Love Doesnt Exist... Does It?
33 Capítulo 33 - Motel
Notas iniciais
Música do capítulo: La Roux - Bulletproof: http://www.youtube.com/watch?v=k2oxfP6693c
Capítulo 33 – Motel
–Elijah, para onde estamos a ir? – indaguei, duas horas depois de estar sentada no carro. Elijah não dizia nada, o que me estava a assustar um pouco. – Elijah, estou a falar a sério! Estás a raptar-me?
–Não! – exclamou ele, indignado com a minha pergunta. – Não sou desses.
–Então explica-me para onde estamos a ir!
–Para bem longe de Mystic Falls. Precisas de sair um pouco daquele ambiente.
–Elijah, eu tenho aulas.
–Apanhar depressa a matéria – olhou para mim e piscou o olho. – Eu ensino-te.
–Olhos na estrada! – gritei, apontando para a via que estava deserta, sem iluminação alguma para além dos faróis do carro.
–Um pouco de confiança em mim não te faria mal – comentou ele, voltando a cabeça para a estrada.
Bufei, irritada. Mexi nos botões da rádio e finalmente ouvi uma música mexida, para me manter focada.
–This time baby, i’ll be bulletproof! – cantei, o que fez Elijah rir e aumentar o som.
Trêm minutos depois parámos num Motel que tinha ao lado uma gasolineira.
–Paramos agora um pouco – disse Elijah, desligando o carro e consequentemente o rádio. – Anda.
Saí do carro, arrepiando-me devido á diferença de temperatura.
–Toma – falou, colocando o seu casaco por cima dos meus ombros.
–Obrigada – murmurei e ele beijou-me a testa.
Pegou na minha mão e entrámos na receção, onde uma senhora baixa e magra, de cabelos escuros com franja e com óculos do género dos de Harry Potter (N/A: ou “Pottah”, como quiserem) estava atrás do balcão.
–Boa noite. Bem-vindos do Dreamy Nights. Em que vos posso ajudar?
–Um quarto só para esta noite, por favor – pediu Elijah, aproximando-se dela e entregando duas notas de cem dólares á senhora, que arregalou os olhos.
–O preço máximo é cem dólares por noite. Numa suíte.
–Fique com o resto para si. E ficaremos com a suíte.
A senhora engoliu em seco e virou-se para trás, pegando numa chave.
–Aqui tem – murmurou ela, espantada.
–Obrigado – disse Elijah, voltando a pegar-me na mão e saindo da receção.
Voltámos para o carro, onde ele abriu o porta-bagagens e entregou-me uma mala preta. Era a minha mala!
–Elijah, o que fizeste?
Ele sorriu e pareceu que tinha rejuvenescido anos.
–Já te disse: precisas de uma pausa de Mystic Falls.
–Quem te deu a mala? – perguntei, colocando-a no chão e arrastando-a pelo chão, visto que ela tinha rodinhas.
–Caroline, quem mais poderia ser?
Revirei os olhos.
–Então ela sabe disto?
–Jo, tive que pedir autorização à tua tia para te tirar da cidade.
–Oh, ela também sabe? Mas que grande família que eu tenho, que sabe de tudo e não me diz nada!
–Eu pedi para elas não dizerem. E para além disso, só descobriram do meu plano hoje.
–Que foi sem dúvida agendado de um dia para o outro – concluí, visto que só no dia anterior tínhamos feito as pazes.
–Exatamente.
–Para onde vamos, afinal? Tenho a certeza que não viajámos isto tudo só para ficar num motel já que há um à saída de Mystic Falls.
–Um lugar especial – disse ele, misterioso.
Abriu a porta do quarto para mim e eu entrei, ligando o interruptor. Uma bola de espelhos começou a rodar, dando ao lugar um aspeto de bar. A decoração era toda em tons de vermelho e prateado, o que me deixou desconfortável. Era mesmo um motel, disso não havia dúvidas.
–Céus – resmunguei, atirando a minha mala para cima da cama. Abri-a, revistando as roupas. Minissaias, lingerie sexy, camisas que ficariam justíssimas ao corpo e alguns vestidos que iam até meio da coxa. – Céus.
Peguei na minha necessaire, fechando a mala com um estrondo. Virei-me para Elijah, que tinha aberto o roupeiro e estava a colocar lá os seus casacos.
–Não te aproximes da minha mala. Caroline colocou coisas indecentes lá dentro – murmurei a última parte, desconfortável. – Vou tomar um duche. Já volto.
Ele acenou com a cabeça e respondeu:
–Vou ver como desligar estas luzes horríveis. Faz parecer que estamos no quarto Vermelho da Dor – ele enrugou a testa, como se repelisse o pensamento.
–Oh, que bom saber que tu, Stefan e Klaus partilham livros eróticos – suspirei, entrando na casa de banho, que era tão luxuosa como o quarto.
–É um livro bom de se ler! – exclamou ele, o que me fez rir.
Era óbvio que já tinha lido o livro, afinal, ninguém parava de falar dele e a curiosidade assolou-me. Depois de ler, até que era engraçado. Aquele sexo todo só para mostrar que duas pessoas podem mudar pela que amam.
A casa de banho tinha um jacuzzi, um poliban transparente com várias torneiras de hidromassagem e o chão era de ladrilho branco, que com os espelhos que rodeavam as paredes e as luzes fortes que vinham do teto, tornavam tudo claro, ao contrário do quarto.
Despi-me e entrei no poliban. Liguei a água quente e deixei-me relaxar, lavando o cabelo com o meu champô de morango e o meu gel de duche de lavanda.
Saí do duche muito relaxada e a fadiga atingiu-me. Enrolei-me numa toalha e voltei ao quarto. Elijah não estava lá, pelo que presumi que tinha ido buscar alguma coisa ao carro, ou algo para comermos.
Abri a mala. Nada de decente para vestir. Senhora Caroline estaria morta quando chegasse a casa. Peguei num short preto e num top cinzento com alças cor-de-rosa, que era a coisa mais inocente que havia naquela mala. Voltei à casa de banho para secar o cabelo. Ficou minimamente apresentável, mas mesmo assim prendi-o com uma mola.
Voltei a sair da casa de banho e reparei que Elijah tinha acabado de chegar. Olhava confuso para a cama e assim que percebi para onde ele estava a olhar, corri para fechar a minha mala.
–Caroline consegue ser muito pervertida quando quer – comentou ele, sorrindo tímido para mim.
–Ela prefere o adjetivo romântica – emendei e ri. – O que trouxeste para comermos?
Apontei para o tabuleiro que ele tinha deixado na mesa de apoio.
–Salada e frango grelhado com batatas fritas.
–Ótimo! – exclamei e sentei-me num dos sofás. Ele acompanhou-me, sentando-se ao meu lado e começando a comer também.
Não havia televisão para meu grande desapontamento, já que ver um filme de terror com Elijah talvez fosse bom. Mas para compensar, Caroline encarregou-se de colocar na mala pervertida o livro que estava a ler: Game of Thrones.
Deitei-me na cama, com os lençóis a cobrir-me, enquanto Elijah tomava um banho que estava a demorar bastante. Comecei a ficar cansada, pelo que me deitei, deixando o livro na mesa-de-cabeceira. Verifiquei o telemóvel, mas não havia mensagens nem chamadas perdidas. Era meia-noite, daí que não era de admirar que estivesse tão cansada.
Elijah saiu da casa de banho apenas com umas calças vestidas. Desfilou pelo quarto descontraidamente, até à nossa cama. Sim, eu iria partilhar a cama com Elijah. Não seria a primeira vez, mas seria a primeira que estávamos sozinhos num lugar em que não haveria o risco de alguém entrar no quarto.
–Já vais dormir? – perguntou ele, enquanto se metia dentro dos lençóis.
–Sim – murmurei, sentindo a garganta subitamente seca. – Não tens frio?
–Vampiros não têm frio – afirmou ele e sorriu debochado. – Queres que vá vestir a parte de cima?
–Não, não! – apressei-me a dizer e corei abruptamente. – Bem, só se quiseres…
Deitei a cabeça na almofada, fechando os olhos e deixando a vergonha assolar-me.
–Ficas linda quando coras – os seus dedos varreram as minhas faces delicadamente. – Boa noite, Jo.
–Boa noite, Elijah – murmurei e senti os seus lábios tocarem nos meus suavemente.
©AnaTheresaC
Notas finais
NOVA FANFIC - Infinitamente Proibido: http://fanfiction.com.br/historia/338963/Infinitamente_Proibido/ageconsent_ok
XOXO
Fale com o autor