Love At Second Sight
8 Capítulo VIII - Declaração
Notas iniciais
OLÁ MEU POVO LINDO *o*
Tudo bom com vocês? Espero que sim!
Essa semana teve show da CUBE, neah? Nem fui. /cry
Mas enfim, capítulo de hoje ta cheio de coisas tensas...
Não vou ficar dando spoiler, é mais fácil vocês abaixarem a página e verem com seus próprios olhinhos de jabuticaba. Mas assim, vou parar de ficar enchendo linguiça aqui e deixar vocês em paz.
Boa Leitura!!
PS: Não se esqueçam de ler as notas finais, tem um aviso importante.
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...Libera o tôin que eu te dou deiz conto, libera o tôin que eu dou deiz conto...
A última pilha de papéis foi colocada sobre a mesa de madeira envernizada, e o estresse acumulado durante todo o longo dia dentro daquele escritório abafado aparentava ter sido depositado junto aos mesmos. Suspirei aliviado. Finalmente havia terminado mais um dia de trabalho, e então poderia ir para casa.
Eu recolhia meu casaco e as pastas quando um pigarrear ecoou por todo escritório já vazio.
– Key! Já terminou? – Um estagiário mais conhecido como Dongwoon, perguntava enquanto alargava a gravata azul de seda.
– Finalmente! – sorri.
– Não é querendo ser estraga prazeres, mas... você já finalizou a tabela de custos do evento de fogos de artifício para o fim do ano? – o loiro perguntou, levantando o cenho. Parecia realmente preocupado com a resposta.
– DROGA! – resmunguei, esmurrando a lateral da mesa.
Como poderia ter esquecido algo tão importante? O fim de ano estava chegando, e como em todos os anos anteriores, nossa empresa era responsável por realizar um dos eventos mais importantes desta data comemorativa, um dos mais bonitos shows de fogos de artifício de toda a Coréia.
Eu, como gerente da empresa, tinha como dever fazer a conta exata dos custos e entregar o valor de cada uma para o superior. Isso demorava horas dependendo da situação e era isso uma das coisas que mais me incomodavam. Mas eu ainda tinha duas opções, ou ficava até mais tarde nessa noite de sexta feira e terminava de uma vez por todas, ou ia embora e acordava com ligações e berros do meu chefe, além de ganhar um bom motivo para não ser promovido.
É, eu acho que prefiro ficar.
– Dongwoon, obrigado por me lembrar! Eu terminarei ainda hoje. – forjei, desta vez, um sorriso. – AH... Poderia avisar ao porteiro que ainda existem funcionários trabalhando?
–Tudo bem, mas não será necessário! Você não é o único no prédio. – ele disse simples, fazendo uma rápida reverência e logo saindo do escritório.
Por algum motivo, me incomodava mais ficar com alguém que eu não tinha noção de quem era do que ficar a sós.
Abri o notebook pela segunda vez. Desta, decido a terminar aquilo que eu já deveria ter finalizado há séculos.
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POV TAEMIN ON
Ontem havia sido um dia um pouco conturbado. Eu havia feito coisas que em sã consciência não faria. Eu não havia bebido nem usado drogas, mas eu havia agido de uma forma um pouco fora do comum. E um sentimento de culpa martelava em minha cabeça, me fazendo relembrar a cada minuto de tudo o que ocorrera. Em outras palavras, a ficha só havia caído agora.
FLASHBACK BACK ON
A porta do elevador parecia estar demorando mais do que o necessário para se fechar. Fitei o chão, envergonhado. Desde o momento em que saí fazendo companhia para MinHo até a padaria, eu não havia dito uma palavra sequer, e acredito que meu silêncio acabara o afetando, pois ele aparentava nem ao menos me notar ali.
– Então... – a voz rouca de MinHo finalmente cortou aquele vazio. – Nós fomos e já voltamos e você não me contou o que queria dizer.
– Eu não acho uma boa ideia falar sobre isso...
– Por que não? Já estamos aqui, não tem ninguém vendo. Diga.
“Esse esquisito mal sabe o que esta me incentivando a fazer.”
– E-eu...
“Qual é? Eu consigo fazer isso sem gaguejar.”
Levantei minha cabeça e dei alguns passos para ficar mais próximo de MinHo que me fitava atento, parecia decorar cada movimento que eu exercia. Os olhos que mais lembravam um “keroro” nunca me prenderam tanto como estavam naquele momento, os lábios... AH! Aqueles lábios! Mesmo eu tendo pouquíssima experiência com beijos, o que eu mais ansiava era estar com minha língua explorando cada canto daquela boca perfeita e...
– Taemin? – ele me chamou me fazendo sair dos meus devaneios. – Então... O que queria me dizer?
A porta finalmente fora fechada.
– MinHo... Eu nunca fui bom com palavras, sabe?
– Minha mãe sempre me dizia que se não soubermos expressar algo em palavras, devemos tentar nos expressar em atos. – sorriu de canto.
“Alguém cala a boca desse cara!?”
– Mas é que... – levei uma das mãos até a parede ao lado do rosto do moreno, ele continuava me encarando atento. Ele não devia saber o que eu estava prestes a fazer, pois se soubesse, com certeza, não teria permitido tal ato – Fica tão difícil de... – me aproximei o máximo que pude e notei os orbes negros se dilatarem. Ele estava começando a ficar nervoso. E não sei se era eu ou ele, mas pude escutar batimentos cardíacos elevados naquele momento. – Me controlar! – um dos meus dedos se depositou no passador do cinto de sua calça e antes que ele pudesse me repreender, meus lábios tocaram os dele. Fora apenas um selar, mas o suficiente para eu ter a certeza de que eu precisava de muito mais que um simples beijo para satisfazer a minha vontade de tê-lo.
Um par de braços aterrissou em minha cintura, e aquilo o que eu estava prestes a agradecer por se tornar um sonho realizado, se tornou em um pesadelo. Um cruel pesadelo que por mais que eu tentasse acordar ele continuaria acontecendo diante dos meus olhos abertos.
MinHo havia me empurrado com força me fazendo cambalear para trás. Ele havia me rejeitado.
– Ficou maluco?! – perguntou quase berrando enquanto limpava os lábios desesperadamente.
– Acho que sim! – mordi o lábio inferior, soltando uma risadinha logo depois.
– E-eu... – gaguejava enquanto apertava desesperadamente o botão de “abrir” do elevador. A sacola plástica com os pães, ainda em uma das mãos, fazia um barulhinho irritante, me dando a certeza de que suas mãos estavam trêmulas.
A porta finalmente foi aberta, e um MinHo desesperado saiu correndo da cabine, sumindo sem ao menos olhar para trás.
Eu deveria estar triste? Ou arrasado por ser rejeitado? Mas eu não estava! Pra ser sincero, eu até gostei de vê-lo me tratar assim. Eu sabia que as coisas não seriam fáceis, e eu gostava de correr atrás. Sempre sonhei em ficar com alguém pelo qual batalhei muito pra conseguir. E, MinHo, você poderia até fugir, mas eu não desistiria tão fácil...
Sai tranquilamente, minha cabeça estava repleta de pensamentos culposos por ter feito algo tão ridículo e desesperador enquanto meu corpo implorava por mais. Implorava para que eu fosse atrás dele e o obrigasse a ser meu, ou melhor, a eu pertencer a ele.
Era só isso que eu queria; ser de alguém.
Ser de MinHo.
FLASHBACK OFF
Levei uma das mãos trêmulas até a campanhinha. Eu desejava que ninguém estivesse em casa quando pressionei aquele botão.
No dia anterior, eu havia agido de forma infantil e precoce, tanto com MinHo quanto com o Key que me repreendera. Eu não queria ser visto como um garoto... Não mais. E eu estava disposto a fazer as coisas da maneira correta, mesmo que fosse de um jeito diferente, talvez, do “meu” jeito. Mas seria diferente.
“E se ele quiser me bater?“
A porta foi ligeiramente aberta. E a voz que eu mais queria evitar pôde ser ouvida mais uma vez.
– Quem é? – perguntou tímido.
– Sou eu, Taemin! – a porta fora bruscamente fechada.
“AISH! Foi só um beijinho, pra que tanto drama?”
Levei um dos dedos até a campanhinha novamente, desta, disposto a apertá-la quantas vezes fosse necessário. E pareceu que meu esforço havia funcionado. MinHo abriu a porta, saindo em seguida. A face carregada por uma expressão séria dava ao ar uma sensação de medo. Era como olhar para alguém que estivesse prestes a cometer um homicídio e eu era a vítima.
Ele soltou um suspiro cansado, cruzou os braços na altura do peito e me encarou por alguns segundos, que mais pareceram horas.
– O que você quer?
– Eu tenho duas coisas pra falar.
– Vá em frente!
– Gostaria de me desculpar pelo o que ocorreu ontem...
– Só isso? – ele perguntou, entrando novamente no apartamento e fechando a porta, ato este que foi impedido por uma das minhas mãos.
“Desculpe-me querido, mas ninguém fecha a porta na minha cara.”
O olhar interrogativo em sua face mostrava o quão surpreso ele estava.
– O que foi? – perguntou levemente irritado.
– Eu não terminei...
Suspirou mais uma vez, e abriu novamente a porta ficando na mesma posição que anteriormente.
– Taemin, eu tenho mais o que fazer e...
– MinHo, eu gosto de você!
A boca do moreno ainda aberta pelas palavras interrompidas continuaram na mesma posição, porém, se aperfeiçoaram em um perfeito “o”.
– Eu sei que o que eu fiz ontem foi errado, mas quando eu fico perto de você é aquilo que eu tenho vontade de fazer. – Ele deu passo para trás, talvez temendo ser atacado mais uma vez. – Eu sei que você tem uma namorada, e eu não tenho chance alguma competindo com ela, mas só me dá uma chance, uma única chance de te mostrar o quão feliz eu posso te fazer.
Ele riu com sarcasmo enquanto acariciava os cabelos, tentando não demonstrar algum sentimento que eu não sabia identificar.
– Taemin... Desde quando você descobriu que gosta de mim? Afinal, eu te conheço há tão pouco tempo. Ficamos juntos no máximo duas vezes, será que foi o suficiente pra você criar um sentimento amoroso por mim?
– Desde o primeiro dia que te vi eu não tirei você da minha cabeça. Cheguei até a fingir me interessar pelo Jonghyun pra ver se eu realmente sentia algo por você. E quer saber? Eu não consegui te esquecer um segundo apenas, até nos meus sonhos e pesadelos você estava presente.
– Isso não pode estar acontecendo... – o moreno sussurrou alto o suficiente para que eu escutasse. – Taemin, eu não gosto de... meninos, entende?
– Já ficou com algum?
– NÃO! – arregalou os olhos.
– E como sabe que não gosta?
– Por que eu... – suspirou derrotado.
– Por que não me dá uma chance? É só isso que eu tô pedindo. Aliás, o que você vai perder com isso? Seria até algo legal pra você já que iria ficar com um garoto sete anos mais jovem. Eu tenho certeza que muitos caras adorariam ficar com um “moleque” como eu! Não é?
Ele mordeu o lábio inferior pensativo. Eu realmente havia conseguido fazê-lo pelo menos pensar no assunto? Eu sou o cara
– Garoto, você vai se arrepender e muito! – ele disse, pegando meu braço e me puxando para dentro do apartamento.
– Será? – sorri de canto.
Eu havia conseguido o que tanto queria, talvez de uma maneira suja, mas eu havia conseguido.
TAEMIN POV OFF
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O notebook foi fechado. Desta vez, seria a última. Eu finalmente havia finalizado o trabalho extra, e até em menos tempo do que eu esperava. Peguei as pastas e me agachei para pegar a mala debaixo da mesa de madeira, mas ela não estava lá. Droga! Todas minhas coisas estavam ali dentro. Inclusive as chaves para sair do prédio – que se encontrava trancado desde a saída de Dongwoon.
Um novo pigarrear ecoou outra vez pelo escritório, me fazendo levantar de repente, batendo com a cabeça na quina da mesa.
– Procurando algo? – Aquela voz que tanto me soara familiar fora ouvida me fazendo olhar atento para a porta e esta era fechada pelo castanho que assim que terminou o ato, se virou, soltando um daqueles malditos sorrisos.
Não tinha como ficar pior ou tinha?
– Onew, o que está fazendo aqui? – perguntei surpreso.
– Ué, eu precisei ficar até mais tarde, e assim que descobri que meu amor estava aqui, eu adiantei tudo e vim procurá-lo.
– E não o encontrou? – perguntei irônico enquanto me levantava, ajeitando minhas roupas.
– Claro que encontrei! Estou falando com ele. – sorriu mais uma vez.
– Por que ao invés de ficar aí falando asneiras, você não me ajuda a encontrar minha mala.
– Eu sei onde ela está! Mas você sabe... toda informação tem um preço. – cantarolou.
– Eu não a queria mesmo. – falei, pegando o casaco esquecido em cima da mesa.
– Bom, a chave da portaria está dentro dela, se você não quiser passar a noite preso aqui comigo, ou melhor, o final de semana inteiro, vai precisar dela!
– Seu filho da...
– HEY, HEY! Sem xingamentos! – ele disse, levando um dos dedos até meus lábios, calando-me. Me perguntei como ele havia se aproximado tão rapidamente.
– Tá! Qual é a condição?
– Que tal uma conversa rápida e... um beijo? – sorriu malicioso.
– Sem chances! – neguei rapidamente.
– Tudo bem! Ficaremos aqui o fim de semana inteiro, então! – sentou na cadeira ainda com a feição divertida estampada na face.
Eu já disse que estava com nojo dele? Pois é, eu estava.
– Tá, mas seja breve! Estou cansado, e quero ir pra casa.
Ele se levantou vindo em minha direção, o olhar sedento por algo que provavelmente eu negaria, mas eu sabia fingir – ele não conseguiria nada tão facilmente assim. Não comigo.
Envolveu seus braços em minha cintura e me levantou alguns centímetros do chão sem muita dificuldade. Me levou até a mesa, sentando-me sobre a madeira. Lentamente, levou as mãos até minhas pernas abrindo-as e se colocando entre elas. Encarou-me pensativo. Parecia analisar cada traço existente em meu rosto. Sorriu de canto.
– Eu senti sua falta nos últimos dias.
Minha boca devidamente fechada não permitia que as inúmeras ofensas e palavrões chegassem aos seus ouvidos, apenas continuei o encarando, esperando para saber até onde essa conversa nos levaria.
– Já estamos juntos há cinco anos e...
– Nós não estamos mais juntos! – retruquei.
– Como eu dizia... Estamos juntos há cinco anos, e não quero que nosso relacionamento se abale por causa de uma briguinha boba!
– BRIGUINHA BOBA?
– Eu sei que você também sente minha falta e...
– Qual é?! – interrompi, revirando os olhos com desdém.
– AH?! Não sente? – semicerrou os olhos – Não sente falta da forma que eu te tocava? – Perguntou com uma voz sexy levando uma das mãos até meu ombro, fazendo um leve carinho ali e então deslizando pelo meu braço, parando em minha mão que por fim foi entrelaçada pela dele. – Da forma que eu te beijava...?
Ele levou os lábios até meu pescoço dando leves mordidas, seguidas de beijos no mesmo local, me fazendo soltar um arfar que mesmo contra minha vontade foi impossível impedir. Subiu os beijos para minha bochecha e por fim meus lábios. Foi apenas um selar, mas que logo foi quebrado pela língua úmida que me pedia passagem. Eu tentei lutar contra, mas parecia que meu corpo não obedecia meus pensamentos. O beijo que antes era lento e torturante fora finalizado quando ele por fim buscou o ar que faltava em seus pulmões.
– Não sente falta? – perguntou mais uma vez, desta, ofegante.
– O-onew eu...
– Sabe, eu sempre tive um fetiche de fazer com você aqui! Neste escritório, em cima desta mesa e...
– Onew! Minha mala! – o cortei, falando friamente. – O combinado era uma conversa e um beijo e então você iria me entregá-la.
Ele se afastou, me olhando incrédulo. Ele estava ficando furioso. Deu mais uns longos passos para trás sem deixar de me olhar um segundo sequer, e finalmente se virou, sumindo em meio ao escritório. Alguns minutos depois voltou com a mala em uma das mãos.
Perguntei-me como ele havia feito aquilo se eu não havia saído uma vez sequer do meu lugar, a não ser para ir ao banheiro e... DROGA!
Aproximou-se, jogando a mala de qualquer jeito em cima da mesa. Peguei-a, e coloquei o casaco em um dos meus ombros, decidido a sair daquele escritório o mais rápido possível. Andei apressado até a saída, deixando-o para trás. Mas antes que a porta fosse aberta, sua voz grave pôde ser escutada mais uma vez.
– É por causa dele não é?
Me virei para fitá-lo.
– Ele quem?
– Jonghyun! Mas se ele acha que vai conseguir tirar você de mim está muito enganado. Eu ganhei antes, e não vou deixá-lo ganhar desta vez.
– Eu não sou nenhum troféu para se ganhar, Onew! – falei severo, saindo então daquele escritório rumo à saída.
Eu estava trêmulo, minhas mãos suavam, sentia como se fosse cair a qualquer segundo. O que havia acabado de ocorrer não estava em meus planos.
–-- --- ---
A viagem da empresa até minha casa nunca pareceu tão longa quanto a que havia sido hoje, e para piorar assim que cheguei ao prédio, os elevadores estavam fechados para manutenção. Ótimo! Tudo o que eu mais queria era subir sete lances de escada.
Meus passos eram curtos, minha cabeça doía, e eu ainda sentia o gosto da saliva de Onew em minha boca e acredito que era isto o que tanto me dava ânsias.
Um barulho fora do comum prendeu minha atenção, não um barulho, mas uma voz que chamava pelo meu nome. Me virei, observando um moreno se aproximar. Jonghyun parecia cansado já que respirava com dificuldade.
– KEY! – ele chamou, parando alguns degraus abaixo do que eu estava.
– Jonghyun?! Aconteceu algo? – perguntei preocupado, disfarçando minha voz.
– Tirando o fato que você me fez correr cinco lances de escadas, não aconteceu nada... – sorriu.
– Que bom! Estou tão cansado que mal consigo sentir minhas pernas. – resmunguei, mudando de assunto e voltando a subir.
– Hey! Espera! – ele pediu, segurando meu pulso e me puxando para próximo de si.
– O que foi?
– Preciso conversar com você.
– AGORA?
– É!
– Jonghyun, por favor, me diga amanhã. – recuei, voltando a subir.
– NÃO! – me puxou novamente.
Suspirei irritado, sentando em um dos degraus, ele se igualando ao ato.
– O que foi?
– Eu não conseguiria dormir sem te contar isso... – fitou o chão, me fazendo levantar o cenho. Eu estava começando a ficar assustado com todo esse drama.
– Por favor, seja breve.
– Kibum! – por algum motivo odiava quando me chamavam pelo meu nome verdadeiro, era como se algo ruim fosse acontecer. – Eu menti pra você. – ele levantou o olhar para me observar. Seus olhos brilhavam.
– Mentiu? – perguntei atônico.
– E-eu disse que tinha mudado... quer dizer, eu mudei, mas não totalmente. Eu queria mudar, mas não consegui mudar e...
– ÃN? – o encarei, atônico. Não havia compreendido um “A” do qual o moreno havia falado, ele estava nervoso e acredito que era este o motivo das palavras sem nexo.
E naquele momento eu enxerguei o Jonghyun que há anos não via. O Jonghyun que gaguejava quando falava; que tremia quando se aproximava. O Jonghyun medroso que agora se escondia por trás de uma máscara de durão.
– Olha... Não existe novo Jonghyun. Eu só inventei isso por que não queria me aproximar de você novamente. Quando me mudei e descobri que ficaria ao seu lado de novo, eu me desesperei, entende? – os olhos do moreno estavam levemente marejados. Ótimo, só faltava ele chorar. – Key, por mais que eu tenha mudado meu exterior, o meu interior continua intacto, meus sentimentos continuam os mesmos, eu ainda gosto de você...
Por que tudo tinha que acontecer logo hoje?
– Jjong, e-eu não sei o que dizer! – falei, procurando palavras para inserir em minhas futuras falas.
– Não precisa dizer, é só retribuir... – ele disse, levando uma das mãos até meu queixo e o segurando firme, os olhos que continham aquele brilho que tanto me chamava atenção, se fecharam me afirmando o que ele estava prestes a fazer. E antes que seus lábios tocassem os meus, me esquivei, o observando se afastar interrogativo.
Não que eu não quisesse beijá-lo, mas eu ainda não estava pronto para um novo relacionamento. Eu negava, mas Onew ainda tinha certo significado em minha vida, e seria horrível usar Jonghyun como algum brinquedinho para esquecê-lo. Eu não queria fazê-lo sofrer e nem enganá-lo.
Não novamente.
Não dessa forma.
Notas finais
O Key rejeitou o Jjong de novo =( , pra quem queria mudar as coisas, ta começando muito errado, não concorda Kim Kibum !? *olhar assassino*
Nem vou comentar do Tae, vou deixar isso pra vocês!
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As leitoras que se importaram em deixar o review, Muito Obrigada! Fiquei super feliz ^-^ E me preocupei em escrever algo bem melhor, Obrigada pela inspiração extra, suas lindas! Isto serve para todas as leitoras que deixam review com suas opiniões. Valeu mesmo!
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Então... O aviso importante que eu queria dar, é que este foi o último capítulo de 2011, SIIMM =( , esta semana eu irei viajar então não poderei, infelizmente, postar outros capítulo durante as últimas semanas desse ano.
Sentirei saudades de vocês *chora*, e vocês irão sentir minha falta?? ... *cri cri cri*.... KPOSAPKPSKSPAKSPA
Mas assim gente, desejo a todos vocês um Ótimo Natal, que papai Noel lhe dê de presente o clone (ou o original) dos seus BIAS, e um Feliz Ano Novo, Okey? *o*
É Isso... Bye Bye e até 2012!
Kissus~
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