Love And Hate
12 My Favorite Evil
Notas iniciais
Gente, estou postando diariamente - as vezes ate dois por dia - para recompensar demora que ocorrerá assim que as aulas recomeçarem, nessa próxima segunda. Então aproveitem e não me abandonem hein!
(cliquem nos links azuis, não são propagandas chatas, são links que eu pus)
POV Neutro
Sophia acordou muito bem disposta. Pegou o celular e colocou uma música – Driving All Night Long – e foi procurar uma roupa. Gostava de andar bem vestida e sempre que podia usava alguma marca imponente. Chamava a atenção de homens e mulheres por onde passava. Seus cabelos eram leves e ondulados, e por serem vermelhos chamavam tanta atenção quanto ela por si só.
Decidiu que naquele mesmo dia encontraria Klaus. Não queria que a cena da noite passada voltasse a se repetir. E muito menos queria ter de escrever no diário outra vez.
Com uma calça jeans, uma blusa branca e um sapato marrom (look), Sophia saiu da casa dos Salvatore. Caso encontrasse o híbrido, voltaria ali mais tarde para pegar suas malas.
– Tá. Onde Klaus pode estar? – Disse ela quando sentou em frente ao volante do seu amado Impala. – É, Sophia, você não faz ideia.
Ela liga o by Text-Enhance\">carro que, embora antigo, pega na hora e sai.
POV Damon.
Quando acordei minha cabeça estava pesada, e os móveis não paravam quietos, ficavam girando. Sophia conseguiu me embebedar. Depois da nostálgica cena em frente ao quarto dela, voltei pra cama e sequei a garrafa do meu velho e bom companheiro (vulgo whisky). Pensei na noite em que o pai dela foi falar comigo. Eu devia era ter dado um murro na cara daquele velho. Devia ter ido e procurado por ela em cada canto europeu. Mas preferi aceitar os fatos como eles eram.
Mesmo amando a Katherine durante mais de um século, enquanto tentava tirá-la da tumba, eu não esqueci que foi Sophia quem chorou sobre o meu corpo. Seu nome fora minha última pronúncia como humano. Imagino o quanto a devo ter feito sofrer. Entretanto, quase dois séculos se passaram e eu não podia mentir e dizer que a amava. Deixei de ama-la por Katherine. Mas uma coisa é certa; somente Sophia me conheceu de verdade. E tenho a certeza de apenas eu a conheci por inteiro.
Depois que tomei um banho e me vesti, fui ao quarto dela, mas ele estava vazio, a cama estava arrumada.
– Não sabia que garotas mimadas arrumavam suas camas – dou de ombros e saio de lá. – Bom dia, irmãozinho – vejo Stefan chegando em casa.
– Bom dia, Damon. E a Sophia? – ele fecha a porta.
– Acho que saiu. Explicou tudo pra Elena?
– Ela demorou a acreditar que você amou alguém além da Katherine, mas entendeu tudo.
– Que bom que ela entendeu que Sophia pode aparecer do nada, confundir ela com a Katherine e quebrar seu lindo pescocinho. — sorrio debochada.
– Falou com ela sobre Elena ser uma duplicata? – ele joga a jaqueta no sofá e cruza os braços.
– Sim. Aliás, conversamos muito ontem à noite – ele me olha e sorri com ar descrente – Apenas conversamos, Stefan.
– Achou mesmo que ela apareceria 150 anos depois e se jogaria em seus braços, Damon?
– Não, mas é que... Ah, esquece. – reviro os olhos e me jogo no sofá. – Acabamos desviando o assunto e ela não me disse nada sobre matar ou não a Elena.
– Bom, depois eu falo com ela então. E acho melhor apresentarmos uma à outra de uma vez.
– Stefan, de onde veio todo esse carinho pela Sophia? – Indago.
– Bem, nunca tive nada contra ela. Pelo contrário, sempre achei que ela fosse perfeita para você, Damon. E caso tenha esquecido, era eu quem te ouvia falar dela.
– Isso não justifica estarem tão amiguinhos.
– Está com ciúmes. – ele ri.
– É claro que não. Não seja idiota.
– Tá bom, Damon. Fica aí escondendo seu ciumes embaixo do seu orgulho que eu vou tomar um banho.
Eu não estava com ciúmes. Por que estaria?
Eu estava com ciúmes?
POV Sophia
Passei naquele tal Mystic Grill outra vez não vi ninguém que esperava ver. Passeado pela cidade, em frente a Escola, vejo uma loira que caminha como se desfilasse.
– A vadia continua mimada pelo visto – falo parando o caro.
Desço e vou em direção a ela.
Rebekah Mikaelson. Minha quase amiga, não fosse o fato de eu ir pra cama com o irmão dela e ter mais atenção que ela.
Enquanto caminho com toda minha pose e atraio alguns olhares, ela sorri incrédula por me ver.
– Sentiu saudades, foi?
– Não sua, fofa! – respondo parando em sua frente. – Cadê o seu irmão?
– Nik?
– E eu conheço os outros?! – cruzo os braços.
– Está na casa dele.
– E onde fica?
– Descubra sozinha – ela me dá as costas e segue para dentro da escola.
– Vaca.
– Eu ouvi isso – ela diz já longe de mim.
Quando me viro esbarro em uma outra loira. O problema se dá por ela estar com um copo de café na mão. Mas só com o copo, pois o café todo foi direto para minha blusa.
– Ahh, Meu Deus. Desculpa! – ela leva a mão à boca.
– Droga! – olho para minha blusa que de branca passou a ser cor de sujeira.
– Eu sinto muito.
– Não, tá tudo bem. – reviro os olhos, tentando manter a calma. Aquela camisa tinha custado os olhos da cara.
– Sei que essa blusa foi cara. – ela me olha com uma cara abalada.
Olhei para ela e vi que entendia de moda, estava muito bem arrumada em comparação com o resto das estudantes.
– Eu compro outra – sorrio fraco.
– Não, eu faço questão de te dar uma nova.
– Não é necessário. – sorrio outra vez. Ela era simpática.
– Me dá seu numero. – ela estende o celular para mim. Digito meu numero e entrego a ela.
– Tem certeza que é necessário?
– Faço questão – ela sorri amigável. – A propósito, me chamo Caroline.
– Sophia – lhe estendo a mão num cumprimento formal.
– Tenho que entrar. Até mais.
– Até.
A garota era bonita, simpática e entendia de moda. Fiquei até espantada pela gentileza dela de me dar outra blusa, mas não tinha tempo para essas coisas no momento. Eu precisava achar Niklaus.
Depois que peguei outra Blusa em meu carro, fui em todas as salas à procura de Rebekah, mas achei outra pessoa.
– Alaric? – falo reconhecendo-o de costas.
Ele se vira, me olha e logo me reconhece.
– Sophia. Não me diga que estuda aqui?!
– Já passei dessa fase, professor. – sorrio.
– O que faz aqui, então?
– Queria ter certeza de que você era mesmo um professor nas horas vagas – minto. Não vou sair por aí espalhando que estou atrás de um Original, né.
– Por que não conversamos melhor mais tarde, no mesmo lugar de ontem? – ele sorri e cruza os braços. É o primeiro professor gato que conheço.
– Bem, um amigo seu disse que eu devo manter distância de você. – Me aproximo dele — Você é mais velho, alcoólatra e – aproximo minha boca de seu ouvido – caça vampiros.
Ele me segura pelo braço e olhando em meus olhos fala:
– Damon?!
– O próprio. Mas não se preocupe. Ele já me disse o que pode e não pode nessa cidade.
– Você é bem corajosa de dar às caras assim.
– O convite ainda está de pé? – sorrio, mordendo o lábio inferior.
– Às nove. Esteja lá.
– Até mais, professor.
Aposto que Damon não contava com isso. Saio da escola e espero o sinal bater. Sigo o carro de Rebekah, que nem desconfia de mim. Estaciono um pouco antes de ela parar e depois a sigo a pé. Depois que ela entra na casa, e depois que vejo o quão grande ela é, tenho a certeza que é de Niklaus. Ele sempre morou em verdadeiros palácios. Eu esperava que tivesse dois guardas (lobisomens – vampiros – híbridos) parados em frente a porta, mas não. Achei estranho. Mas isso me favorecia.
Quando entrei, um vulto passou por mim e logo eu estava deitada no chão com uma mão a prender meu pescoço.
– Olá, Niklaus – digo segurando seu braço.
– Sophia? – ele me solta.
– Senti sua falta – sorrio doce e ele retribui.
– Eu também. Mas não esperava que você voltasse – ele levanta e me puxa.
Passo a mão em seu rosto, com um sorriso bobo nos lábios.
– Deixei o orgulho de lado. – abraço ele que me aperta pela cintura.
– Mas como você me achou?
– A tonta da sua irmã. Segui ela da escola até aqui. A propósito, olá Rebekah – olho por cima do ombro de Klaus e a vejo parada com uma cara nada alegre.
– Não acredito que vou ter que te aturar de novo – ela sai da sala.
– Também senti saudades, amor! – grito irônica.
– Quando chegou aqui?
– Ontem a noite.
Niklaus passa a mão em meu rosto e eu o puxo pela nunca, o beijando carinhosamente. Klaus sempre foi um ‘príncipe’ comigo. Um príncipe não muito convencional, mas enfim... Todavia, no fundo, ele tinha seus motivos para ser assim. Todos temos. Ele me encosta na parede e continua a me beijar, só que mais rápido.
– Por que não subimos? – digo a ele que começa a desce com a boca por meu pescoço – Isso é covardia, Niklaus. — Meu corpo todo arrepia.
Empurro-o na parede e abro sua camiseta, decendo por seu peito com beijos até que...
– Por que não fazem isso em um quarto? – olho para o lado e vejo um homem mais novo que Klaus.
– E quem é você? – me afasto de Niklaus, loca para arrancar a cabeça do infeliz.
– Kol.
– Kol? – olho para Klaus. – Seu irmão?
– Ninguém escolhe a família que tem.
– É, mas você pode escolher os que ficam vivos. Já não basta a Rebekah fora do caixão, agora isso? – aponta para Kol.
– Ei mais respeito, não tem ideia do que posso fazer com você – ele anda até mim e Klaus entra em minha frente.
– Fale assim com ela de novo e verá o que eu posso fazer com você.
Ah aquele sotaque! Aquele homem. Maldito Kol que cortou o clima.
Kol sai da casa não muito contente e Niklaus volta a me olhar. Seus olhos, que eu defino como azuis esverdeados, me encaravam alegremente. Seu sorriso meio de canto de boca, apenas com os lábios e sua pose parado em minha frente, me encantavam mais ainda.
– É tão bom estar de volta – passo meus braços em seu pescoço. – Tão bom ter você outra vez.
– Você está linda, Sophia. Vi você loira e morena, mas ruiva... Ficou melhor ainda.
– Não minta, sei que você gosta de loiras.
– Quando se trata de você, pouco me importa a cor do cabelo. – beija meu pescoço. – Está com fome? – fala em meu ouvido.
– A ultima vez que me alimentei foi ontem à noite.
Ele me leva até a sala de estar, que é enorme e linda. Muito clássica, ao gosto dele. E ao meu também. Ele me oferece uma taça com sangue dentro.
– Sangue industrial? – era assim que eu falava quando bebíamos de bolsas de sangue.
– Por enquanto. – aceito e me sento no sofá. Ele senta ao meu lado. – Onde passou a noite?
– Na casa de dois ami... Conhecidos. – sorrio.
– Eu conheço?
– Lembra que uma vez te falei de uns Salvatore? Pois então, são vampiros também.
– Você conhece esses Salvatore?! – ele me olha.
– Sim. Damon foi meu... namorado. Mas isso aconteceu quando eu era humana.
Klaus fica pensativo. Parece não ter gostado de saber que conheço os Salvatore.
– Fiquei sabendo da duplicata. Por isso está aqui, não é?
– Sim. Preciso do sangue dela para meus híbridos. Você a conhece também?
– Não pessoalmente, mas sei que é duplicata de Katherine Pierce e namora Stefan Salvatore.
– Descobriu tudo isso em uma única noite?
– Sim. Damon me contou. Na verdade – deito no sofá apoiando minha cabeça na perna de Klaus -, ele me pediu para não machuca-la. Ele acha que por ser cópia da Katherine, eu a mataria. E tem razão.
– Sabe que preciso dela viva. – Me olha sério.
– Não se preocupe. Quero a cabeça da original, não da cópia.
– Contou aos Salvatore que você me conhece?
– Claro que não. Acha mesmo que saio por aí dizendo que conheço Niklaus Mikaelson? Gosto de viver.
Ele ri. Segura minha mão e entrelaço nossos dedos. Volto a me sentar e o beijo. Seus lábios são quentes, macios. Seu perfume me envolve, me tirando do ar. Klaus tem um cheiro único – bem, ele é o macho alfa, não?! – e isso me inebria.
Quando dou por mim, estou sentada em seu colo o beijando fervorosamente.
– Preciso que fique de olho nos Salvatore. – ele sussurra.
– Claro – volto a beija-lo.
– Eles não podem desconfiar de nada, Sophia – solto um leve “uhum” e ele me segura em sua frente – Sinto muito, mas você tem que voltar para a casa deles.
– Quê? Não, quero ficar aqui com você, Niklaus.
– Teremos outras noites. – ele passa a mão em meu rosto, colocando alguns fios de cabelo que caiem em frente a meus olhos, atrás de minha orelha. – Prometo.
– Mas Klaus...
– Por favor, não dificulte, Love. – O jeito que ele pronunciava “love”... Ah, Meu Deus!
– Ok. – beijo de leve seus lábios. – Mas não pense que se verá livre de mim.
– Nem quero. – Sorri gentil. – Preste atenção em tudo que eles falarem, tente descobrir o que pretendem contra mim. Se mostre ao lado deles.
– Tá. – Concordo com a cabeça.
– Sempre que der, nos veremos. Mas seja discreta, estamos em Mystic Falls. As noticias correm rápido.
– É, eu sei. – reviro os olhos. – Se cuida.
– Não preciso. Sou imortal, lembra?
– Mas tem as adagas. Não confio na sua irmã. Nem nesse tal Kol.
– Tem mais uma coisa, seja amiga da Elena.
– Aí já é demais, né, Klaus! – me levanto — Amiga da duplicata?!
– Tenha os amigos por perto, e os inimigos mais perto ainda – ele levanta e segura meu rosto com as mãos, carinhosamente. – Você sim, tome cuidado.
Pego o celular dele e anoto meu número. Depois de implorar mais uma vez para subirmos, eu vou embora. Extremamente contrariada volto ao carro. Eu queria ficar com Klaus, mas agora eu fazia parte do plano. Seja lá qual foro plano.
Amiga da duplicata da Katherine. Era só que me faltava...
"A ausência apaga as pequenas paixões e fortalece as grandes."
– François La Rochefoucauld
Notas finais
Beijos, e VOCE, é VOCE MESMA QUE ANTES COMENTAVA, EU SEI QUE VOCÊS AINDA LEEM. Comente, por favorzinho?!
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