Love Drunk
66 Segunda Temporada - Capitulo 19
Notas iniciais
Depositei as sacolas em cima do balcão e em seguida fui até a geladeira. Peguei uma jarra de suco e um copo no armário, antes que Sasuke adentrasse a cozinha em passos rápidos e colocasse as sacolas ao lado das que eu havia colocado no balcão.
Ele estava usando uma bermuda azul marinho e uma regata preta, que realçava os músculos de seus braços. Lançou-me um olhar feio e se sentou em uma das cadeiras, encostando a testa no tampo da mesa.
– Vai querer suco? – perguntei de forma cordial e ele resmungou um “Aham”. – Gelado ou sem gelo? – Deixei a jarra na pia e peguei outro copo no armário. – Sasuke? – chamei quando ele não me respondeu.
– Um que mate a minha sede, com certeza vai servir. – Sasuke me respondeu de forma mal humorada. – Minha cabeça está doendo...
– Quer remédio? – perguntei enquanto enchia o copo e ia até ele. – Sasuke? – chamei novamente, passando a mão sobre seu cabelo em um afago.
– Não, obrigado. – Bebeu o suco em um gole só. – Nós temos que arrumar aqui. – sorriu e eu arqueei as sobrancelhas. – O que foi?
– Tome um remédio e vai se deitar um pouco. – coloquei minha mão sobre a dele. – Vou fazer o almoço e depois te chamo. – sorri e Sasuke balançou a cabeça negativamente.
– A graça é quando cozinhamos juntos. – discordou ele revirando os olhos. – Você fazer comida sozinha não tem graça.
– A graça é quando você cozinha pra mim, querido. – Falei e ele estreitou os olhos. – Agora vai se deitar, vai. – abanei com as mãos indicando que o queria fora da cozinha.
– Sakura...
– Sasuke!
– Eu quero macarronada. – Ele me encarou seriamente. – Macarronada.
– Algo tão simples? – Levantei-me e comecei a desempacotar as compras. – Achei que poderia fazer uma lasanha, um arroz agrega, quem sabe um pudim... – acrescentei olhando por cima do meu ombro de forma sugestiva.
– Tudo junto não fica estranho?
– Argh, Sasuke, cale a boca. – revirei os olhos e me virei para ele, que estava com o tipo sorriso de canto. – Você não estava com dor de cabeça? – perguntei quando ele se aproximou de mim e prensou-me contra o balcão.
– A ideia de te observar cozinhando, é mais tentadora do que ir dormir. – Sasuke roçou seu nariz no meu e eu revirei os olhos novamente. – Vai ficar caolha desse jeito. – avisou entediado. – Se eu ficar quietinho, você me deixa ficar aqui? – fez uma expressão inocente e beijou minha bochecha.
– Vai tomar o remédio? – Perguntei desconfiada. Sasuke era o tipo de pessoa, que poderia estar morrendo, mas que se tivesse opção recusaria remédios até que não houvesse escolha. – Só pode ficar, se fizer isso. – declarei e ele fez uma careta desgostosa.
– Vou poder te ajudar? – Sasuke estreitou os olhos e eu gargalhei. – Por que está rindo?
– Parece uma criança birrenta, Sasuke-kun. – Admiti e ele franziu os lábios. – Agora mais ainda! – Falei sem acreditar quando ele formou um bico. – Uchiha! – o repreendi e ele cruzou os braços, virando o rosto.
– Haruno! – Ele usou meu nome de solteira e eu abri a boca para protestar. – Está agindo como se fosse minha mãe. – Sasuke me encarou indignado.
– Se você não agisse como uma criança mimada, eu não precisaria agir assim! – retruquei começando a me irritar. – Se quer que sua cabeça exploda, problema seu. – decretei e me afastei dele.
– O problema vai ser meu. – Sasuke falou e eu trinquei o maxilar.
– Exatamente, todo seu! – bati a porta do armário e ouvi a risada alta de Sasuke. – O que foi? – praticamente rosnei, porém ele continuou rindo. – O que é, idiota?
– Me desculpe! – Sasuke disse em meio aos risos. – Você se irrita tão fácil às vezes, Sakura. – arregalei os olhos não acreditando no que ele estava dizendo. – Quase arrancou a porta do armário. – colocou as mãos na barriga e curvou o corpo, rindo compulsivamente. – Você tinha que... AI! – Gritou quando eu peguei uma das laranjas na fruteira e joguei em sua cabeça.
– Você acha isso engraçado? – gritei pegando mais uma laranja e joguei nele. – ACHA ISSO ENGRAÇADO? – joguei um pote que para a sorte dele, estava vazio.
Sasuke continuou rindo e eu comecei a jogar tudo que estava em meu alcance em sua direção. Um copo, mais laranjas, meu chinelo, algumas colheres e uma maça.
– Epa, epa! – Sasuke parou de rir quando eu segurei uma panela, pronta para jogar em sua cabeça. – Isso pode me machucar, sabia?
– Sabia que essa é a intenção? – Falei sarcasticamente. Fiz menção de jogar a frigideira em sua cabeça, Sasuke se encolheu. – Vai parar com essas brincadeiras? – estreitei os olhos e ele fez uma expressão debochada.
– Me obrigue. — Sasuke disse determinado. – Por agora eu prometo que vou parar. – Ergueu uma das mãos.
– Vê se cresce. – resmunguei me virando e colocando a frigideira na pia.
– Só se você me deixar. – Não reprimi um sorriso ao ouvir aquilo, mas não me virei para ele. – Toda a minha alegria vai ir para longe, se você também for. – Mordi o lábio inferior, pegando um copo e o enchendo de água, mesmo sem estar com sede. – Eu amo os seus olhos, o seu nariz, a sua boca... – Me assustei ao sentir os braços de Sasuke rodearem minha cintura. – Sakura, você está brava? – perguntou beijando meu ombro e depois apoiando o queixo nele.
– Com licença, eu estou tentando te ignorar. – Avisei bebendo um gole d’agua. – E você está me atrapalhando!
– Na verdade, você não consegue me ignorar por mais que dois segundos. – Sasuke disse de forma convencida, os lábios roçaram levemente o meu ouvido. – Sa.Ku.Ra. – disse meu nome pausadamente e eu estreitei os olhos. – Senhora Uchiha. – cantarolou provocativo.
– Quê? – estreitei os olhos.
– Você não consegue me ignorar, admita. – Riu divertido. – Sa...
– Vai me ajudar a cozinhar ou vai ficar enrolando? – me virei para ele e cruzei os braços.
– Gosto assim. – Sasuke deu um sorriso de cantou e me deu um selinho rápido, indo até um dos armários em seguida. – Tenho que tomar mesmo o remédio? –perguntou contragosto e encarou a cartela de remédios com pesar.
– Obviamente. – revirei os olhos e estendi o meu copo d’agua. – Que foi, eu não cuspi não. – me defendi ao ver sua careta em relação ao copo.
– Não sei se devo...
– SASUKE!
Sasuke resmungou, pegou o copo, colocou um comprimido na boca e engoliu fazendo uma careta por alguns instantes.
– Esse treco tem um gosto horrível. – Disse entregando-me o copo. – É um negocio meio que... Argh. – fingiu um calafrio.
– Se fosse pra ser bom, se chamava doce. – Piadinha sem graça, em momento ruim, eu sei. – Agora começa a pegar os temperos, ou meu estomago vai sair da minha barriga e vai ir andando até o restaurante mais próximo.
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– Essa roupa me deixa gorda? – perguntei parada em frente ao espelho. – Seja sincero! – Sasuke que estava abotoando sua camisa preta, me encarou com desdém por breves momentos, mas não me respondeu. – Sasuke!
– Se está se achando gorda, faça uma dieta. – Respondeu ele começando a dobrar as mangas da camisa. – Você está linda, Sakura.
– Isso não é uma coisa que se diga, sabia?!
– Dizer que você está linda? – perguntou confuso e eu bufei nervosa. – Achei que mulheres gostavam disso... – murmurou para si mesmo.
– Insinuar que eu estou gorda! – Falei quase que histérica. – Eu tenho um espelho bem na minha frente, que me diz isso. – Choraminguei inconformada.
Sasuke soltou um “tsc” e se sentou na beirada da cama, começando a calçar os seus sapatos, me ignorando totalmente.
– Sakura, se você estivesse gorda, as suas roupas não caberiam em você. – Sasuke disse frustrado. – Olha as roupas que você está vestindo, acha que se estivesse acima do peso elas caberiam? – desviei o meu olhar dele e encarei meu reflexo no espelho novamente.
Eu estava vestindo um shorts jeans com algumas tachas, juntamente com uma regata branca folgada e uma camisa xadrez vermelha e azul.
– CABERIAM! – falei alarmada, puxando a blusa branca. – CABERIAM!
– SAKURA, POR DEUS! – Sasuke gritou repentinamente e eu dei um pulo. – Até o cachorro se assustou, olha só. – comentou indignado ao ver o filhote sair correndo do quarto.
– Eu só não to me sentindo legal. – suspirei frustrada e me afastei do espelho, sentando-me numa cadeira. – Sabe, nem sei se a Tenten chegou lá e...
Continuei me lamuriando até que Sasuke se abaixou na minha frente, levantando meu queixo para que eu o encarasse. Acariciou minha bochecha e me deu um selinho demorado, encostando sua testa na minha em seguida.
– Você é linda. – Disse seriamente. – Olha, com certeza você está de tpm, eu te conheço. – brincou e eu acabei rindo. – Existe uma coisa chamada telefone e...
– Eu vou ligar pra ela! – Completei animada.
– Você pode ligar quando nos reunirmos com os outros e por no viva-voz. – Sasuke discordou balançando a cabeça negativamente. – Agora termine de se arrumar, porque temos altos “tuts tuts quero ver” essa noite. – piscou e me puxou pela mão. – Agora eu vou encontrar o cachorro, antes que a gente esqueça que ele existe.
Assenti e vi o moreno sair do quarto de forma despreocupada.
Uma das coisas que eu havia começado a apreciar durante todos esses anos, era a serenidade com que Sasuke lidava com os meus problemas. Por mais que ele levasse tudo na brincadeira, ou grande parte das coisas, sempre fala alguma coisa que me anima.
– Continuo gorda. – Soltei um suspiro frustrado. – Vou começar uma dieta daqui há dois meses. – ergui o polegar para o espelho. – Talvez três.
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