Love Doesnt Exist... Does It?
23 Capítulo 23 - O Recomeço
Notas iniciais
E Feliz Natal, leitoras lindas!
Esta cap. é o recomeço de muita coisa...
Capítulo 23 – O Recomeço
-Caroline! – gritei, assim que vi a minha prima a andar no corredor em minha direção. Abracei-a com força. – O que aconteceu? Como é que ainda estás…?
-Não sei – disse ela, tentando controlar as lágrimas. – Matt está aqui. Ele acabou de ser observado. Vou para casa. Vens comigo?
-Claro que sim – assenti e olhei para Elijah. Ele parecia abatido e confuso com tudo.
-Elijah…
-Vai com a tua prima – ele leu-me os pensamentos, só podia. – Amanhã encontramo-nos.
-Não te vais embora como da última vez, pois não?
Ele negou com a cabeça e beijou-me o topo da cabeça.
-Tenho um motivo muito forte para ficar.
E desapareceu. Eu e Caroline saímos do hospital, ela apoiada em mim e a chorar silenciosamente.
-Prometi que amanhã o vinha buscar.
-Eu venho contigo – ela sorriu fraco e entrámos no carro. Guiei até casa.
Assim que chegámos, verifiquei se a tia Lizz ou Ashley ainda estavam acordadas, mas não. As duas dormiam profundamente no quarto da tia Lizz.
Fui buscar uma garrafa da vodka ao bar da tia e dois copos. Ambas precisávamos de algo para nos entorpecer os nervos.
Ela olhou para mim assim que pousei os copos em cima da mesa de apoio da sala.
-Não me venhas com moralismos hoje, Car. Ambas precisamos de algo mais forte do que tudo isto.
Servi uma grande porção nos dois copos e bebemos tudo de um trago. O líquido quente escorreu e queimou-me a traqueia, mas eu pouco me importei naquele momento.
-Elena morreu – afirmei. – Assim como Tyler. E Klaus.
Ela acenou e começou a chorar. Abracei-a e ela soluçou no meu peito.
-Eles morreram. A minha melhor amiga e o meu namorado.
-Shhhh – falei, embalando-a. – Vai ficar tudo bem. Elena vai voltar.
-Como vampira. Jo, isto é uma maldição! – exclamou ela, olhando para mim. – Elena… ela nunca quis ser uma! Nem eu! E Tyler… o meu coração dói, Jo! É uma dor física e… eu nunca senti tanta dor na minha vida.
-Oh Car – não consegui impedir as lágrimas de escorrerem pelo meu rosto. – Lamento muito.
***
-Bom dia – acordei e a luz apanhou-me desprevenida. Fechei os olhos no ato reflexivo.
-Elijah?
-Eu mesmo. Caroline acabou de sair. Ela pediu-me para te avisar que ia buscar Matt.
Abri os olhos e encontrei-o. Ele parecia um anjo, com a luz que entrava da janela atrás de si. Provocava uma aura dourada à sua volta.
-É assim tão tarde?
-Não, ainda é cedo. Podes ficar a dormir mais um pouco – ele sorriu de lado.
-Só se dormires comigo.
Ele enrijeceu.
-Não nesse sentido. Quero dizer, não que eu me importe, mas… Não me vou enterrar mais. É melhor.
Peguei na mão dele e entrelacei os nossos dedos.
-Tive medo por ti, ontem à noite – murmurei.
-Não há motivos para teres medo que me aconteça alguma coisa. Eu sou imortal.
-Caroline também é.
-Eu sou um vampiro especial – ele deslizou suavemente pela cama e deitou-se de frente para mim. – Só uma estaca de carvalho branco me pode matar.
-Eu sei. Elena também me contou essa parte. Mas… já te foste embora uma vez, não te quero voltar a perder. Por que motivo for.
Beijei-o e uma tontura assolou-me. Não tinha a ver com nada de grave, apenas aquela sensação de estar a beijar alguém que se ama muito. Não queremos perder essa pessoa por nada e cada toque é como se fosse único.
Ele terminou com o beijo e beijou-me a testa.
-Ainda estás a tempo de dormir mais um pouco.
-Já despertei. Tu despertaste-me.
Ele riu.
-Ah, agora sou engraçada?
Riu ainda mais.
-Muito.
Revirei os olhos e levantei-me da cama.
-Ah não, anda cá! – puxou-me pela mão e eu caí em cima do seu peito. Agarrou-me a cintura com um dos seus braços e rolou-nos na cama.
-Isso é muito atrevimento, Mr. Mikaelson – brinquei, enquanto começava a desapertar a sua gravata.
-E desapertar-me a gravata também. Mas estou a queixar-me? Não.
Gargalhei.
-Não faças muito barulho. A Ashley ainda está a dormir no quarto da Caroline.
-Oh, não sabia disso – disse e o meu telemóvel tocou. Maldito aparelho eletrónico. – Sim?
-Jo, é a Caroline. Preciso que me faças um favor.
-Claro. Diz – falei e Elijah começou a beijar-me o rosto.
-O Concelho anda a tramar alguma coisa. Vieram à minha procura aqui no hospital. Ouve, estou a caminho daí e preciso que me arranjes algumas coisas para a minha fuga.
-Kit de sobrevivência de Caroline Forbes – disse, tentando não suspirar. Elijah estava a chegar ao fim do meu pescoço. – Trato já disso.
-Jo… não saias de casa.
-Posso garantir-te que não – falei e desliguei o telemóvel, colocando-o em cima da mesa-de-cabeceira. – Elijah… os meus lábios são cá em cima.
-Eu sei – disse ele e beijou o meu queixo, seguido dos meus lábios.
-O que te deu? Tu não costumas ser assim – notei.
-Quer acredites ou não, eu estava a morrer de saudades tuas.
-Tu és imortal.
-Bem visto – os beijos recomeçaram a sua descida.
-Caroline precisa da minha ajuda.
Ele parou e olhou-me sério.
-Então vamos ajudá-la.
Saiu de cima de mim e eu comecei logo a agir: roupas, ferro de encaracolar, lanterna, pilhas, carregador do telemóvel e bolsas de sangue. Várias roupas, para as várias estações e um cartão de crédito, para além de dinheiro “vivo” das suas economias para a Faculdade.
Caroline entrou em casa e pegou nas coisas.
-Vou sentir a tua falta – abraçou-me com força.
-Mantem-te viva. Por favor – pedi.
-Vou fazer o melhor que puder – prometeu ela e ficou de frente para Elijah. Os dois ficaram dois segundos a olhar um para o outro e depois ela saltou-lhe para os braços. – Não a magoes. Por favor. E trata bem dela. E protege-a contra esta maluquice que é Mystic Falls.
-Vou fazer o melhor que posso – disse Elijah e eu limpei discretamente uma lágrima dos meus olhos.
Os dois desfizeram o abraço e depois de me lançar um olhar que demonstrava o quanto gostava de mim, virou-se. O telemóvel dela tocou.
-Sim mãe – houve uma pausa. – Onde estou? Boa pergunta. Numa dessas estradas entediantes. Porquê? Está tudo bem?
Ela abriu a porta e fechou-a. De repente, dois homens atacaram-na, um com uma seringa que tinha de certeza verbena.
-Caroline! – gritei e avancei para lá, mas Elijah pegou-me por trás e entrámos na sala. Tapou-me a mão com a boca e espreitou para o hall de entrada. Tentei debater-me, mas os seus braços eram aço.
E dois minutos depois, ele parou de me prender. Libertei-me dele e corri para a porta. Caroline e os homens já lá não estavam.
-Quem eram eles? – gritei para Elijah, furiosa.
-Não sei. Mas sabiam muito bem quem era a tua prima.
©AnaTheresaC
Notas finais
No próximo capítulo... ah, não vos vou contar! Têm que ler a sinopse no meu blog: asminhasfanfics.blogspot.com Irei postar a sinopse na quarta.
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