Love Drunk
67 Segunda Temporada - Capitulo 20
Notas iniciais
Sasuke Povs:
Desci do carro e abri a porta do carona para minha esposa. Estendi a mão para ela que fez uma expressão lisonjeada e abriu um sorriso.
– Extremamente cortês, senhor Uchiha. – disse ela observando-me fechar a porta do carro. – Sua futura mulher será uma moça de sorte.
– Acredite que só tenho olhos para a senhorita. – Beijei sua mão e ela enlaçou seu braço ao meu, rindo enquanto adentrávamos o pub.
– Se faz de galã, mas o que me garante que não tem olhos para outra? – Sakura perguntou próximo ao meu ouvido.
– O fato de que devo cuidar de uma certa dama com cabelos róseos, senhorita. – Respondi e ela riu novamente.
– Chega de falar assim, meu vocabulário não é tão culto. – Sakura segurou-se ainda mais em meu braço quando tropeçou. — Sasuke, quem colocou um degrau aqui? — perguntou olhando para baixo.
– Acho que a sua mente querida, sua mente. — Ela me beliscou e riu. — Bate e dá risada?
– Eu te belisquei, é diferente.
– Em que conceito?
– No meu, oras. — Sakura deu ombros e eu revirei os olhos.
– Dói do mesmo jeito. — Resmunguei deixando com que ela me puxasse pela pista de dança. — Não vamos até os outros? — perguntei aproximando meus labios de seu ouvido.
– Vamos dançar só essa. — Sakura virou-se para mim e fez uma expressão maliciosa, enquanto enlaçava seus braços ao redor do meu pescoço. — E depois vamos para onde ficam as mesas. — Sorri de canto e coloquei minhas mãos em sua cintura, puxando seu corpo contra o meu.
– Não vou me importar se não encontrarmos nossos amigos. — Sakura riu alto, pendendo a cabeça para trás por alguns instantes.
– Eu também não, Sasuke-kun. — Piscou marota e encostou seus lábios nos meus. — Juro que não. — Encostou as costas em meu peito e rebolou sensualmente seguindo a batida contagiante da música.
– Estão te olhando demais. — Falei notando os olhares masculinos em direção as pernas de minha esposa. — Não gosto disso. — Sakura virou-se novamente de frente para mim.
– Deixem olhar. — Ela disse provocantemente, espalmando uma das mãos em meu peito. — A única pessoa que eu desejo a atenção está bem na minha frente. — Sorri de canto e a beijei de forma possessiva, enquanto uma das minhas mãos se entrelaçava nos fios róseos, os puxando delicadamente.
– Ei, Sasuke-kun eu quero dançar. — Ela disse divertida ainda mantendo os lábios nos meus. — Estou me sentindo animada. — balançou os cabelos no ritmo na musica.
– Vamos encontrar os outros e pegar alguma bebida. — Dei risada quando ela me girou e aproveitei para puxa-la para fora da pista.
Depois de procurar um pouco, encontrei meus amigos em uma mesa, próxima ao bar.
– Ate que enfim, Uchihas. — Ino bateu a mão na mesa. — Achei que iriam continuar se comendo na pista até amanhã. — Gargalhou e virou o copo que estava em sua mão. — ESSA MUSICA É MARAVILHOSA! – Tentou se levantar, mas Gaara fez com que ela se sentasse novamente.
– Espere o efeito da bebida passar, Ino. – Disse ele e eu puxei Sakura para que ela se sentasse ao meu lado nas cadeiras vagas.
– Diz a pessoa mais sóbria do recinto. – Sakura falou e pegou um dos copos que estavam na mesa. – É de quem? Não importa. –Bebeu um longo gole da bebida.
– ESSA BEBIDA É MINHA, SAKURA-CHAN! – Naruto protestou e ela riu, ignorando os apelos dele para pegar a bebida de volta.
– Vai buscar outras, Naruto. – Mandei e ele me encarou indignado. – Que foi?
– Você chegou por ultimo, vai buscar, Teme! – Ele retrucou e eu arqueei as sobrancelhas. – To certo!
– Quem é o loiro burro do grupo? – Desafiei e por incrível que pareça, Naruto fez uma expressão pensativa. – Pode parecer, mas não é a Ino. – Dei uma dica e ele franziu o cenho, apoiando o queixo na mão.
Naruto ficou quieto por um tempo e eu pude jurar que o cérebro dele estava começando a derreter. No começo, fiquei preocupado, mas logo desisti e roubei a bebida que Itachi estava trazendo para a mesa.
– Mas o quê?! – Ele gritou irritado, puxando o copo antes que eu bebesse o primeiro gole. – Levanta essa sua bunda branca e vai buscar uma. – Se sentou na cadeira vaga ao meu lado e deu um logo gole em seu whisky.
– Como você sabe que a bunda dele é branca, hein Ita-kun? – Uma Lily, um tanto de nada alterada – Por favor, percebam a ironia da frase — , se escorou nos ombros dele e deu um longo bocejo. – Andou vendo coisas inapropriadas, foi? – Riu encostando a testa no ombro do meu irmão. – Ita-kun, não sabia que fazia essas coisas. – Falou com uma voz infantil.
– Eu nunca vi a bunda do Sasuke. – Itachi retrucou ofendido e eu assenti concordando. – Minha mãe costumava dizer que a...
– Dá pra parar de falar da minha bunda? – Perguntei irritado e ele riu negando com a cabeça. – Então falemos do Ita-kun príncipe na peça do pré-escolar. – Itachi estreitou os olhos e eu sorri vitorioso.
– Não me chame de Ita-kun. – Rosnou e eu dei ombros. – Falemos do Sasuke sendo o ursinho mais novo na peça da terceira série. – Dessa vez, eu rosnei e ele riu escandalosamente.
– Itachi faz o príncipe, e você um ursinho? – Sakura me perguntou de forma perplexa. – Não tinha papel melhor não?
– Era isso ou a cachinhos dourados. – Resmunguei pegando o copo da mão dela e bebendo um longo gole. – E particularmente, eu não estava afim de usar saia. – Ela riu e eu revirei os olhos. – O Itachi, ao contrário de mim, usou saia na quarta série. – Comecei a rir ao me lembrar da apresentação que meu irmão havia feito no colégio.
– Era um kilt, imbecil. – Itachi tentou me bater, mas eu desviei. – Era uma dança típica e eu não poderia sair, mamãe me mataria.
– SAIA?
– KILT!
– Ela nunca disse isso! – Protestei e Itachi me encarou debochado. – Só disse que arrancaria o nosso couro se não participássemos das apresentações, porque ela queria memórias pra debochar da gente. – Tentei defender a minha mãe, mas foi em vão.
– Ela nunca disse isso. – Itachi discordou. – Só dizia de forma sutil, que tinha um armário repleto de fantasias de meninas e que não teria medo de usa-las contra nós. – acrescentou um tanto rancoroso.
– É, mas o Itachi usou saia. – Comentei maldosamente. – E Mikoto Uchiha não teve nenhum pingo de participação nisso. – Itachi tentou me bater, mas eu me escondi atrás de Sakura. – Uma saia feminina e...
– KILT, IMBECIL! – O grito de Itachi me assustou e eu tive certeza que todas as pessoas presentes no pub haviam escutado seu berro. Meu irmão tirou o cabelo que estava caindo em seu rosto e bateu a mão na mesa, apontando o indicador para mim. – KILT!
– Não fica estressadinho. – Lily disse tentando conter o riso. – Calma amor não se exponha.
– Não precisa se exaltar, meu jovem. — Shikamaru disse como um velho. — Não se exponha, sabemos que você é como pantufa.
– Esse foi o pior trocadilho da noite, eu não mereço isso! — Temari bateu a mão na mesa, como Itachi havia feito antes. — Não mereço.
– Ta achando ruim? — Sakura disse e, embora não tivesse bebido nada, parecia uma bebada. — Mim processa, querida. — acrescentou desafiadora.
– Primeiro — Temari ergueu o indicador. — Eu fiz advocacia exatamente pra isso. — Deu um sorriso maldoso e ergueu um segundo dedo. — E segundo, mim não se conjuga.
– E não existem índios com cabelo cor de rosa. — Gaara acrescentou rindo. — Nem aqui e nem em Nova York. — murmurou baixando o olhar para a mesa. Todos ficamos quietos por uns instantes, lembrando de Tenten e de Neji que não estava presente.
– AHÁ! — Naruto repentinamente bateu a mão na mesa.
– O que foi, imbecil? — Praticamente rosnei levando a mão até o meu peito.- Quer me matar?! — Tentei enforca-lo, mas ele se esquivou.
– Não seja tão agressivo, Teme. — Reclamou ele mais alto do que quando havia gritado. — Eu descobri o que você queria dizer. — Abriu um sorriso de orelha à orelha e eu arqueei uma sobrancelha desconfiado. — O loiro mais burro do grupo é... A TEMARI!
– NÃO ANIMAL, É VOCÊ! — Temari tentou acerta-lo, mas Shikamaru a impediu.
– Eu? – Naruto apontou para si mesmo. – Sou o Batman do grupo.
– Tá mais pra burro do Sherek. – Falei alto o suficiente para que ele ouvisse.
– Para de ser emo, Teme! – Ele retrucou e eu revirei os olhos. – Admita que eu sou o melhor e que você perdeu. – Olhei para a bebida que ele, aparentemente, havia esquecido.
– Nunca. – Virei a bebida de Naruto de uma vez e ele gritou indignado. – Pare de gritar, idiota! – Lhe dei um cascudo e Naruto o retribuiu.
– MINHA BEBIDA, TEMEEEEEEEEEEEEEEEEE!
– Tem mais no bar. – Dei ombros, mas Naruto começou a me sacudir. – TÁ, eu PERDI! EU PERDI!
– Não Sasuke, isso não é uma guerra. – Naruto discordou ainda me sacudindo. – É um amigo inteligente, tentando colocar CÉLEBRO na cabeça do outro.
– É cérebro, imbecil!
– E não é a mesma coisa? – Naruto perguntou coçando a nuca e então se levantou. – Você vem comigo! – me puxou pelo braço.
– Quer deslocar o meu braço?! — Tentei me livrar do aperto de Naruto, mas ele não permitiu.
– Se casem logo. — Sakura disse divertida, enquanto cutucava minha cintura. — Só não me troque pra ser a passiva, tem que mostrar que os Uchihas é quem-
– Cale a boca, Sakura.
– Sinto cheiro de hostilidade, credo. — Disse ela fazendo uma careta. — Sasuke? — Me chamou e eu parei do ser arrastado por Naruto para encara-la. — Traz a bebida que pisca! — Colocou os indicadores para cima e começou a balança-los.
– Eu mereço isso? — perguntei para Naruto que assentiu freneticamente. — Qual é, mereço não! — Descordei o estrangulando com o olhar.
– Cada um tem o que merece. — Naruto disse de forma filosófica. — Eu tenho a Hina-Chan, porque-
– Você não merece a Hinata. — Falei cético. Vi o sorriso de Naruto se desmontar e abri um de satisfação. — Ela merece alguém como aqueles galãs de Hollywood.
– Eu sei de alguém que não merece a Sakura-Chan. — Naruto disse sério, fitando um ponto distante. — Akasuna.
Como um passe de mágica, eu encontrei Sasori há algumas cadeiras das que nós estávamos no bar.
– O que esse desgraçado ta fazendo aqui? — Perguntei vendo-o sacudir o copo para o barman. — E por que ele ta...
– Encarando a nossa mesa? — Naruto perguntou de forma possessa.
Eu estava possesso.
– Eu vou lá — Declarei começando a ir em direção ao ruivo.
– Ah, você não vai não! — Naruto me puxou e se colocou em minha frente. — Hoje é dia de diversão, nada de hospitais ou delegacias.
– Eu tenho um ótimo convênio e um advogado competente. — Rebati tentando passar pelo loiro.
– Quero ver se tudo isso vai adiantar quando a sua esposa por as mãos em você! — Naruto disse seriamente e eu deixei de tentar me soltar. — Ainda bem que sua cabeça tomou um pouco de juízo, hein Teme! — Disse orgulhoso de si mesmo.
– Me resolvo com a Sakura depois. — Afirmei convicto de que ela iria tentar me matar.
– Ela vai afundar sua cabeça com aquele salto. — Naruto começou a me puxar para o lado mais afastado da Sasori. — E vai tirar os seus olhos com um salto agulha! — As orbes azuis se arregalaram e eu engoli em seco. — Aqueles sapatos são verdadeiras armas de destruição em massa!
– Não seja tão exagerado. — Reclamei me sentando em um dos bancos. Para a minha sorte e o azar de Naruto, Sasori estava em meu campo de visão. — Se eu mandar uma bebida envenenada, vou parar na cadeia? — Perguntei franzindo o cenho.
– No cemitério com certeza, cara. — Naruto se sentou ao meu lado. — E não vai ser por morte natural. — Balançou a cabeça negativamente. — No mínimo, Sasori vai voltar pra puxar o seu pé!
– Que puxar o meu pé, seu otário! — Dei um tapa na cabeça de Naruto e ele praguejou. — O que será que ele quer aqui? — Perguntei estreitando os olhos ao vê-lo sorrir.
– E eu é quem vai saber, mané? — Naruto retrucou. — Olha lá, ele ta vindo pra cá. — Acrescentou alarmado.
– Finja que não está vendo. — ordenei chamando o barman.
Naruto, tão discreto como uma mula, continuou encarando Sasori, enquanto esse vinha em nossa direção.
– Sasuke, Naruto. — Sasori disse de forma saudosa. — Quanto tempo!
– Mula. — resmunguei revirando os olhos ao ouvir o cumprimento de Sasori.
– O que disse? – O Akasuna perguntou raivoso.
– Eu disse olá, oras. – Respondi sarcasticamente e ergui meu copo num brinde irônico.
– Sarcasmo não combina com você, Uchiha. – Sasori disse se acomodando no banco ao lado de Naruto. – Mas combina muito com sua mulher, devo admitir.
Estreitei os olhos e Sasori sorriu satisfeito. Apertei o copo entre os meus dedos e Naruto pos sua mão sobre o meu ombro.
– Não fale da minha esposa. — Adverti e ele ergueu uma sobrancelha. — Não me teste, Sasori.
– Ou o quê? — Retrucou ele divertido. — Vai tirar Sakura da faculdade, para que não contracenemos juntos? — Não respondi e ele riu. — Quero que você esteja na primeira fila quando eu estiver a beijando.
Quando me dei conta, já estava rolando no chão com Sasori, enquanto Naruto tentava nos separar. Soquei o maxilar do ruivo e recebi um murro na boca.
Todo som havia sumido e a única coisa que eu enxergava era a quantidade de vezes que batia em Sasori.
– Sasuke, pare! — Ouvi o grito desesperado de Sakura. — TIREM ELE DE LÁ! — Sasori e eu continuávamos distribuindo chutes e socos, tanto em nós quanto naqueles que tentavam nos separar, (Não que da minha parte tenha sido intencional, eu só queria afundar o nariz de Sasori naquilo que ele chama de cara). Não sei quanto tempo depois, Naruto e Itachi me puxaram pelos braços a tempo de eu poder ver Shikamaru, o pacífico e problemático Shikamaru, socando Sasori algumas vezes para que ele se controlasse — Pelo menos, foi isso o que ele me disse -, não que eu acredite, claro.
Mas para não gerar discórdia, finjo que acredito em suas explicações chulas.
– O que deu em você?! – Sakura gritou quando começaram a me afastar do Akasuna. – Não finja que não está me ouvindo, Uchiha! – Parou em minha frente e colocou ambas as mãos na cintura. – Viemos nos divertir e você me faz isso?
– Fiz o quê? – Retruquei irritado e ela estreitou os olhos. – Aquele imbecil estava fazendo graça. – Naruto e Itachi praticamente me jogaram em um dos sofás. – Hey, imbecis! – Praguejei e apertei um ponto abaixo da minha costela.
– Devíamos ter te segurado pro Sasori terminar de partir a sua cara. – Itachi disse irritado e eu só não retruquei, pois comecei a sentir os efeitos dos murros que eu tinha levado.
Não que houvessem sido muitos.
Claro que não.
– Olha o seu estado! – Sakura estava num misto de raiva e preocupação. – O que aconteceu? – Dessa vez, ela não perguntou para mim e sim para Naruto. – Não olhe pra ele desse jeito, Naruto! – ralhou ao ver que Naruto estava receoso em dizer.
– Ele disse que me queria na primeira fila, quando te agarrasse no palco. – Falei irritado e Sakura franziu o cenho. – Ai eu quebrei a cara dele.
– Ou ele quebrou a sua, imbecil. – Sakura retrucou e eu controlei o impulso de rebater. – Você por acaso sabe mesmo a minha profissão? – Cruzou os braços e inclinou seu corpo ameaçadoramente contra o meu. – Eu sou ATRIZ, Sasuke. ATRIZ! E Sasori está na minha faculdade, pode acontecer de atuarmos juntos.
– Vocês vão atuar juntos? – Praticamente gritei irritado. – VOCÊ NÃO ME DISSE ISSO!
– Não distorça o que eu disse! – Sakura apontou o dedo em minha direção. – Eu disse que existe uma possibilidade de isso acontecer.
– Quer que eu fique quieto quando ele estiver te beijando?! — Irritado, me levantei e não pude deixar de encarar Sakura magoado. O que ela queria que eu fizesse? – Quer que eu aplauda de pé e que jogue flores nos pés de vocês? – Perguntei rispidamente e ela arregalou os olhos.
– Sasuke, pare! – Itachi disse colocando a mão em meu ombro. – Sakura não quer dizer isso!
– Não se meta, Itachi. — Mandei ainda encarando minha esposa. — E você, nem ouse falar nada, Naruto.
– Vai deixar aquele idiota encher sua cabeça de merda? — Naruto disse e eu baixei o olhar.
– Preciso de um tempo. — Tirei a mão de Itachi do meu ombro e lancei um último olhar para Sakura.
Sakura respirou fundo e eu ia passando por ela, quando sua mão segurou meu braço.
– Vai mesmo brigar comigo pela minha profissão? — Perguntou magoada. Em seus olhos não haviam mais o brilho de quando chegamos no pub. — Responda, Sasuke.- pediu quando notou que eu não queria lhe responder.
– Eu te prometi que nunca ficaria entre você e os seus sonhos, Sakura. — Respondi sinceramente. — Só preciso por as ideias no lugar. — Esclareci e ela assentiu fracamente, obviamente tão decepcionada quanto eu com toda aquela situação.
– Antes de sair, não esquece de ir lavar o rosto.- Sakura disse num falso humor, baixando olhar para o piso.- E providencia gelo, ou esse olho vai ficar horrível amanhã.
– Eu não vou ir embora.
Ela soltou meu braço e eu caminhei para longe deles, para em seguida me sentar em um canto isolado, do qual eu tinha certeza de que eles não me encontrariam.
X-X-X
Sakura Pov’s:
Estávamos no carro e o silencio era torturante.
Como Sasuke havia dito, ele não foi embora. Porém, também não ficou próximo da onde nós estávamos até que Lily – Já muito bêbada- o puxou para nossa mesa. Nesse momento, o clima ficou estranho e todos decidiram que já estava na hora de irmos para casa.
Para a minha sorte, eu divido a mesma cama com Sasuke.
Quando saímos do carro, ele deixou com que eu entrasse primeiro em casa e em seguida fechou a porta. Eu poderia muito bem ir até o meu quarto e me jogar de bom grado na minha cama, mas eu tinha um lema.
E esse era de não ir dormir brigada com Sasuke.
Sasuke fechou a porta, mas não acendeu a luz. Ele me encarou e eu sustentei o olhar esperando que alguém tivesse coragem de quebrar o silencio.
– Eu...
– Você...
– Não quero que pense que vou me meter no seu trabalho. – Sasuke resmungou e eu baixei o olhar. – Só não me sinto confortável em... Você sabe, te imaginar com outros caras.
– Mas eu não estou com outros caras. – Falei baixo, tão desconfortável quanto Sasuke aparentava estar. Nós nunca brigávamos, (não digo nunca, mas eram ocasiões bem raras), então não sabia como reagir.
– Não é fácil imaginar que vão existir ocasiões em que você vai ter que beijar outros. – Sasuke disse ríspido. – Que vai simular uma cena romântica ou até mesmo sexo. – sussurrou a ultima parte quase que para si mesmo. – Eu sinto ciúmes disso, Sakura. – O olhar dele estava tão intenso, embora seu cenho estivesse levemente franzido como se não tivesse certeza do que estava dizendo. – É, eu não gosto disso.
– Eu nunca tive papéis grandes nas peças. – Falei e Sasuke arqueou uma sobrancelha.- Pelo menos, não que eu precisasse de um par. – Ele baixou a sobrancelha e eu continuei. – Ino teve uma peça em que teve que beijar um cara por diversas vezes, porque a personagem dela era noiva dele. – Sasuke estreitou os olhos e eu fiz uma pausa esperando que ele dissesse alguma coisa. – Gaara não a impediu. – Fiz uma expressão vitoriosa e Sasuke negou com a cabeça.
– Ela e Gaara discutiram feio. – A expressão sarcástica no rosto de Sasuke me deixou nervosa. – Lembro-me muito bem do lugar vago do meu lado no dia daquela apresentação. – O lábio machucado de Sasuke se curvou num sorriso de canto.
– E eu me lembro de ver Ino encarando aquele lugar a cada pausa pra respirar. – Rebati seriamente e o sorriso de Sasuke se desfez. – Gaara já havia dito à ela que não iria e mesmo assim, ela o esperou.
Sasuke ficou quieto e eu aproveitei a oportunidade para continuar.
– A personagem dela não mudou por Gaara não estar presente. – Expliquei calmamente. – Mas a Ino entre as falas, no fundo ficou bem magoada com isso. – Sasuke baixou o olhar e eu fiz o mesmo. – Eu quero que você esteja comigo, Sasuke. – Tomei coragem e me aproximei dele, segurando sua mão entre as minhas. – Quem vai estar beijando outros homens, não sou eu. Vão ser simplesmente outras pessoas, que vão estar demonstrando amor por quem amam. – Sasuke me encarou sério e eu não soube decifrar o que estava se passando em sua mente. – Eu vou demonstrar por elas, o amor que eu conheci com você. O amor que eu sinto por você é o que vai me incentivar a continuar. – Sorri fracamente e senti a mão livre de Sasuke tocar minha bochecha.- A Sakura ama você. Eu amo você e independente de quantos personagens eu tenha que representar, quero você do meu lado. – Sasuke sorriu fracamente e eu senti meus olhos arderem. – Me incentivando, me criticando, me aplaudindo... Lá, na primeira fileira, onde é o seu lugar, Sasuke. – sussurrei e ele assentiu.
Sasuke me encarou e eu não senti falta de palavras ou frases para preencher o silencio. Selou seus lábios nos meus e me deu um beijo demorado, um beijo carinhoso.
– Eu te amo, Sakura. – Abraçou-me fortemente e eu encaixei meu rosto na curvatura do seu pescoço. – Obrigado.
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