Love At Second Sight
7 Capítulo VII - Lembranças
Notas iniciais
Mais um capítulo pra vocês ^-^
Espero que gostem, Boa Leitura...
A sensação da água quente sobre minhas costas era a melhor coisa que eu poderia sentir depois de mais um dia de trabalho naquela empresa. Porém, por mais que meu corpo estivesse relaxando, minha mente estava sempre presa em devaneios, ou melhor, em alguém.
Já havia se passado alguns dias desde a última vez que eu vira Jonghyun, mesmo ele morando no apartamento em frente ao meu. Não que eu me importasse com isso, mas flashes do moreno ultimamente habitavam minha mente mais do que o necessário, e isso estava começando a virar um incômodo.
Desliguei o chuveiro.
Se eu ficasse ali por mais alguns minutos, sentia que nasceriam escamas em mim. Enrolei uma toalha em minha cintura e sai.
O caminho para meu quarto nunca pareceu tão longo, e o cansaço que dominava meu corpo não estava colaborando nem um pouco. Entrei no quarto jogando a toalha em cima da cama, indo até o guarda-roupa e vestindo uma boxer qualquer, em seguida um pijama. O celular sobre o criado mudo alertava as mensagens na caixa de entrada. Ignorei.
Já sabia de quem era as tais mensagens, mas me questionava como ele havia conseguido meu número novo.
“Aquela vadia da secretária.”
Deitei-me. No relógio, era possível ver que ainda não passara das 20:00h da noite, mas com aquele misto de incômodos que habitavam meu corpo eu seria capaz de dormir por dias e ainda assim acordar cansado.
A porta do quarto foi aberta. Taemin entrava com uma expressão cansada, provavelmente causada pelo estresse das aulas na faculdade.
– Olá hyung! – disse sem entusiasmo enquanto jogava a mochila no chão.
– O que houve? Porque está com essa cara?
– Eu já te disse que não é nada.
– Taemin! Eu te conheço! – disse semicerrando os olhos – Já faz três dias que você está assim! Não venha me dizer que está cansado, eu sei que não é só isso! Onde ficou a confiança? Eu sou ou não sou seu hyung? Deu pra ficar de segredinhos? Ou...
– TÁ! EU CONTO! – berrou irritado com as palavras que eu falava rapidamente.
Abri um sorriso de satisfação, sempre conseguia o que queria quando usava meu poder de irritação, eu deveria ganhar um diploma por isso.
Me sentei na cama, cruzando as pernas. Dei algumas batidinhas no colchão o incentivando a se sentar do meu lado, e assim ele fez.
– Hyung! – puxou assunto – E-eu acho que... eu gosto de alguém. – disse com ar de incerteza. Não pude deixar de ver as maçãs do rosto do garoto passar de um pálido para um tom avermelhado. – Mas esse alguém não gosta de mim! – completou.
– Quem não gosta de você? Olha só esse rostinho perfeito – falei enquanto apertava as bochechas do loiro, deixando-o levemente irritado – Afinal, esse alguém sabe que você gosta dele?
– Bom... acho que não.
– E como você sabe que ele não gosta de você, se você nem ao menos se declarou?
O loiro mordeu o lábio inferior, pensativo. Hesitou diversas vezes antes de decidir falar novamente.
– Ele tem uma namorada...
– Por acaso, esse alguém é o MinHo? – semicerrei os olhos. Já sabia quem era, ou melhor, sempre soube, mas não queria ser tão direto com o loiro. – Por que eu o vi com uma garota hoje de manhã, acredito que seja ela, a garota a quem você se refere.
Os lábios do garoto se curvaram formando um bico que combinava perfeitamente com seus traços infantis, impossível não se apaixonar por ele.
– Hyung, o que preciso fazer para que ele goste de mim?
– Bom...
Aquela noite seria, com certeza, mais longa do que eu realmente queria que fosse.
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TAEMIN POV
Eu havia acordado mais cedo do que o necessário. Key ainda estava dormindo, não queria acordá-lo, afinal, era o seu dia de folga e ultimamente ele estava se esforçando mais do que devia no trabalho, tudo por uma promoção. Sem contar, eu o havia feito ficar acordado até mais tempo do que ele pretendia na noite anterior, não queria incomodá-lo mais. Não ele.
Pensei inúmeras vezes antes de abrir aquela porta, sabia que todos os dias, exatamente esse horário, ele saia para ir até a padaria – eu estava reparando nisso há alguns dias – e seria um ótimo momento para conversarmos já que às 7:00h da manhã o movimento naquele corredor era basicamente nenhum. Mas e se tudo desse errado?
“O máximo que pode acontecer é você receber um NÃO!” a frase dita por Kibum na noite anterior ecoava em minha cabeça me encorajando. Respirei fundo e sai, me deparando com ele fechando a porta. Havia acertado mais uma vez. Sorri interiormente, satisfeito.
– MinHo! – chamei timidamente fazendo-o se virar e esboçar um leve sorriso.
– Taemin! Bom dia! – cumprimentou enquanto colocava as chaves em um dos bolsos.
– B-bom dia! – corei.
– Você está sumido nos últimos dias, aconteceu algo?
– Não! Quer dizer... mais ou menos.
– Você... quer me contar? – levantou o cenho.
– Você está indo à padaria, não é?
– Sim, por quê?
– Eu também... Eu falo no caminho, pode ser?
– Claro! – sorriu mais uma vez.
POV TAEMIN OFF
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Acordei quase que em um pulo, tanto pelo barulho do despertador – que eu havia me esquecido de desligar na noite passada – quanto pelo recém pesadelo. Levei uma das mãos até o aparelho, ainda sonolento, desligando-o, porém um barulho tão irritante quanto o do aparelho continuava ecoando por todo apartamento. Olhei para o lado, estava vazio. Taemin não estava ali, e provavelmente não estava em qualquer outro local do apartamento.
A campanhinha tocou mais uma vez. Agora, quem a tocava estava começando a perder a paciência. Assim como eu.
– Já tô indo! – falei para mim mesmo enquanto brigava contra minha própria vontade em não me levantar da cama. Calcei os chinelos e sai do quarto, rumo à porta.
Abri em um movimento quase torturante – minha sonolência ainda fazia efeito sobre meus atos.
“JONGHYUN?!” – Perguntei em pensamento enquanto arregalava os olhos, surpreso, mas não pela presença do garoto, e sim pelo o que trazia consigo. Uma caixa que tampava seu rosto quase que por completo. – Jjong...? Jonghyun? – me auto corrigi.
– Olá! – sorriu. – Eu queria te entregar algumas coisas. – disse iniciando uma conversa rápida.
– Pra mim?
– Não! Pro Papai Noel, aliás, ele está ai? – disse com desdém.
– Ignorante!
–Idiota! – retrucou
– Afinal, o que você quer me entregar? – questionei já cansado com a mini discussão.
Ele levou a caixa ao chão, ficando visivelmente aliviado – aquilo deveria pesar quilos. Bateu as mãos entre a barra da camiseta e o cós da calça, limpando-as.
– Bom... eu estou fazendo uma limpeza no meu quarto e quero me livrar de algumas coisas inúteis... Então eu encontrei algo que talvez seja do seu interesse, isso... – ele se abaixou pegando em meio aos inúmeros objetos, um DVD, entregando-o a mim –...Isso aqui! Afinal, já faz alguns anos que você não revê sua família, quer dizer, eu nunca te vi lá, depois de tudo o que aconteceu e... – ele se interrompeu como se estivesse se arrependendo do que havia falado. – Sem falar que eu quero me livrar disso antes que MinHo encontre mais algo que vingue algo que eu fiz a ele. Assim como ele fez com a carta... – corou envergonhado.
– É só isso?
– Claro! Esperava o quê? Flores? Bombons?
Revirei os olhos. Até pensei em responder, mas desisti – seria completamente infantil ficar discutindo com Jonghyun.
– Você está certo. Faz alguns anos que eu não os vejo, ou sequer falo. – Eu juro que tentei, mas minha voz começou a falhar e eu fui obrigado a me calar. – Enfim, você se importaria em eu assistir no seu DVD? O meu quebrou semana passada, e eu acho que vou precisar comprar outro! – sorri de canto.
– Na minha casa?
– Bom se você tiver um DVD, em outro lugar, pra mim sem problemas. – ri.
– Tá, mas é melhor ir logo. O MinHo saiu e quando voltar vai assistir alguns filmes. – sorriu um dos sorrisos mais lindos que eu já havia visto, senti meu coração parar e voltar a bater descompassadamente. Eu nunca fui fraco diante de certas coisas, mas agora me perguntava por que eu estava me sentindo tão estranho e logo por causa de um simples sorriso.
– OK! Eu só vou terminar de arrumar minha cama e já já eu estarei lá.
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O cômodo só não estava totalmente escuro porque pequenos rastros de luz atravessavam as grades da janela passando pela cortina de renda da cor bege, iluminando algumas áreas do chão de madeira. A luz da televisão reforçava a iluminação. Jonghyun sentara na poltrona solitária ao lado do sofá em que eu estava – ele parecia mais incomodado com a minha presença do que eu que estava em território desconhecido, e isso era visível pelas inúmeras vezes em que ele evitava o contato visual comigo.
Um dos dedos do moreno pressionou o botão “play” dando início ao vídeo. Na tela surgiu uma cena que meu cérebro fazia questão de se recordar de cada detalhe, de cada sentimento que eu sentira no mesmo dia em que o vídeo fora feito, era como se eu estivesse dentro do aparelho presenciando e vivenciando todas as cenas que se iniciaram. Mas uma dessas cenas em especifico fez com que meu coração apertasse em meu peito, minha boca secasse, e meu estômago doesse.
Engoli em seco.
Já fazia várias horas, dias, meses, anos que eu não a via. Fazia muito tempo desde o dia em que virei às costas para ela e segui atrás do meu sonho. O sonho que agora não passava de uma lembrança frustrada.
Eu fui tão narcisista a ponto de ter feito isso? Como pude ter trocado aquela mulher com um sorriso acolhedor nos lábios enquanto segurava uma bandeja repleta de biscoitos e os oferecia aos dois jovens que brincavam no chão daquela sala de estar simples? – Pelo menos era essa a imagem que a televisão mostrava daquela mulher de cabelos médios que iam até os ombros.
O filme foi pausado. Na tela, a imagem congelada era a de um garoto com óculos grandes e outro com os cabelos cobrindo um dos olhos – era eu – levando uma das mãos livres até a bandeja, pegando um dos biscoitos que ali estavam.
E então percebi o quão salgado era o gosto do arrependimento, ou melhor, gosto das lágrimas causadas pelo arrependimento. Só saí dos meus devaneios quando senti um dos lugares ao meu lado ser ocupado por Jonghyun. Ele parecia chateado diante da cena que presenciava. E eu estava tão envergonhado por fazê-lo presenciar aquilo. Droga!
– Me desculpe, Key! Eu não achei que você fosse ficar assim e...
– Sem problemas! Eu também esperava mais de mim! – falei enquanto secava discretamente as teimosas lágrimas que insistiam em correr pelas minhas bochechas.
– Não é isso!
– Ela era meiga, gentil, doce, carinhosa e atenciosa. E eu... era o garoto ingrato, egoísta e ruim! Eu a troquei por um romance adolescente. Eu troquei aquilo... – apontei para a tela – por isto! – voltei, então, a atenção para mim mesmo. Eu virei as costas pra ela no momento em que ela mais precisava, assim como eu fiz com você. Eu troquei a mulher que me deu a vida, Jonghyun! Eu sou tão ruim.
– Hey, não fala isso! Você não é nada disso! Além do mais, todos comentem erros, Key! Você errou e ela também.
– Jonghyun! Eu realmente sinto muito...
– Eu já falei que pra mim nada disso existiu. Mas o que aconteceu com o novo Key? O Key que disse que tinha se inovado naquele dia em que bateu nessa porta?
– Me desculpe, mas eu não consigo apagar o passado de mim, e eu não quero apagar. Mesmo eu negando, eu era muito mais feliz antes, Jjong! – não parecia, mas eu estava feliz em chamá-lo assim sem ser repreendido ou algo do tipo – Eu realmente queria que as coisas voltassem a ser como eram, eu realmente queria uma nova chance, entende?
Mas que diabos eu estou dizendo?
O silêncio rondou aquele cômodo.
– Key! Eu...
Um estrondo desviou minha atenção do moreno, indo, assim, para a porta recém escancarada pelo homem que entrava desesperado, fechando-a em seguida. Parecia estar fugindo de algum monstro ou algo parecido.
– ME AJUDA! – os olhos arregalados de pavor. – AQUELE... AQUELE... – gaguejou enquanto apontava desesperadamente para a porta – AQUELE MOLEQUE!
– O que houve? – Jonghyun perguntou, se levantando e indo em direção ao primo que agora estava com uma das mãos sobre o coração, respirando descompassadamente.
– Aquele... garoto... me... ASSEDIOU! – disse finalmente, fazendo Jonghyun e eu olhar, confusos, para MinHo que se escorava na parede, e pela forma em que seu torso subia e descia era de se esperar que ele tivesse corrido uma maratona inteira.
– Quem te assediou? – perguntei também me aproximando do moreno.
Ele respirou profundamente mais uma vez e deixou o ar sair de seus pulmões antes de dar a resposta final.
– Lee Taemin, aquele moleque!
– O QUÊ?? – era impressão minha ou o tempo havia parado?
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– Eu não sei o que faço com você, Tae! – falava enquanto andava em círculos pelo quarto, pensando em uma boa maneira de repreendê-lo.
– AISH! Hyung, eu sou maior de idade, respondo pelos meus atos. – disse enquanto brincava com o pirulito de cereja com a língua.
– Já sei! Vou contar pra sua umma! – falei parando, de repente, em frente à cama onde ele se encontrava. O loiro arregalou os olhos, ficando de joelhos sobre o colchão e juntando as mãos como em um ato de pedir perdão.
– NÃO, HYUNG! NÃO FAZ ISSO! VOCÊ SABE COMO MINHA MÃE É! ELA VAI QUERER ME MANDAR PRA CASA DO MEU PAI, E ELE É TÃO LOUCO QUANTO ELA. VOCÊ NÃO SERIA CAPAZ DE FAZER ALGO DO TIPO, SERIA? – o garoto implorava diante de mim.
– Taemin! Você tem noção do que fez? – perguntei calmamente tentando não me deixar levar pela fofura que aqueles orbes brilhosos tinham enquanto olhavam para mim – Taemin, você atacou o MinHo dentro de um elevador! E se alguém entrasse? E se a câmera da cabine estivesse em funcionamento? Ou pior, e se o MinHo ao invés de correr, tivesse te dado uns tabefes? – suspirei irritado, me sentando na cama ao lado do loiro.
– Hyung, me desculpe! Mas é que quando eu vi aqueles lábios... – a feição do menino mudou para como se estivesse vendo uma miragem diante dos próprios olhos – e aquele corpo perfeito naquela camiseta apertada, eu simplesmente não resisti! Eu não tive culpa, a culpa é toda dele, quem mandou ser gostoso?!
– AAAHHH! – gritei enquanto tampava meus ouvidos com as mãos. – TAEMIN, SAI DAQUI AGORA ANTES QUE EU DEIXE ESSA SUA BUNDINHA BRANCA, ROXA! – ordenei irritado.
O loiro correu até a porta com a ironia brincando em sua face – ele adorava me irritar. O pirulito ainda nos lábios foi tirado para que ele me enviasse um beijo no ar, correndo então para fora do quarto antes que eu perdesse o controle.
– Esse moleque! – cambaleei em cima da cama.
Eu gostava da forma que Taemin enxergava o mundo, sem problemas, apenas diversão. Da mesma forma que eu era há alguns anos atrás. Ele agia sem pensar nas consequências, agia sempre tratando a si mesmo como prioridade e os outros como opção. Agia apenas para satisfazer seus desejos e seu ego, nunca os dos outros. Exatamente como eu agia.
“– Key! Eu...”
Um flash das palavras Jonghyun viera à tona. Ele iria me dizer algo quando MinHo entrou naquela sala e toda essa confusão se formou.
Mas que diabos ele iria me dizer?
Notas finais
Mas voltando a esse capítulo, eu estarei mentindo se falar que dei meu máximo nele, eu realmente não dei meu máximo =/ , me perdoem, please. Mas é que eu estou investindo toda minha criatividade nos capítulo seguinte, e nas fics seguintes e tals.
AHHHH, poxa to chateada com uma galera que antes deixava review e agora nem deixa =/ Eu tenho 28 leitores, e digamos assim que 8 comentam toda vez que tem capítulo novo, poh galera o que custa deixar um review? Além de me esforçar mais ainda pra vocês, isso me deixa muito feliz. Eu nem peço pra escrever muita coisa, Um continua já me satisfaz kekeke~
Mas é serio, eu quero os meus leitores postando, se não quem para de postar sou eu. (Olha a chantagem) keke~
Obs: EU jamais deixaria meus leitores fieis sem cap novo, então não se preocupem ^^
Kissus meu povo liindo ;***
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