Love And Hate
13 Between Bites and Memories
Notas iniciais
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POV NEUTRO
Como Klaus pedira, ou melhor, mandara, Sophia voltou a mansão Salvatore. Desceu do carro mais alegre por ter achado seu híbrido, mas sua alegria não duraria muito tempo.
- You run around open doors like a gentleman/ — ela entra cantando — And tell me girl everyday "you're my everything"/ Cause that's the way you like to do it/ That's the way you like/ Just a little West Coast and... – ela para de cantar ao ver Stefan e uma garota na sala.
- Oh, por favor continue cantando – Damon aparece.
- Atrapalho alguma coisa?
- Não – Damon passa o braço em seu ombro e caminha com ela – Aliás não tinha melhor hora para você chegar.
- Sophia, essa é Elena. – diz Stefan quando a garota levanta do sofá.
POV Sophia
Sério isso? Eu poderia estar tendo altos orgasmos na cama do Klaus e, no entanto participaria de uma reunião de família?! Ok, aquele dia estava começando a desandar.
- Uau. Você é a cara da Katherine.
- Não é a primeira vez que escuto isso. – ela responde sorrindo. Tento sorrir, mas sai extremamente falso.
“Seja amiga da Elena”. Ok, Klaus. Isso é por você.
- Então, Elena, você namora o Stefan, não é?
- Sim – eles sorriem juntos, de um modo fofo. Damon e eu nos olhamos e reviramos os olhos.
- Ok, eu adoraria ficar e conversar – na verdade, eu precisava ficar e conversar, mas não tinha saco para tal. -, mas tenho um encontro – Damon me solta indo até o sofá.
- Chegou ontem a Mystic Falls. Como pode ter um encontro? – Ele pergunta.
- Professores de historia com tendências alcóolatras também são aptos a me pagarem uma bebida – sorrio com ar convencido.
- Ric te chamou pra sair?
- Sim, Elena. Algum problema? – cruzo os braços.
- Você parece tão... Nova. – ela quis dizer “vampira”.
- Vampiros nunca aparentam ser o que são de fato. – sério, não será fácil ser amiga dela.
- Você sabe que ele é um caçador, não sabe? – Stefan me alerta.
- Assim como ele sabe que sou vampira.
- Só não me diga que disse a ele...
- Que te conheço? – interrompo Damon que levanta para servir um copo de whisky. – Sim, eu disse. – caminho até ele. – Algum problema, Salvatore? – pego o copo de sua mão e bebo o que seria dele.
- Nenhum – sorri forçado.
- Então, Elena. Conte-me mais como é conviver com um vampiro que mais parece um príncipe – passo meu braço pelo dela a levando para a rua.
POV Damon.
- Só eu que não entendi isso? – pergunto para Stefan após elas saírem da sala.
- Não.
- Essa não é a mesma Sophia que eu conheci.
- E você não é o mesmo Damon que ela conheceu – ele atira isso na minha cara com um sorriso alegre nos lábios.
- Tá, mas desde quando Sophia é de fazer amigas, Stefan? E logo a Elena?!
- O que pode ter de mais nisso, Damon? – ele cruza os braços.
- A Sophia é vampira e a Elena humana. A Sophia só alimenta de humanos e desde ontem ela tá de barriga vazia.
- Ela não seria capaz.
De fato, ela não seria capaz. Eu só queria achar uma boa explicação para cena que presenciei. Na verdade eu ainda esperava uma boa explicação para ela ter aparecido do nada. E a cada minuto perto dela, eu me sentia mais culpado.
- Preciso parar de andar com o Stefan. Estou sentimental – digo quando já estou sozinho na sala. – Qualquer dia estarei saltitando pela floresta atrás de coelhinhos.
Mas vê-la viva me dava um certo conforto, como se eu não fosse ficar sozinho. Bem, Elena fez sua escolha. Ficou com meu irmão. Eu tinha de seguir de frente, mas não queira. Eu gostava dela. E desde que a conheci comecei a ser mais... Humano.
E ainda tinha o Klaus, com seu incessante plano de formar um exercito híbrido com o sangue da Elena. E talvez Sophia se aliasse a nós. Acho que seria bom tê-la do nosso lado. Sophia é o tipo de mulher que encanta todo tipo de homem, incluído Klaus. Mas no momento que ela descobrisse que tudo isso não passa de um plano para salvar Elena, ela iria embora.
- Não quero que ela vá embora.
POV Sophia.
Damon segurava firme o outro copo e olhava para um ponto fixo em sua frente.
- Não quero que ela vá embora.
- Não quer que quem vá embora? – desperto ele de seus pensamentos, me encostando na parede.
- Ah, ninguém – sorri fraco.
- Se esse ninguém se trata de mim, não se preocupe. Não vou embora – vou até ele e sento no sofá a sua frente.
- Então você pretende ficar aqui bebendo meu whisky, usando minha roupa de cama, minha água...
- Se reclamar mais, posso usar seu sangue também.
- Nossa, não vou nem dormir essa noite. – depois de debochar de mim, ele bebe tudo o que tem no copo.
- Você não acha que bebe demais? – tiro os sapatos e deito no sofá.
Os raios de sol dançam entre nós, embalados pelos movimentos das árvores lá fora.
- Você não era tão chata antes, sabia.
- Esqueça a antiga Sophia, Damon. Ela morreu segundos após você. – encaro o teto, mas sinto que ele me olha.
- Não foi isso que pareceu ontem à noite – diz aparecendo do nada em minha frente.
- Só porque te abracei?
- Senti seu coração pulsando três vezes mais rápido que o normal. Tenho certeza que você é a mesma Sophia de antes.
Enfio minha mão em seu peito e seguro seu coração.
- Aquela Sophia faria isso? Ela teria coragem de arrancar seu coração? – Damon cai sobre meu corpo e eu o jogo no chão, sentando sobre seu corpo. – Não brinque comigo, Damon – solto seu coração e ele parece bem mais aliviado.
Mas eu dei mole. Ele me virou rapidamente para baixo, segurando firme minhas mãos ao lado de minha cabeça.
- E aquele Damon faria isso? — ele morde com força meu pescoço, sugando um pouco de meu sangue.
- Seu filho da mãe! – o jogo no chão, tapando a mordida.
Damon está sentado no chão com a boca suja com meu sangue. Com a respiração alterada, ficamos a nos encarar até que subo para meu quarto.
- Idiota! Como ele ousa! – destapo a mordida em frente ao espelho e vejo que está fechando. – Isso não ficar assim.
Notas finais
Obrigada às que sempre comentam.
Mais uma coisa: acho que ficarei um tempinho sem postar. ACHO.
Estou com uns problemas sentimentais - quisera eu viver sem coração -, ser adolescente é uma bosta. Amar é uma bosta. Não ser correspondida é uma super bosta. Desculpa pelo desabafo.
Até mais, pessoal.
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