Love Doesnt Exist... Does It?
39 Capítulo 39-Fim da linha (narrado por Elijah)
Notas iniciais
Capítulo 39 – Fim da linha: narrado por Elijah
-NÃO! – gritei, ajoelhando-me ao lado dela, tomando-lhe o corpo nos meus braços. – Não, Jo. Não…
Algumas lágrimas escaparam dos meus olhos, vendo que ela não acordava.
-Não… Não…
-Ela mereceu – disse o meu irmão e eu olhei-o com raiva.
-Seu bastardo – larguei o corpo de Jo e parti para cima do meu irmão, agarrando-o com força no colarinho e prensando-o contra a parede, que rachou devido á violência. – Tu mataste-a!
-Elijah! – exclamou a minha irmã, aparecendo em casa e deparando-se com o corpo de Jo inanimado no chão. – Oh, não! Nik, o que fizeste?
-Ela estava a merecer – justificou o meu irmão, o que me enfureceu ainda mais.
-Mentiroso! – gritei enfurecido e atirando-o para o chão. Coloquei-me em cima dele e comecei a socar o seu rosto com toda a raiva que tinha.
As lágrimas escorriam pelo meu rosto, mas eu estava muito mais zangado do que triste. Todo o meu corpo irradiava fúria, raiva, ira. O meu irmão tinha matado Jo, o amor da minha existência.
-Elijah, isso não vai adiantar de nada – disse a minha irmã, colocando uma mão no meu ombro, tentando parar-me, mas eu simplesmente não conseguia. Não era eu que comandava o meu corpo, eram os meus sentimentos. E tudo o que sentia naquele momento era raiva.
-Elijah, para – pediu ela, soluçando alto. – Elijah!
Levantei-me e Klaus fez o mesmo, pronto para a defesa caso o atacasse.
-Só não te mato por respeito à nossa irmã.
Um soluço escapou pelos meus lábios e eu notei que estava a soluçar e a chorar até Rebekah me abraçar com força.
-Irmão, vai ficar tudo bem.
Retribuí o abraço com força, afogando o meu rosto no cabelo loiro da minha irmã. O meu coração estava despedaçado, chegava a doer fisicamente.
-Temos que começar a tratar de tudo. Começando por telefonar a Caroline…
-Não – interrompi-a. – Ela não está morta.
Rebekah desfez o abraço e colocou as suas mãos no meu rosto.
-Elijah, ela está deitada no chão, sem pulso.
-Ela… nós… tínhamos partilhado sangue.
Os seus olhos azuis arregalaram-se e olhou para o corpo de Jo.
-Não é possível – murmurou ela, voltando a fitar-me. – Então é melhor irmos colocá-la lá em cima.
Acenei com a cabeça e peguei no seu corpo inanimado, ainda a chorar, mas agora silenciosamente. Rebekah abriu a porta do meu quarto e eu deitei Jo na enorme cama, onde tínhamos estado momentos antes, no maior clima de romance e desejo. Se tivéssemos saído um minuto antes…
-Vamos esperar – afirmou a minha irmã, sentando-se no banco do piano. – Queres que telefone a Caroline?
-Caroline está em sarilhos. Quanto menos souber, melhor – foi tudo o que disse. Sentei-me na ponta da cama, esperando ela acordar.
A questão que atormentava a minha mente era se ela queria ser vampira ou não. Ambos sabíamos os riscos, mas eu nunca pensei que o perigo estaria dentro da minha própria casa, que para piorar as coisas, o perigo seria a minha própria família, seres em quem era suposto confiar a minha vida.
O pior de tudo, era saber que a culpa era minha. Deixei-me levar por ela, concordar com a partilha de sangue e agora, ali estava ela, inanimada e condenada. Não havia forma alguma de eu conseguir ultrapassar a culpa de sentia naquele momento. Se por um lado ela escolhesse tornar-se vampira, iria viver culpado o resto da minha existência por a ter condenado a algo que a impedia de ser humana e de ter todas as experiências dignas de um ser que tinha sangue nas veias. Se ela escolhesse morrer, eu iria encontrar a estaca de carvalho branco e iria desferi-la em mim mesmo, abandonando para sempre este mundo. Sim, egoísta da minha parte, mas era a única coisa digna que eu poderia fazer: olho por olho – ela morria, então, eu também morreria por a ter condenado a morrer.
E seria assim o fim da linha nós os dois. Eu, um imortal de mil anos que já devia de ter aprendido com os anos, e ela, uma simples humana adolescente que se meteu neste mundo porque se apaixonou por mim, tal como eu me tinha apaixonado por ela. E agora, estávamos os dois a pagar pelo preço.
©AnaTheresaC
Notas finais
XOXO, até domingo.
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