Love Doesnt Exist... Does It?
35 Capítulo 35 - Primeira vez
Notas iniciais
Capítulo 35 – Primeira vez
Entrámos no quarto do hotel de cinco estrelas e atirei-me para a cama fofinha. Gargalhei alto. Pronto, eu tenho que admitir, eu bebi um pouco mais de vinho do que devia.
-Jo, precisas de um banho para não ficares de ressaca – disse Elijah e eu ri mais.
-Não! – exclamei e ele puxou-me por um braço para a enorme casa de banho da suíte.
Tirou o meu casaco e eu tentei fugir, mas embati no seu peito, gargalhando.
-Tu estás mesmo mal! – exclamou ele, com um sorriso divertido nos lábios.
-Não me podes despir. Nunca me viste em trajes menores – afirmei, cruzando os braços sobre o peito e olhando-o desafiadora. Ele revirou os olhos.
-Jo, eu amo-te – disse ele, escorregando as suas mãos pelos meus ombros, passando pelos antebraços e pegando nas minhas mãos, fazendo-me descruzar os braços. – Já é mais do que hora.
Corei e dei um passo para atrás.
-Elijah…
-É só um banho. Não te quero amanhã mal-humorada e com dores de cabeça amanhã – completou ele e largou as minhas mãos.
Tirou a minha camisa e senti o frio, fazendo-me contrair os músculos. As suas mãos delicadas foram para o botão das minhas calças e abriu-o devagar.
-Vais torturar-me? Se é para fazer isto, mais vale fazer depressa – disse, impaciente e envergonhada. O meu tom de voz denotou isso, porque ele sorriu e ficou a ver-me despir.
Fiquei só com a roupa interior e entrei no chuveiro. Liguei-o e a água fria esguichou o meu corpo. Gritei, surpreendida. Desliguei a torneira e respirei fundo, tentando controlar os tremores do meu corpo.
-Dá cá isso – pediu ele e foi aí que notei que ele também tinha entrado.
Entreguei-lhe o chuveiro e ele ligou a água, direcionando-a para o ralo, até começar a fumegar. Aproximou-se de mim e colocou o chuveiro por cima da minha cabeça, molhando-me o cabelo. As gotas de água escorriam pelo meu corpo, aquecendo-me gradualmente. Os meus músculos começaram a relaxar e permaneci de olhos fechados.
-Consegues colocar o shampoo ou queres que eu faça isso? – a sua voz era doce e sorri.
-Não, faz tu – confiava nele a 100%. Ele até me podia levar para a fogueira e se ele me dissesse que ficaria tudo bem, confiaria nele.
O meu raciocínio não estava muito bom e com Elijah a massajar-me o couro cabeludo, o cheiro do shampoo do hotel e a água quente não me estavam a facilitar a tarefa. Estava a começar a ficar sonolenta. Amanhã já não estaria de ressaca, pelo menos era isso que desejava.
Passou o cabelo por água e depois começou a fazer uma massagem nos ombros com o gel de duche.
-Isso sabe bem – comentei, inclinando a cabeça para trás.
As suas mãos começaram a deslizar suavemente para baixo e eu senti um formigueiro dentro do meu corpo. Eu queria-o.
Abri os olhos, alerta. Seria verdade? Estaríamos preparados? Estaria eu preparada?
Olhei-o com apreensão. Ele retornou o meu olhar e beijou-me devagar. Eu queria mais do que aquele beijo e ele notou isso.
-Vamos com calma – disse ele, passando o meu corpo pela água quente e fechou o chuveiro logo de seguida. – Não te quero forçar a nada.
Respirei fundo, nervosa. O meu batimento cardíaco estava a mil e repercutia-se por todo o meu ser. A minha cabeça bombeava tão freneticamente como o coração e estava muito mais desperta do que há momentos atrás.
-Eu sei – disse. – Mas eu quero, Elijah.
Permaneceu sério e eu não sabia se tinha feito algo de mau ou bom.
-Tens mesmo a certeza disto? Não quero que te venhas a arre…
Beijei-o, interrompendo o seu discurso e, esperava eu, a sua linha de pensamento. Elijah estava muito sério. Só me lembrava dele assim quando nos conhecemos e quando começámos a namorar.
Talvez ele estivesse tão inseguro como eu. Não, eu estava segura daquilo que queria e com quem eu queria fazer, só não sabia se ele também me desejava como eu o desejava.
Saímos da banheira, ainda a beijarmo-nos. As gotas de água que anteriormente me aqueciam, agora estavam frias, provocando-me pele de galinha.
Senti a cama fazer-me pressão na parte de trás do joelho e não resisti. Caí na cama e Elijah deitou-se sobre mim, colocando o seu peso nos seus braços que estavam de cada lado da minha cabeça.
Voltámos a selar os lábios num beijo sem pressas. O meu ritmo cardíaco estava frenético e a adrenalina corria a alta velocidade. Enrolei as minhas mãos na sua nuca, puxando alguns fios do seu cabelo castanho-escuro e molhado.
-Amo-te, Jo – murmurou ele, começando a descer os seus lábios para o meu pescoço.
-Também te amo, Elijah – retribuí, fechando os olhos lentamente e entregando-me ao momento.
©AnaTheresaC
Notas finais
Eu não fui muito precisa na descrição da 1ª vez deles, preferi deixar-vos divagar e imaginar como mágico foi.
XOXO
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