Notas iniciais
Primeiramente quero agradecer pelos 31 comentários em 10 capitulos, pelos 11 leitores, 3 favoritos e 1 recomendação. Muitíssimo obrigada, meus amores.
Bueno, vamos ler!

POV Sophia

Damon estava irresistivelmente lindo. Tenho que admitir. Eu sentia um ódio imenso dele por tudo que aconteceu, e se não fosse por isso, eu não me importaria de acabar o dia na cama dele.

O cabelo havia mudado, estava mais liso, mas manteve o mesmo comprimento. Seu corpo parecia mais largo, não gordo, gostoso. Mas seus olhos... Seus olhos não tinham mais o mesmo brilho. Nunca me esqueci daquele brilho.

Foi tão reconfortante ver aquele belo par de olhos azuis outra vez.

Não, eu não o amava mais. Nem conseguiria. Mas Damon foi meu primeiro amor. Perdi minha virgindade com ele, oras. Eu o amei com todas minhas forças. Morri por ama-lo. Não me arrependo. Era o que eu sempre quis. Um amor que me consumisse. Até o fim.

Eu só não sabia que o fim, na verdade, seria um começo.

Após meu banho, me vesti para ir dormir. Enquanto procurava uma camiseta que eu usava como pijama (http://www.polyvore.com/good_night/set?id=90522168), achei meu diário. Meu velho diário. A última vez que o usei foi quando me transformei. Desde então nunca mais precisei abri-lo (e nunca mais quis fazer isso, também. Era deprimente conversar com folhas em branco). Comecei a usa-lo quando meu pai me prendeu no meu quarto. Era engraçado como cada memória minha daquele ano, permanecera intacta.

Depois que encontrei a camisa e a vesti, me atirei na cama. Era um saco ter que dormir cedo, vestida e sozinha numa cama imensa. E na casa dos Salvatore.

Virei prum lado... Pro outro... Pro teto... Enfiei a cara no travesseiro...

Eu não tinha sono algum. Já passava de 1 da manhã. A noite mal começara e eu em Mystic Falls, dormindo. Espero que Klaus valorize isso quando eu o encontrar.

Me levanto, vou ao quarto de Stefan e ele não está lá. Pego um de seus whiskies, mas é muito fraco. Desço as escadas, observando a casa e vou até onde Damon, mais cedo, nos servira uma boa dose da bebida. Pego a garrafa, suspiro, agarro dois copos e subo até o quarto dele. Beber sozinha também é deprimente, ok.

– Posso entrar? — Pergunto abrindo um pouco a porta.

Ele não responde. A janela está aberta; um vento gostoso sopra contra mim. Não era só o vento que era gostoso. Damon dormia sem camisa, com o cabelo bagunçado. Parecia sereno.

– Não precisa ficar só olhando — ele diz e abre os olhos.

– Já que peguei sua bebida, achei justo beber com você — vou até sua cama e me sento ao lado de seus pés.

– Admita — ele se senta na cama — Você sentiu minha falta.

– Não seja idiota. — toco um copo para ele que o agarra no ar. — Apenas odeio beber sozinha. E o whisky do seu irmão é horrível — me sirvo e alcanço para ele a garrafa.

– Daí você decidiu vir ao meu quarto, com essa roupa minúscula, uma garrafa de whisky, à noite?

– Você não pode simplesmente aceitar o fato de que não quero beber sozinha?! — me levanto e vou até a janela.

– Tudo bem — vejo que ele levanta também.

"Diga-me que não está pelado! Diga-me que não está pelado!".

Meu subconsciente suplica para que ele esteja vestido, mas por fora continuo serena.

Ele não estava pelado. Estava de calça.

– Você dorme de calça jeans? — bebo e o encaro.

– Estava com preguiça de tirar o resto da roupa. Geralmente alguém faz isso pra mim. — ele chega bem próximo a mim, posso sentir sua respiração.

– Onde está o Stefan? — corto seu clima com um belo e debochado sorriso nos lábios.

– Deve estar na casa da Elena, a namorada dele. — Damon revira os olhos.

– Que bom que alguém aqui superou a Katherine.

– Eu também superei, tá legal?!

– Por que se transformou? — minha voz fica levemente melancólica.

– Por causa do Stefan.

– A Katherine foi morta com os vampiros da igreja, até onde me lembro. Vi a igreja queimando.

Damon me olha com ar sério. Ele senta na cama e me sento ao seu lado.

– Katherine está viva, Sophia.

Viva?! Não...

– Não pode ser... — digo completamente incrédula.

– E tem mais uma coisa que você precisa saber.

– Vocês estão juntos? — pergunto não demonstrando muita importância.

– É claro que não! Se pudesse eu mesmo a matava.

– O que é, então?

– Elena, a namorada do Stefan, é uma duplicata dela.

OPA! PERAI! Outra Katherine no meu caminho? Isso só pode ser brincadeira. E de muito mal gosto, minha gente!

– E por que diabos está me contando isso, Damon?

– Não quero que você a machuque — ele me olha e dá de ombros. — Ela é namorada do meu irmão e...

– E é a cópia da Katherine, seu grande amor — bufo e me levanto; ele faz o mesmo segurando meu braço.

– Nunca amei Katherine do mesmo modo que amei você.

Pronto. Meu chão acabou de desmoronar.

Cada palavra que saiu de sua boa soou com um tapa em meu rosto. Isso não alteraria o passado, mas melhorava um pouco a história. Fez eu e sentir um pouco melhor.

– Não quero falar disso. — Visivelmente não era a resposta que ele esperava.

– E por que não?

– Porque isso é passado! E não faz sentido algum eu ser vampira se é pra ficar remoendo o passado. — Pego a garrafa e torno a servir nossos copos. — E eu não amo mais você.

Tentei fazer isso não soar como um soco na cara, mas acho que falhei. Mas ele também não me amava. Então, deu. Resolvido. Ninguém ama ninguém mais e tudo fica numa boa.

– Vai me deixar bêbado desse jeito — ele bebe num sorvo só o que servi e se afasta de mim.

– Por que não saímos para... jantar?

– Primeira regra de Mystic Falls: você não pode sair matando adoidada por aí.

– Como? — eu realmente não escutei isso, né?! Era Mystic Falls, oras!

– O Conselho ainda existe. Faço parte dele, agora, e não quero ter que caçar você. Ou quero — ele olha para minhas pernas.

– Quanta hipocrisia. Damon Salvatore, membro de um conselho que existe para matar vampiros.

– Se alimente, mas não faça alarde.

– Damon — vou até ele -, somos vampiros. Precisamos de sangue humano para sobreviver. — Falo pausadamente.

– É só você não matar seu lanchinho — ele, outra vez, revira os olhos. Quando fazia isso, era porque achava que eu estava sendo dramática.

– Só falta você ter uma lista de amigos que não posso morder — cruzo meus braços.

– Na verdade, tenho. — Ergo uma sobrancelha. — As famílias fundadoras e o professor de história da escola que nas horas vagas caça vampiros.

– O nome dele é Alaric?

– Como sabe?

– Foi o primeiro que falou comigo quando cheguei aqui. Acho até que ficou interessado em mim — sorrio.

– Ele é caçador, mais velho, e é alcoólatra. – traduzindo o que ele disse: fique longe do professor de história.

– Se olhe no espelho, Damon. — caminho até a janela e me debruço no parapeito. — Está uma noite linda para ficarmos papeando, não acha?

– Acho, mas você não vai aceitar...

– Nem termine a frase, Salvatore. — me viro para ele. — Vou voltar para meu quarto. Amanhã será um longo dia. Preciso procurar um lugar para ficar. Não quero ter que encher a cara toda noite na companhia no meu ex — sorrio passando por ele indo para meu quarto.

Estava abrindo minha porta, quando senti Damon parando atrás de mim. Me virei e o vi sorrindo, sem mostrar os dentes. Retribui o sorriso. Como antigamente, passou a mão por meus cabelos, ao longo do meu rosto.

– É bom saber que está viva. — ele me olhava nos olhos.

Não me contenho e o abraço apertado. Havia esquecido o quão bom era estar em seus braços, contra seu peito.

– Não serei hipócrita em dizer que senti sua falta. Não, Damon. Mas é muito bom saber que está vivo. Digo, sei que ser vampiro, às vezes...

– Xiiuu — ele põe a mão em meus cabelos — Só me abrace. – ele encosta seu queixo em minha cabeça.

Damon não é tão quente quanto antes, ao contrário de mim. Com minha cabeça encostada em seu peito nu, tenho nostálgicas lembranças do passado. Me ver feliz ao lado dele de novo não é fácil. Me ver feliz não é fácil.

– Preciso dormir, Damon — me afasto dele.

– Sozinha? – ele faz uma última tentativa e eu me seguro para não aceitar.

– Sozinha. — o empurro de leve e entro em meu quarto.

Me deito na cama e vejo o diário. Não me contenho e o pego. Evito ler o que escrevi anteriormente. Pego uma caneta e escrevo o que na verdade gostaria de contar a um amigo. Mas não era confiável ter amigos reais.

”Querido Diário... Quer dizer, ainda posso lhe chamar de querido? Temos essa intimidade ainda?

Enfim...

Voltei a Mystic Falls em busca de Niklaus, mas dei de cara com meu passado ainda vivo. Nunca ousei imaginar que Damon pudesse estar vivo. Não só ele como também Stefan. Sabe o que mais descobri? Eles têm uma duplicata da Katherine por aqui. E ainda por cima ela é namorada do Stefan. Chances da história se repetir?

Aliás, Katherine Vaca Pierce, está viva. E eu aqui, crente de que ela havia virado churrasco em 1864.

Mas agora muitas coisas fazem sentido. Niklaus estava em Mystic Falls quando morri por causa de Katherine. Agora ele está aqui outra vez, porque Elena mora aqui. Niklaus achou uma duplicata. Não acredito que demorou todo esse tempo. Mas agora ele poderá finalmente ter seus híbridos.

E eu o ajudarei. Não vim para ficar com Damon ou para fazer amigos. Stefan é um doce, mas namora essa tal Elena. E certamente Klaus a quer. Nem preciso dizer do lado de quem eu ficarei, né...

Katherine. Se ela for esperta, não vai aparecer na minha frente. Quero a cabeça daquela vaca numa bandeja. É tudo culpa dela e tenho certeza de que ela se orgulha disso.

Nem acredito que voltei a escrever aqui. Isso é patético. Mas não tenho outra escolha.

E sobre Damon... Bem, ele é um gato. Mas não mexe comigo como antes. Se rolasse algo, seria só e somente sexo. Mas aposto que seria sexo de qualidade.”.


“Eu não entendo a sua volta/ Não entendo a sua indecisão/ Num dia sou o seu grande amor/ No outro dia não.”

– Nenhum de Nós (Eu não entendo)


Notas finais
Só eu que achei esse final meio meloso? Juro, tive que segurar meus dedos para que Damon e Sophia não acabassem esse capítulo na cama. E não foi nada fácil me conter, viu. E acho que por isso mereço reviews! Aliás, adoro reviews grandes, adoro respondê-los! Beijos.