Love Doesnt Exist... Does It?
5 Capítulo 5 - Baile
Notas iniciais
Capítulo 5 – Baile
-Eu?
Caroline acenou.
-E vais?
-Não. Só se ela for – disse Caroline e entrou no meu quarto, entregando-me um envelope.
Na capa do envelope estava o meu nome, com uma letra perfeitamente caligrafada.
-Isto não me soa nada bem – murmurou Damon, mas eu ignorei-o.
-Ela também é uma Forbes – disse Caroline, respondendo a Damon.
Abri o envelope. Dizia: “por favor, junte-se á família Mikaelson, esta noite, ás sete horas, para dança, cocktails e celebração”. Virei o envelope, esperando ter mais alguma informação, mas tudo o que tinha era: “ Para te esqueceres dos problemas, nada melhor que uma dança – Elijah”. Sorri brevemente, mas depois lembrei-me que ele era um vampiro Original. Eu tenho mesmo jeito para os escolher.
Suspirei e olhei para os três pares de olhos que me fitavam atentamente.
-Eu vou – disse. – Como disse Elijah, nada melhor do que uma dança para me esquecer dos problemas.
-O quê? – perguntou Caroline, horrorizada. – Vocês têm a certeza que ela ouviu tudo?
-Elijah é um homem nobre – defendeu Elena. – Ele não irá magoá-la.
-Elijah está do nosso lado – concordou Damon. – Ele não irá matá-la.
-Mas…
-Ajudas-me a procurar um vestido decente? – interrompi a minha prima.
-Isso significa que não tens medo de mim?
-Neste momento, tenho mais medo da Katherine e do Klaus – afirmei, o que era verdade. – Eu conheço-te desde sempre, Carol. Não te vou abandonar.
-Não estás em pânico, nem nada? – perguntou Elena, desconfiada.
-Elena, a minha vida é muito mais drama do que vampiros, lobisomens, híbridos e bruxas. Eu sou apenas uma humana, que se quer ver livre de Mystic Falls o quanto antes. Nada melhor do que provar ao meu pai que aqui consigo ser… normal.
Damon abafou o riso e Caroline sorriu triunfante.
-Eu ajudo-te com as compras. Vamos?
-Claro! – exclamei.
-Eu vou andando – falou Damon. – Também tenho que me arranjar.
-E eu ainda tenho que ir comprar um vestido – disse Elena. – Vou com vocês.
***
Entrámos na festa, as três juntas. Primeiro Elena, depois eu, e por fim Caroline. Damon aproximou-se de nós, assim como Stefan, e os dois estavam zangados com Elena por ela estar ali. Revirei os olhos. Eu conhecia Elena desde pequena, e sabia muito bem que ela era muito determinada. Nada a iria demover de ir àquela festa.
Os três por fim pararam de discutir e Elena seguiu com um braço dado em cada Salvatore.
-Vamos circular – sugeriu Caroline. – E cuidado com as bebidas.
Revirei os olhos. Eu sabia muito bem que não devia de fazer asneiras aqui em Mystic Falls, para voltar o quanto antes para a Califórnia.
-Já volto – disse ela, passado um bocado e dirigiu-se a alguém, deixando-me ali, completamente sozinha no meio de uma multidão de pessoas. Bem, já que era para circular, então era isso que eu iria fazer.
-Boa noite.
Dei um salto e virei-me para trás.
-Elijah! – exclamei, com o meu coração aos pulos mas ao mesmo tempo sentindo-me segura. Segura? Jo, ele era um vampiro com mil anos!
-Fico feliz por teres aceite o meu convite – falou ele, sorrindo. – Achas que me poderias guardar uma dança?
Acenei com a cabeça, não sendo capaz de encontrar a minha voz. As minhas bochechas começaram a arder de repente e eu baixei o rosto. (N.B: o quê que se passava comigo?!)
-Esse rubor fica-te bem – notou ele e eu sorri. Levantei o rosto e os seus olhos fitavam-me com curiosidade.
-Muito obrigada. Esse fato de cerimónia também assenta-te muito bem – elogiei.
-Vou fazer um pequeno discurso. Queres ir ouvir?
-Claro que sim.
Ele pegou na minha mão delicadamente e encaixou os nossos braços, indicando-me para o hall de entrada.
-Espera aqui – pediu ele, ao pé das escadas. Subiu os degraus e toda a sua família passou por mim, causando-me arrepios. As pessoas amontoaram-se todas naquele espaço amplo e olharam para cima, onde Esther, a mãe deles tinha acabado de se juntar a eles.
-Bem vindos – disse Elijah. – Obrigado por se juntarem a nós. Sabem, a minha mãe sempre quis a nossa família junta desta maneira, e é tradição começar a noite com uma dança. A dança desta noite é uma valsa com séculos. Então se todos puderem encontrar um parceiro, por favor, juntem-se a nós no salão de dança.
Desceu as escadas até mim e estendeu a mão para mim.
-Dar-me-ia a honra, Miss Forbes?
Peguei na mão dele, sentindo-me uma completa criança. O seu olhar era tão determinado e parecia que via para além de mim, para a minha alma, porém, não tinha malícia, apenas curiosidade.
-É tradição – disse e peguei na mão dele. Fiz uma pequena vénia e fomos para o salão de dança.
Todos se colocaram em posição, e então lembrei-me: eu não sabia dançar.
-Elijah, eu não sei dançar – murmurei, completamente nervosa e começando a tremer. Ai, que vergonha!
-Apenas segue a música, e confia em mim – disse ele, calmo. Olhei para ele e ele para mim. Acenou com a cabeça e a música começou.
Demos um passo em frente. E outro. Eu estava super nervosa. Como é que eu me fui esquecer? Dançar era uma coisa que eu não fazia há muito, á exceção das festas onde havia apenas música dance.
-Parece que vais para a forca – disse ele. – Relaxa.
Outro passo e virámos para a esquerda.
-Ai mãezinha – murmurei e ele disfarçou o sorriso.
-Calma. Estás num vestido elegante, comigo, a dançar uma valsa. Todos sabem dançar uma valsa – disse ele. – Tudo o que tiver que acontecer, irá acontecer.
-E se o que tiver que acontecer é eu pisar alguém com os saltos de nove centímetros? – perguntei baixinho.
Começámos outra vez com os passos. Um passo, e outro, e outro. Virámos para a direita.
-Então alguém irá coxear durante algum tempo – respondeu ele, outra vez naquele tom de voz calmo, mas eu sabia que ele estava a adorar o meu pânico.
-Isto não tem graça.
-Claro que não – concordou ele.
Demos um passo e ele rodou-me. A sua mão livre fugiu para as minhas costas e a minha mão livre foi para o seu ombro, sem pensar duas vezes.
-E agora, começa a valsa.
Começámos a dançar e eu comecei a relaxar. A valsa eu conhecia, o resto é que não.
-Não é assim tão difícil – comentei e ele sorriu.
-Eu disse-te.
Parámos de dançar e a mão que estava nas minhas costas escorregou suavemente pelo meu braço até aos meus pulsos.
-Elijah… — comecei por dizer, mas ele rodopiou-me e eu fui parar aos braços de um desconhecido.
-Prazer, chamo-me Kol Mikaelson – disse ele e começámos a dançar a valsa. – Então, tu és a maravilhosa Joanne Forbes que foi convidada pelo meu irmão Elijah.
Sorri educadamente. Kol parecia simpático, mas ao mesmo tempo tinha ali algo que não o tornava real como Elijah. O seu sorriso era cínico e os seus olhos tinham um brilho que eu nunca tinha conhecido e que era assustador.
-Parece que sim.
-Sabes, o meu irmão ficou encantado pela tua beleza. E agora percebo o porquê. Não és uma pessoa comum – notou ele, deixando-me um pouco desconfortável.
-Dizem que sou uma pedra preciosa – disse, entrando no jogo dele, só para não me deixar desconfortável.
-Hum, isso é interessante – comentou ele. – Então és cá de Mystic Falls?
-Nasci aqui, sim – respondi. – Mas vivo na Califórnia.
-Ótimo local para se viver – disse ele. – Sol o ano todo.
-Nem sempre.
Parámos de dançar e a música acabou. Ele acenou com a cabeça e todos aplaudiram. Largou-me a mão e foi embora. Elijah apareceu no meu campo de visão, visivelmente preocupado.
-O meu irmão foi incorreto com alguma coisa? – perguntou ele.
-Não – respondi e forcei um sorriso. – O que se segue?
Ele sorriu, não parecendo convencido com o que eu tinha dito.
-Conversas – ele disse e seguimos entre as pessoas. – Mas também te posso mostrar a casa.
-Conhecer as divisórias da casa seria interessante – respondi, olhando-o nos olhos.
-Vamos? – perguntou ele, levantando a mão para eu a pegar. A medo, tomando subitamente consciência do que ele era, tomei-lhe a mão.
-Claro.
Afastámo-nos da multidão. De repente, a música da banda era apenas um som de fundo. Eu estava sozinha com ele, numa casa que não conhecia e só sabia que a entrada era uma porta no andar de baixo.
-Estás nervosa.
Suspirei.
-Não. Só estou a tomar atenção às coisas, aos detalhes.
-Há algo que preciso de te dizer – falou ele e abriu a porta atrás de mim, causando-me arrepios pela espinha. – É melhor falar em privado.
-Estamos numa casa cheia de convidados. Privado tornou-se uma palavra subjetiva – disse, não querendo entrar naquela divisão escura. Elijah era um vampiro, um vampiro com séculos e eu não sabia de que lado ele estava. Elena tinha-me dito que ele era confiável, um homem nobre, mas não era nada nobre fazer-me entrar para dentro de uma divisão escura.
-Excelente ponto de vista, se eu não soubesse o que se passa contigo.
Olhei-o em pânico.
-Eu não sou perigoso, juro – falou ele, olhando-me com determinação e eu estremeci. O seu olhar era tão profundo, e tão decidido que me arrepiou, causando-me pele de galinha nos braços.
-Vou abrir o jogo, aqui e agora – falei decidida. – Eu sei quem tu és, Elijah. Elena, Damon e Caroline contaram-me tudo. E para que conste, nem sei porque aceitei o teu convite porque eu morro de medo da minha própria prima, por isso, porque haveria de confiar na palavra de um desconhecido que nem sei bem quantos anos tem?
Fiquei a olhar para ele e sorriu.
-Então é isso.
-Isso o quê?
-O teu nervosismo, os olhares de Caroline e Elena. Elas estão preocupadas contigo.
-Sim, estão. E devem estar, não é? É por isso que queres falar comigo numa sala onde eu não veja nada porque não vou sair de lá, não é? Não com estes sapatos altíssimos e sem ver nada.
Levantei a mão para lhe dar um estalo, mas ele parou a minha mão antes de ela sequer lhe chegar à cara.
-Não faças isto – pediu ele, sem alegria no rosto e na voz. – Eu quero mesmo ser teu amigo.
-Para quê? Para me matares?
-Não! – exclamou ele, horrorizado. – Eu não desejo esta vida a ninguém! Eu não sou como os outros vampiros, que matam por prazer, por sangue, para viver.
-A sério? – perguntei, irónica. – Pois eu já li histórias suficientes para saber que é só isso que vocês sabem!
Empurrou-me para dentro da divisão e eu desequilibrei-me, mas ele amparou-me. Fechou a porta com força e acendeu as luzes.
-Não é só isso que fazemos! – exclamou ele. – Só por acaso contaram-te toda a história? A história dos Originais?
Neguei com a cabeça.
-Nem quero ouvir. Só quero sair daqui – pedi, com medo. Toda eu tremia com medo dele. Elijah tinha-se mostrado nobre, uma pessoa em quem se pode confiar, com um sorriso no rosto e compreensão no olhar, mas ali, era o verdadeiro vampiro a falar: raivoso e frustrado, sequioso do meu sangue.
-Então é melhor sentares-te, porque a história é muito longa – falou ele, aproximando-se de mim, rapidamente, tão rápido que eu não captei o movimento.
-Caroline! – gritei, em pânico e ele prensou-me contra a parede.
-Não percebes, pois não? Eu gostei de ti, desde o momento em que entraste no Mystic Grill!
Stefan apareceu, abrindo a porta, e vendo a situação, atirou Elijah para o outro lado da sala, mas ele levantou-se rapidamente e atacou Stefan.
-Não! – gritei e tentei separá-los, mas eles já estavam do outro lado do quarto, mãos nos ombros do outro, com expressões ferozes.
-Não me consegues vencer – rugiu Elijah e partiu o pescoço a Stefan.
-Não! – gritei e corri para ele, tropeçando nos meus próprios pés. Stefan estava caído no chão, sem se mover. – O que lhe fizeste?
-Ele vai acordar, mas quando isso acontecer, já vai ser tarde – falou Elijah furioso e pegou em mim. – Tu e eu vamos conversar, e é para bem longe daqui.
Voámos pela janela e a minha voz perdeu-se no medo. Entrámos num carro altamente potente e eu agarrei-me ao banco, completamente em pânico, olhando para Elijah, que naquela altura se mostrava calmo e distante.
Que reviravolta fascinante !! :D
Notas finais
Estou tão feliz! Em apenas 4 capítulos e já tenho 11 comentários e leitoras!
Escrevo esta fanfic com muito carinho, e fico muito feliz por saber que vocês estão a gostar.
Posso pedir-vos um favor? Quem ainda não passou na minha nova fanfic My Lover, com Klaus, o outro Original, passe por lá, por favor? Quem já passou, pode dizer-me o que estou a fazer mal lá? Porque ainda só tenho lá um comentário =(
Gente, gostaram do Kol aqui? Ele ainda vai aparecer mais algumas vezes, não se preocupem! E o ator, Nathaniel Buzolic fez 29 anos ontem! Tão fofis!
XOXO, até domingo que vem!
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