Love Doesnt Exist... Does It?

14 Capítulo 14-Temíveis vampiros em guerra


Notas iniciais
15 leitores e 45 comentários!!! MUITO OBRIGADA!

Capítulo 14 – Temíveis vampiros em guerra

Ashley estava completamente rendida a Elijah. Ele era divertido, simpático, e não a tratava como uma criança. Ela adorava toda aquela atenção e eu divertia-me com aquilo. Naquele momento Ashley estava encantada a ler no carro com as portas abertas. Um livro que Elijah lhe tinha comprado do qual ela tinha falado naquela manhã. Porém, eu e Elijah estávamos deitados numa manta que ele tinha no porta bagagens, com as costas no chão e a olhar para o céu nublado de Mystic Falls. Estava frio, mas eu tinha a ponta da manta enrolada em mim para não sentir a aragem fria.

-Ela está encantada com o livro – comentei, olhando para trás.

-Ainda bem – disse ele. – Era essa a intenção. (N.B: J )

Sorri para ele e beijei-o. Ele já tinha voltado ao normal, já não estava afastado de mim, e tudo parecia estar de volta ao ritmo normal. Separou-nos e apontou para trás.

-Ela está mesmo atrás de nós.

-E?

-E isto é uma cena para maiores de dezasseis – falou e eu ri.

Aninhei-me junto dele e respirei fundo. Cheirava a água-de-colónia e a Elijah.

-E isto?

-Assim está tudo bem – disse e ajeitou a manta nas minhas costas.

Fechei os olhos, sentindo-me subitamente cansada. O dia nem estava a meio, mas eu sentia que já estava quase a acabar. Para além disso, tinha um mau sentimento em relação a algo, mas o quê?

Caroline tinha ido ter com Damon, mas o que Damon queria dela? Os dois não se davam bem, isso dava para ver, então porquê?

-O que foi? – perguntou ele, passados alguns minutos.

-Nada – falei e suspirei.

-Mana, estou com fome – disse Ashley e eu olhei para cima.

-Hum, já acabaste de ler o livro?

-Não. Mas vou continuar. Depois de comer.

-Podemos ir ao Grill – sugeriu Elijah, olhando para mim, esperando a minha aprovação.

-Hum, não sei – fiz-me de difícil e Ash começou aos pulinhos.

-Sim, sim, sim! Vamos ao Grill! Vá lá, vá lá, vá lá!

Revirei os olhos.

-Mas que isto não se torne um hábito, menina Ashley – disse para ela e levantei-me.

-Oh, mana, obrigada! – exclamou ela e abraçou-me.

-E eu? Também não mereço um abraço? – disse Elijah, com um sorriso nos lábios.

-Claro que sim – falou Ash, como se isso fosse óbvio e foi abraçá-lo. Os dois davam-se bem, e eu gostava disso.

-Então vamos – disse Elijah e pegou na minha mão.

Voltámos ao Grill e Finn, irmão de Elijah estava lá, com uma ruiva que eu nunca tinha visto na vida.

Finn olhou para nós os três e apontou para a mesa deles. A ruiva abriu um sorriso para nós e fez o mesmo gesto que Finn. Olhei para Elijah. A decisão cabia a ele e não a mim, afinal, tratava-se da família dele. Apertou a minha mão com força e dirigiu-se a eles.

-Finn. Sage.

-Olá, Elijah – respondeu a ruiva, que devia ser Sage. – Não sabia que estavas na cidade.

-Estive fora por uns dias – respondeu Elijah. – Jo, este é o meu irmão, Finn, e a sua namorada, Sage.

Sorri para eles os dois.

-Olá – cumprimentei-os e apontei para a minha irmã. – É a minha irmã, Ashley.

-Olá, Ashley – disse Sage, sorrindo para ela e senti o meu estômago apertado. Será que ela era vampira?

-Olá, Ashley – cumprimentou Finn, sorrindo. – Sentem-se! Íamos agora comer um cheeseburguer. A Sage disse-me que é uma coisa gordurosa, mas o melhor é as batatas fritas.

Ashley sentou-se ao lado de Sage e Elijah sentou-se ao lado do irmão. Ash e Sage apertaram-se um bocadinho e eu sentei-me, de frente para ele.

-Nunca comeste um cheeseburguer na vida? – indagou Ash indignada, arregalando os olhos azuis, e eu contive o riso.

-Estive uns tempos fora – respondeu Finn naturalmente. Sage gargalhou, e isso arrepiava-me por ser tão contagiante. Ela tinha algo que eu não percebia se era verdadeiro ou não, e Ash estava ali, no meio de nós as duas e ela podia magoá-la.

-Finn é um fora de moda – disse ela e Matt apareceu.

-Olá, Jo. Outra vez – disse ele, e eu sorri.

-Olá, Matt. Outra vez.

-São cinco cheeseburguers com tudo incluído – pediu Sage e Matt anotou.

-E o que vão beber?

-Cinco coca-colas – disse Elijah.

-Muito bem. Trago-vos já.

Então vi Stefan numa mesa a beber café de uma caneca enorme. Ele viu-me e acenou com a mão. Sorri para ele e também acenei. Ashley notou logo.

-Quem é?

-Um amigo meu. Stefan – respondi e ela olhou curiosa para o local. Do nada, senti-me sufocada. Quatro vampiros e eu era humana, com a minha irmã mais nova que não sabia da existência deles.

-É fofo – comentou ela e eu abri a boca. (N.B: Ahahah! Que idade é que ela tinha?!)

-Ashley Forbes, eu nem acredito que disseste isso! O que Caroline te fez? Eras tão querida, e fofa e ingénua!

-Eu disse no bom sentido – contrapôs logo ela e Sage olhou para mim. Os seus olhos eram azuis, frios, porém, tinham emoção. Ela era muito estranha.

-Tens aí uma irmã muito atrevida!

-Nem sei o que lhe aconteceu. Cheguei a Mystic Falls e puf, ela começou com estas frases na ponta da língua – falei, olhando-a nos olhos, sem medo, mas com respeito. Ela teria quantos anos? Ou séculos?

Ela retribuiu o olhar e aquilo arrepiou-me. Ela era tão assustadora e temível! Tinha uma aura estranha. Toda ela gritava para me afastar dela.

-Ashley, já foste às aulas? – indagou Elijah, retirando-me daquela hipnose que eram os olhos de Sage.

-Vou começar para a semana – disse Ash, animada.

-Aqui está – falou Matt e entregou-nos os hambúrgueres e as colas.

-Obrigado – agradeceu Finn e Matt retirou-se.

Começámos a comer e Ashley e Sage trocavam palavras, enquanto que eu deitava olhares para Elijah em pânico. Aquela sintonia entre Ash e Sage assustava-me, e eu não sabia o que esperar da vampira ruiva. Ele não respondeu aos meus olhares, e eu não sabia se isso era bom ou mau. Tinha no peito um desejo enorme de desatar a correr com Ashley dali para fora, mas não podia, tinha medo do que podia acontecer.

Acabámos de comer e Sage pediu quatro doses de tequila e outra cola para Ashley.

-Eu já volto – falei e escapuli-me para a casa de banho, para apanhar ar e sair daquela tensão em que estava.

Respirei fundo quando lá cheguei e tentei controlar a respiração e relaxar os músculos. Porém, não demorou muito para o meu minuto de serenidade acabar. Elijah irrompeu pela porta, alerta.

-Isto está a começar a tornar-se um hábito – falei.

-Fomos descobertos – disse ele e entregou-me as chaves do seu carro. – Leva Ashley daqui para fora, e não saias de casa até eu ir ter contigo. Estamos entendidos?

-Mas Elijah, o que se passa?

-Fomos descobertos. Colocaram-nos verbena na tequila, e foi Stefan.

-Stefan? Porque faria ele isso?

-Não sei. Mas é o que vou descobrir. Por favor, diz-me que sabes conduzir.

Revirei os olhos.

-Posso não ter carro, mas tenho a carta de condução.

-Ótimo. Vai e não saias de casa até eu ir ter contigo. Estamos entendidos? – indagou ele, soando muitíssimo perigoso.

-Sim, estamos – falei, engolindo em seco.

Ele saiu da casa de banho e eu segui-o. Peguei em Ashley, e Sage e Finn já lá não se encontravam.

-Mas ainda não pagámos – falou Ashley e eu atirei duas notas de vinte dólares para cima da mesa.

Peguei na mão dela e tirei-a do Mystic Grill, o mais rápido que podia. Fomos até ao carro em passo apressado e eu abri-o. Ashley entrou logo no banco de trás e eu liguei o carro com as mãos a tremer devido à adrenalina.

-Mana, o que se passa?

Ela não podia saber da existência deles, era muito perigoso para ela e só tinha dez anos! Como é que se diz a uma criança de dez anos que vampiros existem sem que elas não tenham medo?

Decidi não lhe responder, apesar de ela me ter perguntado mil vezes durante o caminho o que se passava. Estacionei o carro nas traseiras da casa e outra vez no passo apressado, entrámos em casa. Tirei o casaco e olhei para o telemóvel. Elijah não me tinha ligado ainda, e o desejo de ouvir a sua voz tornou-se quase impossível de suportar.

-Mana, o que se passa?

-Ashley, tens que confiar em mim, sim? – pedi, ajoelhando-me de frente para ela e pegando nos seus braços com delicadeza. – Confias na mana, não é? Então, confia em mim agora, por favor.

Ela ficou com lágrimas nos olhos e correu para o nosso quarto. Pensei em ir atrás dela, mas sabia que não iria valer de nada, por isso fui até ao bar da sala de estar, peguei num copo e despejei um pouco da primeira bebida que encontrei, que tinha uma cor parecida com o iced tea. Engoli o líquido quente, que me queimou a garganta e preparei outra dose. (N.B: Porquê que ela fez isso?!)

©AnaTheresaC

Notas finais
Ashley tem 11 anos, e não se esqueçam que ela é/foi rebelde e que por isso está habituada a beber algo mais forte do que coca-cola.
XOXO, até domingo! (o meu PC não está melhor, por isso, os capítulos voltarão a ser só uma vez por semana, porque eu não tempo para escrever, porque ainda não tenho PC :( )