Love Doesnt Exist... Does It?
13 Capítulo 13 - Custa muito dizer a verdade
Capítulo 13 – Custa muito dizer a verdade
-Caroline, acho que vou ficar hoje por casa – falei, olhando para ela, não querendo abrir muito os olhos.
-Está bem. Também, acho que Ashley não te deixaria sair daí por nada.
Ashley agora dormia comigo e ela estava quase em cima de mim, com um braço em cima do meu pescoço e a cabeça a bater no meu peito.
-É, também acho que não.
-Telefono-lhe?
Neguei com a cabeça, sabendo que ela se referia a Elijah.
-É desnecessário. Se ele quiser conversar, que venha ter comigo. (N.B: Que estupido…)
Caroline acenou.
-Bem, hoje também é fim-de-semana. Vou encontrar-me com Damon e companhia. Queres que te traga alguma coisa?
Voltei a negar com a cabeça.
-Vou dar um passeio com a Ashley mais logo. Não se matem.
Ela riu e Ashley mexeu-se.
-Vou deixar-vos dormir mais um pouco. Até logo.
-Até logo.
Ela fechou a porta e eu voltei a dormir profundamente.
***
-Mana…
-Hum?
-Mana, acorda.
Abri um olho e Ashley olhava-me fixamente, muito bem despertada.
-Bom dia! – gritou ela ao meu ouvido e eu rebolei para o chão. Ela gargalhou e eu olhei para ela furiosa.
-Ai é assim, Miss Ashley? Queres acordar o leão que estava a dormir muito quentinho?
-Com esse cabelo, não me admira que alguém de confunda com um leão! – brincou ela e eu saltei para a cama, tentando apanhá-la, mas ela fugiu-me e correu para o hall de entrada.
-Ashley! – gritei e saltei da cama para o chão, correndo atrás dela.
-Aqui! – exclamou ela, vinda da sala e eu corri até lá, mas ela já não se encontrava.
Tocaram à campainha e eu pensei que fosse ela.
-Ashley Forbes, quantas vezes já te disse para não saí…
Elijah estava ali, de frente para mim, a olhar para Ashley, que tinha a cabeça toda inclinada para cima para o fitar. Ah, não era a única a ter que olhar para cima para o olhar nos olhos! Ele desviou o olhar para cima e olhou-me. Senti-me envergonhada. Primeiro de tudo estava com uma juba nada atrativa, tinha uns shorts demasiado pequenos e uma camisola de flanela que era demasiado grande.
-Olá – disse, sentindo-me corar.
-Olá. Posso entrar?
Pedir licença para entrar significava que ele nunca tinha entrado naquela casa.
-Não sei se a tia Lizz vai ficar feliz com isso…
-Claro que sim – interrompeu-me Ashley e ele sorriu para ela.
-Muito obrigado, Ashley.
Ela virou-se para mim, sorrindo triunfante. Como é que uma pirralha de nove anos tinha mais coragem que eu?!
-Vou vestir-me – disse ela, passando por mim, sorrindo toda convencida.
-O leão ainda está furioso! – gritei e ela gargalhou, fechando a porta do quarto. Fitei Elijah e ele já tinha dado um passo para dentro de casa.
-Leão, hum?
-Juba – apontei para o meu cabelo. Ele sorriu e baixou o olhar para o chão. – Então o que querias falar?
-Queres ir dar um passeio comigo? (N.B: Pronto, tenho que admitir, aqui até estava a ser fofinho *.* )
O seu olhar era… penetrante. Um arrepio percorreu-me a espinha e eu esqueci-me de como era respirar.
-Hum… a Ashley está cá e ela não pode ficar sozinha.
-Ela pode vir connosco – disse ele, sem pensar.
Sorri e disse:
-Então entra e senta-te. Eu e ela vamos só vestir-nos e depois podemos ir dar um passeio.
-Ótimo – falou ele e fechou a porta atrás dele.
Corri até ao quarto e Ashley caiu na gargalhada.
-O que foi?
Ela continuou a rir.
-Tu ouviste!
-Claro que ouvi. Não sou santa! E agora, temos que te arranjar umas roupas bonitas – disse ela e saltitou até ao roupeiro.
-Ás vezes penso que és irmã da Caroline e não minha.
Ela riu e eu aproximei-me dela.
-Então o que me vais escolher?
Ela começou a atirar imensas coisas para cima da cama e depois foi até á parte do roupeiro dela e escolheu também a roupa dela. Fiquei a vê-la, ternamente. Ashley era assim quando o pai não estava em casa, e agora que a Caroline me tinha arranjado toda para ser uma verdadeira Forbes, ela achava-me uma Barbie.
-Ash, ele já cá está. Não o vamos fazer esperar meia hora por nós – relembrei-a e ela revirou os olhos. – Ash! Não se revira os olhos!
-Olha quem fala.
-A menina está muito saída da casca. Não sei se gosto – comentei e olhei para a minha roupa, agora toda alinhada dos pés á cabeça.
-Antes de dizeres alguma coisa, veste-te – mandou ela e olhou-me séria.
– Tu e a Car têm muito em comum. E não é só o cabelo loiro e os olhos azuis – disse, semicerrando os olhos e entrando na casa de banho.
Vesti-me, coloquei uma maquilhagem base e passei a escova pelos cabelos. Por fim, olhei-me ao espelho. Uau! As roupas combinavam na perfeição e eu sorri. Agora sim, agora podia sair de casa perfeitamente imaculada. http://www.polyvore.com/look_winter/set?id=53454079
Eu e Ashley saímos do quarto ao mesmo tempo e Elijah estava sentado descontraidamente no sofá da sala.
-Queres tomar o pequeno almoço connosco? – perguntei, enquanto Ash ia para a cozinha, toda feliz da vida.
-Claro. Será um prazer – respondeu ele e parou perto de mim. Mesmo perto.
-O que foi? – indaguei. Ele deixava-me confusa. O meu coração batia a um ritmo descompassado e a minha mente estava congelada. Por momentos pensei que ele ia repetir o beijo da cascata e todo o meu corpo ansiava por isso, mas ele afastou-se e foi até à cozinha.
Respirei fundo. Não, era tudo invenção da minha cabeça. Ou talvez não. Porém, tinha que o confrontar. Na cascata ele tinha-se mostrado gentil e presente, e ali… desde que eu lhe tinha dito que gostava dele que ele se tinha mostrado tão distante! E eu odiava distância. Preferia ser maltratada do que desprezada. Preferia que ele dissesse alguma coisa má sobre mim do que evitar-me a todo o custo.
Eu ansiava pelos seus beijos, mais do que nunca, e isso deixava-me louca. Porque mexia ele tanto comigo? Nunca me tinha sentido assim, sempre tinha pensado que este sentimento era impossível de suportar para um ser humano, mas ali estava ele, e eu recebi-o de braços abertos, não me importando com as consequências.
Ashley gritou e eu fui chamada de volta à Terra. Corri até à cozinha e Elijah já estava com um pano molhado a enrolar a pequena mão da minha irmã.
-O que foi? – perguntei e ajoelhei-me no chão para a fitar.
-Foi uma faca que escorregou das mãos dela – respondeu Elijah, fazendo pressão na ferida. – Mas vai passar. Não foi profundo.
Ashley estava com lágrimas nos olhos, e muitas lágrimas corriam pelo seu rosto.
-Oh, pequenina! – disse limpei as suas lágrimas com os meus dois polegares. – Não faz mal, mas não voltes a pegar em facas, sim? São muito perigosas.
Ela acenou com cabeça
-Não estás zangada?
-Estou mais preocupada do que zangada.
-Foi por uma boa intenção – murmurou ela e eu senti o cheiro de algo queimado. O forno estava a deitar fumo.
-O forno! – exclamei e corri até lá, abrindo a porta. Uma nuvem de fumo preto passou e eu tossi. Desliguei o forno e deixei-o aberto.
-Acho que é melhor tomarmos o pequeno almoço no Grill – sugeriu Elijah, sorrindo divertido para mim, mas aquilo de divertido não tinha nada.
-É, talvez seja o melhor – concordei e fui á casa de banho buscar um penso rápido para Ashley e desinfetante.
Elijah ajudou-me com o curativo e quando ela ficou pronta, fomos os três para o Grill tomar o pequeno-almoço no carro dele.
-Oh, adoro esta música! – exclamou Ashley do banco de trás, fazendo-me saltar de susto.
Elijah sorriu para mim e aumentou o som da música. Domino, de Jessie J.
-Ai, Ash, o que andas a ouvir! – exclamei por cima da música.
-É gira. Eu gosto – contrapôs ela e eu revirei os olhos.
-Ah, eu vi! Vês? Também reviras os olhos!
-Mas o que Caroline te fez? Uma lavagem cerebral? Respeito pelos mais velhos é muito bonito, Ashley – disse, começando a irritar-me com ela.
-Não te chateies com ela – disse Elijah, divertido.
Estacionou o carro e fomos os três tomar o pequeno-almoço ao Grill. Ashley estava super feliz; nunca tinha estado no Grill. Caroline uma vez disse-lhe que aquilo era lugar para pessoas crescidas como eu. Pedimos os três ovos mexidos com bacon e Ashley começou logo a conversar com Elijah. Os dois tinham simpatizado um com o outro e eu fiquei a ver aquilo com um misto de inveja, confusão e traição.
Eu tinha a certeza que Caroline lhe tinha dito sobre eu e Elijah, e como boa irmã que era, queria simpatizar com todos os namorados que eu tinha. Meu erro, ela nunca tinha simpatizado com nenhum dos que eu tinha tido na Califórnia, mas podemos chamar àquilo de namorar?!
-Vou à casa de banho – disse, quando acabei a refeição, e eles continuaram a falar. Passei pelo balcão. – Ei Matt.
-Oi, Jo – disse ele, sorrindo para mim como se eu fosse um raio de sol.
-Oi. Dás um olhinho na minha irmã, sim?
-Claro. Mas porquê, não confias no Elijah?
-Não é isso – falei. – Certifica-te que ela não sai por aí a correr e ainda se magoa.
-Claro – disse ele e eu sorri.
Fui até á casa de banho, certificando-me que aquela era a casa de banho das senhoras. Cheguei lá e voltei a olhar-me ao espelho. Eu não me sentia bem, tinha frustração dentro de mim que não sabia explicar bem o que era, mas sabia que havia algo que me apertava a boca do estômago e me causava náuseas. Fechei os olhos, tentando focar-me na minha respiração e tentando acalmar-me.
-Estás bem, Jo?
Abri os olhos de repente, e dei um passo atrás. Era Elijah, e o seu olhar mostrava preocupação.
-Sim. Acho que sim – respondi, mas quem estava eu a enganar? – Na verdade não.
-Há alguma coisa em que possa ajudar?
-Na verdade, sim. Primeiro de tudo, podes começar a dizer-me porque estás tão distante de mim.
-Mas eu não estou distante de ti – disse ele e deu um passo na minha direção.
-Eu não estou a falar fisicamente, Elijah – falei, séria. – Estás distante e eu não gosto disso.
Ele olhou para o chão e uma ruga cresceu-lhe entre as sobrancelhas.
-Foi o que eu disse no avião? Foi a minha ausência? Elijah, o que mudou? – perguntei, desesperada.
-Nada. Nada mudou entre nós.
-Mudou sim. Porque senão não estarias a agir dessa forma.
-Mas que forma?
-Porque será que desde que eu falei que gostava de ti no avião não me voltaste a beijar? Isso é um sinal, sabias?
-Jo, tu nem sabes metade do que se passa.
-Então clarifica-me, porque senão eu vou ficar a pensar que tu…
Os seus lábios interromperam-me. Nos primeiros segundos não reagi, mas depois percebi o que estava realmente a acontecer e coloquei as minhas mãos na sua nuca, puxando-o para mim. Os seus lábios eram dóceis, quentes e maravilhosos. Ele era muito bom a beijar! As suas mãos desceram dos meus ombros até à minha cintura, causando-me um rasto quente, mesmo que tivesse a camisola a separar-me do seu toque. Os seus beijos desceram para o meu queixo, pescoço e voltaram a subir em busca dos meus lábios. Eu queria mais, muito mais do que aquilo, mas não o queria forçar a nada. Separámo-nos em busca por ar.
-Eu. Gosto. De. Ti – disse ele, como se cada palavra fosse uma só. Sorri triunfante.
-Custou muito dizeres isso?
-Nem sabes como – brincou ele e voltámos a beijar-nos. (N.B: Super híper mega fofinhoooooo )
©AnaTheresaC
Notas finais
MUITO IMPORTANTE! A placa gráfica do meu PC fritou, e eu não vou postar spoiler porque estou a dividir o notebook da minha mãe com ela, e ele é tãaaao lento! Mas irei postar na próxima quarta, não se preocupem!
NOVA FANFIC, conjuntamente com a minha siamese Ana, é uma fic TVD, esperemos muito que gostem! http://fanfiction.com.br/historia/272254/Breath_Of_Life/
XOXO
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