Notas iniciais
Tem momento muito Hot. Espero que gostem! Vemos-nos lá em baixo, sim?
Boa leitura!

Capítulo 38 – Klaus

Entrámos em casa de mãos dadas e Klaus estava a descer as escadas. Parei e Elijah parou junto comigo. Fitei Klaus, com medo. Da última vez, tínhamos discutido e ele não parecia nada feliz por me ver ali agora.

-Oh, o casal de pombinhos felizes voltou de Nova Orleães – comentou ele, com amargura na voz. – Por favor, façam o que quiserem quando estiver fora.

Saiu de casa, batendo a porta com força. Dei um salto, assustada.

-Klaus vai ultrapassar. Só preciso de conversar com ele – garantiu Elijah, mas eu sabia que isso não era verdade.

-Eu não estaria tão segura disso – disse e ele beijou-me o topo da cabeça.

-Não vamos pensar no meu irmão agora. Temos coisas mais interessantes para fazer.

Ele sorriu divertido e eu ri nervosa, enquanto subíamos as escadas em direção ao seu quarto.

-Sim, Caroline deu-me todos os apontamentos e trabalhos da escola que preciso de fazer.

-Eu ajudo-te – prontificou-se ele, abrindo a porta para o seu quarto.

Estava tal e qual eu me lembrava: com a cama de dossel, o baú aos pés da cama e o piano de cauda, com um sofá encostado à parede oposta para algum espectador.

Ao fundo do quarto estava a porta para o seu closet e para a casa de banho privada. Do meu lado esquerdo, estava uma escrivaninha e eu coloquei lá o dossiê gigante de Caroline e a minha mochila.

Elijah abraçou-me por trás, beijando o meu pescoço.

-Posso dizer uma coisa?

-P-Podes – gaguejei, temendo o que ele pudesse dizer.

-Cheiras lindamente.

Ri, nervosa. Sabia que ele não se estava a referir ao perfume que estava a usar, mas sim ao meu sangue.

-Obrigada – falei e peguei nas suas mãos que estavam pousadas na minha barriga. Libertei-as e virei-me para ele, encarando o seu rosto perfeito. – Amo-te, Elijah.

Os seus olhos brilharam e ele sorriu.

-Também de amo, Jo.

Beijámo-nos e quando comecei a ficar sem ar, separei-me dele e sentei-me na cadeira que estava de frente para a escrivaninha.

-Tenho mesmo que trabalhar – argumentei. – Não quero ter que repetir o ano.

-Está bem – suspirou e colocou-se ao meu lado, com uma mão apoiada no tampo da escrivaninha e outra nas costas da cadeira.

Abri o dossiê de Car e fui copiando para os meus cadernos os apontamentos que ela tinha tirado nas aulas. Depois peguei nos livros e comecei a estudar e a fazer alguns exercícios, especialmente os de Matemática, disciplina na qual eu era horrível. Elijah ajudou-me, afinal, era para isso que namorados com mil anos de idade serviam (N/A: brincadeira). De seguida comecei a fazer os trabalhos que os professores tinham pedido e isso requereu uma pesquisa na internet e Elijah trouxe o seu portátil para perto de mim, deixando-me investigar. Quando ele se cansou de me ver a fazer o trabalho, começou a ler um livro que tinha na estante que estava ao lado da escrivaninha e deitou-se na cama, entretido com as letras.

Quando acabei tudo, já era bastante tarde e tinha quatro chamadas de Caroline perdidas. Telefonei-lhe, cansada de ter trabalhado tanto.

-Oi! Não vens á nossa festa privada? – indagou ela, com a música muito alta a ouvir-se pelo telemóvel.

-Não. Vou ficar por cá mesmo. Consegues dar uma mentirinha à tua mãe?

Ela gargalhou e eu arqueei o sobrolho. Caroline está bêbeda?

-Claro que sim! Falamos amanhã!

Desligou-me o telemóvel na cara e eu olhei para Elijah, confusa, que apenas pousou o seu livro no colo e fitou-me curioso.

-Tens a certeza que não queres ir?

-Tenho – afirmei e coloquei o telemóvel na mesa-de-cabeceira. – Tenho que ir ter com Rebekah para ela me emprestar um pijama

-Tu não precisas de pijama – afirmou, arqueando as sobrancelhas.

Corei instantaneamente.

Ele colocou o livro na mesa-de-cabeceira e estendeu-me a mão. Peguei nela e ele puxou-me para cama. Dei um gritinho quando choquei com o seu peito e ele virou-nos na cama, ficando por cima de mim.

-Estamos muito atrevidos – sorri para ele, colocando as minhas mãos na sua nuca, brincando com os seus fios de cabelo.

-Nós somos muito atrevidos – corrigiu ele e beijou-me os lábios. As suas mãos começaram a correr pelo meu corpo e ondas de desejo vieram, fazendo-me arfar.

Senti os seus dentes roçarem o meu pescoço e eu inclinei a cabeça para trás, desejando aquilo tanto quanto ele. As suas mãos foram para a barra da minha camisola, começando a erguê-la devagar. Eu já não aguentava mais e levantei os braços, deixando ele tirar-ma sem qualquer pudor. As minhas mãos voaram para os botões da sua camisa e fui abrindo cada um devagar. Elijah continuava a beijar-me o pescoço e sabia que o momento da nossa troca estava próximo.

O meu coração bombeava freneticamente e não duvidava que o dele também. As suas mãos delicadas abriram o botão e o zipper das minhas calças.

-Elijah – gemi, puxando-o para mais um beijo apaixonado.

Desenvencilhámo-nos da sua camisa e arranhei levemente as suas costas. Ele gemeu contra os meus lábios, aprofundando o nosso beijo. Os seus beijos foram descendo novamente para o meu pescoço e eu arfei, desejando aquilo mais do que nunca.

-Se não fizeres agora, eu nem sei que te faça.

Os seus dedos entraram na minha intimidade, espantando-me e fazendo-me parar uma batida do coração.

-E-Elijah – falei, surpreendida pelo seu ato. Ele apenas sorriu, vitorioso.

-Relaxa, amor – disse ele, com carinho e eu sorri brevemente.

Puxei alguns fios de cabelo da sua nuca e voltámos a beijar-nos, enquanto ele me estimulava devagar, sem pressas.

Mas como quase tudo não é perfeito, o meu telemóvel tocou. Ele grunhiu desesperado e deitou-se ao meu lado, deixando-me pegar o telemóvel que estava na minha mochila.

-Sim? – nem vi quem era, atendi logo.

-Jo, é a Elena. Caroline está em sarilhos.

Fiquei séria.

-O que aconteceu?

-Os híbridos do Klaus raptaram-na!

-Como assim raptaram-na? Onde estão eles? O que aconteceu, Elena? – perguntei em pânico, com as perguntas a saltarem da minha boca.

-Eu… Eu não sei! Eles apareceram aqui e levaram-na!

Cerrei os dentes.

-Elena, temos que a encontrar.

Elijah levantou-se e aproximou-se de mim. Estendeu uma mão para lhe entregar o telemóvel, mas recusei.

-Já falei com Tyler. Ele diz que há uma possível localização e vamos para lá agora.

-Muito bem – afirmei. – Estou a caminho.

-Não, Jo, isto é pe…

-Elena, ela é minha prima – interrompi-a, não acreditando que ela me tinha telefonado para me colocar em pânico e depois dizer que iria tratar de tudo sozinha com Tyler. – Eu vou. E levo reforços.

Olhei Elijah, com a pergunta no olhar, e ele apenas acenou.

-Manda-me as coordenadas para o telemóvel.

-Está bem – disse ela e desligou logo de seguida.

Dois segundos depois, as coordenadas apareceram no meu telemóvel.

-É na propriedade do Pastor Young! – exclamei, incrédula. – O que estão eles a fazer tão longe de Mystic Falls?

-Não é assim tão longe para um vampiro – corrigiu Elijah. – Muito menos para um híbrido.

Concordei com a cabeça e peguei vesti a minha camisola, fechando o zíper e o botão das minhas calças. Elijah vestiu a sua camisa, abotoando-a com aquela super velocidade que vampiros têm.

-Temos que ir depressa.

Elijah acenou e saímos os dois do quarto, passando pelo corredor num passo apressado e descendo as escadas com rapidez.

A porta abriu-se, revelando Klaus.

-Oh, a loirinha já vai embora! – falou Klaus com desprezo.

-Cala-te, seu híbrido maldito! – mandei, sem pensar nas consequências.

O seu olhar ficou escuro e ele cerrou o maxilar. Parei de frente para ele, com a ira a subir-me á cabeça, conjuntamente com o medo. Elijah parou logo atrás de mim.

-O que disseste?

-Híbrido maldito – respondi, aproximando o meu rosto do dele. – Sabes o que os teus híbridos fizeram à minha prima? Raptaram-na!

Ele mostrou surpresa, mas nem por isso a sua raiva diminuiu.

-Se não consegues controlar os teus híbridos, não os concebas. E eu juro, Klaus, que se eles tocarem num fio de cabelo que seja da minha prima com a intenção de a torturar, tu estás morto.

Ele encolheu os ombros.

-Entra na fila.

-Argh! – grunhi e dei-lhe um estalo na cara, que o fez virar a cara.

Elijah levantou o braço, tentando impedir-me, mas já era tarde demais. Não havia volta a dar.

-Jo – repreendeu ele.

Klaus virou o rosto para mim e depois para Elijah.

-Se tu não a controlas, controlo eu.

-Irmão, o que estás a…

As suas mãos foram para o meu pescoço, torcendo-o numa questão de milésimos de segundo.

©AnaTheresaC

Notas finais
Gostaram? Viram o que aconteceu à Jo? Horrível, Klaus é muito mau!
O que acharam do momento Jolijah? Foi quente ou muito mau? *-*
Mais um ou dois capítulos e a fanfic termina. Mas haverá continuação, não se preocupem!
XOXO, até domingo!