Love At Second Sight

9 Capítulo IX - Ilusão


Notas iniciais
Olá leitoras? Como estão? Divertiram-se bastante nesse fim de ano? Espero que sim!
Gente que saudade disso aqui *oo*
Então esse capítulo foi feito com muito amor e carinho, então espero que gostem... Mesmo que ele não tenha saído NOSSA QUE INCRÍVEL mas o que vale é a intenção não é? néh? néh? néh? KEKEKEKKEKEKE~
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Me desculpem pela postagem antecipada, foi um acidente que me fez postar o capítulo, e em um ato de "desespero" acabei apagando ele... Eu gosto de postar na hora certinha então por isso apaguei, dai só assim, pude postar na hora certa /hunf
Mas enfim, o importante é que tem capítulo novo, antes ou depois da hora, não importa.
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Nossa... Nossa, assim você me mata ai se eu te pego aiai se eu te pego hein... (Escutei essa musica na virada do ano tipo assim umas 1000x) SUHAUHSUA'

Havia se passado uma semana desde que aquele simples “não”, tornou-se uma das minhas maiores preocupações, ou melhor, a minha maior preocupação. Nunca imaginei que poderia me arrepender, e eu poderia até estar me precipitando em dizer isso, mas eu realmente estava arrependido. E parece que esse arrependimento piorou depois que vi Jonghyun aos beijos com a vizinha do 301. Para mim, ser trocado por um mulher é, digamos, no mínimo... Humilhante.


Se bem que eu estaria sendo hipócrita em dizer que ele havia me trocado – nós sequer ficamos juntos, eu sequer havia dado essa oportunidade a ele, e muito menos a mim. Eu só sentia que algo estava errado, ele havia desistido de mim tão facilmente? Mas ele estava certo, aceitando ou não eu o fiz escolher isso, eu sou o responsável por tudo... Sempre fui.


E talvez eu devesse fazer o mesmo. Talvez devesse dar mais uma chance ao Onew, afinal, ele é a única pessoa que eu conheço que realmente me ama, além do Jonghyun... Eu acho.


Mas eu não aceitaria as coisas tão facilmente assim, não mesmo! Eu precisava tentar mais uma vez, e essa seria a última. E, agora, eu faria direito.


O cigarro dentre meus dedos foi jogado no cinzeiro ao lado do copo vazio de whisky. Ficar jogado naquele sofá não me levaria a nada a não ser ter minhas valiosas férias desperdiçadas da maneira mais estúpida possível.



Eu já estava de saco cheio de tudo aquilo... estava cheio de esperar por algo que eu sequer sabia o que era.



Os pés me davam suporte para me levantar enquanto meu corpo obedecia ficando ereto, a chaves – antes em cima da mesa de centro – se encontrava em meu bolso e à medida que eu me aproximava da saída, meus batimentos aceleravam.



Era agora ou nunca.



Poderia me arrepender ou não, que se ferrasse – minha vida estava um verdadeiro lixo e afundar mais não resultaria em muita coisa.


E lá estava eu mais uma vez, diante daquela porta. Me questionei se teria que vê-la por mais alguns minutos antes de tomar alguma iniciativa. Minha mente estava domada por perguntas que sequer um dia imaginei questionar a alguém. O que dizer a alguém que eu feri, machuquei, rejeitei?


Talvez “me desculpe?”, ou eu devesse me jogar aos seus pés e dizer que sou um estúpido, ou quem sabe eu devesse dizer que o amo, mesmo sabendo que esse sentimento é tão incerto quanto meus próprios atos.


Um suspiro cansado saiu dos meus lábios. Chega de idiotices.


Meu dedo indicador direito pressionava a campanhinha enquanto meus pés inquietos se contorciam e reviravam como os de uma garotinha ansiosa para vender a sua última caixa de biscoitos.


A porta foi aberta, relevando um JongHyun a espreita.


E mais uma vez aqueles olhos que tanto me chamavam a atenção me prenderam de uma maneira única em que por mais que piscasse ou fechasse meus olhos era como se houvesse uma espécie de cabo nos conectando. Sorri sem jeito quando reparei que estava sendo observado pelo moreno.


– Kibum?! – perguntou com uma falsa surpresa em seu tom.


– Oi! – busquei fitar o chão, procurando por algo de interessante.


Só então percebi o cigarro entre seus dedos e a fumaça exalando deste. Aposto que ele estava tão ansioso quanto eu, é fácil saber isso quando se andou fumando oito maços de cigarro por dia, ultimamente. Afinal, eu precisava suprir algumas necessidades que sozinho não conseguia, e o cigarro... bom ele alivia um pouco disso.


– O que você quer? – perguntou seco.


– Só queria conversar... o Tae voltou pra casa dele e estou meio a sós, entende? – mordi o lábio inferior.


Ele riu de canto, levando o cigarro novamente aos seus lábios e tragando a nicotina. O cheiro não me incomodava como a maioria das pessoas se incomodaria, era até uma espécie de calmante para meu corpo, culpa dos vários anos de vício, sete anos para ser mais especifico.


– Como sempre... – falou sério, me fazendo levantar o cenho mostrando, assim, minha dificuldade em entender as palavras de JongHyun.


– C-como? – perguntei.


– Como sempre, você me deixa como a segunda opção, não é? O Taemin não está ao seu lado, então você me procura porque eu sou a única opção... Mas quer saber, Key?! Parei de te tratar com prioridade já que você me trata como opção!


– Não... não é nada disso, eu...


– E além disso, mesmo que eu quisesse lhe fazer “companhia” – ele disse dando ênfase com os dedos – Estou ocupado demais pra perder meu tempo com... Você! – parou para pensar – Por que não volta pros braços do seu namoradinho estúpido? Tenho certeza que ele te ama tanto quanto e... Você o ama! – corou, engolindo em seco em seguida. – Agora preciso dormir, tive um dia cansativo!


A última coisa que ouvi foi o baque da porta sendo fechada com rispidez.


Isso não estava em meus planos... Quer dizer, eu sequer tinha um plano. Eu levei um fora do JongHyun?


“Por que não volta pros braços do seu namoradinho estúpido?”



Talvez eu devesse fazer isso mesmo...


Afinal, se eu ainda sentia algum sentimento por ele, por que o evitava tanto? E eu sabia que não era apenas pela traição, pelas mentiras, eu já havia superado tudo isso. Afinal, quando se passa tanto tempo sendo enganado pela mesma pessoa, você acaba aprendendo a conviver com isso.


Existia algo além de tudo aquilo, existia algo que eu sequer saberia identificar, eu sequer saberia dizer se aquilo realmente existia ou era fruto da minha imaginação. Existia algo como uma espécie de bloqueio, ou talvez fosse apenas um aviso para que eu realmente...


...Devesse fazer isso.


Taemin POV ON


Já era a vigésima quarta vez que eu ligara para Choi MinHo, e ele sequer atendeu uma única vez. Não que eu estivesse preocupado com isso, mas... Tá! Eu realmente estava preocupado. Já fazia alguns dias desde que tudo aconteceu e de lá pra cá, quase não tivemos contato. E isso me fazia pensar que talvez MinHo estivesse arrependido ou algo do tipo.



“Claro que ele não está arrependido, ele apenas está ocupado... com a namorada...”



Soltei o ar dos meus pulmões tentando não me preocupar com aquilo, e me sentei na cama com o celular ainda em mãos, dei uma ultima olhada para a tela e pensei em rediscar, mas não iria ferir meu orgulho novamente, se ele quisesse que ligasse. Depositei o celular em cima da mesinha ao lado da minha cama, e me deitei levando as mãos atrás da minha cabeça para apoiá-la, e passei a fitar o teto branco daquele quarto...


FLASH BACK ON


O som dos pés descalços do moreno batendo de encontro com a madeira fez com que meu coração acelerasse causando em mim uma sensação de desconforto capaz de me dar a certeza de que poderia ter um piripaque ali mesmo.

Ele se posicionou na minha frente, nos deixando a poucos centímetros um do outro. Fiquei alguns longos segundos encarando os seus pés até que um suspiro cansado fugiu dos lábios de MinHo e uma de suas mãos ergueu minha face a deixando a uma curta distância da sua.

– Então... – disse calmo. – Como você me faria feliz, Lee Taemin? – sorriu de canto, me fazendo soltar um arfar que me deixou mais envergonhado do que estava. Afinal, onde estava o MinHo que ficou desesperado por causa de um beijinho? Bom, eu não sabia, mas estava adorando esse novo “eu” dele. Eu esse, que eu sequer sabia da existência.


– E-eu... – gaguejei.


– Taemin, me prova seu amor...


– Que espécie de prova você quer?


– Você me pediu uma chance, e aqui está! Agora me convença que vale a pena... ficar... com você! – ele disse parecendo se arrepender segundos depois.


Eu adoraria saber o que diabos estava acontecendo com minhas pernas. Parecia que se eu desse um pequeno vacilo, elas me levariam ao chão. Então eu fiz a primeira coisa que apareceu em minha mente. E talvez a atitude mais idiota que já tomei em toda minha vida.


Sem aviso prévio, puxei o moreno pela camisa justa que provavelmente ficara folgada nos locais onde minhas mãos se fechavam, e selei nossos lábios, simples. Ficaria assim até ter alguma aprovação do homem ou até mesmo alguma reprovação. Mas nada aconteceu, felizmente.


E assim ficamos, segundos, minutos, talvez horas... Não sei! Eu estava tão fora de mim que sequer saberia informar se havia ficado dias ali naquela mesma posição, segurando MinHo de forma possessiva, porém o beijando de forma simples, pura sem segundas intenções.


Quando meus pulmões protestaram a falta de ar, decidi me afastar, hesitante. Temia o que estaria por vir. Fitei o chão tentando esconder minha timidez. A madeira envernizada embaixo dos meus pés nunca parecera algo tão interessante quanto naquele momento.


Eu não tinha coragem de olhar para a face de MinHo, sequer tinha coragem para tal ato, era tão vergonhoso... Pois é, Lee Taemin estava com vergonha pela primeira vez em sua vida! E meu rosto queimava me dando a mais pura certeza disso.


Aquilo era tão mágico, tão incrível, e ao mesmo tempo tão estranho e constrangedor. Eu e ele, ali, imóveis, mergulhados no mais puro silêncio. Adoraria ver a cara dele, mas odiaria que ele visse a minha, e tive a pura certeza de que ele pensava igualmente a mim, pois permanecemos ali quietos, apenas com nossos próprios pensamentos daquela situação.



“GEE GEE GEE GEE BABY BABY

GEE GEE GEE GEE BABY BABY!”


O toque “inusitado” do celular se fez presente, destruindo toda aquela “perfeita” atmosfera que fora criada.


Só então olhei para MinHo que corou sem jeito, tanto pelo toque do celular, quanto pelo recém beijo. Mexeu no cabelo, o desalinhado enquanto procurava em meio a um dos bolsos da calça jeans justa, o aparelho celular. Ao encontrá-lo, pareceu hesitante em atender ao olhar para a tela. Soltou um “com licença” e se virou de costas, atendendo a ligação enquanto se afastava.



Já era de se esperar quem era...



“– Claro! Ok! Já estou indo! Beijo... Também te amo.”



E naquele momento eu realmente havia me arrependido...



– TaeMin! – me chamou simples, enquanto levava um das mãos até meu rosto, erguendo-o novamente.


– Hum?


– Eu preciso ir agora. Depois eu falo com você, tudo bem? – ele sorriu de canto.


– Tudo bem! Acho que já estava na hora de eu ir... – falei desviando meu olhar do moreno, enquanto tateava a porta, procurando a maçaneta.


Eu havia finalmente aberto aquele portal, eu só precisava empurrá-la e sair. Apenas isso.


Mas uma força desconhecida por meus pensamentos se apossou de um dos meus braços, me puxando para longe da saída, e quando eu finalmente tive coragem e abrir meus olhos novamente, pude sentir os lábios que tocaram os meus, iniciando um beijo cheio de volúpia.


Nossas línguas travavam uma batalha em que não existia vencedor e muito menos perdedor, existia apenas a vontade de saciar cada vez mais o desejo pela boca, pela língua, pela vida do outro. Separamos-nos quando a consciência viera novamente a nossa mente.


Um sorriso idiota domando os lábios, recém desconectados.



Mas o sorriso não era o único idiota dali...


FLASHBACK OFF



– TAEMIN! – A voz desesperada e conhecida por mim cessou meus pensamentos, me fazendo olhar quase que automaticamente para a porta branca, apenas esperei a mesma ser aberta, mas ela continuou ali, fechada. Bufei irritado, eu realmente teria que responder?


– O QUÊ? – gritei quase que obrigatoriamente.


– Você tem visita!


– Quem é? – levantei o cenho.


– Seu nome é Choi MinHo!


POV TaeMin OFF



POV KEY ON


A companhia era tocada constantemente pelo meu dedo, enquanto eu achava graça em uma decoração natalina que enfeitava a porta daquele apartamento. Quando se está bêbado, até um velório se torna engraçado, pelo menos pra mim era.


Um sorriso ainda vivia em meus lábios quando a porta foi aberta, e um Lee JinKi seminu aparecia, visivelmente irritado. Irritação essa que rapidamente sumiu do rosto do castanho, deixando então que a interrogação o dominasse.


– Key?! – perguntou me fitando dos pés a cabeça, surpreso. – O que você está fazendo aqui?


– SSSHH! – falei levando um dos dedos a minha boca, pedindo silêncio ao castanho que arregalou os olhos. – Só cala a boca e me beija, Onew!


– Andou bebendo? – perguntou irônico.


– Um pouco... eu acho. – gargalhei alto.


– Vem, entra! – ele pediu enquanto segurava uma das minhas mãos, me puxando para dentro do apartamento.


– Você vai cuida de mim, JinKi? – perguntei ainda rindo em meio às palavras.


– Claro que vou, preciso retribuir do favor! – sorriu satisfeito, demonstrando toda a felicidade que sentia naquele simples sorriso, naquele maldito sorriso.


Pelo menos alguém estava feliz naquela noite, e essa pessoa não era eu.


Notas finais
Então o que acharam? Uma bosta néh? Eu sei.. =(
Nem vou comentar sobre nada, vou deixar isso pra vocês.
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Queria agradecer a Key ( não é o Key da estória, rsrs), que me deixou uma recomendação, Muito Obrigada sua linda! Não sabe como isso me deixa super feliz, sério! =D
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E agradecer a Jay Jay também, minha beta linda
Sem ela eu não teria coragem de postar nenhum capítulo sequer dessa fanfic.
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E agradecer principalmente as minhas leitoras lindas...
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Aff isso ta parecendo discurso de final de fanfic, eu hein...
AUSHAUH'
Enfim... Não esqueçam dos reviews, Ok?
Kissus~