- Fomos expulsos de qualquer forma. – ele comentou quando eu coloquei a touca do meu agasalho. – Uma bela história para os nossos filhos, papai e mamãe foram expulsos do Louvre porque a mãe de vocês fez um dominó humano lá dentro.

- Ah, que coisa mais histórica. – olhei pra ele pelo canto dos olhos e quando vimos dois seguranças saírem de dentro do museu correndo atrás de nós saímos correndo. – AI CARAMBA, NÓS VAMOS SER PRESOS? – perguntei desviando de uma mulher que ia em direção oposta a minha.

- Cala a boca e corre. – Sasuke puxou minha mão e viramos numa esquina movimentada, desviamos de um carrinho de laranjas (?) e Sasuke quase bateu o Jr. Num hidrante que ele teve que pular, antes de tropeçar e quase esbarrar em um francês que deve te-lo xingado até a ultima geração. — Je suis désolé! – gritou em resposta.

- Você mandou ele o que? – perguntei arfando, quando paramos em frente a um café.

- Eu – respirou fundo e curvou o corpo para se apoiar nos joelhos. – Pedi desculpas, oras. – completou após alguns segundos.

- Não to sentindo meu... Meu... Meu pulmão. – falei com dificuldade para respirar.

Ficamos em silencio e depois entramos no café, nos sentando afastados da janela por precaução sabe.

- Qualquer um que vir aqui perguntar, eu sou um travesti chamado Josevaldo Henrique, que veio da Espanha. – falei para Sasuke que arregalou os olhos e engasgou com a própria saliva. – E você é o Jertrudes, um Gay que está me fazendo companhia.

- Mudar de nome não vai adiantar nada. – ele balançou a cabeça negativa. – Como vai dizer que outro travesti tem o cabelo cor de rosa?

- Maldito cabelo de algodão doce... – murmurei encolhendo-me na cadeira e puxando o capuz até cobrir meus olhos. – Ótimo, agora não vejo nada. – resmunguei e ele tirou a minha touca. – Hey!

- Você tá parecendo um traficante. – defendeu-se do tapa que eu ia dar em sua mão. – Quando alguém te encarar, apenas sorria e acene. – acrescentou quando uma garçonete veio nos atender. – Vai querer o quê?

- Sorrir e acenar, sorrir e acenar. – repeti para mim mesma. – Quero um Cappuccino. – respondi olhando para a moça sem querer, e ela me encarou com um sorriso confuso. Sorriso confuso? Expressão confusa.

A corrida afetou meu cérebro bem desenvolvido. Porque eu sou um Einstein, claro.

Sasuke balançou a cabeça e repetiu o que eu havia dito para a moça, que assentiu e saiu.

- Pedi alguns croissants, e duas fatias de bolo. – avisou demonstrando orgulho da sua escolha.

- Em meia dúzia de palavras? – perguntei impressionada, ele mal havia falado.

- Eu não disse só meia dúzia de palavras. – revirou os olhos e começou a mexer no potinho de açúcar.

- Vai ficar caolho desse jeito. – avisei começando a estralar os dedos.

- De quem será que eu peguei essa mania? – Sasuke encarou-me sugestivamente.

- Não faço ideia. – fiz-me de desentendida. – Mas é contagioso? – dei risada da expressão que ele fez. Foi algo parecido com franzir o nariz e estreitar os olhos ao mesmo tempo.

- Deve ser. – respondeu parando de mexer no potinho de açúcar e me encarando. – Só espero que ter cabelo rosa não seja um dos sintomas.

- Essa feriu meu orgulho. – formei um bico inconformada. – Buda vai te castigar. – apontei pra ele e ele bateu na minha mão, me fazendo soltar um “Ingrato”, bem gay.

- Não, ele não vai. – Expressão fuck the police mode on à parte, ele agradeceu a garçonete quando ela trouxe o que ele havia pedido. — Merci. – ele disse dando um breve sorriso.

- Merci. – repeti fingindo que sabia de tudo, coisa que eu sei fazer muito bem.

Ela me encarou e deu um sorriso gentil, antes de dizer:

- Avoir un bon repas, monsieur et madame. – HEIN? WHATAFUCK? — La belle couleur de cheveux de but. – completou antes de se retirar.

- Ela está me xingando? – perguntei para o Sasuke que deu risada. – Color de bute, que bute o que? Mounsieur, sou mais Sir.

- Ela apenas nos desejou uma boa refeição e elogiou a cor do seu cabelo. – disse bebendo um pouco do café. – Cara isso aqui é bom e... Olha tem dois coraçõezinhos aí. – indicou meu cappuccino e eu sorri ao ver S & S dentro dos corações.

- Você mandou fazerem isso, não foi? – perguntei dando um sorriso. – Eu to com dó de beber. – confessei.

- Tira uma foto pra eternizar o momento. – disse ele pegando o celular e tirando uma foto minha com a bebida. – Olha que linda. – acrescentou mostrando-me a foto e isso me fez corar, oh droga.

- Acho que uma foto sua, fica mais bonita. – falei pegando meu telefone e ele sorriu levantando um croissant. – Olha que lindo, maravilhoso. – comentei colocando a foto de papel de parede e mostrando pra ele, que revirou os olhos. – Que foi?

- Esse manolo, tem cara de tapado. – respondeu dando ombros.

- E essa garota aí, parece uma rosquinha rosa. – revirei revirando os olhos. – Como vamos entrar em um acordo? – apoiei a mão no queixo e mordi um pedaço de um dos bolos.

- Você junta sua parte feia, com a minha parte feia e tiramos uma foto juntos. – murmurou ele pensativo. – Ai a foto fica equilibrada. – sorriu e fez um joinha com a mão.

- Perfeito. – bati palmas impressionada, meu marido um gênio. – Bravo. – limpei uma lagrima teatralmente. – Sua beleza vai ofuscar a minha feiura. – acrescentei encarando meu cappuccino, e bebendo um gole logo em seguida. Que dó, que dó estraguei o que estava escrito.

- Vamos tirar essa foto logo. – resmungou não contendo um sorriso e se aproximando de mim. Deitei a cabeça em seu ombro e fiz o sinal da paz e do amor, fazendo um bico meio tosco também, enquanto ele sorria e arqueava uma sobrancelha.

Casa da Tenten, zona, frio e verdade ou desafio:

- Ta tão frio, mas tão frio que se eu colocar um Danoninho pela janela ele vira sorvetinho. – Gaara falou puxando mais o cobertor para si.

- Como você pode debochar de um momento tão critico desse, seu demente?- Neji perguntou espirrando. – Droga.

- Está tão frio, que os pinguins deram o fora da geladeira. – Ino comentou enquanto puxava sua touca até cobrir os olhos. – Ótimo, agora sou o ciclope.

- Não amiga, ele é mais bonito. – Tenten comentou fazendo a loira fechar a cara. – MALDADE! – reclamou quando foi acertada por uma almofada, que fez com que ela batesse a cabeça no sofá.

Haviam retirado a mesinha de centro e colocado em seu lugar dois colchões de casal, com inúmeras cobertas. Claro que havia brigadeiro, refrigerante e tudo o que há de bom... Inclusive o elemento X.

Que no caso é a zoera.

- Ta tão frio que o cachorro da Tenten fugiu... – Naruto murmurou deitando a cabeça no colo de Hinata, que corou.

- Quem deixou o Naruto falar? – Shikamaru perguntou levando uma porção de batatinhas até a boca.

- Naruto, fica quietinho vai. – Hinata falou revirando os olhos e dando uns tapinhas na cabeça do loiro que levantou correndo. – Que foi seu retardado?

- Sua mão tá gelada. – acusou se encolhendo. – Tá tão frio, que se alguém me desse um soco eu não sentiria... – Pobre Naruto, no mesmo instante que ele pronunciou essas palavras foi atingido por socos de Gaara, Tenten, Neji e Shikamaru. – Eu não disse literalmente.

- Aprenda a pensar antes de falar. – Ino disse revirando os olhos. – Dude, que tédio. – acrescentou mudando de assunto.

- Vamos brincar de verdade ou desafio. – Temari ergueu os braços animada, mas logo voltou a esconde-los debaixo do cobertor felpudo e azul de Tenten.

- Ain, certeza? – Hinata perguntou franzindo o cenho. – Podíamos ligar a TV. – apontou para a enorme tela plana que estava desligada.

- Estamos acampando. – Shikamaru protestou jogando algumas batatas nela, que o fulminou com o olhar. – Eu opto pela brincadeira desafio, porque de verdade já estamos cheios.

- Cala a boca e não tenta estragar a brincadeira. – Gaara rebateu. – Vamos começar logo com isso. – propôs animado, já tinha em mente algumas perversidades... Qual é, todo mundo sabe que o curupira da turma não é tão bondoso assim.

Depois de meia hora de brincadeira, Hinata tinha cortado um pedaço do cabelo (um pedaço da frente, que ficou parecido com a franja dela, sorte que não era alguma madeixa que fizesse “diferença” por assim dizer) por desafio de Shikamaru, que teve que comer um abacaxi (inteiro) que estava na geladeira de Tenten por 2 dois dias por desafio do Naruto que não gostou do que havia acontecido. Neji e Temari haviam sido maquiados e pareciam que haviam tomado uma surra de algum policial. Gaara tinha ligado para a casa de algum estranho e fingido que era gay, e que estava em busca de alguns companheiros, enquanto Ino havia enfiado o rosto contra uma torta de morango e havia comido a mesma sem as mãos.

Ah, as verdades de todos haviam acabado e nem ao menos fizeram diferença alguma na brincadeira, pois eles já sabiam de tudo.

- Ok, Gaara eu desafio você e todos os meninos a ficarem somente de cueca e pularem na piscina da Tenten. – Ino falou dando risada da expressão que eles haviam feito.

- Enquanto cantam alguma música do Michel Teló. – Temari acrescentou, ela estava parecendo um palhaço e tinha a palavra “Trouxa” escrita com delineador.

- Ah só de sunga? – Hinata encarou a parte que estava faltando do cabelo. – Eles podem colocar a parte de cima de algum dos biquínis da Tenten.

- Por que meus?

- Por que estamos na sua casa? – as garotas responderam ao mesmo tempo, fazendo ela abrir a boca para protestar e em seguida fecha-la sem opção alguma.

- Porra tá escurecendo e a piscina da Tenten deve tar congelada! – Gaara tentou protestar, aquilo não deveria ser para ele.

- Nós vamos ter hipotermia! – Shikamaru falou enrolando-se ainda mais ao cobertor, assim recebendo um cascudo de Temari.

- Problemas de vocês. – a Sabaku revidou. – Ta vendo a minha testa?

- O que quê tem? – perguntou o Nara se encolhendo.

- Está escrito trouxa, mas isso não significa que eu seja uma. – retrucou ela.

- Nós vamos virar picolé! – Naruto protestou olhando para Hinata com uma cara de cachorro pidão. – Hinatinha por favor...

- O Naruto pode ficar de fora, porque ele me defendeu. – a Hyuga falou fazendo com que ele sorrisse animadamente e a beijasse.

- HEI, DESAFIO PRA TODO MUNDO! – Neji protestou batendo a mão no colchão. – O loiro vai!

- O DESAFIO É PRA QUEM A GENTE ESCOLHER! – Ino jogou uma almofada nele, que acertou seu rosto em cheio. – O Naruto não vai pra piscina. – decretou.

- Por que eu tenho que ir, amor? – Gaara perguntou dando um sorriso galanteador.

- Porque você é um cretino e me fez comer torta sem as mãos. – ela devolveu o sorriso e ele suspirou derrotado. – E quem não for, vai ter que andar de vestido e salto amanhã no Shopping. – ameaçou.

- Nesse frio? – Shikamaru se pronunciou.

- É, e calados. – Tenten disse levantando-se e puxando o cobertor. – Tirando a roupa e indo já pra piscina! Vocês são homens ou um saco de batatas?

“Saco de batatas, nós somos sacos de batatas. Batatinhas, batatas palhas... Nós somos batatas!” – Pensavam todos ao mesmo tempo. Estava tão frio que suas pernas estralavam a cada movimento, e nem ao menos conseguiam mexer as mãos direito.

- Somos homens! – Gaara se pronunciou. “Não, eu sou um saco de batata... Um saco de batata másculo.” – tentava se convencer. – Eu posso fazer isso. – acrescentou.

- Somos homens meio batatosos, mas somos homens. – Neji disse determinado, enquanto se levantava.

- Somos homens com ramas! – Shikamaru falou fazendo com que todos dessem risada.

- Que legal cara. – Naruto também se levantou parecendo determinado a pular na piscina com os outros.

- Naruto você também vai? – Hinata perguntou franzindo o cenho para o Uzumaki. Ela não tinha o defendido?

- Que isso Hinatinha, eu sou um saco de batatas. – ele deu ombros e abraçou com um sorriso amarelo. – Nunca que vou pra aquela piscina.

- Seu saco de batatas podres. – Gaara fez uma expressão de repudio. Ah, se ele ia levar Naruto pra fossa com eles.

- Não ofenda minhas batatas. – Naruto apontou pra ele. Pobrezinho, havia caído direitinho.

- Então prove que é um homem batata descente. – o Sabaku arqueou uma sobrancelha enquanto começava a tirar as blusas de frio. “Porra, eu sou um saco de batatas... SACO DE BATATAS”.

- Eu sou uma batata descente. – o loiro começou a tirar as roupas também, e os outros dois bobões começaram a fazer o mesmo. – Santa paçoca, que frio. – murmurou passando a mão nos braços numa tentativa de se esquentar.

- Eu quero chocolate quente, roupas descentes e que o aquecedor esteja no máximo quando voltarmos. – Shikamaru falou tremendo tanto quanto uma vareta em uma ventania.

- Blá, Blá, Blá. – Ino resmungou abrindo e fechando a mão como se fosse um boneco. – Vão logo. – revirou os olhos.

- Se eu ficar doente, você vai ter que cuidar de mim. – Gaara declarou indo em direção a porta dos fundos.

- Se você ficar doente, eu te mando pra um hospital. – Ino WINS!

- Meu Deus, a Ino tá passando tempo demais com o Gaara. – Temari exclamou dando risada da cara que o irmão fizera.

Tenten subiu as escadas correndo, enquanto os outros iam até a piscina. De acordo com ela, deviam tirar nos palitinhos quem iria buscar a parte de cima dos biquínis, mas os amigos rebateram dizendo que a casa era dela e que ela não gostaria de um Neji mexendo em suas roupas intimas.

- Por que o meu é rosa? – Neji protestou indignado, segurando a peça com as pontas dos dedos.

- Por que eu quero que seja rosa. – a Mitsashi deu ombros e se enrolou novamente num cobertor, junto com Hinata. – Vão logo que eu to com frio, porra. – exclamou mal-humorada, não estava sentindo seus pés.

Os meninos protestaram, mas vestiram os “biquínis” e foram pra beira da piscina.

- Cara, esse é o momento em que temos que dar as mãos como gays. – Gaara falou encarando a piscina. Se pudesse arregaria.

- Eu quero arregar. – Neji respirou fundo, sentindo dor só de fazer isso. – Mas não posso.

- Mano... – Shikamaru murmurou encarando a agua. – Socorro sinhó, nós somos trabalhadores...

- Por que sinhó? Por... – Naruto começou a falar, mas sentiu uma mão o empurrando contra a agua gélida.

E isso não havia acontecido somente com ele e sim com todos os outros garotos. Temari e Ino, a dupla de loiras haviam empurrado os garotos na água porque elas mesmas estavam com frio para escutar as suplicas deles.

- PUTA QUE PARIU, MEU CORPO TÁ CONGELANDO! – Gritaram desesperados, com as bocas arroxeadas, e sentindo cada parte do corpo arder e queimar por causa do frio. Pareciam que agulhas de gelo estavam perfurando seus corpos, uma sensação nada legal.

- Ai Cristo, saiam dessa droga. – Hinata falou preocupada ao ver Naruto sair aos tropeços da piscina. O loiro estava tremendo muito quando ela o enrolou numa toalha e saiu o arrastando para dentro de casa.

- Saí logo dessa piscina, porque eu não vou entrar aí pra te puxar. – Ino falou esticando a mão para Gaara segura-la. – DESGRAÇADO! – a Yamanaka gritou quando ele a puxou para dentro da piscina sem que ela pudesse revidar. – EU TE ODEIO. – tentou bater nele, mas suas mãos já estavam doendo, e o ruivo apenas dava risada.

- Me venere Ino, porque você não vai conseguir superar minhas maldades. – ele deu ombros e saiu da piscina, puxando-a consigo. Por um momento teve dó ao ver a pele branquinha da noiva adquirir um tom avermelhado, e seus lábios ficarem arroxeados numa rapidez incrível.

- Idiota. – foi tudo o que disse antes de ver Shikamaru jogar Temari dentro da piscina e sair correndo como um pinguim para dentro da casa de Tenten.

- NARA, SEU DESGRAÇADO! – Gritou a Sabaku saindo da piscina numa velocidade incrível e correndo atrás dele dentro da casa, só que ela acabou escorregando e empurrou Neji e Tenten no chão. – EU TE ESGANO! – levantou-se como se nada tivesse acontecido e correu escada acima atrás do namorado que tentou se esconder inutilmente no banheiro.

Sakura Pov’s:

- Sasuke, você não vai me contar mesmo? – perguntei enquanto me encarava no espelho.

Já eram quase nove horas da noite, e eu estava me arrumando para sair. Quer dizer, eu não tenho ideia da onde nós iriamos porque o Sasuke quer manter em segredo, e eu não sou nada curiosa.

- Surpresa. – cantarolou ele de dentro do banheiro.

- Surpresa, surpresa. – afinei a voz enquanto terminava de passar meu batom vermelho. Eu havia vestido uma blusa branca e por cima dela havia colocado um blazer preto, qual eu fiz questão de dobrar um pouco as mangas. Minha calça era num jeans claro e tinha inúmeros rasgos nas coxas, porque eu gosto de calças rasgadas e fim. E pra combinar, separei um meia pata e vermelho fosco. (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=87010073&.locale=pt-br). – Sabe que não precisa fazer surpresas. – acrescentei caminhando em direção a minha cama e pegando meu celular, iria ligar para a Ino.

- Claro, claro. – debochou Sasuke sem se importar muito.

Revirei os olhos e fui até a sacada discando o numero da minha amiga, que atendeu ao terceiro toque com um espirro.

- Alô? – ela falou fungando.

- Ino? – perguntei escorando-me na grade. – Como vão as coisas por aí?

- Sakura? – perguntou ela de volta. – Ta um frio do caramba, e acho que estou ficando resfriada... Maldito Gaara. – praguejou baixinho. – Aproveitando muito aí? – acrescentou maliciosamente.

- Claro que to, menina. – falei como aquelas meninas afetadas. Sabe? Aquelas que sempre contam alguma fofoca pra melhor amiga? Então. – Fui expulsa do Louvre, mas fora isso a viagem ta sendo perfeita. Sasuke que é um puto, me escondendo tudo.

- Você tem que aprender a gostar de surpresas, sua lerda. – ela deu risada. – Como você pode ser expulsa de um museu? – perguntou surpresa. – Ah, todo mundo tá aqui, manda um oi.

- Ôe, amores da minha vida. – Comecei a voltar para dentro do quarto para colocar meus sapatos. – Sentindo a minha falta? – sentei-me na cama e apoiei o celular no ouvido com o ombro.

- Claro que não. – Gaara que respondeu e eu ouvi murmúrios ao fundo. – Estamos todos reunidos na casa da Tenten, comendo besteiras e aproveitando muito bem a sua ausência. – ótimo amigo, ótimo.

- Sabe o que vocês são? – coloquei os dois saltos e me levantei, colocando a mão na cintura like a diva. Só que não.

- O que? – Tenten perguntou rindo. – Não Neji, você tem que ir pela esquerda seu retardado.

- Vocês são Babuínos Bobocas Balbuciando em Bando. – respondi tão rápido que até me surpreendi.

- Que ofensa! – Ino gritou ao fundo. Ué, ela não tava com o celular? – Também somos bruxos.

- E daí? – dei ombros e passei em frente à cama, indo de um lado para o outro. – Eu consegui ofender vocês com estilo, me venerem reles mortais. Ain dude, que saudades de vocês...

- É amor demais da conta. – Naruto falou e eu assenti.

- É, muito amor. – revirei os olhos. – É tanto amor que... – nessa hora meu sapato bateu na perna da cama, o que me fez cair com tudo no chão com a mão pra cima pra não arranhar o celular. – Eta bagaça. – murmurei no chão. CHÃO POR QUE TANTO AMOR POR MIM? POR QUÊ?

- O que aconteceu? – Sasuke saiu correndo do banheiro, ele estava somente de calça jeans e me encarou confuso. – Que cê ta fazendo aí no chão muié?

- Tomei um Rabo de Arraia. – respondi sentindo minha retaguarda doer.

- Um o quê? – ouvi meus amigos perguntarem.

- Rabo de arraia. – repeti irritada, enquanto Sasuke me ajudava a levantar. – Sasuke, manda um oi pra negada. – falei entregando o telefone pra ele.

- Oi negada. – ele falou animadamente e depois começou a assentir. – Eles perguntaram o que é isso. – falou para mim que o encarei descrente.

- Um paranauê. – respondi dando risada. – TOMEI UM PARANAUÊ DA CAMA. – apoiei-me em Sasuke que começou a dar risada por causa da minha careta.

- Eles disseram que nem os moveis parisienses gostam de você. – falou após algum tempo.

- Manda eles se lascarem e vai terminar de se arrumar. – acrescentei idgnada. – Cama você gosta de mim, certo? – virei-me para cama.

Ela gosta de mim, certo? Certo.

Quer dizer, se ela não gostar de mim o Sasuke gosta e isso é melhor, certo?

Certo.

Obrigada por concordarem comigo, amo todo mundo menos o Gaara, porque ele é um comensal da morte. Mentira, amo ele também.

Notas finais
Continua...Mereço reviews??