Love Doesnt Exist... Does It?
34 Capítulo 34 - Nova Orleães
Notas iniciais
Capítulo 34 – Nova Orleães
-Caroline, desacelera – pedi.
-April, Matt e Jeremy estão reféns do caçador! – guinchou ela do outro lado. – Mas não te preocupes que nós tomamos conta da situação!
-Está bem – falei, meio atabalhoada. – Avisa-me assim que houver mais desenvolvimentos.
-Farei isso. Até mais.
-Até mais, prima – desliguei o telemóvel e suspirei. – Tinhas razão. Eu precisava mesmo de sair de Mystic Falls. Infelizmente, os problemas continuam lá e eu continuo a saber o que se passa.
Ele agarrou o volante com mais força.
-Felizmente, não és tu que estás dentro do Grill a ser ameaçada.
Arrepiei-me toda.
-Sim. Ainda bem – suspirei e continuámos a viagem.
***
-Vamos parar aqui para almoçarmos – disse ele e estacionou no parque da estação de serviço.
-Ainda não me queres contar para onde estamos a ir? – fiz olhinhos de gato abandonado, mas ele sorriu misterioso.
-Não – respondeu ele e saiu do carro.
Suspirei derrotada e saí do carro, espreguiçando-me.
-Estou cansada de viajarmos tanto, Elijah – reclamei, ao que ele riu e deu-me a mão.
Entrámos na estação de serviço e o cheiro a comida passou por mim, fazendo o meu estômago roncar. Fomos para a fila e comecei a colocar tudo o que era comida no tabuleiro. Chocolate, gelatina, salada, ovos mexidos, salsichas, batatas fritas, carne assada, manga, papaia e uma coca-cola.
-Tu vais comer isso tudo? –inquiriu ele, com uma ruga no seu rosto.
-Sim – respondi enquanto colocava também uma fatia de pizza. – Sou uma pessoa de muito alimento, Elijah.
Pagámos e sentámo-nos a uma mesa. Havia algumas pessoas a comer, mas muitas delas tinham ido embora com os seus pedidos take-away. Depois de comer tudo (sim, eu comi mesmo tudo), fui à casa de banho e foi quando tive oportunidade de voltar a ligar para Caroline.
-Como está tudo?
-Conseguimos! Elena matou o Caçador! – exclamou ela entusiasmada. – Como está tudo com Elijah?
-Está tudo bem. Ainda estamos a viajar.
-Oh, tu vais amar! Sei que sim.
Isso deixou-me com a pulga atrás da orelha. Caroline sabia para onde eu ia e não me contava. Porquê tanto mistério?!
-Até breve, Caroline – disse a ela. – Já que não me vais dizer quanto tempo vou ficar fora.
Ela gargalhou.
-Eu prometi que não contava! Diverte-te, Jo! – e com isto desligou, deixando-me ás escuras.
Saí da casa de banho e Elijah estava à minha espera, com os braços cruzados. Duas jovens, pouco mais velhas do que eu, passaram por ele e fitaram-no com interesse. Peguei na sua mão, irritada pelo olhar delas e fuzilei cada uma.
-Não precisas de ficar assim – murmurou ele ao meu ouvido, beijando a minha têmpora de seguida. – Eu já tenho dona.
Tentei não gargalhar com a sua afirmação.
-Vamos, antes que isto acabe mal – afirmei e antes de sairmos da estação de serviço, ainda colocámos gasolina no carro. Ou seja, mais quilómetros para se fazer. Não estávamos nem perto de chegar ao destino.
***
-Acorda, Jo – murmurou a sua voz sedutora no meu ouvido, e foi aí que eu percebi que tinha adormecido.
-Quanto tempo dormi? – perguntei, com a voz embargada por ter estado a dormir.
-A viagem toda.
Arregalei os olhos.
-Já chegámos?
Ele acenou com a cabeça e sorriu.
-Bem-vinda a Nova Orleães.
Olhei pelo vidro e vi várias pessoas passarem pelo passeio. O ritmo era frenético. Dava para se ouvir a música foxtrot de jazz.
-Nova Orleães! – guinchei e sentei-me no carro, olhando pelo espelho retrovisor o meu cabelo. – Como estou? Estou mal? Bem? Acriançada? O que achas?
-Acho que não há pessoa no mundo tão perfeita como tu – elogiou ele e sorri.
-Oh, obrigada – selei os nossos lábios, mas ele pegou-me desprevenida e quis prolongar o beijo.
Afastei-me dele quando me faltou o ar e sorri envergonhada.
-Nesta cidade não há limites – disse ele. – Vamos. Quero levar-te a um lugar.
Saímos do carro e senti-me um pouco deslocada do ambiente com as minhas calças vermelhas e a blusa branca.
Pegou na minha mão e senti-me mais segura ao seu lado, mais determinada. Entrámos num bar e achei estranho não me pedirem a identificação, mas o guarda do bar parecia conhecer Elijah.
O bar que pouco iluminado, mas confortável. Estavam algumas pessoas e senti-me um pouco intimidada pelo lugar.
-Elijah! – exclamou um homem de cor e apertou a mão de Elijah.
-Olá, Marcel.
Olhou para mim, incrédulo.
-É humana – afirmou ele, como se eu fosse uma aberração.
Encolhi-me um pouco, com medo. Ele era vampiro.
-Sim, é – confirmou Elijah. – É a minha namorada.
Marcel riu alto.
-Elijah apaixonado! – o tal Marcel pegou na minha mão e beijou-lhe as costas. Senti um arrepio percorrer a minha espinha. Eu só queria sair dali. – Bem-vinda a Nova Orleães.
Soltou um sorriso galanteador para mim, mas se a sua intenção era fazer-me sentir confortável, fez precisamente o contrário.
-Obrigada – disse e apertei a mão de Elijah com mais força.
-Jo, este é Marcel, o protegido de Klaus, que rege todas as leis sobrenaturais de Nova Orleães.
Acenei com a cabeça, fitando Marcel. O que se costumava dizer? Sim, enfrentar a besta para ela se ir embora.
-Não precisas de ficar com medo de mim, docinho – disse ele, sedutor e eu arregalei os olhos. Como ele sabia?
-Marcel, por favor – pediu Elijah. – Não queremos arranjar já confusão. Dá privacidade á mente dela.
Ele encolheu os ombros e sorriu.
-Escolham uma mesa. Taylor já vos vai atender.
Elijah acenou e Marcel virou-nos as costas. Elijah guiou-me pelo bar e sentámo-nos numa das mesas mais afastadas da multidão. OK, não era multidão, mas se aquilo era um bar de vampiros, eu tinha acabado de entrar no covil do lobo. Mesmo estando com Elijah, sabia que estava a correr um risco muito grande em dar nas vistas.
-Relaxa. Isto não é True Blood. Somos vampiros civilizados que estamos aqui para ouvir boa música.
Por falar em música, uma banda colocou-se em cima do palco, com vários instrumentos, incluindo um saxofone.
-Jazz – afirmei e eles começaram a tocar um foxtrot que me deu vontade de dançar, mas reprimi esse desejo.
-Olá – cumprimentou uma mulher alta, de cabelos loiros e olhos azuis-claros. – O que vão querer?
-Coca-cola e vinho tinto. A melhor garrafa que tiverem – respondeu Elijah.
-Claro, Elijah – respondeu ela.
Assim que ela se foi embora, olhei para Elijah, com a interrogação no olhar.
-Klaus ajudou a construir o Bairro Francês, que é onde estamos. É claro que a minha família veio toda e somos bastante influentes por aqui.
Acenei com a cabeça e encostei a minha cabeça ao seu peito, observando os músicos. Passaram para uma música mais calma e Taylor entregou-nos as bebidas.
Bebi um gole da minha coca-cola, sem muita vontade para beber. Elijah bebeu um pouco do vinho e ficou a observar os músicos a tocarem. Aos poucos, comecei a relaxar. Percebi que não valia a pena ficar tensa, que se me mantivesse perto de Elijah não me iria acontecer nada.
©AnaTheresaC
Notas finais
Espero que tenham gostado! Eu ainda não conheci o Marcel, mas se é amigo de Klaus, é claro que é galanteador e usa o seu charme (o ator é lindo) para pegar todas. O que acharam dele aqui?
XOXO
Fale com o autor