Love Doesnt Exist... Does It?
4 Capítulo 4 - Vampiros, lobisomens, híbridos? Sério
Notas iniciais
Capítulo 4 – Vampiros, lobisomens, híbridos? Sério?
Acordei e levantei-me. Tomei banho e escolhi uma roupa que Caroline achasse perfeita para mim. Agora, mais do que nunca, precisava do seu apoio para voltar para a Califórnia o quanto antes, e se o preço fosse vestir-me bem e ser uma amostra da beleza dela, tudo bem.
-Mas ele nem era um vampiro. Como é que isso foi acontecer? – perguntou Caroline quando eu abri a minha porta.
-Ela vem aí – disse a tia Lizz e percebi que não valia a pena esconder-me.
-Bom dia – falei e olhei para uma estaca que a tia tinha na mão. – O que aconteceu?
-Brian Walters, o nosso médico legista morreu – respondeu ela. – Jo, peço-te que tenhas muito cuidado. Brian não era um vampiro e foi empalado, o que significa que há alguém a usar as armas contra as criaturas da noite em humanos.
-Claro que sim. Não se preocupe, tia, eu tomo cuidado – falei. Eu não acreditava em vampiros, e muito menos que estacas de madeira podiam matá-las, mas quando isso envolvia um crime real, já era outra coisa: alguém estava a usar a crença das famílias fundadoras contra elas.
-E toma um pouco de verbena – pediu ela. – Os Salvatore têm.
-Eles também acreditam? – perguntei, chocada. Stefan e Damon não me pareceram pessoas que acreditassem nessas coisas.
-Eles são os fornecedores – respondeu Caroline. – Hoje não temos aulas, por isso eu acho que eles devem de estar em casa. Eu levo-te.
-Está bem. Vou só buscar um casaco – falei. – Até logo tia Lizz.
Voltei a entrar no quarto que seria meu por muito tempo de certeza, e procurei alguma roupa escura mas não havia nenhuma, a não ser umas calças de ganga pretas. Se´rio? Nem um blusão de cabedal? Revirei os olhos e mordi a bochecha para não gritar de frustração na cara da minha prima. Acabei por escolher alguma coisa baseando-me no estilo da Caroline e saí do quarto.
Ela estava na cozinha a preparar o meu pequeno almoço.
-Assim vou ficar mimada – comentei e sentei-me á mesa. Coloquei a café numa caneca e dei um gole. Peguei numa torrada e dei uma dentada. Ela olhou para mim, sorrindo triunfante.
-O que foi? – perguntei.
-Nada, nada – disse ela. – Eu sou mesmo muito fabulosa!
Abraçou-me e depois afastou-se com um salto.
-O que foi?
-Eu tenho uma coisa para fazer. Estou na sala – disse ela, saindo da cozinha rapidamente. Aquilo estava realmente muito estranho, Caroline não era assim.
Acabei de tomar o pequeno almoço e coloquei a loiça suja na máquina de lavar. Fui lavar os dentes e pentear o cabelo e depois peguei na minha mala e fui até á sala.
-Caroline já estou…
Ela olhou-me em choque e eu retribuí o olhar. Ela tinha uma bolsa de sangue aberta e quase vazia nas mãos, olhos vermelhos e as veias debaixo deles salientes ao toque.
-Não…
-Jo, eu posso explicar – disse ela e os olhos voltaram á cor normal. – Não é isso que estás a pensar.
Comecei a andar para trás, e quando ela se levantou comecei a correr em direção à porta de casa. Ela apareceu à minha frente e eu parei.
-Deixa-me ir.
-Jo, deixa-me explicar – pediu ela e segurou no meu braço.
-Não! – gritei e corri para o meu quarto. Tranquei a porta e deixei-me escorregar em pânico. Vampiros não existiam, eram um mito para as coisas inexplicáveis que aconteciam na vida das pessoas, como mortes súbitas.
-Jo, abre a porta! – exclamou ela batendo com força na porta. Tapei os ouvidos e comecei a chorar. Ela era a minha prima. A minha prima era uma vampira e de certeza que a tia Lizz sabia disso. – Jo, abre a porta!
-Não… — murmurei e os soluços apareceram. O que faria eu?
As horas começaram a passar e por fim Caroline calou-se. Às vezes ouvia os soluços dela e o choro histérico do outro lado da porta o que me doía mais porque sabia que ela também estava a sofrer, mas ela era a minha prima! Tínhamos a mesma idade!
Bateram à porta e eu dei um salto.
-Jo, é a Elena – disse ela do outro lado da porta. – Posso entrar?
-A Caroline está aí?
-Não – respondeu ela. – Está na sala.
Destranquei a porta e abri uma nesga dela. Elena estava ali, mas Damon estava ao lado dela. Os dois não podiam ser vampiros, certo?
Abri a porta mais um bocado e Elena e Damon entraram. Fechei-a e tranquei a porta mais uma vez.
-Vocês sabem, não sabem? – perguntei, sentando-me na ponta da cama.
-Sim – afirmou Elena. – Mas ainda há mais.
-Sabes, não precisas de ficar tão assustada, nem todos os vampiros são maus – falou Damon, sorrindo travesso.
-Ai sim? Como é que sabes?
-Porque conheço uns quantos que não são os assassinos em série como pensas. A tua prima é um exemplo disso.
-Continuando – Elena continuou. – Mystic Falls é tudo menos um lugar normal. Primeiro de tudo, vampiros são reais, mas nem todos são maus.
Elena começou a contar tudo desde o início. Em setembro do último ano, os Salvatore mudaram-se para cá, com um passado muito interessante: em 1864 eles tinham conhecido Katherine, uma doppelganger que era ancestral de Elena, que era vampira e que os transformou por os amar (não acreditei nem um pouco que ela os amava, senão não os tinha transformado). Elena e Stefan tiveram imediatamente uma conexão e em janeiro descobriram que lobisomens existem, através de Tyler e o seu tio morto, Mason. No final do ano letivo, descobriu-se que havia um vampiro Original (ou seja, os primeiros a existirem) que se chama Klaus que queria a morte de Elena porque ele tinha um lado lobisomem adormecido que queria acordar e tornar-se o primeiro híbrido. Elena realmente tinha morrido, mas o verdadeiro pai da Elena, o tio John que todos odiavam, sacrificou-se por ela, e Elena voltou à vida. Entretanto, Tyler tinha mordido Damon, e sendo que a única cura para uma dentada de lobisomem era sangue de um híbrido, Stefan entregou-se a Klaus para salvar a vida do seu irmão.
-E… — disse Elena, mas algo aconteceu, porque ela não conseguiu prosseguir.
-E então, o meu irmão tornou-se um estripador. Porém, Klaus trouxe Stefan de volta a Mystic Falls, porque percebeu que havia aqui algo que o prendia. Foi aí que Tyler se tornou um híbrido, o primeiro da criação de Klaus, e percebeu-se que o sangue de Elena era o que transformava os lobisomens em híbridos. A partir daquele momento, a nossa tarefa é matar Klaus e descobrimos algumas coisas interessantes sobre ele, incluindo que ele tem uma família enorme – contou Damon.
-Então vocês estão a dizer-me que existem vampiros, lobisomens e híbridos? Sério?!
-E bruxas – acrescentou Damon. – Não nos podemos esquecer da Bonnie.
-Isto está a ficar de loucos – murmurei e neguei com a cabeça.
-Jo, eu entendo. É demasiado para ti, também foi para mim.
-Ela saiu da nossa casa aos berros para Stefan – disse Damon, tentando descomprimir o ambiente. – Mas agora tens que escolher um lado.
-Que lado? – perguntei, ofendida. – Eu acabei de chegar! Não te conheço, nem metade de Mystic Falls!
-Já conheces um Original – disse Elena. – Elijah. Ele é um Original, irmão de Klaus.
Ri.
-Isso é impossível!
Eles olharam-me com caras sérias, e o meu riso desfez-se.
-Só podem estar a brincar, não é?
Eles negaram com a cabeça, e Elena tomou-me as mãos.
-Compreendo que seja demasiado para ti, mas estamos aqui para tentar fazer-te entender que nem tudo é mau.
Bateram à porta e Damon foi destrancá-la. Levantei-me para o repreender, mas ele abriu logo a porta.
-Que foi, Caroline?
-Estava a pensar se alguém queria ir às compras ou ao Grill.
-Eu tenho que me ir preparar para o baile de logo à noite – disse Elena e eu olhei para ela, confusa. -A família de Klaus convocou um baile.
-E só por acaso, nós as duas fomos convidadas – disse Caroline apontando para nós as duas.
-Eu?
Beta AnaLucia:
Simplesmente ADOREI. É algo cativante, e emocionante!! Fiquei completamente surpreendida com a cena do saco de sangue da Caroline, foi totalmente inesperado. Espero ansiosamente por mais !!
Notas finais
Até domingo!
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