Love Doesnt Exist... Does It?
24 Capítulo 24 - Destemida
Notas iniciais
Capítulo cheio de ação, espero que gostem!
Capítulo 24 – Destemida
-O que vamos fazer? – passei as minhas mãos pelo cabelo, desesperada.
Vi que ele tinha tomado uma decisão.
-Vou à procura da minha irmã e dos Salvatore. Eles devem de saber alguma coisa.
Saiu de casa, sem dizer uma palavra. Então segui-o.
-Isto é perigoso – disse ele, abrindo-me a porta do carro.
-Perigoso é o meu nome do meio – falei e entrei no carro, à espera que ele entrasse do lado do condutor.
Em cinco minutos tínhamos chegado a casa de Elena. A porta estava aberta e eu entrei a correr. Algo não batia certo.
Damon estava a sufocar Matt contra a parede.
-Damon, para! – gritei para ele e tentei puxar o seu braço para trás. Então Elijah apareceu e facilitou a tarefa. Matt caiu no chão a tossir.
-Com a tua verbena e as armas de Alaric, eles podem estar em qualquer lado – disse Lizz.
Algo na afirmação dela disse que aquilo não tinha só a ver com Caroline.
-Quem mais é que eles levaram? – perguntei.
-Rebekah, Elena e Stefan. Mas Caroline conseguiu escapar – respondeu Meredith.
-Como? – indaguei, mas Damon cortou-me.
-Vamos, pessoal, pensem. É preciso muita coisa para prender um vampiro.
-Aço reforçado, portas de ferro,… — disse Elijah.
-O Pastor tem um rancho de gado. Aquele lugar pode ser facilmente modificado – sugeriu Matt.
-É remoto, é afastado – falou Meredith.
-Desculpem, mas é um Pastor que está a liderar isto tudo?
-Não seria a primeira vez – disse Elijah. – Há uns séculos atrás, religiosos perseguiam bruxas.
Damon virou-se para Matt:
-Adivinha: parece que conseguiste a hipótese de provares o quanto lamentas. Vamos.
Os dois saíram de casa, e Elijah seguiu-os. Ah, raios, será que esta viagem nunca mais parava?
-Eu vou com vocês – disse, entrando no carro de Elijah.
Os três pararam e olharam para mim. Arqueei as sobrancelhas.
-O quê? Lá porque sou do sexo feminino não significa que não me consiga defender de uma pastorzinho que se armou em esperto e mexeu com a minha família e amigos.
Damon sorriu de lado, Elijah abanou a cabeça e Matt revirou os olhos.
-Ótimo! Vamos despachar-nos com isto! – entrei no carro de Elijah e eles seguiram-me. Matt e Damon iriam no carro deste e iriam guiar-nos até ao rancho.
A viagem durou cerca de duas horas e meia. Foi um pouco cansativa, já que Elijah não dizia nada e os seus músculos estavam tensos, como se ele estivesse num confronto interno que se recusava a mostrar.
Elijah parou o carro ao lado do de Damon e desligou-o.
-Plano B para o caso de algo correr mal – disse ele, colocando as chaves do carro na minha mão. – Entras no carro e guias o mais rápido que puderes para Mystic Falls. Sem te matares, é claro.
-Mas… — tentei ripostar, mas ele beijou-me.
-Por favor – pediu ele. – Não suportaria se alguém te fizesse mal.
Acenei com cabeça.
-Está bem – murmurei e saímos do carro. Damon e Matt também saíram.
-Então vamos fazer o quê? Atacar o lugar sem armas?
-Não, não é preciso armas – disse Damon para Matt e Elijah segurou-me no braço com força. – Só um isco.
-Damon! – gritei e tentei impedi-lo, mas Elijah prendeu-me ainda mais contra si. – Elijah, ele vai matá-lo!
-Yo-ho, alguém em casa? Vampiro grande e mau aqui fora! – cantarolou Damon e o Pastor Young, alguém que eu não via há muitos anos, abriu a porta e mostrou-se.
Parei de me debater contra Elijah e fiquei a olhá-los.
-Deixa-o ir, o rapaz é inocente.
-É esse o ponto. Dá-me o Stefan e a Elena, e ele é todo teu – Damon pegou no Matt. – Vá lá, Pastor! Sabe que vou matá-lo. Eu quero matá-lo.
-Vai embora! Tu não foste convidado a entrar, e eu não vou sair! – disse ele e alguém disparou contra Damon.
-Corre! – gritou Elijah e no segundo a seguir ele tinha sido atingido.
-Não! – gritei, quando ele caiu no chão indefeso.
-Corre – murmurou ele, prendendo a minha mão e largando-a. Ele parou de lutar e fechou os olhos.
-Não… — olhei para o Pastor, horrorizada. E sem pensar duas vezes, desatei a correr dali a pé.
Escondi-me nos arbustos e fiquei a observar. Dois homens aproximaram-se deles. Eu precisava de ajuda imediatamente. As únicas pessoas que me podiam ajudar eram Rebekah, Stefan e Elena. Procurei com o olhar algum lugar onde eles poderiam estar encarcerados.
Um pouco afastada da casa, do lado direito, estava um estábulo. Só podia ser aí que eles podiam estar. Afundei-me ainda mais nos arbustos, nunca perdendo de vista o Pastor e aqueles homens. Quando o pequeno arvoredo acabou, fixei o estábulo. Não estava ninguém do lado de fora a guardar a entrada.
Era a minha hipótese, só podia ser. Corri o mais depressa que podia e depois ouvi tiros. Pensei em parar, mas não podia porque se estava a haver fogo cruzado, eu não tinha hipótese de me esconder.
Abri a porta do estábulo e entrei lá dentro. Um homem estava morto no chão, a sangrar.
-Jo – disse Rebekah e eu comecei logo a agir.
Eles estavam presos com grades de aço e a verbena estava no ventilador. Se o cheiro era intenso para mim, para eles devia de ser insuportável. Peguei nas chaves que estavam no bolso do colete do homem e comecei a tentar as várias chaves para abrir a porta a Rebekah. Atrás de mim, estavam Elena e Stefan.
-Eu já vou, eu já vou – disse-lhes.
-O que estás aqui a fazer? – perguntou ela.
-Não há tempo, Bekah – disse, com as mãos a tremer. – Elijah, Damon e Matt estão lá fora. Estão a ser atacados. Têm que ser rápidos.
-Matt? – indagou Elena. – O que faz ele aqui?
-É o isco de Damon – respondi e uma das chaves entrou na fechadura da cela de Rebekah. Girei-a e o trinco abriu-se. Abri a cela e Rebekah olhou para mim, com aqueles olhos azuis-escuros gigantes. Pegou-me nos ombros.
-Tenho que ir lidar com Niklaus.
E desapareceu.
-Jo, abre a porta a Elena. Rápido – disse Stefan e eu voltei-me para eles.
-Claro.
Voltei a tentar meia dúzia de chaves, e finalmente uma deu e eu abri a porta a Elena. Ela correu lá para fora. Será que me iam deixar sozinha?
Por fim, foi a vez de Stefan. Mais meia dúzia de chaves, eu com as mãos a tremer cada vez mais, e finalmente uma delas deu. Abri a porta e Stefan saiu.
-Obrigado – disse ele e Matt apareceu, a rastejar.
-Onde estão eles? – perguntei-lhe, mas Stefan impediu-o de responder porque colocou o seu pulso na boca de Matt.
No início, ele bebeu o sangue de Stefan, mas depois afastou-se.
-Para! Para de me salvar!
-Eu vou ver deles – disse a eles e corri lá para fora.
Elijah estava a vir na minha direção e abriu os seus braços para mim. Atirei-me contra ele e prendeu-me contra si.
-Oh, Elijah! Estás bem?
Afastei-me um pouco dele e vi que a sua camisa estava manchada de sangue.
-Estás bem? Tens a certeza? Meu Deus, tanto sangue…
-Calma. Respira – pediu ele, afastando o cabelo do meu rosto. – Está tudo bem. Eu e Damon fingimos que tínhamos sido atingidos em cheio. Assim, eles aproximaram-se e nós atacámos. Está tudo bem.
Sorri e abracei-o com força.
-Porque raios nunca nos vemos livres dos problemas?
-Porque vivemos num mundo sobrenatural – respondeu ele, afagando o meu cabelo. – Anda, vamos para casa.
-Sim, vamos.
©AnaTheresaC
Notas finais
Feliz Ano Novo! Obrigada mais uma vez pelas recomendações!
XOXO
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