Love Drunk
68 Segunda Temporada - Capitulo 21
Notas iniciais
(... Comeram muito? Eu comi até passar mal UAHUSAH Principalmente na hora das sobremesas, hmmmmm
Mais um ano está se iniciando e eu já sinto que começo a me despedir da fic definitivamente. Obrigado à todos que continuam comigo mesmo depois de tanto tempo, eu realmente tenho um grande carinho por todos vocês *-*
Enfim espero que gostem,
Boa leitura! )
∞
1 mês depois...
Nova Iorque — Albany, 16:30min
Suspirou pesadamente e afastou os desenhos de si, sentindo a cabeça doer. Levantou-se da cadeira, pegou a xicara de café — e melhor amiga nos últimos trinta dias — e se dirigiu até a enorme janela de vidro que ocupava mais da metade da parede de sua sala. Enquanto encarava os arranha-céus que compunham a paisagem da cidade de Nova Iorque.
Estava chovendo e ela definitivamente não estava nos seus melhores dias; pensou assentindo inconscientemente. Sentiu o celular vibrar no bolso da calça e o pegou sem desviar os olhos da janela.
"O Festival será daqui há cinco dias. Não tem mesmo como vir?"
Perdeu a conta de quantas vezes releu a mensagem curta de Sakura. Ela e Temari haviam perguntado isso diversas vezes há quase duas semanas. Ino, por sua vez, ordenava que Tenten desse um jeito para ir. Até mesmo Hinata, tinha tentado convencê-la. Não que ela quisesse recusar a oportunidade de ver os amigos... Longe disso. O problema era: Neji.
Não sabia se estava pronta para vê-lo, não depois da falsa declaração de que eles continuariam em contato mesmo com a distancia. Tinham se passado 30 dias e ela sabia exatamente quantos dias conversara com Neji.
Não que ela tivesse contado.
Franziu os lábios e ouviu três batidas na porta; virou-se há tempo de ver a porta se abrindo. James abriu um sorriso saudoso e ela retribuiu, tentando tirar a careta de insatisfação.
– Como está, Tenten? — Perguntou ao fechar a porta e ir até onde ela estava. James a envolveu em um abraço e ela pode sentir seu perfume... Era bom, embora ela não soubesse como descreve-lo.
– Estou ótima, James. — A morena respondeu quando desfizeram o abraço. — E você? Como foi a viagem? — Perguntou indo até sua mesa; foi acompanhada prontamente pelo homem.
– Fechar aquele contrato foi uma das melhores coisas que aconteceram essa semana. — James riu e Tenten o acompanhou. Tinha que admitir que James, com seus olhos azuis e cabelo acobreado, tinha seu charme. — Nossas repórteres estão repletas de entrevistas para fazer e o pessoal do marketing está trabalhando feito louco.
– Vou entregar os modelos para a nova edição ainda hoje. — Tenten disse juntando os papéis que estavam semi-espalhados em sua mesa. — Mas o que te traz até aqui? — Perguntou da forma mais sutil que conseguiu. Baixou o olhar para as folhas e esticou o braço para pegar a xicara de café que havia abandonado há pouco tempo.
– Saudades? — James disse e ela levantou o rosto apenas para encara-lo inquisitivamente. — Okay. — James ergueu as mãos e ela disse um: "Achei que tentaria me enrolar por mais tempo". — Quer jantar comigo? — Direto. Tenten depositou a xicara novamente na mesa e ele aguardou uma resposta.
– Negócios?
– Algo puramente casual. — James deu ombros. — Sem papelada e sem conversar sobre o trabalho. — Ela ficou surpresa. O ruivo nunca havia demonstrado nenhum interesse além do profissional. — O que me diz?
– Eu... Bem... — Murmurou ela incerta. — James, você sabe que eu...
– Que você gosta de outro. — James revirou os olhos entediado e ela ficou boquiaberta. — Mas isso não nos impede de jantar, não é? — Desde quando sua vida estava tão exposta?
Talvez desde o dia em que ela fora até um pub com o pessoal do escritório e tivesse enchido a cara de todas as formas possíveis. Podia ter aberto a boca, chorando rios e falado sobre como sua relação amorosa com o cabeludo de sua vida estava um inferno! Deve ter — com certeza — dito algo sobre isso.
– Prefiro não me lembrar como você sabe disso. — Disse ela constrangida ao ver James rir. — Não quero encher a cara e sair falando merda, James.
– Estou falando de um jantar. — James discordou ceticamente. — Pra você, água. — Ela revirou os olhos. — E para mim, um bom vinho. — Ela abriu a boca para protestar, mas ele a interrompeu. — Passo no seu apartamento ás oito. — Declarou levantando-se da cadeira. — E quem sabe não conseguimos dar um jeito de você ir para o Brasil, hã? — Piscou e mais uma vez, Tenten ficou surpresa.
– Mas como.. Você... — Balbuciou tentando entender como ele havia descoberto aquilo. — Fofoqueiras. — praguejou ao se lembrar de que havia compartilhado sobre o festival com as amigas nova iorquinas.
– Elas só querem ajudar. – James abriu a porta e acrescentou antes de sair. – Espero que goste de comida italiana. – Antes que Tenten pudesse responder, ele havia saído e a deixado novamente sozinha.
Fim do Tenten Pov’s.
Afundei o rosto contra o travesseiro ao ouvir a porta ser aberta. Eram quase 19h30min e eu não tinha vontade de nem ao menos descer para jantar. O lado vago em minha cama se afundou e senti uma mão quente tocar meu ombro.
– Como está? – Sasuke perguntou em um tom preocupado e eu me limitei a respondê-lo. – Tem certeza de que não quer comer?
– Não. – Mantive meus olhos fechados, mas me virei; ficando de barriga para cima. – Comi algo estragado ontem, certeza.
Ele riu anasalado e eu abri um dos meus olhos para ver sua expressão. Não havia graça. Sasuke, embora houvesse rido, ele estava preocupado.
– Se isso não passar, você vai para o hospital. – Decretou e eu abri os olhos assustada. – E não me olhe desse jeito.
– Não preciso de médicos!
– Quer morrer caso esteja com alguma virose? – Retrucou irritado. – No hospital não existem palhaços, Sakura.
– O único palhaço que eu conheço está na minha frente. – Senti minha cabeça doer e meu estomago girou por alguns instantes. – Eu acho que vou morrer. – choraminguei; fechei os olhos e me encolhi na cama novamente.
– Vamos ao hospital!
– NÃO!
– Deixe de ser exagerada, Haruno. – Sasuke disse mal humorado. – Precisamos saber o que você tem.
Sentei-me e quando tive certeza de que não vomitaria o suco que ele me fez beber instantes atrás, falei:
– Não vou ao médico por ter dor de barriga!
– Isso não é dor de barriga. – Sasuke estreitou os olhos e eu continuei com minha expressão determinada. – Se isso não passar até depois de amanhã, vou te levar ao médico nem que seja arrastada. – Ameaçou e eu virei o rosto, pronta para ignora-lo. – Pare de agir feito criança, Sakura. – ralhou.
– Não. – Discordei – Não sou criança. – Me corrigi ao notar o que eu havia dito.
– Não é o que está parecendo. – Sasuke discordou e eu baixei o olhar. Ele respirou fundo na tentativa de recuperar a paciência. Eu não sabia porque Sasuke era tão exaltado, homens são tão exagerados! – Amor, por favor. – Ain, chamou de amor. Para!
Sasuke segurou meu rosto entre suas mãos e me obrigou a encara-lo. Acariciou minha bochecha e deu um sorriso rápido ao notar que eu estava sem reação. Encostou sua testa na minha, beijou-me demoradamente (embora não tivesse aprofundado o beijo) e continuou a me observar pensativo.
– Você não tem noção do quanto estou preocupado. – Murmurou e eu me senti envergonhada. – Não me importa se você não quiser, se isso continuar vamos ao hospital. – Franzi o nariz e ele arqueou uma sobrancelha. – Sakura... – Disse repreensivo; só então eu percebi que estava fazendo careta.
– Tudo bem. – Me rendi e ele sorriu. – Agora vai tirar essa roupa. – Dei-lhe um selinho, mas ele me encarou confuso. – Não me leve à mal, você fica muito atraente nesse terno. – Comentei distraidamente enquanto desfazia o nó de sua gravata. – E preto definitivamente é a sua cor. – Sasuke deu um sorriso malicioso e inclinou levemente a cabeça para a esquerda. – Mas eu prefiro você – Tirei as mãos da gravata e levei até a minha boca.
Empurrei meu marido de qualquer jeito, não me importando se o machucaria. Desci da cama e corri para o banheiro às pressas, batendo a porta em seguida. O gosto amargo predominava minha boca e eu senti como se estivesse vomitando meu próprio intestino.
Respirei fundo quando achei que tinha vomitado tudo o que eu não havia comido. Dei descarga e escutei a porta sendo aberta. Sasuke me encarou preocupado e eu balancei a cabeça negativamente, erguendo uma mão para que ele não se aproximasse. Ajoelhei-me em frente ao vaso novamente e vomitei como se minha vida dependesse daquilo.
– Eu disse pra você não se aproximar. – Minha voz soou rouca. Aceitei a escova de dentes e a pasta que Sasuke estendeu para mim. Dei descarga novamente e fechei a tampa do vaso com repulsa. – Eu acho que vomitei meu cérebro. – murmurei sentindo minha cabeça doer.
– Vou preparar alguma coisa para você comer. – Assenti e ele pareceu receoso em me deixar sozinha. – Eu...
– Vou ficar bem. – Sasuke não pareceu acreditar, embora eu estivesse dando o melhor dos meus sorrisos falsos. – Quando voltar vou estar deitada. – avisei enfiando a escova na boca.
Sasuke abriu a boca e a fechou no mesmo instante. Saiu do banheiro pensativo e eu fiquei observando a porta por um tempo, sem saber o que fazer; Meu olhar vagou para o espelho, eu estava deplorável! Olheiras, cabelo e rosto amassados, se eu precisasse contracenar como um zumbi estaria feita. Cuspi a pasta de dente e lavei o rosto demoradamente, prendendo meu cabelo em seguida. Quando fui para o quarto, Sasuke ainda não havia voltado e como uma criança, corri até a cama e me afundei entre os cobertores, puxando-os até o meu pescoço; tateei a cômoda ao meu lado e puxei meu celular segurando-o de forma que eu conseguisse ficar coberta. Havia uma mensagem de Ino, pedindo para que eu lhe ligasse e outras que eu não fiz questão de ler por pura preguiça. Mantive meus olhos fechados enquanto o telefone chamava e continuei assim mesmo quando Ino me atendeu.
– Até que enfim! – Reconheci a voz da loira de imediato. – Sabe há quanto tempo te mandei a mensagem? Você é uma tapada, Sakura! – Bufei indignada.
– Estou quase morrendo e é assim que você me atende? – Retruquei irritada. – Mas que diabos você quer? – Coloquei o telefone no viva-voz. – Sua mal educada. – resmunguei contrariada.
– Eu falei pra você não comer aquele cachorro quente. – Ino ralhou e eu revirei os olhos. – Mas não, tinha que ter os olhos maior do que o estomago e foi comer aquela coisa nojenta!
– Cale a boca, Ino.
– Você sabe que eu estou certa e não adianta retrucar. – Ela continuou com o sermão sobre o que eu andava comendo por longos – e torturantes – minutos. Perguntei-me mentalmente sobre o que Sasuke estava fazendo, enquanto tentava não dormir. – Porcaria atrás de porcaria, nada de comida de verdade, não sei como ainda não saiu rolando por aí! – Ino parecia não se importar em continuar o seu monólogo pelo telefone. – Quero saber se você vai dar conta de ser uma das monitoras no festival. – Declarou lembrando-se do motivo da sua ligação. – Sakura? SAKURA!
– Porra! – Praguejei irritada. – Para de gritar, sua maritaca. – Ino soltou um gritinho ofendida, mas não me importei. – E pra sua informação, eu não como somente besteiras. – Pontuei antes que ela dissesse mais alguma coisa. – E é claro que eu vou. – Ouvi o barulho de pratos e olhei para a porta do quarto esperando que Sasuke retornasse. – Minha sogra me arrastaria mesmo se eu estivesse na cadeira de rodas. – Ino riu e meu marido adentrou o quarto no mesmo instante, balançando a cabeça em reprovação. – Nossa oficina será a melhor, ouça o que eu digo. – Sasuke depositou a bandeja na cama e começou a fazer algo que eu não prestei atenção.
– Tia Mikoto faria isso com qualquer um de nós, acredite. – Ino riu novamente e eu e Sasuke rimos. – Sasuke, seu mané está ai? – Ino perguntou cortando o riso. – Coloque no viva-voz, Sakura!
– Olá Yamanaka. – Sasuke disse e Ino gritou em reprovação. – Se continuar gritando, uma hora suas cordas vocais vão explodir. – Debochou ele e eu acabei rindo. – Você vai estar numa grande encrenca se minha mãe souber que está falando dela. – Ino riu divertida. – Se me dá licença, tenho uma esposa doente para cuidar. – Senti minhas bochechas esquentarem e me afundei ainda mais entre os cobertores.
– Vocês são nojentos. – Ino afinou a voz e eu pude imaginar sua careta. – Vai amanhã pra faculdade?
– Se eu conseguir, sim.
– De qualquer forma, passo aí depois da aula. – Avisou ela e eu murmurei um “aham”. – Espero não encontrar vocês nus, é algo nojento de se imaginar.
– Vai pro inferno, Ino! – Sasuke retrucou antes que eu pudesse dizer algo. Ele estava de costas para mim, mas tive certeza de que suas bochechas estavam coradas... Nem que fosse só um pouquinho.
– Boa noite seus putos – Ela disse e eu fiquei boquiaberta. –E melhoras, Testa. – acrescentou antes de desligar o telefone.
– Maluca. – resmunguei e Sasuke riu concordando. – Precisamos de amigos novos, Sasuke. – Avisei fechando os olhos. – Esses estão tão vencidos, que ficaram loucos!
Enquanto eu balbuciava algo que não me recordo agora, Sasuke me entregou uma bandeja com algumas frutas cortadas cuidadosamente e um copo com suco de laranja. Achei desnecessário a parte em que minhas frutas vieram cortadas, mas agradeci o gesto mentalmente. Sasuke contou que havia passado na casa de seus pais e que tinha jantado por lá, pois sua mãe o obrigara a isso.
– Você não precisa me justificar o porquê de ter jantado com seus pais. – Peguei um pedaço de pêra e mastiguei. – São seus pais. – Falei o obvio e ele revirou os olhos. Terminei de comer e bebi o restante do suco.
– Pelo menos essas frutas tiraram um pouco da sua cara de zumbi. – Sasuke disse seriamente; fiquei boquiaberta. – Brincadeira.
Sorri e voltei a me afundar entre os cobertores. Sasuke levou a bandeja para a cozinha, tomou um banho e logo estava deitado comigo, acariciando meus cabelos – e particularmente, me mimando – enquanto assistíamos televisão. Também tomei uns dois comprimidos para não vomitar mais e isso foi ordem da minha mãe (tenho certeza de que isso tem dedo do Uchiha).
Meus olhos pesaram; um comercial tosco estava passando na televisão e Sasuke continuava a acariciar meus cabelos distraidamente. Me aconcheguei, fechei os olhos e deixei com que o cansaço dominasse meu corpo.
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