Love Doesnt Exist... Does It?
36 Capítulo 36 - Partilha
Notas iniciais
Capítulo 36 – Partilha
Acordei com o sol a bater-me na cara. Virei-me para o outro lado e deparei-me com Elijah a dormir profundamente. Sorri, lembrando-me da noite anterior. Tinha sido perfeita. Nunca me tinha entregado a ninguém como me entreguei a ele.
A minha perspetiva de como era fazer amor também tinha mudado. Ele tinha-se mostrado atento a todas as coisas que eu sentia e tinha sido um perfeito cavalheiro. Sedutor, mas mesmo assim cordial.
Toquei no seu rosto com uma mão ao de leve, com medo de o acordar. Estava tão sereno. Era um daqueles poucos momentos em que ele estava completamente inofensivo e vulnerável. Parecia que tinha rejuvenescido dez anos e a luz do sol, que também o apanhava, tornava o seu rosto iluminado e calmo. Um perfeito anjo.
Levantei-me da cama silenciosamente e abri o fecho da mala de viajem com cuidado para não causar muito barulho. Encontrei uns calções e uma blusa, conjuntamente com uma lingerie sexy.
Caroline. Ela sabia o que ia acontecer, caso contrário não teria colocado estas roupas na mala. Revirei os olhos, sorrindo. Talvez quando chegasse a casa, em vez de a repreender, a devesse agradecer.
Entrei na casa de banho, fechando a porta. Liguei o chuveiro, deixando a água quente queimar-me um pouco a pele, deixando-a levemente vermelha. Nunca na vida me tinha sentido tão feliz. Elijah tinha tornado aquele momento mágico e maravilhoso. Tínhamos sido nós mesmos com sedução e amor ao mesmo tempo.
Acabei de tomar banho e vesti as minhas roupas. Saí da casa de banho com o cabelo ainda molhado e Elijah continuava a dormir. Sorri e mordi o lábio, tentando impedir-me de não ir até lá e banhá-lo de beijos, como tinha feito na noite anterior.
Fui até á sala (o quarto era uma suíte presidencial) e liguei para a receção.
-Bom dia, Mr. Mikaelson – disse um senhor do outro lado da linha.
-Bom dia – respondi, corando um pouco. Não, eu não era Elijah e muito menos Mrs. Mikaelson. – Gostaria que entregassem o pequeno- almoço á suíte.
-Com certeza. Com tudo incluído?
Não sabia o que era “tudo incluído”, mas anuí.
-Sim. O mais rápido possível, por favor.
-Com certeza, Ms. Forbes – falou o rececionista e eu desliguei.
Atirei-me para cima do sofá e fiquei a enrolar uma madeixa do cabelo no dedo, pensando mais uma vez sobre o que tinha acontecido na noite anterior. Quando voltasse a Mystic Falls, de certeza que Caroline adoraria ouvir todos os detalhes.
Era incrível o quanto tinha mudado graças a ela e Elijah. Talvez, em vez de sacrificar o meu pai, devia de o agradecer por me ter obrigado a ir viver para Mystic Falls. Dizem que perdão é uma das maiores coisas que podemos fazer a pessoas más, uma vez que elas já estão á espera do ódio de todos, e da ida certa para o Inferno.
Passados alguns minutos, bateram à porta e eu abri-a. Um senhor entrou e colocou o tabuleiro com rodinhas perto da mesa das refeições.
-Mais alguma coisa, Ms. Forbes?
-Não, é tudo, obrigada – agradeci e ele saiu.
Corri entusiasmada para o tabuleiro, levantando a tampa de tudo o que havia ali. Sorri, vendo que o pacote do “tudo incluído” era muito bom. Empurrei o carrinho até ao quarto, parando-o perto da cama, do lado de Elijah, que continuava a dormir.
-Bom dia – murmurei, subindo para cima dele e inclinando-me, depositando um beijo nos seus lábios.
-Bom dia – disse ele, ainda ensonado. Abriu os olhos e eu mergulhei no seu olhar castanho chocolate, que estava brilhante como uma estrela no céu. – É bom acordar assim.
As suas mãos subiram pelas minhas pernas, parando no meu bumbum.
-Não sejamos atrevidos, Sr. Elijah – brinquei e apontei para o carrinho que estava ao nosso lado. – Pequeno-almoço na cama.
-Ótimo – afirmou, observando o que havia. Ele sentou-se na cama, mas eu mantive-me em cima dele.
Peguei num morango e coloquei-o na boca, saboreando o seu sabor fresco e doce.
-Estão ótimos – observei, sorrindo para ele.
Ele sorriu e pegou também um.
-Tens razão, são ótimos – pegou outro, mas deu-mo à boca.
-Assim ainda são melhores – disse, beijando-o de seguida.
Ele sorriu atrevido.
-No que estás a pensar? – coloquei as mãos na sua nuca.
-A noite de ontem foi maravilhosa.
Mordi o lábio.
-Sim, foi – murmurei e senti o sangue subir-me à face.
Voltámos a beijar-nos, e deixei-o explorar a minha boca, brincando com a minha língua.
-Podemos repetir – falou ele, passando os seus beijos para o meu pescoço. – E até um pouco mais.
Fiquei curiosa.
-Como assim um pouco mais?
Ele parou de distribuir os seus beijos e olhou-me atento.
-É perigoso – avisou ele. – Mas é o que os vampiros fazem para se sentirem mais ligados no momento.
-O que é?
-Partilha de sangue – respondeu ele e suspirou. – Isto foi má ideia. Nem devia de ter sugerido isto.
-Não, está tudo bem – assegurei e peguei no seu rosto com ambas as mãos. – Eu confio em ti.
-Depois ficas com o meu sangue no teu organismo por 24 horas. É arriscado, Jo.
-Eu confio em ti – voltei a dizer e sorri. – Como é que funciona?
Ele suspirou, decidido a não me dizer nada.
-Só quero saber como funciona. Não quer dizer que vamos fazer isso.
-Está bem – ele decidiu-se. – Quando estivermos no ato – ele apertou as suas mãos na minha cintura, puxando-me mais para si, fazendo-me sentir o seu “amigo” – mordo-te e tu mordes-me. Partilhamos o sangue e tudo torna-se mais… poderoso.
-Mas eu não tenho dentes afiados que possam perfurar a pele – afirmei, enrugando a testa.
Então Elijah pegou numa faca que estava no tabuleiro.
-Podíamos fazer com isto. E quanto a eu morder-te, o meu sangue iria curar-te logo. Mas, como eu disse, é muito arriscado e não posso fazer isto contigo. És humana e…
Beijei-o, calando-o. Coloquei uma mão no seu peito nu, empurrando-o gentilmente para se deitar na cama. Desci os meus beijos para o seu queixo, para o seu pescoço e para o seu peito. Ele gemeu, fechando os olhos. O seu “amigo” ficou ereto e eu sorri. Voltei beijar-lhe os lábios, roçando as minhas unhas perto do seu umbigo, sabendo que isso o iria levar à loucura.
-Podemos experimentar. São só 24 horas, o que de mal me pode acontecer? – parei de o beijar e fitei-o atentamente. – Estou contigo. Nada de mal me pode acontecer.
Ele sorriu fraco e colocou a sua mão livre, uma vez que a outra ainda estava com a faca, no seu rosto.
-Céus, Jo, estás a dar comigo em doido.
-É essa a intenção – brinquei, mas fiquei atenta á sua expressão.
Ele suspirou e afirmou:
-Está bem. Mas nas próximas 24 horas ficarás comigo o tempo todo.
Acenei com a cabeça.
-Não será sacrifício nenhum – disse e sorri.
Elijah colocou a faca entre nós, e eu olhei para ela, reticente. Iria magoá-lo.
-Vai só doer no início – falou e sorriu matreiro. – O prazer irá logo substituir a sensação.
Mordi o lábio, nervosa.
-Está bem – murmurei e peguei na faca, um pouco trémula.
Coloquei-a na base do seu pescoço e os tendões do seu pescoço sobressaíram sobre a sua pele, mostrando tensão.
Respirei fundo e apliquei um pouco de pressão. Uma linha escarlate apareceu e eu larguei de imediato a faca em cima da mesa-de-cabeceira. As suas mãos apertaram as minhas nádegas com força e eu não me admiraria nada se algumas horas depois tivesse ali nódoas negras.
Olhei para ele atentamente e vi o seu rosto transfigurar-se.
-Tens que beber agora ou a ferida vai cicatrizar – disse ele, já com os caninos de fora.
Acenei com a cabeça e fui até seu corte, entreabrindo os lábios e puxando com o ar o seu sangue que começou logo a escorrer pela minha garganta. Depois senti uma dor aguda no meu pescoço e ele virou-nos na cama, ficando por cima de mim.
Ele tinha razão, o prazer substituía a dor. Livrou-se das minhas roupas, rasgando-as e nunca largando o meu pescoço. Gemi e ele também. Estávamos conectados como nunca tínhamos estado. Coloquei as minhas mãos na sua nuca, arranhando-a com desejo e puxando-o mais para mim.
O prazer aumentou ainda mais quando ele me penetrou. Gememos os dois ao mesmo tempo e a chegada ao ápice foi rápida e arrebatadora. Arfei alto, largando o seu pescoço e sentindo o corpo amolecer. Ele fez o mesmo e fitou-me atento, com o meu sangue nos seus lábios e o rosto ainda com as veias debaixo dos olhos salientes ao toque e os caninos afiados. Gradualmente, o seu rosto voltou ao normal e só então percebi que tinha suspendido a respiração.
-Como foi? – perguntou ele.
-Arrebatador – sorri fraco. – Quando podemos fazer outra vez?
-Quando tu quiseres, amor – falou, deitando-se ao meu lado e puxando-me para o seu peito.
©AnaTheresaC
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