Love Doesnt Exist... Does It?
26 Capítulo 26 - Cascata de Verdades
Notas iniciais
Capítulo 26 – Cascata de verdades
Deitámo-nos na enorme manta e ficámos a observar o céu limpo daquele dia de inverno.
-Amo-te – disse ele, sobressaltando-me. Se não me enganava, era a primeira vez que ele me dizia isto diretamente.
-O que disseste? – perguntei, em pânico.
-Eu amo-te – proferiu ele, pronunciando cada sílaba.
Formei um sorriso parvo nos lábios.
-Tenho estado para te dizer isto há tanto tempo, que só agora pensei que nunca o tinha dito tão resumidamente.
-Também te amo – falei e ele sorriu para mim. – Mas isso não me impede de fazer algo absolutamente maluco.
Levantei-me e tirei a minha roupa, ficando só em roupa interior.
-Jo, não… — tarde demais. Corri para a pequena lagoa que não era mais nem menos do que a foz da cascata. Saltei lá para dentro, preparando-me para o impacto da água gelada.
Vim à superfície e ele sorria para mim na margem, com os braços cruzados.
-Infantil – brincou e eu gargalhei alto.
-Adulto demais!
Ele revirou os olhos.
-Vá lá, Jo, está um frio de rachar os ossos para os humanos. Sai lá dessa água fria e suja.
-Hum, eu acho-a bastante limpinha. Até se vê o fundo – comentei e nadei até à margem, onde ele estava. – Vens ou não?
-Vais fingir afogar-te?
Fiz um esgar.
-Eu percebi que não gostaste da brincadeira. E com afogamentos não se brinca.
Colocou-se de joelhos de frente para mim.
-És. Tão. Linda.
Corei com o seu elogio.
-Elijah…
Desapertou o nó da gravata, tirou a camisa, os sapatos, as meias e as calças.
-Só cinco minutos – disse ele, entrando calmamente. Fui-me distanciando, dando-lhe espaço para entrar.
-Prometo – prometia o tanas! Mas pouco importava naquele momento.
Ele abraçou-me com força e depois deixou-me a flutuar, só com uma mão nas minhas costas.
-Amo isto – murmurei, observando o céu límpido. A água estava gelada, causando-me pele de galinha, mas ao mesmo tempo era reconfortante, fazia tudo aquilo parecer real.
-E eu a pensar que me era a mim que amavas – brincou ele e eu voltei a revirar os olhos.
-Há tipos de amor diferentes. Há os incestuosos…
Puxou-me para si e fiquei no seu colo. Os nossos rostos estavam próximos e os nossos narizes quase se tocavam. Como da última vez, como o nosso primeiro beijo.
-Isso é uma indireta?
Arregalei os olhos.
-Estás apaixonado pela Rebekah? Ou pior, Rebekah está apaixonada por algum dos teus irmãos? – fingi-me chocada. – Elijah…
-O que foi?
-Beija-me – pedi, olhando os seus olhos castanhos-escuros, tão lindos e tão profundos.
Ele não hesitou. Quando notei, já tinha as nossas línguas a lutarem por um troféu que não existia.
Senti algo perto do meu umbigo. Congelei, percebendo o que era. Afastei-me de repente dele.
-Jo…
-Há algo que precisas de saber – disse, tremendo, e não era do frio.
-Não precisamos de fazer algo que não queiras – apressou-se ele a dizer, aproximando-me lentamente de mim, com as mãos á frente do seu corpo, como se eu fosse um animal selvagem e o fosse atacar a qualquer momento.
-Eu não consigo… — murmurei e as lágrimas assolaram-me.
-Jo, estás a assustar-me – ele quebrou a nossa distância e colocou as suas mãos na minha cintura. – O que se passa?
-Elijah… isto aconteceu há algum tempo. Talvez nem tanto assim.
-Estou a ouvir – murmurou ele e o seu olhar deu-me segurança.
-Eu fui violada.
©AnaTheresaC
Notas finais
XOXO,até próximo domingo!
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