Love Drunk

69 Segunda Temporada - Capitulo 22


Notas iniciais
Oeeeeeeeeeeeeee, eu não tenho muita coisa pra dizer desse capitulo além de: "SEGURA ESSE FORNINHO, GIOVANNA!" AUSHAUSAHS Acho que a fic vai ter só mais 5 capitulos... UOU! Quando tiver mais certeza, aviso... Acho que digo isso desde o começo da fic! USHAUS Beijão e... Boa leitura!

Cinco minutos e um olhar enviesado por cima do jornal.

Revirei os olhos e balancei a cabeça, bebendo em seguida um pouco do meu suco de laranja. Outro olhar enviesado. Mordi um pedaço do pão e comecei a cantarolar uma música qualquer, somente para quebrar o silencio em que estava entre nós. O volume da televisão estava alto e algum cara dava dicas de como criar uma sobremesa.

– Vai ficar quieto até quando? – Perguntei notando mais uma vez, o olhar repreendedor de Sasuke.

– Até você desistir dessa ideia maluca de ir para a faculdade. – Sasuke respondeu-me frio, enquanto cobria o rosto com o jornal novamente. – E se me der licença, estou lendo o jornal.

– Você não gosta de ler jornal. – Falei tentando parecer o mais desinteressada o possível. – Além de que, está na mesma página faz quase vinte minutos. – Dei um sorriso debochado ao ver Sasuke mudar a página do jornal com certa brutalidade. – Eu vou para a faculdade. – Bebi o restante do meu suco; me levantei e peguei a minha bolsa, tendo ciência do olhar de Sasuke sobre mim. – Amo você. – Dei um beijo no topo de sua cabeça e ele fingiu-se de indiferente; suspirei e ajeitei a bolsa sobre o ombro, pronta para sair de casa, quando a mão dele segurou meu pulso.

Sasuke deixou o jornal sobre a mesa contrariado e levantou-se, mantendo a expressão séria. Não contive o sorriso vitorioso, mas o reprimi ao ver o olhar de Sasuke. Ele olhou para a esquerda, a expressão indecifrável e eu – por conhece-lo há quase cinco anos – tive certeza de que ele estava pensando em alguma desculpa para me fazer ficar em casa.

– Você estava passando mal ontem. – Disse ele calmamente, ainda mantendo seu olhar longe do meu. – Tem certeza de que está disposta?

– Absoluta. – Assenti convicta, embora ainda sentisse que eu poderia vomitar todo o meu café da manhã a qualquer momento. – Tive um ótimo doutor. – Brinquei e Sasuke finalmente me encarou, seus olhos estavam estreitos. – Vamos lá, vai ter cabelo branco antes do tempo. – Apelei sacudindo o braço levemente; Sasuke ainda segurava meu pulso.

– Sakura, está brincando com a sua saúde. – Sasuke respondeu-me irritado.

– O que posso fazer pra te deixar com a consciência tranquila? – Revirei os olhos entediada. Sasuke manteve-se sério e segundos depois, um sorriso começou a se formar em seus lábios. Não gostei disso. Não mesmo!

– Vá fazer exames.

– Temos quatro dias pro festival – Repliquei no mesmo instante. – Não tenho tempo pra isso.

– Minha mãe tem uma legião trabalhando nos preparativos desse festival. – Dessa vez, Sasuke quem estava com um sorriso debochado. – Você não vai fazer falta, ao menos não para ela, ficando ausente por umas horinhas. – Entreabri os lábios e antes que eu pudesse dizer algo ele continuou. – Eu vou sentir sua falta, mas vou superar, principalmente quando tiver certeza de que tudo está bem.

– Você é um mané. – Formei um bico e ele riu, enlaçando minha cintura e puxando meu corpo de encontro ao seu. – Não estou achando graça. – Resmunguei erguendo o rosto e recebendo um selinho em resposta. – Não ache que pode me comprar com isso.

– Amor...

– Não me chama de amor, que eu to com raiva de você. – Ele mordiscou meu lábio inferior e eu me mantive séria. – Não esqueça de colocar ração para o Leon. – Falei mantendo o bico e Sasuke beijou-me demoradamente. – Não ache que... Eu... Não vou...- Meu marido passou a interromper minhas frases me dando selinhos repetidamente.- Eu vou fazer os exames. – murmurei contrariada, sentindo uma das mãos dele apertar minha cintura.

– Gosto de como você é volúvel. – Sasuke comentou satisfeito.

– Cale a boca. – Resmunguei e ambos começamos a rir. – Agora é sério, a bola de pelo precisa de comida. – Avisei olhando por cima do meu ombro; o Golden Retriever estava esparramado sob o sofá.

– Eu já coloquei ração para ele de manhã. – Sasuke explicou e eu fiz uma expressão pensativa. – O que foi?

– Ah, eu não sei. – Respondi sem graça. – Não sei. – Dei um beijo em seu queixo e tentei desfazer o abraço. – Preciso ir, Sasuke. – Praticamente choraminguei. – Se acontecer qualquer coisa, te aviso. – Prometi e ele arqueou uma sobrancelha.

– Vai logo antes que eu me arrependa. — Sasuke me soltou e embora tentasse parecer bravo, ele riu. – Boa aula.

– Bom trabalho. – Mandei beijinhos e peguei minhas chaves atrás da porta, antes de sair de casa.

Fazia tanto tempo que eu não dirigia o meu próprio carro que, consecutivamente, acabei pegando um transito que acabou com parte do meu bom humor matinal. Demorei para achar uma vaga no estacionamento da faculdade e tive o azar de estacionar o meu carro ao lado do de Sasori.

– Bom dia coleguinha! – Disse ele rindo e eu revirei os olhos; bati a porta do carro e acionei o alarme. – Qual é Sakura, quando vai entender que você já é passado na minha vida?

– Quando você sumir da minha. – Retruquei rumando para dentro da faculdade com ele no meu encalço. – Dá pra parar de me seguir? – Parei irritada e ele me encarou confuso. – Sasori...

– Temos aulas juntos, esqueceu? – O ruivo respondeu-me como se fosse obvio, pondo as mãos nos bolsos do jeans. – E afinal, por que não acredita em mim? Não tentei nada contra você e...

– Provocou o meu marido no meio de uma boate. – Cruzei os braços e Sasori manteve a boca entreaberta, encarando-me como uma criança que é pega quando está aprontando alguma coisa. – E não venha me dizer que não, a faculdade inteira viu seu rosto nesse ultimo mês. – Certo, eu odeio o Sasori e não posso deixar de caçoa-lo um pouquinho. – Estava parecendo o filho do Chuck.

Sasori mordeu a parte interna da boca e desviou o olhar para algum ponto atrás de mim.

– Não precisa ofender. – Resmungou indignado.

– Você acabou com uma noite que era pra ser divertida! – Minha voz se elevou e eu me controlei para não estapeá-lo. – Pare de parecer um autista!

– Hey! Controle suas ofensas. – Sasori pareceu despertar do transe em que havia entrado. – Eu não fiz nada intencionalmente. – Disse incerto, avaliando as minhas reações. – Bem, você sabe, naquelas circunstancias e naquele exato momento eu... Posso dizer que perdi um pouco da razão, mas juro que não queria ter... Feito exatamente aquilo.

– Não queria?

– Não! Sakura, imagine, eu? Não, claro que não! – Mesmo que ele tivesse disfarçado, sua voz havia se afinado um pouco. – Talvez eu quisesse provocar o Uchiha, levemente. – Balancei a cabeça negativamente e ele continuou. – Mas sair na porrada? Claro que não. Eu não chegaria a tanto, Sakura.

– Vai contar história pra boi dormir, Akasuna. – Avisei e ele arregalou os olhos. – Eu te conheço.

– Você está tendo um pré-conceito sobre mim, Sakura. – Sasori disse fazendo menção de me seguir quando eu me movi. – A briga com seu marido foi uma recaída, não vai acontecer de novo.

– Recaída?!

– Não vai acontecer de novo! – Sasori garantiu e eu mantive minha expressão desconfiada. – Não precisa me amar, mas...

– Nem ferrando!!

–... Vamos ter uma relação cordial, ao menos.

– Relação... Cordial? – Murmurei incerta. – Eu não confio em você, Sasori.

– Mas eu confio em você. – Suspirei e ele sorriu, da mesma forma que fazia quando éramos amigos. – Me dá uma chance, por favor?

– Te dou uma chance pra sair de perto de mim. – Avisei seriamente e ele continuou me encarando. – Tudo bem, mas eu ainda odeio você. – Recomecei a andar e ignorei a dancinha da vitória que Sasori havia feito.

– Sabia que entre o ódio e o amor existe apenas uma linha tênue?

– Vai existir uma linha tênue entre o meu pé e a sua cara, se não parar com isso.

– Quanta agressividade. – Sasori comentou e eu reprimi o riso.

Eu não me lembrava que Sasori falava tanto. Quando digo que ele fala muito, é muito mesmo. O suficiente para falar por mim e por ele, num monologo incessante que ele conduziu até que entrássemos na sala – acreditem ou não, Sasori só parou de falar porque eu fui me sentar ao lado de Ino, que por sua vez, me encarou alarmada.

– O que foi isso? – Ela perguntou o mais baixo que pode e eu ergui a mão para ela; recebi um olhar fulminante em resposta. – Você não-

– Depois eu explico. – Avisei e ela bufou irritada. – O que foram aquelas mensagens? – Peguei meu celular e o sacudi; Ino riu em escarnio e jogou o cabelo por cima do ombro.

– Só conto depois que me explicar aquilo. – Ela apontou – nada- discretamente por cima do ombro. – Ou vai receber mensagens às três da manhã e vão ser correntinhas da internet.

Estreitei os olhos; Ino riu. Passei a língua pelo lábio inferior e suspirei, preparando-me mentalmente para contar tudo o que Sasori havia me dito. Conforme eu contava, Ino ia arregalando os olhos e por um momento eu jurei que seus olhos iam pular em cima da sua mesa.

– Você O QUE?!

– Ino!

– Você o que?! – Repetiu ela baixo e eu me joguei contra o encosto da cadeira, desistindo de tentar fazer com que Ino fosse mais discreta. – Está ficando louca?!

– Para a minha defesa, isso só aconteceu porque eu estava cansada de ser importunada. – Resmunguei e a ex-Yamanaka fez uma expressão descrente. – Não sou tão idiota, Ino!

– Tenho as minhas dúvidas, sinceramente. – Ino comentou passando a observar seu esmalte rosa choque. – Sempre desconfiei da sua sanidade.

– E eu do seu bom senso pra esmalte. – Alfinetei e Ino deixou de encarar as unhas para me fitar. – Rosa? Sinceramente.

– Você já se olhou no espelho hoje?

– Meça as suas palavras, parça. – Estreitei os olhos e Ino riu. – Agora me diz, o que aconteceu? – Acabei rindo do riso de Ino.

– Algo muito importante, sabe. – Disse após controlar o surto de risadas. – Tenten foi jantar com um americano. – Esperei que ela continuasse, mas Ino parecia querer alguma reação minha. – Hellou, Tenten com outro cara além da Barbie. O Neji, Sakura! – Estalou os dedos chamando a minha atenção.

– Depois daquela declaração no aeroporto? – Virei-me para Ino novamente. – Eu achei que eles ficariam junto para todo o sempre! – Ino assentiu freneticamente, demonstrando que concordava comigo.

– Eu também! Mas não é novidade de que o Neji é um babaca. – Ino deu ombros e depois tratou de se corrigir. – Não que ele não seja nosso amigo, mas você sabe, código das garotas. – Explicou erguendo os ombros.

– É, o código. – Murmurei pensativa. Qual era o código mesmo?! – Ino, qual é o código mesmo?

Ino me encarou como se eu tivesse falado a maior besteira de todas. Por fim, passou a mão pelos cabelos e ergueu uma das mãos, exibindo para quem quisesse ver sua aliança de casamento.

– Devemos sempre ficar do lado das garotas. – Recitou ela como se aquilo fosse algo sagrado. – Não importa se elas estão contra os nossos maridos ou irmãos, devemos honrar nossa amizade ou nos mantermos imparciais, nos casos extremistas. – Ino assentiu mais uma vez e baixou a mão. – Juramos isso aos treze anos, lembra?

Fiz uma pausa; fui analisada pelos olhos atentos da Sabaku.

– Eu lembro. – Pisquei e ela bateu palminhas animada. – Agora continue.

– Insensível. – Ino comentou e eu a ignorei prontamente. – Acontece que esse tal de Bryan...

– Bryan?

– Ah, eu não sei. – Ela se defendeu prontamente. – Todo americano pra mim tem nome de Bryan. – Não controlei o riso e Ino também não. – Mas de qualquer forma, esse chefe dela deu “algumas” folgas, pelo bom desempenho da Tenten na revista.

– Ela tá trabalhando lá não tem nenhum mês!

– Não disse que ele quer o corpo dela nu!

– Disse isso pra Tenten?

– É claro que eu disse. – Ino bateu a mão na mesa e se arrependeu ao ver que alguns dos nossos colegas haviam olhado em nossa direção. – E ela me disse que o tal do Juan estava apenas sendo legal... Legal em um restaurante italiano? Por favor.

– Não era Bryan?

– Tanto faz. – Revirou os olhos. – O que vem ao caso é que se Neji não ficar esperto, Tenten vai ficar grávida de um gringo.

– Tão exagerada que doí. – Comentei sarcástica e ela me encarou feio. – Vai ter rugas, Yamanaka.

– De qualquer forma, vamos ver a Pucca. – Ino sorriu e voltou a bater palmas animadamente. – Agora só temos que juntar ela com o Neji e vai ficar tudo certo. – Ergueu o polegar. – Nada de John’s no nosso grupo.

– John?

– O chefe da Tenten! – Ino respondeu-me irritada. – Você é lerda, hein!

– Até cinco minutos atrás era Bryan! – Exclamei indignada. – Você que é burra, Ino!

– Cala a boca. – Retrucou ela e eu me preparei para retrucar. – Não me importa se o nome dele é Samuel, Manoel, Marcelo, Pedro ou Juliano, só não quero ele no nosso bonde.

– Fala como se fossemos exclusivos. – Admito que fiquei com medo do olhar que ela me lançou.

– Cala a boca!

X-X-X

– Eu não acredito que você me arrastou até aqui!

Aquela era – possivelmente – a milésima vez que Ino reclamou. Lancei um olhar enviesado e saí do carro, esperando que ela fizesse o mesmo. Com a minha bolsa sob o meu ombro (a qual eu segurava firmemente), passei a seguir em direção à entrada do hospital.

Respirei fundo, sentindo um calafrio percorrer toda a minha coluna. Eu não gosto de hospitais, porque são todos tão brancos? Brancos, tão brancos que...

– Vai ficar parada aí? – Ino despertou-me dos meus devaneios e eu fiz uma careta. – Quanto mais rápido formos, mais rápido vamos pra casa. – Avisou cruzando os braços.

– Tenho mesmo que ir? – Minha voz soou em um fio e ela balançou a cabeça afirmativamente.

– Lembre-se das mensagens de Sasuke.

Mensagens de Sasuke... Milhões delas bombardeando o meu celular a manhã toda. Milhões delas, com milhares de caracteres dizendo que eu deveria ir fazer os malditos exames. Mensagens duplicadas, com emoticons e risos da minha desgraça.

Ah, como eu odeio hospitais.

Entrei não escondendo minha expressão de desgosto. O cheiro de... Desinfetante? Fez com que meu nariz ardesse e com que eu sentisse vontade de vomitar.

– Ainda acho que o nome disso é virose. – Ino disse enquanto esperávamos a minha senha ser chamada. — Ou no mínimo, filhos.

– Eu saberia se fosse. – Revirei os olhos e prestei atenção no painel que exibia em vermelho “235”. Faltavam dez números. Somente dez.

– Tem certeza? – Ino perguntou-me desconfiada. – Geralmente as mulheres não sabem, o fator surpresa é interessantíssimo!

– Eu saberia.

Ino resmungou alguma coisa e se distraiu com um joguinho no celular.

Filhos... Eu com certeza saberia! Bobagem.

Fechei os olhos e não, eu não estava dormido, apenas descansando os olhos e quando os abri novamente, Ino estava me cutucando na costela enquanto apontava para o balcão. Peguei meus documentos, preenchi uma ficha e fui encaminhada para uma outra sala; Ino me acompanhou é claro.

“Como estão as coisas?”

“Acho que poderia morrer” – Respondi a mensagem de Sasuke, sentindo meu estomago dar uma guinada.

“Não brinque com uma coisa dessas, Sakura...” – Pude imaginar sua careta de reprovação e sorri. Antes que eu pudesse responder, Sasuke havia me enviado mais uma mensagem. – “Quer que eu vá pra aí?”

“É só um exame, Sasuke. Não é como se eu fosse fazer uma cirurgia”. – Revirei os olhos e tratei de mandar mais uma mensagem. – “Ino está comigo.”.

Dessa vez ele demorou e eu me senti idiota por ficar verificando o telefone a cada cinco segundos. – “Naruto me irrita”.

Ri e Ino me encarou curiosa; mostrei-lhe a mensagem e ela murmurou um: “Obvio”. — “Por quê? Naruto é tão prestativo”.

“Naruto é sinônimo pra imbecil, Sakura”. – Ri mais uma vez e mais uma mensagem chegou. – “Quer sair pra jantar?”.

“Adoraria” – Sorri, mas logo meu sorriso se desfez. – “Mas acho que vai ter que ficar pra uma próxima, tenho prova na quarta e preciso terminar de organizar algumas gincanas da oficina...”.

“Fui dispensado carinhosamente” – Revirei os olhos. – “Te vejo mais tarde.”.

Estava pronta para responder, mas uma das enfermeiras chamou o meu nome. Deixei minhas coisas com Ino – dessa vez, ela não fez questão de me acompanhar – e me dirigi até uma salinha minúscula (talvez seja exagero meu), a onde uma doutora estava me aguardando com um sorriso amistoso.

Expliquei tudo o que estava sentindo e ignorei o sorriso que ela estava me lançando conforme nos conversávamos. Eu estava com medo, admito.

– Senhora Uchiha, temo que nós duas já saibamos o que está acontecendo. – Disse ela divertida. – Mas vamos realizar alguns exames de sangue e se você não quiser esperar, podemos fazer o teste de gravidez.

– Gra-Gravidez? – Perguntei alarmada e ela assentiu rindo da minha confusão. – Is-Isso é possível? – Pelo amor de Deus, eu estava falando igual à Hinata anos atrás!!!!!!

– Desculpe a indiscrição, mas se você e seu marido... Naturalmente, possuem uma vida... Ativa, isso sim é possível. – Senti meu rosto corar, mas não me importei com a vergonha.

Gravida...

– Então o que me diz? – Por incrível que pareça, comecei a simpatizar com a médica. – Vai querer ver agora... Ou esperar o resultado do exame de sangue?

– Passa esse teste pra cá, doutora. – Falei rapidamente e nós duas rimos. – Grávida. – Repeti para mim mesma, ainda achando estranha essa condição.

Fui conduzida para uma outra salinha, sob o olhar atento de Ino – que agora estava folheando uma revista qualquer – ela até tentou me perguntar o que estava acontecendo, mas eu disse que explicaria depois.

A médica, que eu descobri se chamar Midori, me explicou como o exame procederia. Não que precisasse, mas decidi não interrompe-la, com medo de fazer alguma coisa errada.

Cobri meus olhos e esperei.

Meu coração palpitando, minhas pernas bambas e eu pude jurar que escutei uma vozinha me chamando de “Mamãe”.

Duas riscas vermelhas.

Duas riscas era o que mesmo?

Era...

– Positivo. – Minha boca se escancarou e meus olhos automaticamente se encheram de lágrimas. – Parabéns mamãe. – Midori disse e eu não tive reação.

– Sakura? O que aconteceu?! – Ino perguntou nervosa, levantando-se de qualquer jeito e correndo até onde eu estava. – Hey, Testa, está tudo bem? – Direcionou seus olhos para a médica que assentiu.

– Eu vou ser mãe, Ino. – Falei sentindo minha mente viajar anos luz. – Vou ser mãe.

Ino soltou um gritinho e me abraçou forte.

– Parabéns, parabéns, parabéns! – Repetia ela animada, quase eufórica. – Eu disse que estava grávida, eu disse! – Ela colocou as mãos sobre a própria boca e eu não pude deixar de rir, parecia tudo tão normal.

Fiz o restante dos exames e quando estávamos indo para a minha casa, pedi que Ino dirigisse. Mãe... Eu ia ser mamãe.

Minha mão repousou em minha barriga e a sensação de felicidade passou a aumentar a cada momento. Eu e Sasuke teríamos um bebe!

– Como é que eu vou contar isso para o Sasuke?

– Oras, você conta ué. – Ino deu ombros e eu ri. – Diz que agora, ele vai ter mais uma boca pra sustentar...

– INO!

– Brincadeira! – Ela riu escandalosamente. – Tem aquelas mensagens sutis, tipo sapatinhos, começar a conversar mais sobre bebes... – Ela comentou pensativa.

– Sasuke é lerdo demais.

– Tenho que concordar. – Rimos mais uma vez. – Só conte de uma forma que ele não tenha um enfarte pela surpresa.

Imaginei a expressão assustada de Sasuke e comecei a rir tão escandalosamente quanto Ino, enquanto passávamos em frente à um restaurante de comida japonesa.

– Ino, eu quero Yakisoba. – Avisei e ela me encarou pelo canto dos olhos assustada. – Por favor. – fiz uma carinha de inocente e ela revirou os olhos. – Vai ficar caolha.

– Já começou a abusar, não é mesmo? – Resmungou ela divertida e eu dei risada. – Tenho dó do Sasuke, imagine só, vai ter que te suportar 24 horas por dia. – Continuou enquanto fazia o retorno. – Você já era chata sem estar grávida, agora com um bebe vai escravizar todo mundo!

– Deixa de ser exagerada, Ino. – Ralhei me sentindo ofendida. Qual é, eu não era tão ruim assim. – Sou gente fina.

– Imagina se for gêmeos?

– O QUÊ?

– Você vai comer por quatro, testa! – Ino disse alarmada e eu arregalei os olhos. – Meu Deus, vai virar uma baleia!

– Ino, cala a porra da boca. – Tentei me fazer de séria, mas não consegui. – E não seriam por três?

– Você sozinha já come por dois, sua boca nervosa. – Gargalhei embora continuasse me sentindo ofendida. – Não vou deixar você envenenar meus sobrinhos com todas essas besteiras que você come.

– Ino, não vão ser gêmeos!

– Nunca se sabe, tenho que me garantir. – Ela deu ombros e passou a procurar uma vaga no estacionamento do restaurante. – Sasuke vai ficar insuportável, céus!

Oh céus!

Era verdade.

Notas finais
Continua... Mereço reviews? Finalmente o momento que muitos esperaram chegou!