Love Doesnt Exist... Does It?
6 Capítulo 6 - Rapto histórico
Notas iniciais
Capítulo 6 – Rapto histórico
-Elijah, deixa-me sair! – comecei a gritar e a tentar abrir a porta do carro que ia muito além do limite de velocidade máximo. Eu não me importava de cair de um carro a alta velocidade (N.B: O que provavelmente teria o mesmo fim:Morte...), importava-me sim de morrer sem pinga de sangue. Eu era muito nova, não queria morrer!
-Podes tentar á vontade – falou ele, com o rosto sereno e focado na estrada. – Não vais conseguir.
Comecei a chorar de raiva. Naquele momento, o medo foi-se embora e a raiva tomou conta de mim. Comecei a bater-lhe no ombro, no braço inteiro, empurrei-o para o outro lado, mas nada o movia.
-Deixa-me sair! – gritei, cada vez mais furiosa. – Deixa-me sair!
Entrou pela floresta adentro e abrandou o carro. Os meus olhos arregalaram-se. Eu ia morrer no meio daqueles bosques? Que horror, ia servir de comida aos animais! Uma imagem passou pela minha cabeça, causando-me arrepios: eu, sem pinga de sangue no corpo, mais macilenta que nunca, com os olhos abertos de medo e animais a tirarem-me os membros.
-Elijah! – berrei. – Deixa-me sair!
-Muito bem – disse ele e travou o carro bruscamente. – Sai.
Nem pensei duas vezes, abri o manípulo da porta e ela destrancou-se automaticamente. Saí a correr daquele lugar, pelo lado contrário ao que tínhamos vindo. Tirei os sapatos que me estavam a matar, peguei no vestido com as mãos e comecei a correr. Um vulto passou ao meu lado e eu parei bruscamente. Inconscientemente sabia que não havia maneira de fugir com um vampiro atrás de mim, mas por momentos pensei que isso fosse possível.
-Já paraste com a correria? – perguntou ele, mesmo atrás de mim e eu gritei.
-Também podes parar de dar esses berros. Eu só preciso de falar contigo.
Pé ante pé, comecei a andar para trás. As lágrimas escorriam pelo meu rosto, com medo de morrer.
-Por favor, não me mates – implorei.
-Mas porque haveria eu de te matar? – perguntou ele, inocentemente. – Eu não sou desses, Joanne.
(N.B: “Joanne”?! ) Ele proferiu o meu nome completo, e eu choquei. Como é que ele sabia o meu nome completo?
-Então o que me vais fazer? Deixares-me esvair em sangue e dar-me de comida aos animais do bosque? É isso? Eu tinha razão, ainda és um desconhecido para mim e não posso confiar em ti!
Comecei a soluçar e virei-lhe as costas. Comecei a andar, com os sapatos na mão que batiam nas minhas pernas, causando dor, devido aos saltos agudos. (N.B: Ahh! Porquê que eu tive de ir ao estupido baile?!)
-Nunca te dei motivos para desconfiares, pois não? – a voz soou ao fundo, controlada, e desesperada ao mesmo tempo.
-Elijah… — falei, à procura de melhores palavras. – Isto é um rapto. Não vou tolerar essa chantagem.
-Eu não te estou a raptar, levei-te para fora da festa por momentos.
Um uivo soou ao longe, causando-me arrepios. Mais uma vez, a imagem do corpo e de animais a rodeá-lo, apoderou-se de mim e eu fechei os olhos. Eu tinha que admitir: eu era uma galinha. Uma daquelas galinhas que desata a correr. (N.B: OMG! Que imagem!)
-Só quero ir-me embora – proferi finalmente. – E para além disso, nem sei porque viemos para aqui. O que queres de mim, Elijah? Não é o meu sangue, não é a minha morte… então o que é?
-Quero que me oiças. Depois podes tirar as tuas conclusões, mas tens que saber de tudo por mim.
-E porquê? Elena contou-me tudo.
-Acredita em mim, Elena não te contou nem metade da verdadeira história dos Originais.
Tirou o casaco dele e colocou-o sobre os meus ombros. (N.B: Ao menos era atencioso.)
-Estás a gelar. O melhor é voltarmos para o carro.
Guiou-me até ao carro, e abriu a porta para eu entrar, o que eu fiz logo, tal era o frio. Quando ele se sentou do lado do condutor e fechou a porta, ligou o aquecimento e olhou para mim, seriamente.
-Eu nasci á mil anos atrás, assim como os meus irmãos, Kol, Elizabeth, Finn, Rebekah, Niklaus e Henrik. Os meus pais eram Esther e Mikael. Vivíamos todos em Inglaterra. Naquela altura, as pessoas morriam de doenças que ninguém sabia cuidar nem sabiam qual era a fonte. Então um dia, Elizabeth morreu e os meus pais ficaram despedaçados.
Os seus olhos atingiram uma tristeza eu nunca tinha visto em ninguém, e isso fez-me querer confortá-lo.
-A minha mãe pediu a Ayanna, antepassada da tua amiga Bonnie, para pesquisar um local onde não existisse doenças e todos vivessem felizes. Os espíritos falaram e mencionaram uma terra prometida, para lá do Oceano. Viemos para cá, para este local preciso. Porém, havia outras espécies, lobisomens, como chamam hoje. Vivíamos todos em comunhão e todas as luas cheias, refugiávamo-nos nos túneis que existem bem por baixo de nós. Contudo, Niklaus e Henrik decidiram ir um dia ver a transformação dos lobisomens e… Henrik não sobreviveu. Uma luta começou entre nós e os lobisomens.
-Porquê? Só por causa de uma morte? – perguntei repentinamente, tirando-o do transe em que estava.
-Não, não foi só por causa disso – falou Elijah. – Orgulho. Eles eram mais fortes que nós e estávamos indefesos. O meu pai não gostou disso e convenceu a minha mãe a falar com os espíritos, pedir-lhes para fazerem algo inimaginável.
-Mas a tua mãe não podia. Ayanna sim.
-A minha mãe também era uma bruxa.
-Isso quer dizer que tu também és?
-Não. Quando nos transformamos, tudo muda. Bruxos são ajudantes da Natureza, nós somos aberrações. Não podemos ser uma coisa e outra ao mesmo tempo, tem tudo a ver com o balanço na Natureza.
-Oh, nunca tinha pensado assim.
Elijah continuou a história:
-A minha mãe ainda tentou convencer Ayanna a fazer o feitiço, mas ela recusou. Então, uma noite, depois de bebermos vinho, o nosso pai enfiou-nos uma faca no estômago.
O seu olhar endureceu e o seu rosto tornou-se tenso.
-Quando acordámos, matámos humanos. Cada um de nós. E foi então que a verdadeira identidade de Niklaus se revelou: ele não era um de nós, pelo menos da parte do pai. A minha mãe tinha tido um caso com um dos lobisomens. E assim, Niklaus acionou a maldição. Porém, um híbrido vai para além de tudo o que existe de balanço no Mundo, então a minha mãe colocou um feitiço que tornou o seu gene de lobisomem adormecido durante 1000 anos.
-E ele acionou-a á poucos meses.
-Sim.
-E a tua mãe? O que lhe aconteceu? Ela também é vampira?
-Não. Niklaus matou-a, mas Ayanna preservou o corpo dela e a linhagem Bennett abriu o caixão onde ela estava inserida.
-E o que ela quer?
-É isso que ainda vou tentar descobrir. Não acredito inteiramente nela. Chegou aqui, perdoou Niklaus pelo que lhe fez, quer que sejamos uma família… Algo não bate certo.
-E o teu pai?
-Morreu. Niklaus matou-o há pouco tempo atrás quando Mikael tentava fazer o mesmo, mas ao contrário. (N.B: Que reviravolta! )
Assenti com a cabeça e olhei em frente, para a escura floresta. Nada se mexia e isso causava-me arrepios.
-E como tens passado este último milénio? – perguntei subitamente.
-Não me posso queixar. Nos primeiros setecentos anos estive sempre ao lado de Niklaus, mas depois percebi as intenções dele e desde então andei fugido. Fazia de tudo para ele não descobrir onde se encontrava uma doppelganger, e sendo que ela só aparece de 500 em 500 anos, não precisava de me preocupar muito. Viajei pelo mundo, sempre atento ás notícias.
-Então visitaste todos os cantos do mundo? – falei, animada e irónica.
-Sim. Desde as Seicheles até à Rússia. Tudo belo, tudo em constante mudança.
-Deve de ser lindo – disse e sorri.
-É. Vês a evolução e vives a evolução. Mas cansas-te facilmente. O mundo é feito por ciclos por isso, apesar de algumas novidades, tudo roda á volta do mesmo.
Olhei para as minhas unhas, perfeitamente pintadas, com um tom escuro que com aquela pequena luz da lua minguante não conseguia notar qual era a tonalidade específica.
-Levas-me para casa?
-Claro que sim. Mas… não queres voltar para a festa?
Neguei com a cabeça.
-Não quero arranjar-te mais problemas.
Ligou o carro e levou-me a casa. Espero que tia Lizz esteja em casa para me abrir a porta, pensei, sendo que tinha deixado tudo em casa dos Mikaelson.
-Amanhã passo por cá para te trazer as coisas.
-Agradecer-te-ia muito – disse e ele parou o carro mesmo á porta. Instintivamente, aproximei-me do rosto dele e beijei-lhe uma face. – Realmente tinhas razão: eu não sabia nem metade.
-Isso é bom ou mau?
-Pergunta-me amanhã – respondi e sorri atrevida. Abri a porta do carro e corri até á entrada. Bati à porta e toquei à campainha.
Tia Lizz apareceu e abriu-me a porta.
-Tão cedo?
Acenei para Elijah e depois de ele retribuir, foi-se embora.
-É. Estava cansada.
Dei-lhe um beijo de boas noites e fechei-me no quarto. Sorri para o ar, sonhadora. Elijah afinal tinha mais profundidade do que eu pensava. Ele não era como qualquer outro vampiro que eu pensasse que existisse, ele era realmente nobre, um homem de respeito. (N.B: Bem penso que esta noite iria dormir bem, apesar de tudo o que tinha acontecido anteriormente.)
©AnaTheresaC
Notas finais
E outra coisa importante, A minha vida em Mystic Falls anda a ser plagiada! Eu sei, nem acredito que alguém desceu tão baixo e pensou que iria passar despercebida. Já mandei a denúncia, é tudo uma questão de tempo. É por isso que a partir de agora vão começar a ver em todos os capítulos; ©AnaTheresaC
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