Love Doesnt Exist... Does It?
3 Capítulo 3 - Olhares
Notas iniciais
Capítulo 3 — Olhares
-Como está a minha prima mais nova? – perguntou ela, casualmente.
-Bem – respondi. Ela tem os olhos azuis e é muito loirinha.
-Oh, que fofa! – exclamou Caroline e estacionou o carro. – Agora tenho que te lembrar de algumas coisas sobre as pessoas que vais conhecer: não te metas com o Damon, ele pode ser muito sedutor, mas a sério, ele não presta para ter uma relação mais séria, Elena namorava com o Stefan que é o irmão do Damon, Bonnie namorava com o Jeremy, mas não o vais ver porque ele está em Denver e Matt… bem, ele é o meu ex.
-Ou seja, nem pensar! – deduzi e ela sorriu.
-Isso mesmo. Agora vamos?
-Claro!
Saímos do carro e entrámos no Grill. Caroline acenou para o fundo do Grill e foi andando até lá. Eu segui-a e reconheci Elena e Matt que sorriram para mim imediatamente.
-Jo! – exclamou Elena e eu fui abraçá-la.
-Meu Deus, estás linda! – disse Matt e abraçou-me.
-Da última vez que me viste, eu tinha sete anos. As pessoas mudam, Matt.
O que tinha cabelo preto e olhos azuis, levantou-se e deu-me um beijo na mão.
-Damon Salvatore, ao seu dispor.
Damon, claro, aquele que não presta para uma relação mais séria. Portanto, deduzi que o que se encontrava ao lado dele, que era ruivo e com olhos verdes, fosse Stefan.
-Stefan Salvatore – apresentou-se ele, como lendo os meus pensamentos.
-Eu tenho que voltar ao trabalho – falou Matt e só depois percebi que ele estava com a camisola de funcionário do Mystic Grill vestida. Pegou na bandeja e voltou para o balcão.
-Vamos pedir? – sugeriu Caroline depois de se sentar ao lado de Elena, o que me obrigou a ficar sentada ao lado de Damon.
-Deixa ver o menu – disse e tirei-lhe o menu das mãos.
-Ei! – exclamou ela, ofendida. – Eu estava a ler!
-E tu já deves de conhecer a ementa toda de cor, Car – falei e revirei os olhos, que gerou um riso em Stefan. – Que foi?
-Esse revirar de olhos, é tão género do Damon – comentou ele e eu olhei para Damon que sorria sedutoramente para mim.
-Ah, não, escusas de vir com esse olhar de “eu sou um gato e tu estás muito gira” porque já fui avisada e não sou influenciada por esse olhar! – exclamei para Damon e ele olhou para a minha prima.
-Já andaste a dizer coisas más sobre mim, Caroline?
-Nada que não devesse ser dito – respondeu Caroline e eles começaram a discutir. Foquei-me na ementa e depois de decidir, olhei para Stefan, mas ele até se estava a divertir com aquilo e Elena tinha desaparecido.
-Vou pedir – murmurei e saí da mesa. Andei até ao balcão e esperei que Matt me atendesse. Contudo, sentia alguém a observar-me e olhei para a minha direita. Eu estava certa, alguém me estava a observar: era um homem, com olhos castanhos e cara amigável, que me olhava com curiosidade. Virei a cara, sentindo-me envergonhada e coloquei o cabelo atrás da orelha. Espreitei e ele continuava a olhar-me. Sorri nervosa e Matt apareceu.
-Já decidiste? – perguntou ele.
-Sim. Quero nachos com molho de guacamole para nós todos, e para mim era um sumo de ananás e um cheeseburger.
-E os outros, já decidiram o que querem?
-Olha para lá e vê se eles estão interessados em pedir – respondi e ele olhou através de mim.
-Pois, parece que não.
-A Elena é que desapareceu misteriosamente – comentei.
-Vai ver na casa de banho – sugeriu ele. – E não te preocupes, aquilo está constantemente a acontecer.
Arregalei os olhos.
-O Damon é um dos ex dela – comentou ele baixinho.
-Isso significa que ela tem muitos?
-O Damon, eu e o Tyler.
-O Tyler? – perguntei num tom elevado e olhei para os lados, esperando que ninguém me tivesse ouvido. Aproximei-me de Matt e comentei baixinho. – O Tyler Lockwood? Aquele desgraçado que me atirava ao lago na casa da Elena?
-Esse mesmo.
-Como? Ele era um parvo!
Ele sorriu travesso.
-As pessoas mudam, Jo – falou ele e saiu para ir tratar dos pedidos. Olhei para a mesa e eles continuavam a discutir.
-Se ninguém intervir, eles vão discutir a noite toda – comentou o homem que estava ao meu lado.
-Não conheço muito bem o Damon, mas conheço a minha prima e sei como ela é teimosa – disse e depois é que percebi que estava a falar com um estranho.
-Então, tu és a prima da Caroline Forbes – disse ele, sorrindo.
-Sim, sou. Jo Forbes.
-Elijah – apresentou-se ele e estendeu-me a mão, que eu apertei por educação.
-Então conhece-os? – perguntei.
-Muito bem. Sou um… conhecido deles.
Olhei para a mesa, e Stefan já lá não estava.
-Tudo bem por aqui? – perguntou a voz de Stefan ao meu lado, olhando ameaçadoramente para Elijah.
-Tudo bem – respondi eu e senti a tensão por parte de Stefan. – Vamos, Matt deve de entregar o meu pedido na mesa.
Levantei-me e virei-me para Elijah.
-Gosto em conhecê-lo, Elijah.
-O prazer foi todo meu, Jo – respondeu ele e sorriu.
Fui com Stefan para a mesa e Elena saiu da casa de banho.
-Tudo bem, Elena? – perguntei.
-Sim, tudo. Já pediste?
-Tinha que me afastar daquela discussão – disse e apontei para mesa, onde Caroline e Damon já se tinham finalmente calado. Sentámo-nos e Matt chegou com o meu pedido.
Pelos vistos, Elena já tinha pedido, mas esperámos e petiscámos os nachos com guacamole. Quando todos os pedidos chegaram, começámos a jantar.
-Elena, o Jeremy está em Denver?
-Sim, está – respondeu ela, vagamente.
-Ele precisava de sair um pouco de Mystic Falls – continuou Damon. – Ainda trazia muito a recordação dos pais.
-Oh, estou a ver. E tu, Elena? Como é que estás? Ainda só passou um ano desde o acidente.
Elena sorriu brevemente.
-Melhor. Agora sei que não vou sofrer para sempre.
-E Jenna? O que lhe aconteceu?
-Uma coisa terrível – respondeu Damon. – Um animal atacou-a quando ela ia fazer campismo com o namorado.
Não desenvolvi mais nenhum assunto porque sabia que estava a deixar todos desconfortáveis com aquilo. Depois de acabarmos de comer, fui pagar a minha conta.
-Estava tudo bom? – perguntou Matt enquanto fazia a minha conta.
-Tudo. Acho que virei aqui mais vezes. É um local simpático – respondi e sorri. O meu telemóvel tocou e eu deixei a carteira em cima do balcão para atender o telemóvel. – Oi?
-Mana… — gemeu a minha irmã do outro lado.
-O que se passa, Ash?
-Volta para casa! – pediu ela e percebi que estava a chorar ao telemóvel. Então tomei conta que me tinha ido embora sem me despedir dela.
-Ashley, não posso. O pai não deixa.
-Por favor… — pediu ela e notei que algo estava errado com ela.
-Ashley, o que se passa?
-Ele… ele gritou com a mamã – disse ela a medo. Eu tinha que fazer alguma coisa, ele estava pior do que nunca, não sabia o que tinha acontecido no exército e muito menos o que tinha acontecido na sua última missão, mas ele estava realmente diferente e agora ainda por cima Ashley não me tinha para a tirar daquele sofrimento, ela era apenas uma criança de nove anos que não sabia o que se estava a passar á volta dela.
-Talvez ele esteja um pouco zangado e deve de ter falado alto, Ash.
-Não, ele gritou mesmo com a mamã. Ele disse que a ia matar se tu fizesses mais alguma coisa.
Congelei e Matt olhou para mim com um grande ponto de interrogação nos seus olhos.
-Ashley, isso não vai acontecer porque a mana não vai fazer nada, está bem?
-Mana, tenho medo – disse ela, com a mesma voz que tinha dito aquela mesma frase naquela manhã.
-Ashley, promete-me que se acontecer alguma coisa, contigo ou com a mãe tu ligas-me.
-Prometo.
Respirei fundo, mas sentei-me no banco.
-Pronto, agora a mana tem que ir dormir, está bem? Aqui são mais umas horinhas do que aí.
-Está bem. Sinto a tua falta, mana.
-Eu também, fofa – disse. – Beijinhos e dorme bem.
-Tu também, mana.
Ela desligou o telemóvel e eu escondi o rosto nas mãos, tentando não chorar. Pior do que estar longe de casa e dos amigos, era estar longe da minha irmãzinha e saber que ela corria risco com o pai lá em casa. A minha mãe de certeza que não iria fazer nada, porque deixou-me vir para aqui, e se ele tocasse um dedo que fosse na minha irmã…
-O que se passa, Jo?
-Eu já venho – murmurei e saí dali em direção à casa de banho. Entrei e fechei a porta atrás de mim. Respirei várias vezes e tentei pensar racionalmente, mas tudo o que conseguia era pensar na Ashley e no como ela está vulnerável lá, sem mim.
-Desculpe, mas esta é a casa de banho dos homens? – perguntou Elijah, abrindo a porta.
-Aaaaaa… – murmurei. – Acho que sim. Desculpa, sou nova aqui e ainda não conheço as coisas.
Limpei uma lágrima rapidamente do meu rosto que tinha caído e dirigi-me à saída.
-Espera, estás a chorar – notou ele e tomou-me o pulso gentilmente. – Que aconteceu?
Sorri e dei um passo atrás, afinal ele era um desconhecido e Stefan não confiava nele.
-Problemas com a família, mas tudo passa.
Ele pegou-me no outro pulso e eu olhei em pânico para ele. O que ele ia fazer?
-Queres contar?
Neguei com a cabeça, mas sentia-me hipnotizada pelos seus olhos castanhos, tão sinceros e preocupados comigo.
-Estou preocupada com a minha irmãzinha Ashley, é só isso.
-Tens uma irmã mais nova? Isso é maravilhoso. Eu também tenho uma irmã mais nova. Chama-se Rebekah.
Sorri e ele soltou-me os pulsos.
-Vês? Tudo pode ir embora conversando com alguém.
-Pois, mas o problema é quando esse alguém é um desconhecido.
Ele sorriu e olhou para o chão, olhando de seguida para mim.
-Achas que eu sou um psicopata, é isso?
-Não, não, nada disso, mas apenas és um desconhecido e eu não sei se posso confiar em ti.
-Confiança vai-se ganhando – concordou ele. – Compreendo isso. Vemo-nos por aí, sim?
-Claro – disse e saí da casa dos homens, mas olhei para trás e vi que ele estava a olhar para mim com ternura, o que me deixou sem jeito e um pouco assustada, porque apesar do que tinha dito, sentia que podia confiar nele.
Notas finais
Tenho uma FANFIC NOVA COM KLAUS, para quem gosta: http://fanfiction.com.br/historia/246940/My_Lover/ , espero que me visitem lá também. Sabem que eu adoro comentários, são o meu combustível e sinto que cada um de vocês faz parte da fanfic. Escrevo para mim, mas para vocês, e são vocês que me fazem continuar. (não é cliché, é a verdade)
XOXO, até domingo!
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