Love At Second Sight
11 Capítulo XI - Segunda mãe
Notas iniciais
Estou com uma dor de cabeça horrorosa, mas como eu AMO demais vocês to vindo aqui postar mesmo assim *ooo*
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NHAA, TEM UM TAEMIN (shimeji) andando no meu desktop *morre*
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Então hoje o capítulo será totalmente explicativo, e vai focar no Taemin, antes que falem mal, leiam a fanfic e as notas finais ^-^
Boa Leitura.
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– Você mentiu pra mim... – ela disse enquanto se levantava cuidadosamente da cama vindo em minha direção...
Um silêncio mortal invadiu o quarto quando a loira já estava a pouquíssimos centímetros de distância.
– Você mentiu pra mim? – agora fora uma pergunta, ao invés de uma afirmação.
– E-eu não sei do que a senhora esta falando. – menti.
– Não sabe? – perguntou com certa dificuldade.
Ela se afastou voltando para a cama, pegou o papel em cima da mesma, e se aproximou novamente, seus olhos semicerravam ao tentar ler a escrita sobre o papel, ela precisava de seus óculos, mas isso não a impediu de esforçar um pouco mais e ler alto o suficiente para que eu escutasse sem muitas dificuldades.
– “TaeMin... Não sei exatamente o que escrever nesta carta. Pra falar a verdade, nunca fui bom com palavras, sequer sei da onde tirei essa ideia estúpida de escrever isso... Sinceramente, acho que sei sim! Kekeke
De tanto ver o JongHyun escrevendo aqueles trilhões de papéis para o KiBum... ( Acho que não deveria ter escrito isso mas, será nosso segredinho, Ok? Só mais um segredinho ^-^) Bom... eu tentarei ser o mais breve possível. Estou escrevendo isso em casa e a qualquer momento alguém pode entrar aqui e bom... não seria nada legal que esse “alguém” fosse a Yuri, ela surtaria. Kekeke.
Lembra daquele dia em que nos beijamos?”
Ela interrompeu para me fitar, eu sabia que ela queria ver minha expressão, mas eu estava tão estático que sequer tive alguma reação. Não podia negar, eu realmente estava feliz por estar ouvindo aquilo, mas se expressasse talvez piorasse a situação, então optei continuar ali, parado, apenas ouvindo atencioso cada palavra trêmula que saia da boca da senhora ali parada.
“Então... Eu gostei muito daquilo! AISH! Não sei o que você tem, garoto, mas eu gosto. Gosto muito! Kekeke
Escrito com muito amor e pressa: Choi MinHo.”
Ela parou. Jogou as madeixas loiras para trás como se estivesse tentando cessar o estresse, a raiva ou qualquer outro sentimento que estive sentindo naquele momento.
– TaeMin... Eu vou perguntar somente uma vez, e não quero que minta. – disse com um olhar cheio de censura.
– T-tudo bem...
– Você e aquele homem têm algum caso?
Engoli em seco.
Hesitei antes de abrir a boca. Eu sabia que aquela simples palavra mudaria todo o nosso relacionamento, que por mais que tentássemos, não era lá um dos melhores.
– Sim! – tentei passar confiança.
O silêncio mais uma vez se fez presente.
Ela se afastou novamente, se sentando no colchão. Fazia questão de esconder o rosto por trás das mãos apoiadas nas coxas. E inúmeros murmúrios como “eu sabia” eram as únicas coisas que eu conseguia ouvir com clareza.
– Omma! – chamei dando alguns passos, desconfiado.
– Eu sabia que uma hora ou outra aquele... aquele homem iria te influenciar, aquele tal KiBum! – disse visivelmente segurando o choro.
– Ele não tem nada a ver com minha opção sexual... – expliquei.
– CLARO QUE TEM, É TUDO CULPA DELE! – gritou. – Você só ficou assim quando ele se mudou pra DROGA dessa cidade, TaeMin!
– PARA! – pedi.
– TaeMin, eu não vou permitir que você se torne como ele, não posso permitir!
– VOCÊ NÃO É A MINHA MÃE! – soltei.
– Sua mãe também não aceitaria, TaeMin. Pode ter certeza disso... – falou fria.
Os berros cessaram, restando apenas as respirações ofegantes e os olhos marejados. O ambiente estava carregado de hostilidade.
– Eu posso não ser sua mãe biológica, mas sou eu quem te sustenta, sou eu quem dá teto e comida, sou eu quem pago suas contas...
– EU NÃO PRECISO DA SUA AJUDA. – revidei.
– ÓTIMO! A PORTA DA RUA É SERVENTIA DA CASA! – apontou para a saída do quarto – Se é assim que agradece todos esses anos, acho melhor você começar a andar com suas próprias pernas, não vejo mais motivo algum para continuar com você aqui dentro da minha casa.
– Tá! – Foi a única coisa que eu consegui responder.
Os olhares penetrantes foram cortados quando me dirigi até o guarda roupa escancarando a porta, e minutos seguintes pilhas e mais pilhas de roupas eram jogadas ao chão assim como as malas em cima do guarda roupa.
– O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? – perguntou cínica.
– Como assim o que estou fazendo? Não tá vendo? Tô fazendo minhas malas.
– SUAS MALAS?
– ÉH! – confirmei ríspido.
– Que eu me lembre, tudo aqui dentro desta casa saiu do meu bolso, inclusive suas roupas, e essas malas aí. – apontou para as mesmas – Se quiser levar algo, pague por isto, caso contrário ligarei para seu pai e ele virá buscar você.
Não que eu não gostasse do meu pai, mas desde que eu fora gerado a única atenção que ele havia me dado foi na briga que ele teve com minha mãe quando descobriu que a mesma estava grávida de mim e, bom... mesmo não tendo consciência sequer formada ainda, sei que xingar uma criança de “ lixo” não é atitude de um pai de verdade, muito menos quando esse tal “lixo” é seu filho.
Entre a rua e a casa do meu pai, a rua seria um local extremamente agradável...
– Tudo bem... – confirmei derrotado.
Minha visão correu pelo quarto cujo passei meus últimos dezoito anos, e parou em cima da cama recém bagunçada. Um ursinho de pelúcia que agora eu havia descoberto ser um “sapo” de pelúcia se encontrava jogado de qualquer jeito.
Aquilo não havia saído do bolso dela. Então eu poderia levá-lo comigo.
Ajeitei tudo o que julguei “meu” em uma mochila velha, e a levei as costas. Iris – minha mãe de criação – fazia questão de acompanhar todo o movimento, e quando finalmente me viu terminar a mala, saiu do quarto pisando firme.
Uma última olhada no meu antigo quarto e então saí do mesmo com um enorme aperto em meu peito.
Cada passo dado pela casa era como se um pedaço de mim fosse ficando para trás, se desintegrando, evaporando e sumindo. Mas nada disso era comparada ou podia ser à dor que eu sentia em ver Iris com os olhos visivelmente marejados, enquanto forjava uma cara embirrada e os braços cruzados, esperando a minha saída daquela casa. Eu sabia que assim que passasse por aquela porta ela choraria, sofreria e tudo por minha causa.
Eu não estava acreditando naquilo, a mulher que desde o falecimento da minha mãe biológica veio cuidando de mim, criando e tentando ao máximo fazer o papel de mãe, estava realmente me colocando pra fora de casa?
Eu podia simplesmente pedir desculpas, abraçá-la e dizer que sentia muito, voltaria para meu quarto e fingiríamos que nada havia ocorrido, mas pelo outro lado, não era o que eu queria; eu precisava ir, precisava provar a mim mesmo e a ela que eu havia crescido e que já era responsável pelos meus atos. Precisava mostrar que mesmo estando grato por toda minha vida eu não precisava mais da ajuda dela. Aquela era a minha chance.
Uma última olhada antes de a porta ser fechada bruscamente às minhas costas. O sapo de pelúcia estava em uma das minhas mãos e um casaco na outra, a noite estava fria – até demais – então tratei de vesti-lo. Eu precisava andar o mais rápido que podia até meu destino, já estava tarde e as ruas não eram um dos locais mais seguros para se ficar perambulando de madrugada.
Mas, felizmente, eu já tinha um lugar em mente.
Um lugar de onde eu jamais seria expulso.
TAEMIN POV OFF
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POV KEY
Meus olhos já estavam se fechando quando me dei conta de que ainda estava no sofá com a TV ligada, mas não fora o barulho da mesma que me fizera acordar, e sim o tocar constante da campanhinha. Levantei cambaleando, o relógio na parede apontava 01h23min da madrugada.
Quem será que me visitaria a esta hora?
Olhei para o calendário preso a parede logo abaixo do relógio, marcava dia 25 de dezembro, já era Natal, provavelmente seria algum vizinho estúpido me chamando para as festas chatas em que anualmente me convidam e eu como sempre, recusava. Eu já estava preparando um grande “Não, obrigado!” quando abri a porta e me surpreendi com o rosto angelical que forjava um sorriso – que pelo tempo que eu conhecia, sabia que era totalmente falso.
– Tae?! – perguntei surpreso levando as costas da minha mão esfregando meus olhos só para ter certeza que realmente estava acordado.
– Key... Posso dormir aqui hoje? – perguntou como uma criança pede aos seus pais quando está com medo da tempestade do lado de fora.
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O chiado avisava que a água já estava em estado de ebulição. Fui até o fogão, desligando-o. Em seguida adicionei o ramen e o tempero, sabia que não era uma refeição digna para um almoço de Natal, mas depois de passar por quase três longas horas tentando decidir o que ainda iria preparar, a fome acabou apertando e, bom... o ramen resolveria isso bem rápido.
– Prometo que no jantar teremos algo digno. – falei colocando a panela em cima da mesa com ajuda de uma luva, arrancando um sorriso dos lábios do loiro.
– Eu não ligo. – ele disse pegando um dos hashis e os separando. Pegou o macarrão e o levou aos lábios, sugando-o. Ri, achando fofo o barulho que o loiro fazia.
– E agora? – perguntei arrancando uma expressão interrogativa do garoto.
– E agora o quê?
– O que você vai fazer?
– Não sei! Talvez arrumar um emprego, afinal, era minha... era a Iris que pagava minha faculdade.
– TaeMin, não a chame assim, ela ainda é sua mãe!
– Você sabe muito bem que ela não é...
– Mas foi ela quem te amou quando ninguém fez isso.
– JongHyun também te ama e nem por isso você o chama como deveria, como, por exemplo, namorado. – retrucou.
– AISH! ELE NÃO É MEU NAMORADO! – alterei o tom de voz.
– Claro que não, ele seria se você não fosse tão idiota.
– HEY...
– Qual é Key, qual seu problema, hein? – largou os hashis, irritado.
Pisquei atônico. Aquele filhote de gente estava falando alto comigo? Se continuasse assim quem iria expulsá-lo agora seria eu.
– Cala a boca! – ordenei, enquanto inchava.
– Não me admira que você só se fode... – resmungou baixo.
– O QUE FOI QUE VOCÊ DISSE?
– Nada! – falou enchendo a boca de ramen novamente.
– Aposto que você nunca viu faca voar! Se continuar falando, vai ver rapidinho! – ameacei com o dedo em riste, arrancando uma risada do loiro que por estar com o macarrão na boca, se engasgou me fazendo o acompanhar no ato.
Era sempre assim, brigávamos, mas no final acabávamos rindo de toda situação. Totalmente o contrário dos nossos outros relacionamentos. E acredito que era por causa desse tipo de relação que eu e TaeMin ainda éramos amigos.
As horas se passaram tão rápido que sentia que sequer o relógio na parede conseguia acompanhar o tempo, ou simplesmente a bateria do aparelho havia se esgotado. Quando me dei conta, já estava no fim da tarde assistindo especiais de Natal na TV e perdendo tempo com conversas e piadas idiotas, tentando esconder os verdadeiros sentimentos que se ocultavam atrás dos falsos sorrisos e das falsas gargalhadas que eu e o loiro, deitado em meu colo, fazíamos questão de representar.
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Nós havíamos acabado de terminar de jantar e, como eu o havia prometido de manhã, eu realmente havia caprichado no cardápio. Na mesa os restos do peru – que se não houvesse sido alertado pelo garoto, com certeza estaria queimado – arroz á grega, salada de macarrão, salmão, e um bom vinho tinto que mesmo ciente da maioridade do loiro não permiti que bebesse, incluindo assim suco de laranja e morango no cardápio.
– Acho que comi demais! – falou enquanto acariciava divertidamente a barriga, me arrancando uma longa risada que deveria ser a milésima naquele dia. – Afinal, você fez comida para um batalhão inteiro, esqueceu que éramos somente nós dois?!
– Você me conhece, eu nunca estou satisfeito! – respondi terminando de beber o líquido que restava na taça.
A campanhinha tocou, prendendo nossa atenção para a porta.
– Quem será? – TaeMin perguntou com um ar de suspense, enquanto brincava com as próprias mãos como se estivesse contando uma estória de terror para alguma criançinha.
Levantei enquanto revirava os olhos com desdém, achando idiota o ato do garoto. Aproximei-me da porta, abrindo-a logo em seguida. O moreno ali parado sorria como sempre, tão doce e gentil. Impossível não se apaixonar.
– MinHo! – falei surpreso.
– Olá! Feliz Natal, Key! – sorriu sem jeito, enquanto abria os braços esperando um futuro abraço.
– Feliz Nat...
– MINHO! – TaeMin apareceu “do nada”, me empurrando para escanteio enquanto abraçava, até demais, o moreno a minha frente, e que pela cara que fazia, ele estava com certeza sendo esmagados pelos braços frágeis.
– Tae... – riu baixo se livrando finalmente do abraço. – O que está fazendo aqui? – perguntou parecendo confuso.
– É uma longa história... – bagunçou as madeixas loiras.
– Você bem que poderia me contar, já são duas longas histórias que você está me devendo!
– Espera! – interrompi a conversa. – Vocês ainda se falam mesmo depois daquilo? – semicerrei os olhos não acreditando na cena que estava presenciando. Como assim MinHo estava abraçando TaeMin, e TaeMin abraçando MinHo? Até a alguns dias atrás ele entrou apavorado em seu apartamento gritando que o garoto o havia beijado. Não seria possível que ele já tivesse perdoado o loiro tão rapidamente, ou seria?
– Isso é outra longa história! – O moreno disse rindo fazendo, TaeMin acompanhá-lo.
Eu não sabia o que aquele garoto estava aprontando, mas vindo dele, boa coisa não era.
– Por que não me contam sobre essas histórias? – pedi cruzando os braços.
– Quem sabe outra hora, agora eu pretendo contar algumas coisinhas para o MinHo! – o loiro riu novamente, enquanto arrastava-o para as escadas, sumindo, assim, do meu campo de visão.
Ótimo, eu havia acabado de ter minha única companhia “sequestrada”.
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POV TAEMIN
– Bem vindo ao meu local secreto! – corri alguns passos à frente me inclinando enquanto apresentava o terraço do prédio ao moreno, como quando um garçom indica uma mesa ao seu cliente.
– Aqui é lindo! Tem uma vista... única! – sorriu embelezado com a paisagem que realmente era uma das mais únicas da cidade.
– Pois é, nem mesmo o Key sabe da existência desse lugar... acho que ninguém daqui sabe! – falei começando a andar pelo local.
Aquela noite estava bastante fria e eu não ficaria surpreso se nevasse a qualquer momento, a lua brilhava de forma única, se destacando em meio as trilhares de pequenos pontos brilhantes no obscuro do céu. Uma brisa gélida bateu contra meu corpo aquecido pelo casaco pesado, me fazendo estremecer um pouco.
Esperei MinHo me acompanhar, andávamos lado a lado pelo terraço, não havia o que se olhar era apenas um terraço. Sentamos em um degrau, dali dava para ver uma boa parte da cidade, inclusive o parque, local onde eu tive meu primeiro “encontro” com MinHo.
– Vocês são bem próximos, não são? – ele perguntou anulando a falta de assunto.
– Sim... Muito! Key é como um irmão, pai e uma segunda mãe pra mim!
– Como eu e JongHyun! – sorriu mais uma vez. – Mas então... Sua mãe, ela não se importa em deixá-lo ficar tanto tempo aqui? Com o KiBum? – perguntou receoso.
– Eu... não devo satisfações a ela. – fitei o chão.
– Claro que deve, ela é sua mãe, garoto! – falou ríspido.
Lancei um olhar ameaçador, odiava quando MinHo me tratava como algum garotinho e odiava mais ainda quando ele me chamava de um.
– Ela não é minha mãe de verdade...
– Não?!
– Quando eu tinha cinco anos minha mãe biológica me... Abandonou! Iris nunca me contou o verdadeiro motivo, e sempre que eu a questionava ela mudava de assunto. Dizia que não era do meu interesse e que ela era minha mãe verdadeira e não tinha motivos para querer saber sobre a outra...
– E você não procurou por ela, pela sua mãe verdadeira?
– Ela faleceu quando eu completei seis anos. Mesmo que quisesse, jamais falaria com ela novamente.
– Mas e seu pai?
Ri de desgosto, somente a palavra pai me causava ânsia e ter que comentar sobre ele logo para MinHo era uma perda de tempo.
– Quando ele descobriu que minha mãe havia falecido, fugiu para fora da Coréia só pra não ter que cuidar de mim... Depois disso ele acabou voltando, e nos encontramos algumas vezes, mas uma única vez foi mais que necessário para eu odiá-lo.
– WOW! Ele com certeza deve ser alguém bastante hostil!
– Hostil? Ele é um monstro, não demonstra sentimento algum com o próximo, só pensa em si próprio e no seu dinheiro.
– Espera... ele é rico?
– Não chega a ser rico, mas digamos que ele é bem de vida.
– Fico feliz que tenha encontrado alguém que realmente te ama! Iris aparenta ser uma boa mãe, talvez não de sangue, mas de coração e é isso o que importa.
Talvez eu devesse contar para MinHo sobre o que havia ocorrido, já que ele foi um dos principais motivos, mas isso talvez abalasse nosso relacionamento, se é que tínhamos um. Mas eu não queria assustá-lo, afinal, eu havia sido expulso de casa por gostar dele, não queria que pensasse que o mesmo pudesse vir acontecer com ele se mais alguém descobrisse sobre nós.
– Mudando de assunto... Gostou do meu presente? – perguntou tímido. Ainda vidrado nas luzes dos prédios vizinhos.
– OH! Eu adorei! – acompanhei o sorriso alheio me recordando do sapo de pelúcia e da carta... Droga! Eu havia me esquecido que minha mãe havia ficado com a mesma, mas tanto faz. Com certeza ela deveria estar no lixo da cozinha a esta hora. – Dei o nome ao sapo de Choi MinHo! Em sua homenagem! – ri baixo encostando minha cabeça em seu ombro.
Ficamos alguns longos minutos assim, sentados e observando a paisagem enquanto de vez enquanto risadas sem motivos fugiam de nossas bocas.
– Então quer dizer que você gostou de me beijar? – perguntei simples sem olhar para ele.
– Por incrível que pareça... Sim!
– Você me surpreende cada vez mais, MinHo! – virei para olhá-lo melhor, estava lindo, estava não, ele é lindo! Um verdadeiro desperdício alguém como ele, ficar com alguém como... eu.
Mas enquanto ele não percebesse isso, eu iria aproveitar cada segundo ao lado de Choi MinHo, mesmo que no final eu quebrasse a cara, eu estava disposto a tentar.
– Pode ter certeza que eu me surpreendo muito mais com você! – completou mostrando a carga dentária e me fazendo fugir do meu transe.
– Quer me ver te surpreender de novo? – mordi o lábio inferior sedutoramente.
– Claro! – deixou um sorriso quase diabólico domar seus lábios.
Antes que mais palavras saíssem de nossas bocas, o puxei para mais perto de mim pela nuca, e sem medo de que ele protestasse, ataquei seus lábios possessivamente, mordendo-os e beijando-os enquanto lhe arrancava sorrisinhos bobos. MinHo agora pedia passagem, algo que eu achei até inesperado da parte dele, mas sequer hesitei em permitir que sua língua invadisse minha boca, explorando cada local que conseguisse.
O sabor, o toque, o calor, eu precisava ter certeza de que não era mais uma das minhas fantasias, eu precisava saber se tudo aquilo era real, e propositalmente abri meus olhos mesmo que contra minha vontade, e pude olhar os cílios longos que se curvavam quase que perfeitamente nos olhos pouco orientais, sorri em meio ao beijo, aquilo não era um sonho, mas era tão bom quanto se fosse um, e o melhor de tudo ele era real.
O perfume inebriante que exalava de MinHo provavelmente ficaria impregnado em minhas roupas, e adorava tudo aquilo, pois faria questão de dormir agarrado com esse mesmo casaco sentindo o perfume do moreno em meus próprios sonhos.
E assim passamos nossa noite de Natal... E dentre todos os Natais passados, dentre todos os presentes ganhos, este, sem duvida alguma, havia sido o melhor de todos.
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Já era a milésima vez naquela madrugada que eu havia levantado da cama, no relógio o ponteiro marcava 03h25min da manhã, e TaeMin ainda não havia voltado. Eu não podia negar e sequer queria, eu realmente estava preocupado com o garoto, se algo de ruim acontecesse com ele eu nunca me perdoaria e tenho certeza que a própria mãe do garoto teria mais um motivo para me odiar.
Fui até o banheiro e abri a torneira, a água que caia na pia era exageradamente desperdiçada, eu havia me surpreendido com o reflexo no espelho. Desde quando eu havia emagrecido tanto? E olheiras? Flashbacks invadiam minha mente me dando as respostas mais que óbvias.
Eu não me alimentava corretamente há algumas semanas, talvez isso explicasse o emagrecimento repentino e as noites mal dormidas com pensamentos culposos em que eu criava cenas de como minha vida seria perfeita se Onew fosse fiel, faziam o trabalho de explicar as olheiras.
– Eu estou horrível! – suspirei derrotado.
E só por um momento eu pensei que se continuasse dessa maneira, perderia qualquer chance com JongHyun, mas isto foi só por um breve momento.
Fechei a torneira, pegando uma toalha e me secando em seguida.
– KiBum seu estúpido! – falei, me insultando.
O som da risada escandalosa de TaeMin invadiu meus ouvidos me fazendo constatar que o mesmo havia acabado de chegar. Terminei de me secar e me debrucei sobre a pia, um suspiro cansado saiu fugitivo de mim.
Até quando as coisas continuariam daquela forma?
A resposta estava bem diante dos meus olhos, estava no espelho que refletia minha própria imagem. O tempo todo esteve lá, esperando minha cegueira passar, ou eu voltar a raciocinar. Era simples, tudo só tomaria um rumo diferente quando eu permitisse que tomasse. Tudo dependia de mim, sempre dependeu.
Eu estava decidido a mudar, a recomeçar... Agora sim eu estava.
E o primeiro passo seria mudar as atitudes do idiota que se refletia no espelho. O idiota chamado Kim KiBum.
Notas finais
1º: Se eu fosse colocar JongKey o capítulo chegaria á 6 mil palavras e 2º: porque eu precisava esclarecer algumas coisas nesse capítulo e acabou ficando assim.
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Peço Desculpas pelo assunto "Key" estar super repetitivo, mas como disse eu precisava fazer isto já que acabei adiando pra próxima semana, então sem falta próximo sábado teremos finalmente o inicio da estória do couple "JongKey", PROMETO!
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Agora sobre esse capítulo, espero que tenha ficado claro que Iris é a mãe adotiva do "pequeno" TaeMin, que fora abandonado pelos seus pais (idiotas) e etc... Sentiu o clima entre ele e o MinHo , hmmmm adoro~
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Na boa? Estou MUUUUUUUUUIIIIIIIITOOOOO chateada com quem não deixou review no capítulo passado, to muito mesmo, DE VERDADE ¬¬ Espero não me decepcionar nesse capitulo novamente, comigo as coisas funcionam assim: Quanto mais motivação mais eu escrevo e me empenho a melhorar, quanto menos motivação mais merda eu escrevo... Enfim, vocês decidem =x
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E que venham os fogos de artifícios *spoiler* =x
Kissus~
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