Love Doesnt Exist... Does It?
7 Capítulo 7 - Passeio
Capítulo 7 — Passeio
-Podes explicar-me porque saíste da festa tão cedo com Elijah?
Acordei com Caroline furiosa enquanto abria os cortinados do meu quarto.
-Ah! – gritei e tapei-me com os cobertores até aos olhos. – Fecha as cortinas, nem acordei!
-Mas vais acordar! – exclamou ela irónica e puxou-me os cobertores.
-Caroline! – gritei, agora já bem desperta e tão furiosa como ela. – Que raio estás tu a fazer? (N.B: Deveria ser proibido acordar alguém contra a sua própria vontade! )
-Vais contar-me tudo. E agora!
-Porque estás tão furiosa comigo?!
-Porque quando cheguei a casa tive que responder às perguntas que tu fizeste questão de te escapulir!
-Ah, a tia Lizz – disse e voltei a deitar a cabeça na almofada. – É isso? Estás furiosa porque eu tive uma escapatória com Elijah e tu tiveste que aturar Klaus? Só isso?
-E Stefan! Nem imaginas o choque quando ele veio ter comigo a dizer que Elijah te tinha raptado. E depois ele apareceu na festa como se nada fosse!
-E foste ter com ele?
-Damon tratou-lhe da saúde…
-O quê? – gritei e saltei da cama. – O que é que ele fez?
-Ora, teve uma enorme discussão com Elijah, claro. Até resultou em luta. Tudo porque tu não me disseste para onde ias!
-Se calhar porque não sabia! – respondi no mesmo tom, enquanto corria para a casa de banho que era ao lado do quarto.
-Como assim não sabias? Claro que sabias e não me disseste porque como sempre és a rebelde que não liga a mínima para a família! (N.B: Quer se dizer! Uma pessoa muda de atitudes e só porque antigamente era assim, as outras pessoas(Caroline!) presumem logo o pior! Aff então para quê mudar?!)
-Não digas isso! – ameacei enquanto entrava na casa de banho. Tomei um duche sem molhar o cabelo e vesti-me logo depois. Prendi o cabelo com um elástico bem no alto da cabeça e perfumei-me no pescoço e nos pulsos. Abri a porta da casa de banho e Caroline ainda lá estava, com os braços cruzados e cara de poucos amigos. – O que foi agora?
-Como assim “o que foi agora”? Achas que a nossa discussão já acabou?
-Sim, já acabou sim, porque eu agora vou ter com Elijah saber como é que ele está – respondi, andando rapidamente para a porta.
-E como é que vais?
-Como não tenho asas ao contrário de ti, mas sim pernas, vou andando – falei e ela empurrou-me para trás. – Ei!
-Tu não falas comigo assim! – exclamou ela, apontando um dedo indicador ameaçador na minha cara.
-Oh, por favor! Para com o esse chilique de Barbie loira que já não cola! Estás passada da cabeça comigo porque eu consegui sair da festa mais cedo do que tu e não te disse nada! Mas sabes que mais, Caroline: tu não és minha mãe para dizer onde vou ou deixo de ir!
Abri a porta de casa e fechei-a com força, ainda sentindo-me toda a ferver por dentro por causa da Caroline. Ao contrário dos dias normais de inverno, estava impressionantemente quente e ainda bem que eu tinha um daqueles vestidos horríveis que Caroline me tinha obrigado a comprar: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=51987954
O caminho até á casa do Mikaelson era bastante extenso, mas passados quarenta e cinco minutos eu estava lá. Bati à porta e Kol abriu a porta.
-Voltaste! Após o incidente de ontem pensei que não voltavas!
-É, Kol, voltei, mas não foi para falar contigo. Deixas-me entrar ou não?
-Oh, que pena que não vieste por minha causa. Mas, por favor, entra! – exclamou ele e abriu mais a porta para eu entrar.
Pisei dentro daquela imensa mansão e ele fechou a porta.
-Então quem é que deve a honra da tua visita?
-Jo – disse Elijah do cimo das escadas.
-Olá, Elijah – disse com um sorriso e olhei para Kol. – Era ele quem eu queria visitar.
-Muito bem, vou deixar-vos a sós – disse Kol e beijou a minha mão, fazendo-me corar. Passou por Elijah, que já vinha descendo as escadas e falou: — Homem de sorte, han?
Baixei o olhar, sorrindo.
-Cala-te – disse Elijah e foi até mim. – A que devo a honra?
-Oh, aaaaaah – gaguejei e abanei a cabeça. – Não era nada de especial, apenas fiquei a saber pela Caroline que ontem tu e o Damon tinham lutado e eu queria saber como é que estavas.
-Ah, isso. Não foi nada de especial – falou ele e sorriu. – Mas porquê tanta preocupação?
-Porque és meu amigo.
-E pelo que sei Damon também o é – disse Elijah, e eu percebi que ele se estava a divertir com a situação, o que me irritou.
-Estás bem, não é? Aliás, fui parva por pensar que um vampiro de mil anos seria derrotado por um de… tanto faz. Estás ótimo e recomenda-se, por isso vou andando – disse tudo muito rápido e dirigi-me à porta. (N.B: Já estava a ficar farta daquele dia!!)
-Espera, não compreendeste – disse ele e pegou-me no pulso com delicadeza, como já tinha feito outras vezes. – Eu fiquei muito feliz por ficares preocupada comigo, mas espero que não te tenha acontecido nada. Estás bem?
-Sim, estou. Caroline ficou um pouco maluca por eu não lhe ter dito nada, mas não me importo.
-Ah, já me esquecia – falou ele e começou a subir as escadas. Depois parou e olhou para mim: — Queres subir e vir buscar a tua bolsa, ou queres que a vá buscar?
Uma senhora com cabelo loiro arruivado e bem vestida apareceu do primeiro andar.
-Olá – disse ela e olhou para Elijah. – Quem é?
-Joanne Forbes – respondi por Elijah e ela olhou para mim.
Por fim, abriu um sorriso caloroso e falou:
-Claro! A prima de Caroline que causou a pequena atribulação de ontem! Sou a Esther, mãe de Elijah. Muito prazer.
Comecei a subir as escadas e Elijah estendeu-me a mão, sorrindo para mim, com aquele olhar que demonstrava que podia confiar nele. Peguei na mão dele, e subimos juntos os dois as escadas.
-Igualmente. Ontem não fomos formalmente apresentadas – falei e sorri. Do andar de baixo ela parecia intimidante, mas agora, frente a frente, ainda parecia mais. Mais do que Kol até, e ele conseguia ser bastante imponente!
-É verdade. Mas agora já fomos! – disse ela e olhou para as nossas mãos juntas. Senti-me envergonhada e voltei a corar ferozmente.
-Vamos ao meu quarto buscar a mala dela que ontem se esqueceu.
-Claro. Quem sou eu para vos empatar. Vão – disse Esther e por fim disse: — Foi muito bom finalmente conhecer-te, Jo.
De alguma forma, aquilo parecia que tinha algum segundo sentido.
-Igualmente – falei e Elijah guiou-me até ao quarto dele.
Era um quarto muito elegante e sóbrio. A claridade que passava por entre as cortinas dava um ar acolhedor e confortável.
-Aqui está – disse ele, enquanto eu continuava maravilhada com o quarto.
A cama dele era uma de dossel, king size, com uma colcha bege e tinha um lençol anti mosquitos a proteger o leito.
Ele ficou ao meu lado, enquanto eu observava o quarto.
-Alguma coisa de errado? – perguntou ele, passado algum tempo.
-Não. É tudo demasiado perfeito – falei, ainda maravilhada e olhando para o quarto. – Aquilo é um piano?
Andei até lá e ele seguiu-me.
-É – respondeu ele enquanto eu passava os dedos pelo teclado.
– É lindo. A minha mãe costumava tocar antes de o meu pai a proibir. (N.B: Subitamente senti saudades da minha antiga família.)
-E a tua irmã? Já está melhor? – indagou ele, sentando-se no banco e começando a tocar alguma peça.
-Não sei. Ainda não falei com ela – admiti e sentei-me ao lado dele, apreciando o som da música e a maneira como ele tocava nas teclas, tão delicadamente e de maneira tão suave.
Quando a peça acabou, ele olhou para mim com os olhos a brilhar.
-É a minha peça favorita.
-É linda – disse eu e fiquei a olhar para ele. O encanto da sua pose, do seu olhar, deixava-me inebriada e não me apetecia sair dali, mas tinha que ser. – Tenho que ir… a algum lado.
Levantei-me e peguei na bolsa que ele tinha deixado em cima do baú que se situava aos pés da cama. Quando toquei com a palma da mão na madeira, percebi que era antiga.
-Que lugar? – perguntou ele, mesmo atrás de mim e eu virei-me assustada pela nossa proximidade. Tive que levantar a cabeça para o encarar, porque ele era muito alto. Não tão alto como Kol, mas alto para mim.
-Não sei – admiti. – Não vou para casa por causa da Caroline, tivemos uma discussão acesa esta manhã.
Ele ouviu e ficou a olhar para mim, sem qualquer tipo de expectativa.
-Caminhar. É isso, eu vou caminhar algures por Mystic Falls. Apanhar ar. Pensar na vida. Sentir-me nostálgica e independente ao mesmo tempo.
Ele sorriu e pegou-me na mão esquerda.
-Queres que te acompanhe?
-Conheces algum lugar bonito? Para além dos bosques?
-Claro que conheço – disse ele, fingindo-se ofendido. – Afinal, eu sou daqui. Anda.
Elijah pegou no meu casaco da noite anterior e saímos os dois de casa, no carro de primeira categoria de Elijah. A viagem foi breve e quando saímos do carro, estávamos nas imediações da floresta, no cimo de um monte.
-É o melhor sítio de sempre – falou ele, enquanto saía do carro. – Vais adorar.
Demos alguns passos em frente e depois parámos.
-Uau – disse, maravilhada com a vista.
Estávamos num monte e a descida era íngreme, cheia de pequenas ervas e no vale, árvores as estavam despidas. No outro monte, a muitos metros dali que a visão humana quase não captava, estava uma cascata. O sol estava no seu auge e a temperatura, para inverno, era bastante quente, ultrapassava ligeiramente os 20ºC. Uma ideia passou-me pela cabeça, uma ideia maluca, mas engraçada.
-Elijah? Dá para irmos mais perto da cascata?
-Claro que sim – confirmou ele. – Porquê?
-Queria vê-la mais perto – respondi.
-Então anda.
Entrámos outra vez no carro, e desta vez Elijah, para além de ter que dar uma volta muito maior, embrenhou-se na floresta.
-A partir daqui temos que ir a caminhar – disse ele, desligando o carro.
-Prometes que não nos perdemos?
Elijah sorriu para mim, e senti o meu coração a bater mais depressa.
-Claro que não. É Mystic Falls, é impossível perdermo-nos.
Saímos do carro e caminhámos por cerca de dez minutos. Chegámos à cascata, que estava vedada por uma cerca de madeira que notava-se que já tinha sido ultrapassada e vandalizada várias vezes.
-Se eu fizer uma coisa, fazes comigo?
Elijah olhou-me confuso, mas assentiu com a cabeça.
-Porque fazer sozinha não tem a mínima piada – justifiquei e comecei a tirar os sapatos.
-Oh não, isso não faço! – exclamou ele, dando um passo atrás.
-Oh, vá lá! Vai ser divertido!
-Vais apanhar uma constipação.
-Que apanhe. Uma semana de cama sem ir ás aulas, rodeada de medicamentos, lenços de papel e o computador. Hum, demasiado tentador. Vá lá!
Tirei o vestido, ficando somente com a roupa interior.
-Elijah, por favor! – pedi fazendo olhinhos de bambi. – Por favor, por favor, por favor!
-Eu levo-te a casa depois de fazeres a asneira, pode ser?
-Mas…
-Vai lá. Eu fico aqui a supervisionar – disse ele, tocando no meu braço.
Assenti e corri até lá. Entrei devagar, sentindo a água demasiado fria no meu corpo.
-Está fria! – exclamei e mergulhei logo de seguida. Subi á tona e Elijah estava a rir-se de mim. – Ei! Não tem piada! Não vens, não me podes julgar nem comentar!
Nadei até à zona onde caía a água e deu-me outra ideia, completamente fabulosa. Gritei e deixei-me ir ao fundo. Abri a boca, deixando entrar a água doce. Voltei á tona e gritei:
-Elijah!
Deixei-me ir ao fundo outra vez, pegando no meu pé esquerdo e fazendo uma cambalhota na água. Já estava sem ar nos pulmões e voltei a subir à superfície. Elijah já estava ao meu lado, vestido com a camisa roxa e a gravata que trazia vestida a flutuar. O seu olhar demonstrava pânico, medo e preocupação.
Comecei a gargalhar.
-Não teve piada – disse ele muito sério.
-Desculpa, mas era a única forma de não ficar sozinha aqui – falei e aproximei-me dele. – Desculpa, não te queria preocupar tanto.
ADOREI esta cena!!
©AnaTheresaC
Notas finais
Espero que tenham gostado, e que tenha COMENTÁRIOS este capítulo!
Tenho uma fanfic nova, chama-se A arma de Esther. É com Klaus e Esther a causar problemas (como sempre):https://fanfiction.com.br/historia/258312/A_Arma_De_Esther/
XOXO, até domingo!
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